Sweet Dreams, Angel Of My Nightmare
5 Capítulo 5
Gerard mal conseguira dormir aquela noite. Ele ficara pensando naquela menina tão diferente que ele conhecera horas antes. Ele ficara muito mexido. Como alguém podia ser como ela? Como alguém podia sofrer tanto por uma pessoa e mesmo assim não se importar? Ele tentava comparar suas vidas, mas viu que talvez ela tivesse desejos mais fortes que o dele, ela era uma menina muito forte e experiente, apesar de sua pouca idade. Resolveu então fazer algo por ela. Decidiu que a ajudaria, custasse o que fosse. Ele levantou-se cedo, apesar de nem ao menos ter dormido, se arrumou e saiu do hotel, ele tinha um plano em mente e botá-lo-ia em pratica. Enquanto isso Angie era acordada por seu pequeno irmão que sacudia-a chamando-a.
- Ane, Ane levantaa_ ele estava sonolento ainda
- Que? Que foi? _ela perguntou assustada_ Aconteceu algo com você?
- Não.
- Então porque me acordou cedo?_ Ela sentou-se na cama, enquanto ele subia na cama e sentava no colo de sua irmã.
- Não consigo mais dormir.
- Quer dormir aqui comigo?_ ela estava tentando fazer com que ele dormisse mais um pouco.
- Um-um _ele gemeu, negando com a cabeça
- O que você quer fazer então?
- Nada_ ele sacudiu os ombros
Angie riu sonoramente do jeitinho meigo de seu irmão. _ OK então, vamos nos arrumar e tomar café está bem?_ ele assentiu_ bom eu vou tomar um banho. Você escolhe uma roupa para mim?
- Ta _ ele se animou, adorava quando sua irmã deixava-o ajudar._ depois você escolhe a minha?_ ele sorria
- Mas é claro_ ela beijou-o na bochecha e foi ao banheiro
Meia hora depois estavam os dois prontos. Desceram ao restaurante do hotel e sentaram-se numa mesa um pouco afastada da vista de curiosos. Angie pediu um café com torradas e Julian leite e um pedaço de bolo, que comeram enquanto falavam sobre seus planos para o dia. Eles se calaram ao ver Gerard se aproximando e sorrindo para eles.
- Estava procurando você_ ele olhou para Angie e sorriu_ está melhor?
- Estou_ ela sorriu_ obrigada novamente_ ela indicou a cadeira a frente para ele que logo sentou-se_ então, o que você queria falar comigo?
- Eu tenho uma notícia para você, acho que descobri uma solução para seu problema.
- Gerard, eu tenho certeza que matar minha mãe não seria uma opção muito boa, apesar de não ser má idéia _Gerard riu com o comentário e continuou.
- Não, não. Assassinatos não estão na agenda do dia. Mas é sério eu tenho a solução, mas antes tenho que te perguntar uma coisa. Você está disposta a ser mãe?_ Angie arregalou os olhos, engasgando com o gole de café que tinha acabado de beber. Por essa ela não esperava.
- Mãe? Como isso pode me ajudar? Você pirou?_ ela estava assustada e Gerard ria da confusão
- Não, não pirei não. É tudo muito simples. Você já pensou em ser mãe do Julian?_ele disse tudo muito calmamente
- Não, não preciso pensar, eu praticamente sou a mãe dele_ ela sorriu já sabendo que caminho essa conversa tomaria_ Mas Gerard só vou te contar um pequeno problema. Eu. Sou. Menor. De. Idade_ ela dizia pausadamente.
- Sim, agora. Mas não para sempre não é mesmo? E além do mais, você pode conseguir a guarda dele se sua mãe lhe der._ ele sorria, tentando convence-la.
- Minha mãe nunca me dará a guarda dele_ ela afirmava_ ela não irá me deixar ficar com o Julian facilmente assim.
- Angie e seu padrasto? Será que ele não assinaria? Sabe, se algum deles assinar um papel, dando a guarda dele a você, você poderá ficar com ele. O processo será mais rápido. _ explicava Gerard
- Não querendo ser mal-agradecida ou algo do tipo, mas pense bem. Como um juiz daria a guarda de um garoto de sete anos a uma adolescente que não tem emprego ou moradia? Só se ele fosse um demente mesmo. Desculpe Gerard, mas isso não dará certo. _ ela levantou-se e saiu do restaurante, sendo seguido de perto por Julian e deixando um Gerard abismado.
Gerard não se conformou, levantou-se e foi atrás dela, encontrando-a já na porta de seu quarto.
- Angie eu não entendo_ ele disse confuso assustando-a
- O que?_ ela olhou para ele, enquanto abria a porta para Julian entrar.
- Por que você não quer ao menos tentar?
- Tentar para que se essa batalha já está perdida?
- Mas como perdida? Você nem ao menos tentou! Já parou para analisar os fatos? Você [i]não[/i] pode se dar por vencida. Não por você, mas pelo Julian. _ Gerard estava mexido com isso, ele queria muito ajudar.
- E você acha que eu não me importo?_ ela já tinha a voz alterada_ você acha que eu não quero mais do que tudo ter o Julian comigo e saber que ele não será maltratado quando não estiver comigo?_ seu olhar era firme e objetivo.
- Eu sei que quer e sei que se importa, então porque não tentar? Vamos, pelo menos tente. _ ele implorava.
Ela deu-se por vencida e sorriu de lado _ OK, conte-me então seu ‘grande plano’.
Gerard entrou no quarto e sentou-se numa cama e Angie na outra, com Julian em seu colo. Gerard contou-lhe então o que ele estava pensando. Disse que tinha conversado com um amigo advogado e que, apesar de difícil, a situação dela poderia ser resolvida. Se ela conseguisse um documento assinado pelo padrasto ou mesmo pela mãe, ela adiantaria o processo de adoção e se ela conseguisse provar que sua mãe maltratava seu irmão, ela teria uma chance a mais de sair vitoriosa no processo. Mas ela teria que arrumar um emprego, e esperar sua maioridade para abrir o processo, mas ela poderia ir adiantando as papeladas enquanto isso. Ele falava tudo com muito entusiasmo, ele realmente estava querendo ajudá-la.
- Angie, falando nisso, quando você faz aniversario?_ Gerard perguntou curioso.
- Bem, daqui a alguns dias, mas eu faço 18 anos e para adotar eu teria que ter 21, certo?_ ela levantou uma sobrancelha, fazendo Gerard rir de sua expressão.
- NÃO!!_ Ele exclama animado_ não mesmo. Com 18 anos você já pode adotar uma criança.
Angie sorriu. Um sorriso sincero. Somente agora ela entendia que talvez o plano não fosse tão maluco como pensava e talvez, ela conseguisse ficar com seu irmão.
“Como ela é bonita, ainda mais quando sorri” pensava Gerard admirando-a.
- Gerard, eu acho que já sei como conseguir a assinatura do meu padrasto, mas eu preciso que venha comigo_ Angie ficou séria.
- OK. Quando?
- Agora. _ ela coloca Julian na cama e levanta-se_ Pequeno você tem que ficar aqui ta bom?
- Ah não_ ele faz uma voz manhosa_ não quero ficar sozinho.
- Hey, mas você não pode ficar com medo, você já é um “hominho” _ Gerard sorri para Julian.
- Mas... _ Julian foi interrompido por Angie
- Julian, é sério. Eu e Gerard precisamos falar com seu pai, mas temos que ir sozinhos. Não vamos demorar. Se precisar de algo ligue para mim ok. Não saia do quarto e não abra pra ninguém. _ ela falava devagar
- Mas e se a mamãe...
- Não se preocupe ela não virá aqui
- Angie ele pode ficar com os meninos. Sabe talvez o Bob esteja querendo um parceiro pra jogar vídeo-game_ disse olhando para Julian que sorriu. _ é melhor não deixá-lo sozinho. _ ele sussurra pra ela
- Posso?_ Julian pergunta sorrindo, ele adorava jogar_ por favor_ fez sua melhor carinha de pidão.
- Assim eu não resisto_ Angie riu_ ta bem, mas não de trabalho para os outros ta? Qualquer coisa você me liga
- Ta_ ele sorriu_ prometo ser bonzinho.
- Você já é_ Gerard levantou-se e seguiu em direção a porta_ vamos então.
Gerard e Angie deixaram Julian no quarto de Bob, que não se importou de passar um tempo com o menino, e logo os dois seguiram em direção ao escritório de Thiérry.
~*~
- Eu quero falar com Thiérry._ Angie informou rispidamente a secretária
- O Sr. Thiérry está em reunião. Ele vai demorar, mas se quiser esperar_ a secretária apontou os sofás da sala de espera.
- Não obrigada_ Angie se virou e entrou violentamente na sala de Thiérry, onde ele estava com mais quatro executivos, sendo seguida de perto por Gerard.
- O que está acontecendo aqui_ ele pergunta bravo ao ver que Angie se encontrava em seu escritório e no meio de sua reunião.
- Precisamos conversar_ ela disse séria.
- Angie não vê que estou no meio de uma reunião? Não tenho tempo pra conversar_ ele disse já exaltado.
- Mas hoje terá. _ ela disse sentando-se em uma das cadeiras e olhando para as pessoas a sua volta.
- Então pelo menos espere a reunião terminar_ ele pediu-lhe
- Não! Conversaremos agora. E de preferência a sós._ ela olhou para os executivos que estavam de olhos arregalados._ não se preocupe, não vou tomar muito do seu tempo.
Thiérry suspirou derrotado_ OK. Senhores, peço que a reunião seja adiada por uns 30 minutos_ ele olhou para Angie que confirmou com a cabeça_ certo. Por uns 30 minutos. Obrigado.
Os executivos levantaram-se e saíram da sala rapidamente. Gerard fechou a porta em seguida.
- Não íamos conversar a sós? O que este rapaz está fazendo aqui? E quem é ele?
- Ele é um amigo e tem que ficar.
Thiérry e Gerard sentaram-se.
- E então? O que é tão importante que fez com que você invadisse minha sala no meio de uma reunião importante?_ disse bravo
- Você já reparou? Pra você [i]todas[/i] suas reuniões são importantes. Você já parou para prestar atenção na sua família? Acho que não, não é mesmo?
- Angie vá direto ao ponto, não tenho tempo para seus sermões.
- É sempre assim. Para seu trabalho você sempre tem tempo, mas para a família, nunca_ ela falava brava.
- Angie, será que você se esquece que eu trabalho para sustentá-las? Esquece que eu trabalho para vocês? Quem põe comida na mesa? Eu! Quem compra suas roupas e suas bobagens? Eu! Então por favor, não venha com esse papo de família, eu não tenho tempo para isso. _ Ele estava alterado.
- Mas deveria ter_ falava alto_ não fale como se só você fizesse as coisas. Você sabe que nós não precisávamos de você! Sabe que nós duas poderíamos nos virar sozinhas. Minha mãe nunca quis a ajuda de minha avó, mas você sabe que poderíamos ir morar com ela. Então não fale como se você fosse superior. Enquanto você brinca de Deus aqui dentro de seu escritório, não vê o que se passa debaixo de seu próprio nariz. _ ela respira fundo.
- OH! Eu brinco de Deus? Desculpe-me, mas o que você acha que eu não vejo que você, uma garota de 16 anos vê? _ disse em tom debochado
- Seu idiota. Você não vê nada. Está tão cego nesse seu trabalho que vai acabar morrendo sozinho. _ ela levanta-se e segue em direção a porta_ foi tolice minha pensar que você escutaria algo.
Gerard levanta-se e segura Angie pelo braço_ Angie, por favor, tente. Nós precisamos da assinatura dele. Pense no Julian.
Ela respira fundo e olha nos olhos de Gerard que sorri para ela, como um apoio. Ela volta e senta-se, olha pra Thiérry e balança a cabeça negativamente.
“OK Angie é a hora de você pensar no Julian, agüente este tolo só mais um pouquinho” ela pensava.
- Thiérry vou tentar ser breve. Eu quero adotar o Julian_ disse firme olhando para ele, que a olhou espantado e começou a rir.
- Angie você está louca? Como quer adotar um garoto? Você não tem idade para isso_ ele ria dela.
- Eu posso adotá-lo daqui a uma semana, quando faço 18 anos. _ ela olhou vitoriosa para ele
- Angie acha que eu sou tolo? Eu não deixarei meu filho ficar com uma garota que ao menos tem emprego, moradia, nada. E por que razão quer adotá-lo? Por que quer tirá-lo dos pais?
- Você quer um motivo? Pois bem, te darei vários. Imagina como deve ser, crescer sabendo que seu pai ama mais sua empresa que você. Crescer sabendo que sua mãe é uma louca e pode te machucar a qualquer momento. Você já viu quando ele dorme? Ele tem pesadelos, grita querendo afastar a mãe dele. Mas oh! Claro que você nunca viu, pois você não se importa com ele. Pois bem, eu me importo. Quem estava lá quando ele teve febre? Eu. Quem o levou no primeiro dia de aula? Eu. Quem o ensinou a ler, andar de bicicleta e a fazer bonecos de neve? Eu. _ ela tinha lágrimas em seus olhos, mas ela não choraria, iria ser forte até o fim_ eu quero afastá-lo da minha mãe. Não quero que ele sofra como eu.
- Mas ela é a mãe dele, tem o direito de educa-lo_ Thiérry falou.
- Concordo, mas se ela fosse uma boa mãe. Você já viu como ela me educa? Não! Você nunca prestou atenção. Nunca viu que ela me bate quando está em depressão. Nunca viu que ela desconta toda sua raiva nos filhos. Eu [i]nunca[/i] a deixei bater nele, mas não quero mais que ele fique próximo a ela. Não quero que ele cresça traumatizado. Não quero isso para meu irmão.
- Mas Angie sua mãe tem a responsabilidade de educá-los, ela... _ ele foi interrompido por Gerard que se exaltou, ficou de pé rapidamente e bateu as mãos na mesa.
- Pelo amor de Deus. Você fala indiferente por que não viu. Eu vi. Eu a vi_ disse apontando para Angie_ desmaiada no quarto do hotel com a cabeça sangrando. Eu levei-a ao hospital. Eu vi sua mãe estapeá-la na frente do hotel. E você ainda tem a coragem de falar em educação?
- Gerard chega_ Angie puxava-o pela manga fazendo-o sentar, ela agora sentia suas lágrimas escorrerem pelo seu rosto, encolheu-se na cadeira.
- Mas Angie ele tem que saber_ ele abraçou-a_ ele tem que saber.
- Deus_ Thiérry estava assustado_ hospital? Angie você... Por que... Por que você não me contou?_ ele olhava para ela tentando acreditar em tudo.
- Você não se importaria, nunca se importou e além do mais não é meu pai_ ela enxugou as lágrimas_ Thiérry eu quero a guarda do Julian_ ela disse firme.
- Mas Angie, mesmo que eu concordasse e não estou dizendo que concordo, onde moraria? Como sustentaria você e uma criança?_ ele agora entendia tudo.
Ela o olhou, não sabia o que responder.
- Ela irá morar comigo_ Gerard disse sério_ e trabalhará comigo também.
- Mas quem é você afinal_ Thiérry olhou-o
- Eu sou Gerard Way, vocalista de uma banda_ ele disse sério.
- Muito bem Gerard. E como você acha que duas crianças podem ficar numa banda? Pelo que eu saiba as bandas fazem show, viajam, e não é o local mais apropriado para a educação de uma criança. _
- Qualquer lugar é melhor do que aquele inferno que você chama de casa. _ Angie disse seria.
- Angie pode trabalhar para a banda. Ela pode ajudar a fazer fotos dos shows, nos ajudar com os fan clubes, essas coisas. Serviço é o que não falta na banda. _ ele disse apressado.
- Angie, mas mesmo se eu aprovasse essa idéia ainda tem sua mãe. Não tem como ela deixar você ter a guarda dele.
- Mas Thiérry com a sua assinatura o processo será rápido, ainda mais porque minha mãe não tem condições de cuidar de uma criança. Eu só preciso que você assine esse documento.
Gerard coloca um papel na mesa de Thiérry. Todos ficam em silêncio. Thiérry examina o papel atentamente, enquanto os outros dois se olham. Gerard pega a mão de Angie e sorri. Thiérry pega uma caneta e assina as duas cópias do documento.
- Muito bem. Você me convenceu. Tem minha aprovação_ disse entregando os papéis a eles.
Angie sorriu para Gerard que lhe sorriu de volta. Ela pegou o papel da mesa e levantou-se.
- Obrigada. Mesmo. Você não sabe como está fazendo bem para o Julian_ ela puxou Gerard pela mão até saírem do escritório.
Chegaram em frente ao carro de Gerard. Ela sorria e ele olhava-a admirado.
- Obrigada Gerard, você está sendo um grande amigo_ ela estava encostada no carro olhando para ele.
Ele se aproximou e passou a mão suavemente pelo rosto dela. _ Você merece Angie, você é realmente uma pessoa maravilhosa_ ele sussurrava com os lábios próximos aos dela.
Ele foi aproximando ainda mais seus lábios, até estes selarem os dela. Ele pode senti-la tremer levemente e logo fechar seus olhos, deixando que ele aprofundasse ainda mais o beijo.
Foi o que ele fez, aprofundou o beijo, pressionou sua língua contra a boca dela, pedindo passagem. Ela concebeu, foi abrindo sua boca lentamente, o beijo era calmo e sincero, apesar de não terem nada, naquele beijo, Angie, viu que continha sentimento, não era apenas um beijo qualquer.
As línguas movimentavam-se lentamente, exploravam cada canto da boca do outro, milímetro por milímetro, ele acariciava puxando levemente os cabelos da nuca dela, e ela, por sua vez, acariciava seus cabelos negros e sedosos.
O beijo durou cerca de cinco minutos, separaram-se com selinhos. Ela o encarou envergonhada, perguntas e mais perguntas passavam por sua cabeça, que estava à mil por hora, coisas importantes outras nem tanto. Gerard percebeu seu estado, deu-lhe em sorriso sincero, confortante.
A chamou para um abraço, palavras não eram necessárias no momento, talvez sim, talvez não. Mas seria melhor para os dois, principalmente para Angie, que nada fosse mencionado, ela se aconchegou nos braços deles. Ficaram assim por pouco tempo, logo entraram no carro e seguiram para o hotel.
Durante a viagem nada fora mencionado por nenhum dos dois, ela estava pensando no que acabara de acontecer. Há instantes estava num maravilho beijo, com certeza o melhor da vida dela, sim, ela pensava isso. Não queria admitir, mas era o que sentia.
Ele, por sua vez, apenas respeitou o silêncio dela, queria conversar sim, mas preferiu calar-se. Também queria pensar no ocorrido, organizar seus pensamentos, e principalmente, seus desejos.
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