Sweet Dreams Are Made of This
1 Como tudo começou
Notas iniciais
Primeiramente queria agradecer a Fernanda e ao Oz que me ajudaram muito com essa fic com ideias, me motivando para não parar de escrever e revisando todos os meus erros hahaha Então gente, muito obrigada de verdade.
Então, eu comecei essa fanfic na primeira semana de janeiro de 2014, escrevi até certo ponto e depois parei, mas, depois de conversar um pouco com a Maethe e ela me contar que tinha lido e tinha adorado, pediu para eu terminar, então aqui estou.
Não sei se ficou muito bom, mas a maioria de quem leu, gostou, então espero que gostem, principalmente a Maethe que foi minha "musa inspiradora" para essa estória.
PS: Perdoem por qualquer erro que encontrarem, revisei umas 30 vezes (e meus coleguinhas também), mas vai que ficou algum.
Bem, tudo começa com uma gravatina da madruga normal, Alan faz a abertura como sempre fez.
- Olá amigos! Como estão, tranquilos? Bem, hoje vamo começa com uma série nova no canal. Esse é um jogo que foi feito ano passado por um cara só e eu li que esse jogo foi feito a partir de coisas que aconteceram com ele e daí ele foi fazer o jogo. Sei lá! Só sei que o cara fez o bagulho todo sozinho.
Eu li alguns comentários de pessoas que jogaram isso e ficaram loucas depois dele, também procurei algum gameplay, mas não achei nenhum. Então, esse é um mistério que eu, senhor gênAlan e mito dos gameplays, vou desvendar e ver se é mesmo tudo isso.
Void tá aqui comigo hoje, o garoto resolveu ficar sóbrio pra gravar..
Void se intromete.
- Toma no seu cú! Queria dizer que parei com essa vida de bêbado.
- Ah tá, — Diz Alan em um tom de zombaria — garoto já começa 2014 fazendo piadas. Então gente, vamo que vamo que o bagulho vai ser frenético. Partiu!
Alan dá play e, enquanto o jogo inicia, ele vira para o lado para tomar um gole de seu café. Uma imagem de um milissegundo aparece na tela, que passa desapercebida por ele, é uma imagem dele mesmo minutos antes de dar play no jogo, a única diferença é um vulto negro...
- Bom gente, então vamo partir. – Diz depois de colocar o café de volta na mesa e virar para a tela.
O jogo começa com uma cutscene com o que parece ser um padre (aparenta ter uns 45 anos) e um coroinha conversando:
- Você sabe que devemos tomar cuidado com este tal bruxo. (Comentário avulso do Alan: Caraio mano, o jogo já começa com os cara falando.) – diz o coroinha que está em frente ao padre que, por sua vez, está sentado em sua mesa.
- Sim, eu sei. Quem poderia imaginar que um dos bruxos mais “famosos” da região estaria pela cidade. – Alan vai traduzindo o que eles falam.
- O que quer que façamos? – Indaga.
- Nada, não sabemos se isso é mesmo verdade. Continuemos com nossos cultos normalmente, não deixe que ninguém mais saiba disso, não queremos a cidade em pânico por nada.
A cutscene acaba e é possível controlar o padre. Alan, como sempre, tenta fuçar as gavetas, mas só consegue interagir com uma. Nela está escrita a seguinte frase:
“Sua vez esta próxima.”
- “Minha vez esta próxima”? Vish véi, sei disso não, já não to curtindo o game. Pelo menos a arte dele é bem bonita, mal da pra acreditar que foi feito por um cara só.
- É que diferente de você, o cara fez uma coisa boa na vida. – Diz Void subitamente.
- E você faz o que mesmo além de beber? Nada né!?! Então fica na sua aí. Bem mano, vamo logo.
Alan entra na porta à direita e outra cutscene começa. Nela o padre está agora de frente à igreja lotada (mais ou menos vinte e cinco membros). A missa ocorre normalmente até que suas portas abrem e um bêbado entra.
- O Void! Se ta no jogo véi! — Alan começa a rir depois que termina a frase.
Todos olham para trás e o encaram. Nas igrejas é permitido que qualquer um frequente os cultos já que, a missão dos cristãos é que mais pessoas conheçam a Deus, então o padre continua. O bêbado começa a falar algo em uma língua estranha e sai correndo até o púlpito. Coroinhas correm ao verem o movimento do mesmo e o seguram. Eles conseguem pará-lo a um metro de onde estava o padre e ele então grita:
“Você, senhor Patrick Patch, eu sei dos seus segredinhos e pode ter certeza de que de nobre você não tem nada ( — Pra quem não sabe, Patch significa 'nobre' — Explica Alan). Sei de tudo o que você faz quando ninguém está te olhando, você é mais impuro que eu! E por isso eu te amaldiçoo com uma praga que vai te perseguir até o resto da sua vidinha miserável. – Uma semana! Em uma semana você verá que o que falo é verdade. Você tem até este dia para descobrir como sair disto, mas se não conseguir, terá de sofrer até depois da sua morte.”
Por um milissegundo, a imagem do bêbado vira uma criatura negra com dois chifres e olhos vermelhos com asas demoníacas.
- CARALHO! – Grita Alan fazendo com que Void reclame no skype.
- Tirem-no daqui!! RÁPIDO! – Grita ele para os coroinhas que o seguravam.
- HAHAHA! Já esta vendo, não está? Está começando! Daqui pra frente só vai piorar. HAHAHA em breve você será como eu. – Diz ele enquanto é arrastado para fora da igreja e é jogado na frente da mesma.
- Caralho, que porra foi essa? – Grita Alan.
O padre tenta se recuperar do que acabará de acontecer.
- Er.. Bem... Só mais um bêbado como todos os outros. Vamos prosseguir.
A cutscene acaba e o padre está de volta na sua sala com o coroinha do começo.
- Você está bem, senhor?
- Estou. Aquilo não foi nada, só mais um louco como todos os outros.
- Você acha que ele poderia ser o... Whitlock?
- Não quero pensar sobre isso agora. Por favor, deixe-me sozinho. Preciso rezar um pouco.
- Como desejar. – Diz o coroinha se dirigindo à porta.
Agora as palavras vinham como se fossem os pensamentos do padre.
“O que diabos foi aquilo? E como assim ele sabe tudo o que faço? E o que diabos foi aquela rápida imagem? Devo estar ficando louco, só pode. Mas e se não estiver? Melhor pesquisar um pouco sobre isso... Sabe, só para ter certeza...”
Alan agora o controla. Um objetivo aparece no centro da tela:
“Investigue o bruxo Whitlock.”
- Beleza mano, bora jogar, FINALMENTE. Vamo vê o que tem de tão assustador nesse game que até agora não vi nada.
- Só tomou um susto com o nada e acabou com o resto da audição que tinha.
- Olha cara, essas coisas assim que acontecem sem aviso prévio me pegam desprevenido. – Alan fuça as coisas do quarto em busca de algo. – Ia ser ótimo se eu conseguisse enxergar alguma merda nesse lugar.
Ele acha uma lanterna e algumas pilhas, aperta tab e seu inventário abre, seleciona a lanterna e a liga. A lanterna tem uns 20 centímetros de diâmetro, é fina e preta.
- Ae mano, achei uma lanterna aqui na fúria.
- É lanterna mesmo?
- É véi, na sua cara. Bem, vamo sai desse lugar que tem mais nada aqui.
Alan sai da sala pela mesma porta que antes e entra na tela de loading. Ele para de novo para tomar café e novamente aparece um frame dele mesmo, só que agora é um frame do que está ocorrendo naquele instante, e novamente há uma criatura atrás dele. Agora ela parece mais próxima.
A sala carrega e está tudo escuro. Apenas algumas velas aqui e ali iluminam alguns poucos lugares da igreja.
- Tá meio macabro isso aqui.
Ele começa a andar pela igreja procurando coisas nos cantos, chão e até no teto.
- Tem nada aqui mano. Ah não, pera, achei uma chave aqui em baixo do banco. Agora onde eu boto essa chave?
- No seu... chaveiro.
- Olha mano, vou falar onde vou enfiar essa chave... No meu buraco mesmo.
- Então se curte uma chave no seu buraco?
- Claro né mano… Sempre que dá to pondo a chave no buraco… — Um vulto passa pela frente dele. – CARALHO MANO!
- Ahhhh, então é caralho que se curte?
- Não mano, passou um treco preto aqui na minha frente. Não é pouca zoera não.
Começa a vir uma estática do skype e a voz do Void começa a ficar cortada.
- Velh.. não.. entendendo.. nada.. qu.. cê.. falando.
- VOID? VOID, CARALHO?!!
Um frame sinistro aparece agora, só que dessa vez o Alan vê. Ele se vê jogando, só que é como se ele estivesse se vendo pela visão do vulto atrás dele. Como das outras vezes, o frame só tem um milissegundo fazendo com que o Alan não tenha certeza do que está vendo.
- CARALHO MANO, QUE PORRA FOI ESSA? Era o meu quarto???!?!!!
A estática do skype está mais alta do que nunca.
– VOID PORRA!!!
O jogo subitamente fecha e o Alan não consegue mais abri-lo. Na pasta do jogo surge uma nota com o título: “Alan”.
Ele clica e nela está escrito em português:
“Ainda não é hora. Volte amanhã às 3 da manhã, você e aquele que estava com você são obrigados a aparecer. Se ele não estiver com você amanhã, ambos morrerão.
Não pense em parar de jogar. Mesmo que queira, você não irá poder.
*A primeira imagem que aparece na tela de loading esta no meio do bloco de notas*
Agora você será obrigado a terminar o jogo. Se não terminar, quem irá sofrer será você.”
- CARALHO MANO, QUE PORRA É ESSA? QUE BIZARRO!!
Ele fecha a nota e em seguida a pasta do jogo. Ele então liga para o celular do Void.
– VOID! Tá me ouvindo?
- O mano, o que aconteceu? Se ficou mudo, deu uma estática e uma voz sinistra começou a falar: “DIE, DIE, DIE” Se tá me zoando mano?
- Claro que não!! A chamada deu estática aqui também e o jogo fechou e mostrou uma foto muito muito bizarra. Depois o jogo não abria mais e apareceu uma nota dizendo que eu não poderia parar de jogar e que se tem de estar junto comigo se não eu e você morreremos!
- A beleza, depois disso tudo eu vou estar aqui amanhã.
- Mano, se quer mesmo arriscar? Depois de tudo o que aconteceu?
- E quem me garante que aconteceu mesmo? Se pode estar só me trollando.
- Mano, vou te mandar o vídeo e a nota pro seu e-mail e você vê. — Alan abre a pasta novamente e nota que a nota não está mais lá. — Mano, cadê essa porra? Tava aqui a um segundo.
- Aham, sei.
- Mano, vou te mostrar o vídeo então! Perae velho.
Alan abre a pasta onde o vídeo foi salvo e envia para ele.
- Tá vendo mano?
- Grande coisa, Alan, eu não caio nessa não. Ele pode ter usado sua webcam e pode ter programado para reconhecer seu corpo e colocar a imagem atrás de você que nem nos sensores de videogame.
- Cara, de qualquer jeito, eu acredito. Se for verdade mesmo, você pode acabar morrendo e eu também, então acho melhor você estar aqui às 3 da manhã.
- Por que 3 da manhã?
- Sei lá, mano. Acha que eu sei? Se pá ele escolheu essa hora porque é a suposta “hora do dêmonio.”
- Que clichê.
- Velho, foda-se o clichê, só esteja aqui.
- Se pá.
Essa foi a última frase dita entre os dois antes de Alan desligar o celular e, em seguida, o seu computador. Alan vai até a cozinha e faz um café para se acalmar. Void pega uma garrafa de vodka e em seguida sai de sua casa para caminhar, ele faz isso constantemente quando precisa pegar um ar.
Alan pega seu celular e digita uma mensagem para Maethe dizendo o quanto a ama e o quanto ela o faz feliz, envia, coloca o celular em sua escrivaninha e se deita em uma tentativa fútil de dormir.
Enquanto Alan está deitado, ele fica remoendo tudo aquilo em sua mente. — Vira-se para o lado, ficando de costas para a parede, encara a tela do computador e fecha os olhos. Ouve um ruído e olha direto para lá. Depois volta a encarar a tela do computador. Fica encarando o nada com sua mente estando uma completa confusão. Um rosto surge com uma expressão de dor. Alan arregala os olhos e depois os fecha. Os deixa fechados até que caia no sono.
Por alguma razão, nada daquilo o espanta.
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Naquela tarde iria para um restaurante com sua namorada, Maethe. Iriam onde sempre iam, no Outback, ele deveria buscá-la em sua casa e foi o que fez. Às 15:00 já estavam sentados em uma mesa do restaurante.
Maethe folheia o cardápio enquanto Alan encara o dele. Ele olha fixamente para qualquer prato, sua mente está girando, não consegue parar de pensar no maldito jogo. Ele olha para o lado por um instante e vê o mesmo vulto que estava atrás dele na imagem que viu na nota e toma um tremendo susto.
- Alan... ALAN!!!
- Oi? Desculpe.
- O que você tem? Você está com uma cara de quem não dorme a dias. Sei que essa vida de youtuber e de gravar até de madrugada não é fácil, mas, sua aparência está pior do que de costume.
- Não é nada... É só a falta de sono mesmo. – Mente ele.
- Você precisa parar com isso. Sei que é difícil, mas você precisa dormir.
- Tá...
O garçom chega e pergunta-lhes o que escolheram do cardápio.
- Eu queria pedir esse... Surprising Ribs.
- Surprising Ribs? Acho que nunca vi esse prato. – Pergunta ele a namorada.
- É! É como qualquer costela, só que vem um bilhete junto. São como aqueles biscoitinhos chineses que dizem sua sorte, por isso o surprising.
- Ah sim… Bem, quero o mesmo que ela.
Leva uns 10 minutos para a comida deles chegar e, enquanto isso, eles conversam sobre o futuro deles juntos... Seu futuro casamento, onde será, como será e quando. Mesmo com Maethe, Alan continua disperso, e tem algo o perturbando muito. Sempre que ele olha para o lado, não importa onde, aquele vulto negro está lá, observando-o. Mas a voz dela o acalma... “Talvez essa seja a última vez que eu a vejo...” pensa ele. Afasta o pensamento parando para observá-la.
- O que foi? – Pergunta ela com suas bochechas rosadas.
- Nada. Só agradeço a Deus por te ter ao meu lado.
Ele se inclina e lhe dá um beijo.
Suas costelas chegam e em um prato pequeno separado está o bilhete. Maethe abre o dela e lê em voz alta: “Aproveite cada segundo perto de quem você ama. Nunca se sabe quando irá perdê-lo.” O coração de Alan aperta. Novamente aquele pensamento de ser a ultima vez em que poderia ver o lindo sorriso dela cerca a mente dele.
- Vai amor, lê o seu!
- Ah é, claro...
Alan agradece por ter decidido ler mentalmente antes. No bilhete diz:
“Às 3:00 horas, ou ela também morre.”
Aquilo ele sentiu na alma. Seus olhos ficam marejados e ele sente uma pontada no peito, engole seco e nota que ela está encarando ele, ainda esperando que ele leia.
- “Nunca desista dos seus sonhos, principalmente, se eles envolverem o amor.”
- Nossa, que lindo.
- Sim. – Alan dá um sorriso de alívio por ela acreditar e guarda o bilhete no bolso.
– Bem, vamos comer?
Eles comem e ficam mais um tempo conversando. Então ele chama o garçom para pedir a conta. Quando ele chega na mesa, seus olhos estão diferentes, parece que alguém havia rabiscado-os de preto, as linhas se movem como se fossem minhocas. Alan toma um susto, mas consegue disfarçar. O garçom se inclina, coloca a conta na mesa e sussurra no ouvido de Alan sem que a Maethe perceba: “A vida dela e do seu amiguinho estão em suas mãos, então, pense bem antes de desistir.”
Ele se pergunta como uma pessoa que faz um jogo tem todo este maldito poder? Uma pergunta que em breve irá ter uma resposta.
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São duas da manhã e Alan já está no computador, online esperando Void entrar. Ele joga Day-z, quer muito se distrair, mas sente que está sendo vigiado. E está. A criatura agora está escondida nas sombras, longe de sua visão.
Alan olha no relógio, são 2:53am.
- Caralho mano, cadê o Void?
No mesmo instante, a barra dele sobe mostrando que ele ficou online. Imediatamente Alan o chama.
- Por que demorou tanto?
- Ah velho, não enche. To aqui, não tô?
- Tá, beleza, vou começar a gravar.
- Se vai gravar isso?
- Claro, se algo nos acontecer, o vídeo vai dar um upload automático. E temos de gravar isso.
- Por quê???
- Porque ninguém mais gravou! Porque talvez os outros tenham jogado e tenham morrido. Nós temos de avisar a eles para que isso não os aconteça também!
- Tá velho, se que sabe mano. Só quero que se termine essa merda.
- 3:00 horas!
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