Sweet Escape

10 Home Sweet Home


Notas iniciais
Como prometido. Não demorei muito ^^ Porém não estou satisfeita com as review. Muitas visitas e pouquíssimos comentários, mas agradeco a todas as meninas que comentaram. Espero que gostem desse cap.

Christian Pov.

Agora que ela estava visivelmente mais calma gostaria de saber o motivo da ligação. Bom pensando melhor eu deixei o número e foi uma surpresa enorme quando ouvi sua voz.

Recapitulando assim que sai do pub em que Ana trabalha como garçonete me senti extremamente rejeitado coisa que "jamais", digo nunca aconteceu. Elena ensinou me bem a ter aquilo o que sempre quis, a correr atrás e não desistir. Mas quando se tratava da Senhorita Steele meus pensamentos e a imensa vontade de tela era um sentimento insano. EU PRECISAVA FODE-LA. PRECISAVA FAZE-LA MINHA. JOGAR COM ELA. QUERIA VER SEUS OLHOS QUANDO EU LHE OFERECER O MELHOR ORGASMO JÁ SENTIDO. E com tudo isso — é claro — fazer a própria sentir prazer e se conhecer.

{...}

— Que tipo de gostos peculiares? — Ataduras, mordaças, algemas , grampos... E muitos outros que não atrevo a falar. Prefiro mostrar.

— Gostos peculiares demais para se ter uma primeira conversa nessa lata velha. — Talvez agora aceite meu convite.

— Não fala assim da Fluflu. — Anastácia pareceu magoada. Ela terminava de colar o esparadrapo. Espera o fusca tem nome ?

— Agora aceita meu convite? — Gelei ao ver sua cara.

— Christian, olha pra mim. — Eu já estava olhando.

— Tô olhando. — Suspirei ultimamente o que mais tenho feito é admirar seus traços Srta. Steele.

— Eu sou sem graça, desastrada, garçonete. Não tenho nada a oferecer pra você. — Sua voz suave era baixa e seu olhar agora estava entristecendo. — Vivemos em mundos completamente diferentes e isso posso te dizer sem ao menos lhe conhecer direito. — Colocou o cinto de segurança.

— Eu posso te ensinar a ser como eu. Posso educa-la, fornecer aulas de etiqueta... — Ela Sorriu friamente.

— Christian, a ideia de ser igual você... parece-me entediante . — Como é ? Me senti magoado e exclusivamente PUTO. — Acho que acabamos. — Olhou em direção a minha mão.

— Está errada, Srta. Steele nem começamos. — Mostrei meu lado sínico e sai daquela lata velha.

Uma palavra para vinte minutos de conversa... PORRA .. Vou lhe mostrar como é minha vida e provar que o tédio não tem lugar ... Ana vai implorar por mais a cada chicotada. Dei alguns tapas no volante ao retornar... e com a mão errada a que acabara de ser enfaixada. Olhei para frente e o fusca de Ana continuava parado à frente de minha Mercedes. Ele não dava partida, falhava. Talvez a lata velha esteja a meu favor e me ajudando. Ela trancou o carro , olhou pra trás e seguiu em frente. Pelo que Francesco me disse antes, o endereço para o qual Ana havia se mudado não era um dos mais seguros de Oklahoma e um pouco distante também .

Gostava da imagem de vê-la andando, porém parecia cansada e magoada. Imagino, deve estar cansada e manter-se em dois empregos não é fácil. Deixei se distanciar um pouco e a segui com o carro desacelerando quando cheguei perto — para acompanhar seus passos .

— Não preciso de carona, posso ir andando . — Sua voz estava embasada. Ela havia chorado. Que merda eu fiz. Odeio quando mulheres choram.

— Então deixa eu chamar um táxi . — Estava pegando o celular quando o mesmo tocou.

[ Phone — ON ]

— Alô... — Era a voz de uma mulher parecia assustada. Olhei no visor e vi que o número que me ligava era referente ao de Mia, mas esta não é sua voz.

— Aonde está Mia? — Já tinha atendido mais de 20 dessas ligações nos últimos três anos. — Como ela está ? — Repreendi preocupado.

— Ela não consegue falar está muito pálida, tremendo e suando. Está na esquina da Brook's Rua Alameda Palms. — Maldito lugar . Boca de fumo, material ruim e pouco refinado.

— Coloque os dois dedos em sua garganta e conte... — Atrás fazia ruídos é um som extremamente alto tocava. — Merda se não fizer isso minha irmã vai morrer. — Comecei a digitar no GPS o endereço.

— Vou ter que desligar os caras estão vindo. — A ligação foi cortada e não pude mais ouvir a voz da pessoa .

— Porra... Espera — Gritei. Mia poderia morrer... ela já teve duas overdoses, sendo que uma delas Mia entrou em coma por cinco dias.

[ Phone — OFF]

— Senhor Grey ? — Anastácia já se encontrava no banco de passageiro da Mercedes. Merda havia esquecido que ela estava aqui. — Se acalma vamos achar a sua irmã . — Dei partida e sai cantando pneus . A Brook's não era tão longe da onde estávamos .

Assim que chegamos avistei uma boate, na verdade um muquifo. Provavelmente boate de stripper ou algo relacionado, não que Mia se prostitua... Na verdade não consigo imaginar minha irmã sendo uma puta viciada igual minha progenitora . Mas acredito que Mia não chegaria a tanto apenas sabia onde comprar as porcarias dela. Não muito distante havia um beco meu instinto alertou que provavelmente estaria ali.

— Não sai do carro. — Dei meu aviso e ela acenou com a cabeça parecia assustada com a situação .

Anastácia Pov's.

Christian estava nervosos e desesperado. Algo tinha acontecido com a irmã dele, ele havia se tornado em fúria e tristeza. No trajeto até uma boate chamada Brook's não proferimos nenhuma palavra, porém ouvia sua respiração pesada e descontrolada. O lugar não era dos melhores a música estava alta porém não havia quase ninguém nela, apenas algumas prostitutas do lado de fora . Vi seu corpo se afastar rapidamente pela escuridão. Meu coração disparou, só de pensar no que poderia acontecer já me deixava aflita.

Não passou tanto tempo Christian Grey estava de volta com uma garota em seu colo, apresando os passos. Quando o vi chegar desci do carro e abri a porta que dava acesso ao banco de trás, Christian entrou com ela. A garota estava péssima e cheirava álcool puro. Os raios de sol já apareciam.

— Pra onde vamos ? — Perguntei reparando pelo retrovisor que seu corpo tremia, suas mãos tremiam e a garota estava desacordada . — Hospital ? — Indaguei.

— No GPS tem a localização — Eu não sabia mexer nesse carro ele era incrível, mais potente que a Fluflu e computadorizado demais para meu gosto. Achei. — Clica em cima do nome Ernesto Grey . — fiz o que ele mandou e a voz irritante respondeu que ficava a 10km de distância.

— Tem certeza que não quer levá-la a um hospital ? — A velocidade da Mercedes estava chegando a 190 km .

— Obedeça senhorita Steele. — Olhou com os olhos gélidos no retrovisor enquanto proferia as palavras pausadamente.

Até chegar no endereço que o GPS mostrava talvez seria tarde demais para garota , era uma longa distância a ser percorrida. Mia acho que era esse o nome dela... Ela tentava balbuciar algumas palavras enquanto Christian abria uma maleta, não dava para ver o que nela continha. Mas ele não tinha visto que ela agora estava acordada.

— Christian — Gritei seu nome para ver se o mesmo reparava na garota.

— Agora não Anastácia — Repreendeu duramente.

— Chris...Chris... Tian — A voz era fraca, rouca e muito embriagada.

— Mia — Finalmente esse ogro ouviu a irmã. — Que merda usou essa vez ? Heroína líquida ? — Parecia ruge o jeito que tratava mas seu olhar para ela demonstrava tanto amor e preocupação. — Estou com as injeções aqui, só tenho que saber a certa ... Tenho tudo aqui Mia. — Voltou a mexer na maleta.

— Nada. Não usei nada. Estou limpa a três semanas . — Mesmo em pânico ela parecia dizer a verdade. Lembrei-me de quando socorria Charlie na maioria das noites pouco depois da morte de minha mãe na época tinha apenas 11 anos .

— Mia, colabora por favor... O que usou ? — Falou deixando seu lado rude em vão.

— Christian, ela toma anti depressivo ? Auto colantes ? — Grey era um psiquiatra renomado , afinal ele vivia frisando isso e eu apenas uma garçonete que já passou por situações reais. Eu Sei, até poderia ser vista como intrusa no assunto... mas já passei por isso antes .

— O que os remédios de desintoxicação tem haver? — Entendi isso como um sim. Perguntou olhando no retrovisor. — Espera porque parou ? Aonde estamos ? — Fechou a maleta e começou a reparar no lugar em sua volta.

— Estamos na minha casa, a sua era muito longe . — Respondi procurando em minha bolsa as chaves. Ouvi resmungos vindo lá de trás. — Eu sei o que ela tem . — Respondi descendo e abrindo a porta de trás. — Doença de Van — Gogh, è a reação quando mistura absinto e remédios anti- depressivos. — Olhei no azul de seus olhos suplicando para acreditar em minha palavra.

— Ontem quando foi no hospital o cheiro... cheiro.... era absinto — Gaguejou olhando para Mia que apenas afirmou desmaiando em seguida . — Nesse caso temos que ir para hospital... É um remédio difícil de se.... — Concordei positivamente, absinto é uma bebida proibida e muitas vezes fabricado de modo não higiênico . Seu "antídoto" não é muito utilizado já que a bebida está extinta desde os anos 50 .

— Eu tenho Dionioplex — Remédio usado para quebrar a reação. — Entra e dá um banho nela enquanto procuro. Deve estar em uma das caixas de mudança. — Ele me seguiu com o corpo desmaiado em seus braços. — O banheiro é a esquerda e meu quarto na porta da frente . Vou pegar roupas limpas e toalhas . — Ouvi a água da banheira ser ligada e fui pegar as coisas.


Como Nessie e meu pai tinham ido pescar a casa estava em silêncio, um profundo silêncio. O relógio já marcava sete da manhã quando coloquei o remédio e as roupas em meu quarto, minutos depois ouvi senhor Grey desligar a água e segui em direção à cozinha, estava faminta e cansada .

Imaginei que Christian gostaria de ter um momento a sós com a irmã, aplicar o remédio... Então deixei-os sozinhos enquanto preparava o café e adiantava o almoço . Já marcava oito horas e Christian não aparecia, será que tinha acontecido algo? Ele parecia ser bem reservado com sua vida pessoal , certamente não gostaria que outra pessoa que não participasse dela tivesse visto o acontecido ... Porém eu estava presente no momento errado e na hora errada. Queria saber se estava tudo bem, mas ao mesmo tempo não queria ser intrometida/abelhuda e ir lá perguntar . Hmmm, que se dane é a minha casa e meu quarto. Segui na ponta do pé pelo corredor, talvez ele pegou no sono junto com ela. Meu quarto tem duas camas de solteiro, uma minha e uma Nessie.

Ele estava parado na grande janela admirando a paisagem da floresta que dava frente à minha casa, era outono havia flores secas e amareladas no chão. Aí meu Deus, ele estava sem camisa e só agora fui perceber. Tentei sair de fininho mas acabei trombando com o criado-mudo fazendo um ruído nada discreto e é claro chamando a atenção .

— Como sua irmã está ? — Perguntei de costas sussurrando enquanto adaptava a enorme dor em minha mente.

— Ela conversou comigo depois que acordou, mas acabou pegando no sono. Parou de ter calafrios e suar . — Disse sussurrando também. Ele estava atrás de mim, como pode andar tão rápido... — Deixe-me ver seu joelho . — Tocou em minha cintura e fez olhar diretamente para ele. Estávamos bem próximos, o toque de sua mão era quente e honroso. Seus músculos chamativos e definidos . Sua boca vermelha e sexy... Queria sentir seu gosto...

— Preparei o café da manhã, vamos comer. — Retirei sua mão de minha cintura e desviei meu corpo para longe.

Notas finais
Me falem o que acharam desse final é sobre o que esperam.