Sweet Dreams
1 Capítulo Único.
“Sorria, como se nunca tivesse chorado.”
— The Dreams.
Havia sido um dia difícil para qualquer pessoa na Cidade do Leste, para Aomine Daiki mais ainda.
Estava frio enquanto o rapaz se remexia na cama, estava com o corpo exausto, mas ainda estava agitado como nunca, grunhiu enquanto cobriu sua cabeça com o pano levemente grosso para aquela noite fria de inverno que dominava cada vez mais a cidade do leste.
Ele revirou pela centésima vez naquela cama macia e quente, que o aguardava. Aomine não tinha a mínima vontade de dormir, era relativamente cedo. Não nem mesmo nove da noite, mas mesmo assim ele precisava dormir e descansar da carga emocional que estava sobre os seus ombros, e dormi profundamente ao qual ele não queria sonhos, mas a sorte naquela noite não estava com Aomine, nem mesmo com eles e nem mesmo queria lhe sorri naquele dia.
Mesmo assim ele não sentia vontade dormir mesmo que seu corpo necessitasse de um descanso após um jogo de basquete violento ao gastou mais energia do que previra – Aomine Daiki apenas sentiu seu corpo exausto, mas não a sua mente que o torturava com as imagens do jogo contra o Seirin, o ás da Touou Gakuen apenas levantou-se, sentiu seus músculos protestarem com isso, afinal ele estava com dor por ter usado toda a sua força naquele jogo contra Kagami Taiga e Kuroko Tetsuya, seu ex-companheiro na Teikou – diabos, ele não iria dormir naquela noite enquanto sentou-se na cama, sentindo aquela frustração. “Nós aprendemos a conviver com a dor, o mesmo com um coração partido”, por que aquela frase apareceu na sua mente naquele momento? Aomine apenas bufou ao pensar naquela citação sem motivo algum para si, que sua mente cansada estava pregando-lhe.
E ele tinha certeza, suspirou desistindo de dormir, naquela noite não iria conseguir nada demais com o sono, o sono estava fugindo de si, a tensão estava ali lhe corroendo como ninguém – e saiu do quarto e andou pelo corredor até a cozinha, pensou em todas as coisas que haviam acontecido naquele jogo em especial, e toda aquela sensação de estar vivo de novo, mas ele odiava aquela sensação com todas as suas forças, odiava aquela sensação de frustração.
“De repente a gente nem se fala mais, nem se vê, nem se conhece. De repente a palavra amizade nem faz mais sentido pra gente” o sermão soou em sua mente como uma navalha cortante em seu orgulho bobo, Aomine Daiki apenas passou as mãos pelo cabelo ao ouvir aquela citação tão ridícula quanto ela, mas ele sabia que a garota que lhe falara aquilo, era tudo menos ridícula, ele então parou assim que viu a foto – sorvete e eles, todos eles juntos naquela tarde quente de verão ao qual, pela primeira vez em meses, quis rever, mas ao tempo repelia por ser apenas passado, mas Aomine apenas viu o sorriso triunfante que moldava os seus lábios, ele ainda sorria assim? Não tinha resposta para isso.
“Isso soar muito cruel, Daiki-chan, deveria ser menos cruel com as pessoas” a voz soou em sua mente com mesma perfeição e suavidade que a garota tinha em sua voz, e paralisou, por que diabos estava se lembrando dela? Por que justo dela? Não foi ela que deu um tapa na cara dele quando ele fora cruel com ela? Da pessoa que ele mais detestava naquele mundo, apenas apertou o punho com isso ao pensar naquela garota que muitas vezes o tirara do sério naquele último ano, o que ele estava pensando? Por que ainda pensava nela como sua amiga? Era uma das questões que ele deveria responder, mas não naquele momento. Suspirou ao lembrasse dos olhos levemente esverdeados que muitas vezes o confundiam com as suas ações e gestos muitas vezes irritantes para ele. “A vida é curta demais para ficar se lamentando por pessoas insignificantes, as vezes penso assim, Aomine Daiki, e você se tornou uma delas”.
Aquilo soava cruel aos ouvidos sensíveis, mas nunca para ele, por que tinha a certeza que isso a machucava mais do que tudo, e Daiki apenas aproveitou-se disso, e jogou na cara dela que ela não era necessária.
“Daiki-chan que cruel! Eu gostava dele, Daiki-chan, devolva o meu ursinho preferido, Aomine Daiki!” Aomine Daiki apenas pensou, em quantas vezes brigaram por causar daquilo, ou por bobagens mais estranha ainda, e de como ela agia, necessariamente displicente por sua infantilidade e sua falta de tato com as pessoas, sua língua ferina, ele pegou o celular acima da bancada e digitou o número conhecido que muitas ficou tentado em excluir, mas sabia que nunca o faria com aquela pessoa, enquanto no terceiro toque ouviu-se um resmungo mal-humorado seguido de um palavrão em inglês.
-Eu espero que tenha um bom motivo para isso, Aomine, que diabos está fazendo?! Não saber que horas são! – irritou-se a voz no telefone, enquanto um bocejo veio a seguir e depois constatou que a sua companhia estava irritada com a sua verdade – O que queres, seu idiota de merda?
-Quieta, Fluer, quero um número em especial e espero que posso dizer a verdade, não é? Quero o número da Sasaki, e agora, eu sei que ainda tem esse maldito número por que vive trocado mensagens com ela, Fluer – explicou rápido enquanto a sua companhia de escola apenas indignou-se mais com o tom autoritário e mandão de Aomine, acordar seu colega na Touou Gakuen no meio da noite não era uma das melhores coisas que poderia fazer, mas ele era o único que ele sabia que o atenderia sem desligar na sua cara, ou ao menos tentar, por que tinha outra pessoa que o ajudaria, mas está última não queria saber dele – Me dê o número Fluer, e sério!
-Aomine, eu tenho certeza que ela vai manda-lo para o inferno – prontificou-se o outro a provocar sem piedade – Sinceramente o que queres com ela?! Ela nem gosta de você, e além disso, deveria resolver seus problemas com a outra e não com a Sasaki! Mas acho que bateu a cabeça com força.
-Um conselho – explicou num tom duro – Fluer, me dê o maldito número senão serei forçado a ligar para a Satsuki, e sabemos que ela e exagerada.
-Tá certo, tá certo, eu te odeio, Aomine! – a voz se fez dura enquanto ele caiu no chão do outro lado da linha, o Daiki soltou uma risada com isso e tentou imaginar o garoto com cara de neko caindo no chão, era uma piada interna – Se rir de mim seu desgraçado eu não te dou o número!
Ele anotou o número – que fora dado com palavrões entre os números por seu colega enquanto o mesma o mandava se foder e não procura-la antes das 7 da manhã na escola senão Aomine Daiki seria um cara morto no dia seguinte, e ele riu enquanto apenas olhou para o aparelho celular – despediu-se e desligou, Pablo Fluer era no mínimo estranho e com suas manias ainda mais estranhas, mas extremamente de confiança na opinião do ás da Touou Gakuen que sabia da estranhas e simpatia do mesmo, ele era assistente de Momoi nas horas vagas quando não estava com sua melhor amiga, Sawamura Kaya, nos treinos do feminino.
Kaya, faz um bom que não falo com ela – seus lábios se tornaram uma linha rígida ao pensar nisso, de quantas vezes queria ter abraçado ela e a prensado contra a parede por causar do orgulho dela, e seu próprio, mas Aomine Daiki tinha ainda amor a sua vida – havia brigado com ela, desde que a mesma começou a sair com um aluno do 2° ano. “Ciúmes, Aomine, e apenas puro ciúmes” A verdade soou tão bem colocada, quanto ruim para o ego, ele com ciúmes? Era irônico, mas bem no fundo, aquilo soava verdadeiro aos seus ouvidos. Ele apenas torceu os lábios em desagrado consigo mesmo e com toda a certeza com ela, e nunca daria o braço a torcer que sentia ciúmes da garota de cabelos negros que muitas vezes povoavam os seus sonhos e aquilo era ruim de todo modo, muito ruim mesmo.
Digitou o número, e esperou na linha – dois toques, e nada da pessoa atender, esperava que ainda ela não estivesse dormindo – quando o terceiro toque soou, foi cortado por um xingamento enquanto ouviu-se um som estranho de vento, e um bocejo, enquanto a voz soou pragmática do outro lado, paralisando assim o ás da Touou Gakuen.
-Alo, quem é? Olhe, eu estou sem paciência, gafanhoto, quem é? – o silencio se fez presente por parte dele, enquanto ouviu-se um bufar e um xingamento, a pessoa do outro lado estava claramente nervosa enquanto apenas repetiu duas vezes palavrões seguidos, enquanto soou mais pragmática possível – Aomine, por que está me ligando a essa hora?!
Aquela voz soou sonolenta, mas totalmente conhecida assim como a irritação visível em sua voz, Aomine travou, ela ainda tinha uma bela voz e tinha o seu número, ao que parecia, sua ex-colega da Teikou ainda tinha confiança nele ao mesmo tempo que um desdém conhecido e totalmente normal, mas Aomine pigarrou e parou de pensar naquela bobagens momentâneas.
-Precisamos conversar, Sasaki, poderia me encontrar... – murmurou sério – Quando poderia ser?
Foi à vez de ela ficar em silêncio, e um suspiro saiu arrastado e denso juntamente com resposta que surpreendeu Aomine Daiki enquanto a voz soou séria.
-Ok, pode ser agora, ou dentro de meia hora por que farei um capuchino para mim – ela ditou seca – Ligarei dentro de meia-hora, então espere.
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-Então, por que ligou às 9:30 da noite?
A voz soou pausada e sonolenta ainda enquanto ouviu-se um barulho característico de um cachorro – deveria seria ser Sirius, o lavrado da jovem do outro lado da linha que a mesma tinha, em homenagem a uma estrela que ela adorava, Sirius, e uma das peculiaridades delas sobre um livro com o personagem com esse nome. Isso não interessava tanto para Aomine –, enquanto Aomine ouviu claramente ela bater algo do outro lado da linha – e logo em seguida a enxurrada de palavrões que a mesma soltou, enquanto o latido foi ouvido com clareza quase intocável – e um choraminga por ter conseguindo mais uma cicatriz.
Ele apostava uma grana que era no joelho.
-Aomine.
Ela o chamou depois de 10 segundos, enquanto ouviu-se um pigarrear.
-Desculpe-me por ligar tanto tarde, sei que deveria estar dormindo, mas acho que preciso que alguém me ouça além do Pablo, Satsuki não e uma opção e Sawamura quer a minha cabeça – ditou com uma careta enquanto ouviu alguma coisa do outro lado da linha – Eu acabo de perder para o Kuroko, e não consigo dormir.
-Totalmente irrelevante Aomine Daiki, essa não e questão primordial de ter perdido para ele – ela foi cruel e dura com ele, mas estava certa de toda a forma, mesmo que aquela forma cruel de ela ser poderia muitas vezes machucar, sem entender as pessoas, mas ela entendia melhor que ninguém as pessoas, e por isso, ela confiava ainda nele, ou ele achava que sim– Perde e a questão, o Tetsu-san não tem nada a ver com isso, apenas o seu orgulho saiu ferido, e o que bem feito de toda a forma.
-Sempre gentil com as palavras, Sasaki – ditou seco e revirou os olhos, ouviu-se claramente um bufar – Ao menos aja como se importasse.
-E eu me importo com o meu sono, e simplesmente adoro o meu sono, mas estou aqui não é? Não teste a paciência, ok? Estou com mau-humor e lidado com você, não acha cruel isso? – ela com certeza revirou os olhos, e como ela faria isso se estivesse à sua frente – Senão me importo, eu teria negado em falar com você agora, então não seja rude, Aomine, digamos que hoje estou com raiva de alguém.
De Kise que você quis dizer, mas ele não verbalizou isso senão ela desligaria na sua cara com toda a certeza, se ainda era a mesma de sempre. Ele ficou em silêncio com isso, e com as aquelas palavras rudes e duras como o ferro em brasa – de certo modo estava certa pelo menos em termos alguma parte.
-Olhe, Aomine, não sou a mais gentil das garotas, nem mesmo ajo como uma, mas sou uma – ela ditou cada palavras séria e um tom quase irônico, mas saiu gentil e amável, os olhos se fecharam com isso, Aomine tentava clarear a mente – Eu não irei ser gentil, principalmente pelo fato que mereceu esse troco, Aomine, você foi o pior do seres humanos existentes, não foi tão horrível quanto o Akashi, mas pode ter certeza que muita gente sentia raiva de você, e eu sou uma dessas pessoas que nem deveria estar falando com você, criatura.
Aomine sabia que ela estava certa e a menção de Akashi o fez estremecer com isso, mesmo que aquelas palavras soassem como uma desculpa esfarrapada dele, o tom dela sempre seria recriminador.
-Não e muito diferente da situação da sua antiga equipe – ele fora cruel, era golpe baixo, mas ela merecia – Estão agindo da mesma forma, ou pior.
-Sempre fomos instáveis e vulneráveis de todas as formas possíveis que o ser humano conhecer – ela não mentia, sempre fora enquanto Aomine ouviu um bufar severo sair, a situação dela era tão delicada quanto a dele, ou pior, pelo simples fato dela está tão mergulhada naquelas questões que a mesma não gostava – Aomine, minha antiga equipe se desestabilizou por sua causar, mas não perdemos tanto contanto quanto foi com a sua equipe, qual foi a última vez que falou normalmente com Ryota? Atsushi? Tetsu-san? Shintarou? Ou até mesmo o maluco do Akashi? Quando? Me diga, quando que não falo mais asneiras.
-Era só vencer.
Defendeu-se rapidamente, nenhum deles tinha um laço estável, ou diria, nem mesmo um relacionamento saudável que não fosse a base da vitória imposta – Aomine sabia disso, e muito bem disso, enquanto ele apenas ouviu uma risada seca e sarcástica que ele reconheceria de longe.
-Este e ponto – replicou a outra num tom quase irritado, enquanto apenas o sarcasmo banhava-se mais de ironias – Naquela época erámos crianças quando ditaram que deveríamos apenas vencer, eu ao menos agir como uma e não sabia como lidar com as minhas habilidades, então não acho que sejamos tão diferentes, mas somos.
Aomine mordeu a língua com isso – ela, por ironia do destino, estava certa.
-Você só pensou em você! Nem mesmo pensou no restante – ela pausou, e acrescentou com amabilidade – É necessariamente irônico isso não acha?
Ele lembrava disso, enquanto uma pausar foi feita por parte dela – mas durou pouco, enquanto um suspiro resignado saiu e foi ouvido com perfeição.
-Aomine, o problema e o seguinte, você se acostumou a ganhar sem esforço, não havia paixão nos seus jogos até hoje, mesmo com Ryota, você não deu tudo de si, ou deu? Eu vi em seus olhos que deveria estar vazio, ou até mesmo morto, e então se deu? – era uma pergunta retorica para ele mesmo – Não me entenda mal, eu vi todos os seus jogos, e simplesmente achei insano a parte que você estava vazio, não havia qualquer tipo de amor pelo esporte, e por eu achei que estivesse morto.
-Morto? – riu nervosamente, enquanto o silêncio foi ouvido – Eu sinto me coração bater aqui no peito.
-Por dentro Aomine¸ não está necessariamente morto, estava apenas vazio, sem emoção nenhuma – ela frisou a última parte, enquanto continuou – Você ficou vazio, estava sem nada, apenas isso, você hoje sentiu-se pela primeira vez vivo, e agiu como o Aomine que conheço.
Ele surpreendeu, ela o viu jogar? Era estranho pensar que ela, a garota considerada insana daquele grupo peculiar o vira jogar, era... De certo modo, nostálgico da parte dele.
-Você estava lá?
-Digamos que assiste juntamente com Kise, e a Kaijo – ditou a mesma com seriedade, enquanto um suspiro – Yukio-san comentou bastante durante o jogo, as observações deles são desconcertantes, mas certas, apenas digo que você agiu como antes, como o Aomine que conheço.
-Mas essa sensação e ruim?
Havia desespero em sua voz – ele não gostava daquela sensação, era uma sensação que faria ficar frustrado – o gosto amargo da derrota, ele pensou que era isso que sentia falta, mas não era, ele tinha certeza, ele queria esquecer aquele gosto e uma risada suave, e tão conhecida soou, ele não ouvia aquilo fazia meses, desde que ela se afastara dele naquele dia ao qual foi a cerimônia de encerramento da Teikou.
-Você está revivendo – concluiu ela saudosa – Você apenas está vendo novamente o basquete como a sua vida, admito que fiquei preocupada quanto ao seu ego, mas vejo que e uma questão de tempo para pode viver mais, Aomine, só tem que se esforçar, dedique-se aos treinos assim como para outras coisas, como o baseball, já que gosta tanto de bolas, não se importe se irá ou não perder, apenas divirta-se.
Ele havia esquecido disso e daquelas palavras doces e cheias de gentileza disfarçada pela outra, e de como era delicioso jogar tanto basquete e baseball – para de praticar o baseball, não tinha parceiros para isso, e precisava de um time que confiasse em si e dependia dos outros, assim como basquete, ele havia aprendido ali que poderia tentar ser parte daquele time de estranhos que tentou se afastar no começo, ao qual agiu como um estúpido ás que não continha qualquer tipo de compaixão – baseball, mas com quem? Concluiu que teria que procurar alguém interessado em jogar com ele, e pegar as suas bolas.
-Talvez por hora devesse descansar, está ficando tarde...
-Por favor, fique mais um pouco.
Ele suplicou, um pouco denso e manhoso, e sabia que nunca funcionaria com ela, mas precisava tentar, ao menos tentar ser gentil – os olhos se fecharam esperando a recusar.
-Eu fico por mais algum tempo, vejo que ainda há dúvidas... – ele a ouviu bebericar alguma coisa, supôs que era o capuchino que ela havia dito que faria para si, ele havia a tirando da cama, bem diferente de Pablo que o xingou dos piores nomes possíveis, a Sasaki estava receptiva e simpática naquele dia – Não e só a sensação de perder, ou é?
-Não, eu queria pode voltar atrás com algumas atitudes – moveu os lábios, e ouviu a sentença proferida por para a garota do outro lado da linha – Eu deveria pedir desculpar por aquilo, e por escolhido o Kise, ao invés de mim.
-Eu acho que não e hora para isso, Aomine – a voz soou claramente nervosa – Aquele mudou muita coisa, e eu mudei, não sou mais mesma desde que nós brigamos, e apenas não seja duro consigo mesmo, relaxe, eu aceito as suas desculpas, e claro.
A risada soou tão espontânea e cheia vida.
-Você e um bobo, somos amigos...
-Você saber do que eu estou falando, Sasaki – o ditou seco, enquanto ouviu-se uma pigarrear – Daquele beijo no fim do ano, antes de brigamos, por que simplesmente me ignorou depois daquilo que fizemos?
O primeiro beijo deles, ela havia sido receptiva naquele dia e o gosto era diferente, assim como ela – e Aomine sentia que havia algo a mais atrás daquela estranha indisposição em falar com ele sobre aquele assunto.
-Acho desnecessário, Aomine – ela retrucou com visível irritação na voz – Aquilo que aconteceu, não e nada, afinal foi apenas um beijo, além disso estás com problemas maiores com ela não é? Sawamura não tem dado sossego, você deveria...!
-Não me respondeu – alfinetou – Será que gosta ainda de mim? Sasaki?
-Nutri sentimentos intensos no começo – ele surpreendeu-se com a sinceridade, os olhos se arregalaram com isso, ela nutria? Franziu o cenho com isso – Eu me apaixonei pelo Aomine bobo, e irônico, ao mesmo tempo tão dedicado que sempre esteve ali para dá força, mas hoje, acho que única coisa que sinto um pouco de admiração e respeito pelo fato de ser o melhor, além de uma carinho, Daiki.
Pela primeira vez ela o chamou de Daiki, e aquilo não passou despercebido por Aomine que apenas fechou os olhos com isso e ao mesmo tempo absorveu as palavras serenas e fáceis de serem ditas.
-Mas hoje, e só carinho – ditou a outra com uma risada – Me pergunto quando ira falar com a Sawamura, afinal, e ela que sempre esteve a minha frente não é?
Kaya Sawamura – sua colega na Teikou, e na Touou Gakuen – e melhor amiga de Pablo Fluer, e atual ás do time de basquete do feminino ao qual a mesma se dedicava ao extremo, até mesmo mais do que Aomine fez em toda a sua vida – ele sabia bem o porquê, afinal ela tinha mais cinco garotas além delas, isso incluído três pessoas que faziam parte desses times e que poderia acabar com ela em um jogo se ela não se cuidasse, mas isso e história para outro momento –, o rapaz franziu o cenho, ela saber de seus sentimentos? Sempre viu Kaya como uma rival em muitas vezes em força, a garota tinha força, não tanta quanto à mesma gostaria, mas tinha, e isso encantou no primeiro momento o ás da Touou Gakuen, o número n° 5 ficou em silêncio enquanto apenas passou os dedos por seus cabelos azuis.
-Daiki, ainda está ai?
-Ela me odeia no momento – ele diz baixinho ao pensar nisso – Sawamura não me suporto.
-Ka-chan te odeia, e impossível! – riu-se a outra do outro lado da linha, afinal o que ela sabia sobre esse assunto? O que ela sabia o que se passava pela cabeça da outra garota que atormentava Aomine com provocações silenciosas? – Daiki, eu ainda acho o lerdo, e que ela está apenas magoada com o fato de tê-la tratado mal.
-Mas isso não dá o direito de sair com aquele cara – falou, e apenas assustou-se com a raiva explicita em sua voz – Ela quer agir como crianças.
-Oh-oh, parece que temos alguém com ciúmes, e muito ciúmes... – ela pausou enquanto um suspiro escapou dos seus lábios – Você e o Ryota são dois lerdos mesmo, como posso dizer isso sem te magoar? Não, isso e uma vingança, você sempre foi a 1° opção da Ka-chan.
-Você diz as coisas em enigmas, Sasaki.
-Ora, Daiki, a situação em si e mais fácil do que imaginar – murmurou com seriedade beirando a irritação, e ela era fácil de lidar quando não estava com raiva, era fácil como respirar, mas ainda assim, Aomine tinha que tomar cuidado com as palavras com ela, e Kise e ela estão brigados? – Ela gosta de você, e você gosta dela, apenas siga os seus sentimentos e pronto, um final feliz. E finais felizes são raros, por isso eu os adoro.
Hayate Sasaki definitivamente subiu a definição de estranha, mas Aomine nunca comentaria isso com ela.
-Você faz parece fácil.
-Mas e muito mais fácil do que pensar – devolveu num tom sarcástico, e com certeza com um tom de deboche na voz, disfarçado – São as pessoas que complicam, Daiki, não seja tão tolo, as vezes penso que os seres humanos não usam os cérebros.
-E isso e uma ofensa, Sasaki – retrucou mal-humorado – Acha que e tão fácil falar com alguém que nem quer ouvir a sua voz?
-E essa situação e um mero detalhe do acaso – ela apenas suspirou – Daiki pare de ser tão infantil, e ligue para ela.
-Está tarde.
-Mas não impediu de ligar para mim, impediu? – devolveu seriamente – Mas acho que no caso de Ka-chan, devemos ser tolerantes, que tal falar com ela amanhã?
-Amanhã? Ela não irá me ouvir – argumentou frustrado – Ela não quer me ver, nem mesmo ouvir o meu nome, eu acho impossível isso!
-Que pessimismo, Daiki – um suspiro soou – Isso não me parece você, mas Daiki por que está com tanto medo?
Medo? De que eu tenho medo? Ele enumerou nas pontas dos dedos, enquanto grunhiu, e ouviu-se uma risada serena e divertida, ela se divertia as suas custas, atual ás da Kaijo se divertia as suas costas, era sempre, ela sempre ria da desgraça alheia.
-Rejeição – optou pela verdade – Ela pode muito bem me rejeitar como faz com aqueles idiotas que a seguem.
Ouviu-se uma pausa, e Aomine visualizou a garota tendo um debate mentalmente, fazendo um biquinho adorável enquanto bufava levemente com isso.
-Duvido muito – desdenhou a outra, cinco minutos depois da verdade dita por ele – No máximo que ela faz, será apenas ignora-lo por dois dias e depois corresponde os seus sentimentos, não seja covarde, Daiki.
-Você acha tudo simples?!
Bradou para ela com irritação – a outra ouviu em silêncio a sentença proferida pelo outro.
-A vida é muito simples, Aomine Daiki – sua voz soou composta, e com muita agressividade disfarçada – Como eu disse anteriormente, as pessoas que as complicam com as merdas das suas indecisões, apenas siga o seu maldito coração e todos ficaremos felizes com isso.
-Por que simplesmente falar assim?
Ele questionava-se da sinceridade da outra, assim como das veracidades que ela falava eram seriedade que beirava lentamente para a loucura.
-Por que gosto de pessoas, e adoro finais, são tão raros! – riu a outra com convicção, e depois apenas revirou os olhos com o que ela disse – Por favor, Daiki, apenas se liberte dessa tensão toda, apenas siga o seu coração tolo e egocêntrico.
As piadas de mal gosto dela sempre soaram como ofensas, mas só daquela vez ele sabia que ela estava certa – só talvez ele admitisse, mas quem Aomine Daiki queria enganar? Ele nunca diria isso para ela, nem mesmo sob ameaça de morte, seu orgulho ainda valia algo e ele usaria sem pensar nisso, enquanto apenas os olhos azuis se fecharam e suspirou.
-Acho que acabei tocando na ferida.
Bradou ela num tom quase suplicante, mas disfarçado pelo conformismo da outra.
-Acho melhor eu ir.
Ele esperou uma risada enquanto um suspirou deu-se o lugar para ela enquanto ele ouvia perfeitamente o som da respiração dela, ao mesmo tempo em que a voz soou suave como pena.
-Vou odiar fazer isso, mas vá para a quadra de basquete perto da sua casa, e aquela onde eu e você jogamos quando estávamos na Teikou, me encontre em meia-hora lá, e leve um casaco, iremos demorar pelo jeito – ditou a outra com uma seriedade mórbida que beirava aquele ar sério que sempre exigia dela quando se tratava dela – Ainda é relativamente cedo, então, conversaremos pessoalmente, sim?
Ele apenas ficou em silêncio por alguns minutos, pensativo sobre tudo aquilo, e então tomou a sua decisão.
-Tudo bem.
E desligou, tinha que se arrumar para ir lá.
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A quadra de basquete estava um pouco mais de três quadras de distância.
O local em si era popular, além de uma pequena lanchonete do outro lado da rua. Ele deu uma corrida para ir chegar lá – ao menos no tempo esperado, sua casa era um sobrado que dividia com os pais, ao sair de casa levou um casaco e correu mais rápido possível para não se atrasar – naquele meio tempo, Aomine Daiki apenas pensou em tudo que sua amiga, Sasaki Hayate lhe havia lhe dito naqueles minutos que ambos ficaram no telefone, trocando informações, por parte dele e claro, enquanto a mesma lhe dava apenas opiniões e conselhos que poderia ou não, ajudar ele, mas Aomine era um homem prático e ele achava difícil fazer tudo àquilo que a Sasaki falava com tanta convicção e confiança que ele não tinha.
Ele não pensava, apenas agia como o homem que era.
Chegou à quadra faltando cinco minutos – ela já estava lá, usava uma calça jeans folgada surrada, ele reconhecia aquela calça como sendo ao qual ela treinar na quadras de basquete, e tênis negros que iam e uma camisa flanela enquanto arremessou a bola de basquete com precisão, ela e tão precisa quanto o Midorima, ele comparava os dois pelo fato de ambos serem bons em arremessos de três pontos, mas sabia que a especialidade dela não era essa.
-Oi.
Sua voz soou baixa, meio encabulada – ela virou-se para com um meio sorriso, Aomine pela primeira vez percebeu o porquê dela ter ficando em sua mente tanto tempo depois que ambos brigaram naquele último dia, os cabelos estavam em coque frouxo enquanto alguns fios caiam por sua face, e os olhos levemente esverdeados observavam com atenção enquanto a mesma estava observando atentamente ele, avaliando de cima a baixo como ele havia crescido nos últimos meses – ela era linda sim, mas não era a garota que ele queria, não mais, concluir para si mesmo aquela revelação que ele sabia que já havia descoberto, mas nunca admitido para si mesmo, afinal Sasaki Hayate era linda e tudo o que ele queria em sua vida.
Uma garota com atributos bem definidos – e chamativo – assim como a personalidade, mas Aomine Daiki sabia que a garota gostava de outro, alguém diferente dele em todos os aspectos.
-Chegou a tempo – a comentou com um sorriso, enquanto pegou a bola do chão, ele percebeu a bolsa azul da Kaijo no canto esquerdo da quadra, juntamente com um casaco azul que deveria fazer parte do uniforme– E bom vê-lo de novo, Daiki.
-Mutuamente, não é? Você não estava em casa estava? – devolveu seriamente analisando a roupa surrada da menor, estava obvio que ela andava treinando – Desculpe, eu estou sendo...
-Você mesmo, o que não me surpreende. Então apenas relaxe, Daiki, parece um morto-vivo sabia? Até parece arrependido, enfim, eu estava em casa sim, havia acabado de dormir no sofá quando me ligou, então agradeço por ter me acordado, Daiki – ditou ela enquanto acertou mais uma cesta com precisão, e ela apenas observou ele – Sorte a sua, então o que queres me dizer? Fale apenas.
Aomine observou a garota com surpresa, Sasaki Hayate e definitivamente estranha enquanto a mesma observava a bola que quicou no chão após mais um arremesso, ela e boa nisso, se Midorima estive ali, com toda a certeza, ele ia querer derrota-la, mas Aomine parou de pensar nisso, estrava ali para que mesmo? Por que queria tanto saber da opinião da atual jogadora da Kaijo?
-Aomine Daiki apenas pense um pouco mais, vamos jogar?
Ela jogou para ele a bola que voou até a sua mão enquanto a mesma deu um sorriso preguiçoso e sem qualquer tipo de humor, havia um pingo de excitação por jogar com ele. Aomine tinha certeza que ela sentia a pressão de suas habilidades, mas nunca iria arredar o pé de um desafio – seu corpo estava cansado, mas estava tenso, e por que não? Ele retirou o casaco e se aproximou, enquanto apenas pegou a bola, a garota apenas arregaçou as mangas da camisa até os cotovelos, e amarrou direito o coque enquanto os olhos se fixaram nele, e sorriu marota, a bola quicou no chão enquanto ele passou por ela.
Ela não estava surpresa com a velocidade del, e nunca ficaria enquanto correu atrás dele – sua velocidade se equiparava com a de Kise, mas Aomine sempre foi mais rápido que ela enquanto jogou um dos seus arremessos sem forma que muitas vezes surpreendia os jogadores e até mesmo os telespectadores enquanto num jogo normal, aquilo não seria ruim, mas então a bola voltou mais rápido do que o raciocínio logico enquanto a bola quicou duas vezes antes de se arremessada da área de 3 pontos com a mesma segurança de antes que ela estava, não havia surpresa e nem um pingo de medo, Aomine apenas franziu o cenho, a trajetória está certa enquanto a bola quicou duas vezes antes de voltar para a sua mão.
-Você melhorou o seu arremesso.
-E você ainda é mais rápido que eu – ela comentou sem expressão aparente – Suas cestas ainda são surpreendentes.
-Você não se impressionou.
-É obvio que não – riu com delicadeza e depois revirou olhos pegando a bola – Nunca conseguiria acompanhar o seu crescimento, mas melhorei sim, e outros aspectos.
Aomine observou ela enquanto um sorriso apenas formou-se em seus lábios – os olhos se fixaram nele, enquanto ela apenas jogou mais uma vez, acertando novamente, ele arregalou os olhos – enquanto apenas observou com surpresa a mesma forma como ela jogava, Kaya? Estava ali, a essencial de Kaya, a forma especial de Kaya, estava ali e ele sentia, Aomine sabia que aquela forma de jogar era de Kaya.
-Acho que ficou levemente surpreso não é? Eu joguei com ela – ditou seriamente, seus olhos estreitos – Kaya e nem outras imaginam que consigo fazer isso, acho que passo tempo demais com Ryota, mas tem as suas vantagens.
-Kise e você estão...?
Ela corou, em que mundo Sasaki coraria daquele jeito? O nervosismo ficou visível em seus olhos castanhos-esverdeados, enquanto ela pigarreou.
-Como eu disse, ele e um lerdo – concluir a garota irritada – Ele diz que somos apenas amigos, mas que diabos de amigos se beijam? Ou sentem que irão matar qualquer que se aproxime dele? E eu estou com ciúmes, por que odeio dividir as coisas, Daiki-chan, por que simplesmente egoísta e orgulhosa o suficiente para dizer para mim mesma que eu não o mereço.
-Você está sendo dura não acha? Benefícios existem, Saki – brincou Aomine rindo enquanto sentiu-se leve o suficiente para o usar o apelido dela, enquanto recebeu uma bolada forte na cabeça, ela ainda tem força, ela estava respirando e furiosa com ele, por suas palavras, mas ao tempo, irritada consigo mesma – Você e ele devem se acertar, não acha que e melhor?
-Melhor? Melhor! Em que sentindo Aomine Daiki? Me diga, em que sentindo? Te confesso que as vezes ele fode com a minha cabeça. Porque olha, uma hora a gente está bem, está se tratando bem, está se apelidando, se dando carinho, mas depois, você muda, me ignora, me dá respostas curtas, não retribui a atenção que eu dou, fica num clima que chega a dar raiva – ela pausou irritada, os olhos se fecharam enquanto a fúria por estar lhe contando isso, naquele momento e continuou pausadamente – Te confesso também que eu chego a prometer pra mim mesmo que não vou mais correr atrás dele, que vou deixar ele sentir saudades e vir atrás de mim. Mas o problema é que quem acaba sentindo saudades, sou eu. – ela rosnou, enquanto apenas revirou os olhos – Ryota tem mais garotas ao seus pés do que posso conta em meus dedos, e sempre assediado, acho que sou ciumento? Não, eu sou ciumenta e esse e um problema no momento para o meu autocontrole. Eu posso ser tudo, Daiki, mas ainda tenho sentimentos quanto isso? Não acha que me sinto inferior para ele?
Sasaki Hayate estava com ciúmes? Isso estava obvio em sua voz enquanto ela apenas parou e respirou fundo – controlando tudo que sentia naquele momento, Aomine e ela eram parecidos nisso, práticos e com emoções levianas, mas a Sasaki sabia controlar bem suas emoções, mas naquele momento estava furiosa –, a voz mansa e doce cheia de raiva e com toda a certeza frustração por gosta de Kise Ryota.
E possivelmente com uma autoestima baixa estava por causar da quantidade de coisas que provavelmente ela ouvia daquelas garotas – afinal, ele e Kise Ryota, um idiota, mas um modelo acima de tudo –, Aomine fez algo que normalmente não faria, enquanto apenas sentiu ela apertar-lhe, ela estava com medo de perder Kise Ryota para outras pessoas, assim como ele estava com medo de perder Kaya para aquele idiota, mas ficou em silencio e esperou – o que não e de seu feitio –, enquanto apenas segurou a Sasaki e ouviu o choro silencioso dela, ela estava com medo, apenas isso, e quando alguém ficar com medo, apenas se perder em seus pensamentos.
O ás da Touou Gakuen apenas sentiu-se pela primeira vez ligado aquela garota, afinal não foi ela que o trouxe da realidade após aquele jogo? “Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas.”, enquanto apenas sentiu ela se afastar, e limpar as lágrimas sabia que ela odiava chorar na frente das pessoas, desde a morte dos pais.
-Obrigado.
-Não dê que, Saki.
A Sasaki apenas observou ele, enquanto deu um sorriso – Kise vai me ouvir, decidiu por fim fazer aquilo, não poderia deixar aquele idiota fazer aquilo com ela, Sasaki merecia algo melhor, mas Aomine apenas riu em pensamento, Kaya também merecia, mas ele era egoísta e queria para si. E ele teria para si, e não tinha a menor ideia de como.
-Você chorou por um idiota, sabia?
-Eu já chorei por um alguns anos atrás, e ele está na minha frente, frustrante não é? E irônico também – ciciou seriamente, os olhos castanhos-esverdeados se ergueram lentamente para ele – Curioso não é? E eu sei.
-Por que logo ele? Por que quer saber dele?
-Por que eu quero saber dele? Por que? Quero ele de perto ou de longe, tanto faz, mas eu o quero de qualquer jeito. Quero dormir abraçada com ele e no dia seguinte acorda bem cedinho só para vê-lo dormir.... – pausou lentamente enquanto apenas recuperou o folego – Quero ser a paz dele, quero ser a saudade dele, quero vê-lo sorrindo para mim, quero poder beija-lo sempre, quero ter o prazer de chama-lo de meu, quero poder sentir o seu perfume em todos os lugares em que eu vá, quero uma história, uma vida se possível ao seu lado, quero ele, quero que um dia ele e eu, sejamos nós, apenas isso e um desejo tão ruim assim? Talvez seja egoísta, mas foda-se, eu o quero deste jeito e ponto final.
Aomine Daiki apenas viu o sorriso dela – um sorriso que nem mesmo ele conseguia colocar no rosto dela quando estava feliz, era um sorriso diferente – a mesma se afastou, prendendo bem os cabelos num coque e vestido o casaco.
-Quer comer algo? Sair sem comer de casa – explicou ela lentamente, e pendendo a cabeça para o lado enquanto sua voz soou amis leve – Não tenho muita certeza, mas quero sair daqui.
Ela sorriu, enquanto Aomine concordou lentamente, Saki era estranha, mas era a sua Saki, a garota que estava ajudando ele e agarota que foi a única a entende-lo até aquele momento, muito mais que Momoi, por que eram iguais. Ela pegou a bolsa do chão, e pegou o caderno enquanto anotou alguma coisa.
-Informações para o Kise é?
-Não, apenas meu arquivo pessoal, Daiki-chan – ciciou e depois sorriu, seu sorriso ainda não chegava em seus olhos, mas era um sorriso diferente – Primeiramente, Daiki, eu adoro fazer isso, além disso, e muito melhor do que ficar sem fazer nada, e uma mania, e sabes bem disso?
Ela o desafiou? Aomine apenas revirou os olhos, afinal, ela sempre o desafiava.
Aquilo soava como um desafio, mas muitos desafios propostos por Sasaki, ele recusava, apenas viu os rabiscos na letra em japonês impecável enquanto alguns pontos em inglês chamou a sua atenção.
-Suas manias ainda são estranhas.
-As pessoas não mudam muito, Daiki.
-Assim como não pensou muito – ditou ele enquanto abriu a porta da lanchonete, estava meio vazia – Até parece que você mudou muito.
A Sasaki revirou os olhos – enquanto sentou-se – a garçonete veio em auxilio deles, enquanto ela pediu chocolate com biscoitos para ambos, Aomine percebeu que ela limpou discretamente as lágrimas que caíram por seu rosto, mas seu nariz estava levemente vermelho.
-Então, não saber dizer o Kise seus reais sentimentos...
-Parece simples, mas e complicado... – ditou asperamente e apenas batucou na mesa em questão – Ryota está cercado de pessoas, ou melhor, garotas que querem ele, não importa como, e eu ali, sendo eu. Não sou a mais gentil das garotas, Daiki, apenas sou uma egoísta, apenas isso.
-Está errada sabia?
-Não estou nada – enquanto a garçonete voltou com o pedido, começou a tomar seu chocolate enquanto Aomine a acompanhou – E a verdade, apenas a mínima verdade, não acha?
-Está sendo amarga, Saki.
Saki apenas parou, os olhos apenas se arregalaram – e fez um bico – enquanto apenas observou ele, infantil! Ele apenas soltou uma risada, e um muxoxo soou da boca dela, ao mesmo tempo revirou os olhos.
-Não aja como criança, Saki.
-Não seja rude, Daiki-chan, e cruel as vezes – ela apoiou as mãos sobre o queixo, e olhou a rua – Eu sei que sou infantil, até mesmo insegura, mas ele sempre e o centro das atenções delas, assim como a Ka-chan chamar atenção pelos olhos cativantes, Daiki. E bobagem pensa nisso, Daiki?
A pergunta soava incerta enquanto a Sasaki sorriu, mesmo que estivesse claramente, tensa com isso ao mesmo tempo que Aomine observou as feições dela, e suspirou.
-Sinceramente... – ele apenas mediu as palavras, sua voz soou séria – Não sei ao certo, mas aqui não é onde eu quero estar.
-Nem eu! – riu suavemente, os olhos apenas se apertaram – Mas nem tudo podemos ter, não é, Daiki? E tão estranho isso, ainda quero matar o Ryota que complicado não acha?
-E muito complicado.
Ela riu enquanto apenas conversaram trivialidades – enquanto observou, os olhos castanhos-esverdeados estavam mais vivos, mas ao mesmo, opacos, ele sabia o motivo. Ele souber das investidas descaradas do capitão do time da Kaijo, enquanto o mesma flertava com ela, ela riu desconcertada ao comentar isso.
-Ele e um fofo.
-Mas não é o Kise, correto?
A Sasaki apenas ponderou e depois confirmou – comeu mais dois biscoitos enquanto apenas pairou os sobre si mesma, um suspiro resignado saiu de seus lábios enquanto Daiki apenas viu os olhos estreitos para si.
-Não acho que seja muito diferente de mim – ditou num tom quase sorridente, mas então suspirou – Creio que as memórias são o seu pior inimigo.
Aomine Daiki riu, enquanto apenas concordou com aquilo – os olhos esverdeados se estreitaram para ela, ao mesmo tempo em que suspirou.
-Deve ir para casa.
Ele concordou enquanto jogou trocadas na mesinha da lanchonete, os olhos pairaram sobre ela – os olhos castanhos-esverdeados estavam fixos em algum ponto e franziu o cenho, e levantou-se lentamente – e neste momento ele percebeu a figura de cabelos loiros do outro lado da rua, juntamente com o time da Kaijo.
-Isso vai dá problemas para você.
-Nada disso – ela apenas ditou, e os olhos castanhos-esverdeados se fixaram num ponto especifico – Ele não e nada meu, além de meu amigo, ele não pode me controlar, pode?
Ela o desafiou, enquanto o grupo em questão adentrou no lanchonete – logo os colegas de Kise Ryota estava falando com ela, enquanto Aomine apenas viu olhar sério do loiro em si.
-Temos que ir, Daiki – ela suspirou, enquanto bocejou – Depois nós falamos, certo, Ryota?
-Hayatecchin deve ir para casa – ele coçou a cabeça – E sinceramente, por que está aqui com o Aominecchin?
-Daiki e eu nós encontramos por acaso, e eu estava com fome, e ele, bom, me seguiu para me irritar – diz tranquilamente – Eu tenho que ir, meu irmão me esperar.
Os olhos dourados apenas se fixaram em um ponto especifico no rosto dela, Aomine sabia que tinha os olhos castanhos-esverdeados uma certa rebeldia, e que Kise era o único a tendem e entender aquela mente brilhante – e ao mesmo tempo sorriu, ele estava com raiva – estava borbulhando de raiva.
-Até mais, Ryota.
Ela saiu sem esperar.
-Você vai perde-la... – comentou Aomine num tom sério – E você e um idiota.
Ele andou até a porta e riu.
-Há algum tempo atrás eu teria me aproveitado disso e tomado ela de você – ele apenas moldou num sorriso arrogante –, mas hoje, acho que você deve ter uma chance com ela.
Os olhos dourados se arregalaram, enquanto Aomine Daiki saiu para a rua, e sentiu o frio daquela noite, e riu em seguida, talvez Kise pudesse ser menos lerdo e conquista-la de vez.
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Aomine Daiki apenas observou os olhos do teto.
Sensação sumiu momentaneamente assim como aquele peso em suas costas, mas estava cansado e queria dormir por um longo par de horas sem interrupção nenhuma – e agradecia o tempo que passou com Sasaki Hayate, fora no mínimo bom, diferente de tudo que fez nos últimos dias – ele gostou disso, aquilo poderia voltar a antiga amizade que tinham antes, ele lutaria com isso, e talvez naquele ano ele sentisse realmente feliz com isso.
Ainda havia questões que ele deveria resolver em breve – com ela, principalmente, a Sawamura era seu maior problema até aquele momento, assim como Kise era o problema da Sasaki.
Kise e ela tinham problemas sérios – estava obvio, mas não era problema dele, ele tinha outros problemas enquanto o telefone tocou ao seu lado, ao mesmo tempo que o nome do visor estava visível.
-Decidiu aparecer, Saki – murmurou num tom seco para dizer que estava chateado com o sumiço dela, depois do aparecimento de Kise naquela lanchonete – E sinceramente, por que não me esperou?
-Estava obvio que ia bater em algo, preferi o saco de pancadas de casa, ok? – pausou e depois continuou –Decidi ter dizer algo que esqueci, Daiki – ditou num tom irritado, e os olhos azuis se fecharam – Sweet Dreams, Aomine.
Ele apenas ficou em silêncio ao mesmo que sussurrou.
-Sweet Dreams, Saki.
Fim¹.
Notas finais
¹Talvez haja continuação numa fanfic no futuro.
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