Sweet Escape

13 Your Daddy Will Gona Kill Me


Notas iniciais
Comentem por favor.

Estava sentado no escritório do Ernesto olhando a paisagem do lado de fora, havia chovido minutos antes, mas ainda continuava o tempo abafado. Às vezes me pegava pensando no beijo da senhorita Steele, ele era molhado e quente assim com o clima de Oklahoma. Porém, lembrava dela me mandado calar a boca e lembrava de Flora.

— Filho, está tudo bem ? — Meu pai me olhava tentando designar o que se passava em minha cabeça.

— Só estou um pouco cansado. — Disse tentando me focar na conversa que havia começado .

— Então vamos . — Disse pegando o paletó que estava na cadeira da frente.

— Vamos aonde ? — Não entendi e reparei que Ernesto estava todo arrumado.

— Se esqueceu do jantar na casa do Charlie ? — Espantou os olhos.

— Claro que não. — Na verdade havia me esquecido desse jantar. Meu pai é amigo do Charlie a muito tempo, desde a época que Ernesto cursava faculdade na UCLA. Por razão do destino Charlie se mudou para Oklahoma City, a semanas atrás eles se reencontraram na pesca.

— Que bom que não marcou algum compromisso. Depois de muito tempo teremos uma noite de homens. — Gostaria de ter marcado um compromisso com a senhorita Steele, seria bem mais entusiasmante do que jantar com dois senhores de quase 60 anos.

— Deixa minha mãe saber disso. — Sorri. Os jantares com meu pai são incríveis, ele me faz esquecer as regras e sair da redoma do mundo em que vivo, talvez levando em conta esse aspecto esqueceria da Anastácia, pelo menos por hoje. — Pai, às vezes me lembro do Charlie e da esposa dele. Ela era amiga da Irina também, porque não a chama para fazer companhia ? — Charlie era empregado do meu pai na filial de Santa Mônica e sua esposa era cabeleireira ou algo assim.

— A esposa de Charlie morreu a muitos anos, teve câncer e não resistiu. — Disse com um ar de desânimo enquanto andávamos até o carro.

— Que pena. Eles formavam um casal muito inspirador, igual você e a Irina . — Senti muito pelo Charlie, a perda drástica, ele era um cara legal, bem animado e aparentava ser feliz.

— Ele está bem, a filha dele e a Renesmee se mudaram também. — Disse fechando a porta da Cayenne.

— É bom ter a companhia das filhas. — Afirmei colocando o cinto.

[...]

— Tem certeza que o endereço que você me passou esta correto ? — Olhei no GPS e depois para Ernesto.

— Sim, já vim aqui antes. Filho, daqui quatro blocos vira à esquerda. — Era estranho parece que já conhecia o lugar, mas não me lembro de ter vindo antes .

— Agora vira à esquerda ? — Confirmei antes de virar . Ah, não pode ser.

— Filho é essa casa aqui, olha a velha ford. Pode estacionar do lado — Indagou animado

— Pai, eu tenho que comprar um remédio para enxaqueca. Minha cabeça está latejando de tanta dor. — Inventei uma desculpa qualquer, no momento quero sumir .

— Não precisa ir, tenho bem aqui no meu bolso. Também vira e mexe tenho enxaqueca e segundo o médico da família esse remédio é o melhor. — O médico da família sou eu, que por sorte ou azar indicou o remédio. Merda, qual outra desculpa posso inventar?

— Não quer chamar o Charlie para jantar em algum restaurante ? — Ernesto recusou de imediato . Bosta. — Bom as filhas dele estão em casa, não dá pra ter uma noite de homens com duas mulheres em casa. — Ele parou e pensou.

— A filha dele trabalha fora não sei se vai estar. A Renesmee deve ter 8 anos, com essa idade dorme cedo. — Olhei no relógio e marcava 20:30, provavelmente a pequena estaria dormindo.

— Pai, eu acho que... — Me interrompeu já abrindo a porta do carro. — não seria uma boa ideia. — Falei baixo apenas para mim. Charlie abriu a porta sem ao menos tocar a campainha e já foi de encontro com Ernesto. — Pelo visto não tem jeito. — Bati minha mão feria no volante novamente. — Maldita mania .

— Christian, como você cresceu era um meninote quando te conheci. — Deu um aperto de mão e depois me abraçou.

— Charlie. — Retribui reciprocamente e por um momento até esqueci tamanha coincidência .

— Vamos entrando. — Apontou a porta da frente e Ernesto como se já conhecesse a casa foi adentrando. Eu acompanhei logo atrás pensando em dar meia volta e partir.

— Renesmee, você é totalmente idêntica à Anastácia quando tinha sua idade. — Ernesto disse. No momento sabia de quem se tratava e sem duvidas nenhuma concordava com meu pai.

— Elas se parecem mesmo. — Disse um pouco antes de passar pela porta. Depois de abraçar meu pai ela olhou pra mim com um pouco de espanto. O nome dela era estranho, não me lembrava. — É um prazer conhece-la senhorita . — Abaixei e a abracei, a garotinha ficou sem saber o que fazer.

— Vem Ernesto vou lhe mostrar a casa. — Os dois saíram deixando eu e a garotinha sozinhos.

— Pode deixar, não vou contar pra ninguém . — Sussurrou com timidez.

— Contar o que exatamente? — Queria saber o que ela tinha pensado, sei que ela me pegou sem camisa na cozinha , mas não sabia ao certo o que se passava pela cabecinha.

— Que eu vi você hoje de manhã ? — Sim, ele era idêntica à senhorita Steele até em responde a perguntas fazendo outras perguntas.

— É melhor ninguém saber sobre isso. — Lembrei-me da regra 390 " nunca saia com as filhas dos amigos de seu pai".

— Melhor ninguém saber sobre isso. — Repetiu. Pelo menos consegui uma aliada.

— Christian, olha que coincidência a filha do Charlie estuda na mesma faculdade em que você ministra aulas. Qual é o curso que ela cursa Charlie? — Disse retornando a sala.

— Artes Plásticas. — Respondi rápido de mais.

— Então já se conhecem ? — Charlie perguntou.

— Sim, já conheço a senhorita Steele , porém não sabia que ela era sua filha. — (Charlie não queria que ela fosse sua filha. Não sabe como isso me deixa em maus lençóis .) — Ela irá jantar com a gente ? — Queria só ver a sua feição quando me visse.

— Sim, ela vai. Mas foi ao mercado comprar algo para sobremesa. Daqui a pouco ela aparece . — Sempre atrasada.


[...]

O relógio marcava 21:30 e Anastácia não havia chegado do mercado. Eu estava suando frio, pra que tanta demora, será que ela foi a um encontro ? Ou está com algum homem ? . Charlie achou melhor começarmos a jantar, a Nessie já estava quase dormindo no sofá.

— Quer um pedaço de frango? — Ofereci para ela enquanto me servia, a comida tinha um ótimo cheiro.

— Eu não como carne, mas mesmo assim obrigada Sr. Christian. — Ela era super meiga, muito bem educada. Diferente da Anastácia que sempre se atrasa, manda calar a boca.

— Por que não como carne ? — Era estranho uma criança não comer. Para o desenvolvimento dela a carne é um nutriente especial.

— Sou vegetariana. — Me peguei imaginando se Anastácia também seria. — Não consigo comer um bichinho que já foi morto. — Era uma reação muito legal da parte dela.

— Isso é muito...- Fui interrompido com o som da porta batendo.

— Cheguei...Cheguei... — Gritou da sala. — Acabei pegando chuva no caminho. Vou trocar de roupa. — Estabanada. Meu Deus, ela havia tomado chuva, porque me preocupo tanto com ela.

— Posso usar o toa... banheiro? — Eles eram uma família bem humilde.

— Você já sabe onde é o banheiro. — Nessie disse colocando outra garfada na boca. Agiu como se eu já tivesse vindo aqui . — Ops! Desculpa o banheiro é na primeira porta do corredor. — Eu gargalhei com a reação dela. — Não esqueça de lavar a mão . — Piscou um dos olhos.

— Pode deixar. — Beijei a testa dela e ela ficou toda tímida novamente.

Fui até o corredor, ela provavelmente estava trocando de roupa. Pensei em nosso beijo, em seu cabelo, no seu cheiro. Ah, Ana mesmo estando com raiva pelo cala boca não consigo parar de pensar em você. Eu precisava beija-lá novamente e ao mesmo tempo tinha que terminar o que nem tínhamos começado . Bati na porta de seu quarto e ela abriu a porta secando o cabelo com uma mão.

— Christian o que você faz aqui ? — Disse com cara de espanto.

— Fala baixo. — Coloquei a mão em sua barriga pra que desse passagem para mim adentrar ao quarto. Imediatamente abriu passagem. — Não sei como explicar. Na verdade eu sei, só que ... — Gaguejei. Que bosta.

— Faz assim começa do começo. — Me encarou me acalmando imediatamente.

— Muito inteligente da sua parte falar isso. — Eu sorri e ela não entendeu. — Seu pai é um amigo de longa data do Ernesto. — Comecei do começo como ela diz.

— Sim, o seu Ernesto veio jantar com a gente. Ele e o filho dele. Agora se me dá licença preciso ir já estou atrasada de mais e seja lá o que meu pai disse pra você desconsidera. Ele deve ter falado um monte de coisas. Vixe pera como meu pai deixou você entrar e vir no meu quarto? Meu pai não faz esse tipo de coisa... — Ela não parava de falar de tanto nervoso.

— Anastácia . — Sussurrei seu nome tentando fazer ela se acalmar, mas sem sucesso ela continuava falando sem parar. Me aproximei dela e roubei um beijo seu a fazendo se calar. — Eu sou o filho do Ernesto! — Imediatamente ficou pálida.