Sweet Dreams, Angel Of My Nightmare
2 Capítulo Dois
Notas iniciais
Muuito obrigada a todos que comentam. Nós ficamos muito agradecidas o/
- Wow essa é nova, você pensou. Mas deixe-me informá-la de um pequeno detalhe. Nós não somos uma família. Isto aqui está longe de se tornar uma _ disse já se levantando da mesa e saindo da cozinha, sendo seguida por seu irmão. Angie já estava acostumada com o jeito de sua mãe, ora estava feliz e falava com ela com muita delicadeza e preocupação, ora estava espumando de raiva de tudo e todos, e com isso descontava a sua raiva batendo nela. Ela entra em seu quarto e se joga na cama. Com um controle remoto, coloca Pencey Prep no último volume em seu rádio, para ser mais exato, Yesterday. Ela gosta da voz do vocalista, o Frank Iero. Suas amigas dizem que ele canta feito uma foca fanha. Mas ela não liga, gosta de seus gritinhos, sua presença de palco. Só que ele agora, está numa banda nova: My Chemical Romance. Mal acabara sua ação e ouve tímidas batidas em sua porta. - Entre pequeno, não adianta ficar do lado de fora _ disse sorrindo ao ver a cabeça de seu irmãozinho olhando o quarto. - Sabe acho que você foi um pouquinho má com a mamãe - Mas eu não disse nada de mais, não é verdade? - Acho que não. Mas sabe. Eu gostaria de viajar. Não conheço Nova York_ disse deitando-se ao lado de sua irmã - Você quer ir mesmo? Sabe não é porque ela quer que nós tenhamos que ir_ ela o abraça. - Eu quero, quero ver algum lugar novo, mas se você não for eu também não vou _ falou fazendo um pequeno bico que produziu uma risada de sua irmã. - Está bem, se você quer mesmo ir, nós iremos. Como você consegue? - O que? _ pergunta olhando distraidamente para o teto - Sempre me convencer a fazer o que você quer _ ela sorri ao olhá-lo Julian também sorri e olha para a irmã _ talvez seja porque eu te amo - Talvez _ disse ela sorrindo da verdade infantil de Julian ~*~ Noite de domingo e estavam os quatro saindo de casa. Tudo pronto para embarcar no avião que os levaria para o outro lado do país. No aeroporto, checaram as passagens, as malas e embacaram, esperando chegar o mais breve possível. Angie se acomodou na poltrona da janela, ao lado, seu irmão. Sua mãe e seu padrasto ficaram algumas poltronas à frente, distancia a qual Angie agradeceu mentalmente enquanto ouvia Green Day em seu mp3 e Julian tirava uma soneca.Ao amanhecer chegaram a Nova York, desembarcaram e seguiram ao hotel, que, aliás, era um hotel 5 estrelas e com alta segurança, no qual só se hospedavam importantes empresários e pessoas V.I.P’s. Se acomodaram em seus devidos quartos, Angie dividindo o quarto com o irmão, já que em NY não era permitido que crianças menores de 12 anos se hospedassem em quartos sozinhos. Angie escolheu a cama mais perto da janela, assim sempre que virasse na mesma por insônia, iria ver a movimentada Nova York. Queria estar lá fora como eles, pensava. Poder sair da vida que levava seria um alivio para ela. Não queria que seu irmão mais novo vivesse no mesmo ambiente que o dela, ela sabia que ele poderia se tornar uma pessoa fria, agressiva, calculista. Assim como ela. Queria levá-lo ao interior da Califórnia, para ser criado com sua avó. A doce Mary Anne, uma senhora calma e sincera divertida e bondosa. A figura típica de uma avó coruja. Gosta de mimar seus netos com bolos, doces, liberá-los para assistir tevê até tarde da noite, gosta de deixá-los felizes. É disso que o Julian precisa, uma figura carinhosa e bondosa. Não uma figura como sua mãe, rude e agressiva. Ele gosta da mãe, talvez ele mesmo não saiba disso. Mas gosta, assim como Angie. Mesmo com todo o ódio e rancor que sente por sua mãe, ela a ama. Talvez, mais que deveria. Mas que poderia. - Ane_ Julian encara os pés com vergonha_ posso dormi com você? - Por que, meu anjo? Está com medo?_ olha com ternura para o pequeno a sua frente. - Estou_ fala olhando para a chuva torrencial que caia lá fora_ Não gosto de chuva. - Venha_ abriu um espaço no edredom da cama_ deite-se aqui. _ bateu de leve na cama. O pequeno correu até sua irmã. Realmente não gostava de chuva, tinha medo dos trovões. E a chuva que caia naquela manhã de segunda feira, o assustava. A chuva se armou repentinamente, chovia forte, dava para se ver da janela do quarto as pessoas correndo com pastas, casacos ou sacolas na cabeça, tentando inutilmente se proteger da chuva. Carros buzinando. Pessoas xingando. Guardas apitando. Gritos. Barulho monstruoso. Corpos caídos.
Eles presenciaram um acidente, um carro havia ultrapassado o sinal, o ônibus não o viu, colidiram. O carro ficou totalmente amassado, o ônibus sofreu danos visíveis, passageiros com o choque, voaram pela janela da frente. Angie ligou a televisão rapidamente no noticiário, a equipe de reportagem demorou cinco minutos para chegar ao local. - O acidente aconteceu na quinta avenida. Um carro ultrapassou o sinal, e com isso colidiu com o ônibus. Todos os passageiros do ônibus passam bem, foram dois feridos. Um com ferimentos leves, e o outro com ferimentos graves. Eles já foram levados para o hospital _ o repórter informava mostrando a cena do acidente_ e os passageiros do carro foram três feridos. O motorista teve traumatismo e os passageiros, escoriações leves. E com você nos estúdios. _ o repórter falou para a ancora do telejornal. - Meu deus! _ Angie falava incrédula. _ Vocês viu, Julian? - O que? _ perguntava sonolento. _ Aconteceu alguma coisa? - Não, não foi nada. Volte a dormir. _ beijou a têmpora do irmão. Angie apesar do cansaço da viagem não conseguia pregar o olho. O acidente também não contribuía nem um pouco para que seu sono viesse. Decidiu então sair para andar, apesar da chuva que ainda caia. Queria pensar, e a chuva contribuía muito para isso. Julian não acordaria tão cedo, então não teria que se preocupar com ele. Pegou seu casaco de capuz e saiu, sem fazer nenhum barulho sequer. Passou pela recepção do hotel, recebendo olhares indiscretos, pela sua vestimenta casual e por estar saindo naquela chuva, nenhuma pessoa normal se atreveria a sair com aquele tempo. - Quer que o carro leve a srta° a algum lugar? _ perguntou um dos atendentes do hotel. - Não, não, obrigada, vou caminhar. _ saiu, deixando um atendente estarrecido olhando-a. A chuva era realmente um milagre da natureza, ela sempre acalmava Angie, por mais nervosa que estivesse. Angie caminhou pelas ruas movimentadas de NY. Mesmo com chuva as pessoas corriam de um lado para outro seguindo seus caminhos. Incrível como as pessoas corriam atrás de seus interesses, desafiando até mesmo a natureza, Angie pensava. Decidiu parar em uma cafeteria, talvez um pouco de café a ajudasse a relaxar. Passado 30 minutos e 3 copos de café ela percebeu que talvez o café não a ajudasse, decidiu então voltar para o hotel, quem sabe um passeio à tarde com seu irmão a alegrasse e a fizesse dormir a noite. Após chegar ao hotel encharcada, olhou no relógio e viu que era somente 10 da manhã decidiu tomar um banho e descer ao restaurante do hotel. Colocou uma calça rasgada nos joelhos e uma baby look preta, fez sua maquiagem convencional e desceu. Sentou-se numa mesa e pediu uma xícara de café e um pedaço de bolo. Enquanto tomava seu café da manhã percebeu uma grande movimentação no saguão de entrada, mas decidiu que aquele fato não merecia sua atenção. Voltou então sua atenção novamente ao seu café, terminando-o e subindo ao seu quarto, decidindo então ler alguma coisa, para esperar o tempo passar.
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