Sweet Desire

9 Capitulo 9 - Alguém está começando a mudar?


Notas iniciais
Espero que curtam.

Suga me chamou para ir à cozinha pegar as coisas para comermos o bolo, estranhei sua atitude, porque com certeza pela sua personalidade ele ficaria sentado aguardando ser servido e faria questão de colocar todos nós desconfortáveis.

— Vá pegando os pratos no armário que eu pego os copos e os talheres – instrui assim que chegamos à cozinha.

Ele se virou para minha direção parecendo bem sério.

— Ele não vai dormir aqui não, né? – indagou mostrando não gostar muito da ideia.

— Não sei – dei de ombros.

— Ele não vai dormir no meu quarto, já deixo avisado.

— Não se preocupe tá, se ele dormir aqui, vai dormir comigo na sala – o tranquilizei.

— Que? Contigo na sala? – estreitou o olhar – Nem pensar!

— Onde mais ele dormiria? – perguntei colocando as mãos na cintura.

— Na casa dele! – disse como se fosse óbvio.

— Então está me dizendo que não vai deixar o V dormir aqui na minha casa? – rir não acreditando no que ouvi.

— Você não acha um absurdo dormir com dois homens em casa não? – indagou mostrando sua visão conservadora.

— Você vai está no quarto – o lembrei de que não estaria no mesmo cômodo que dois homens.

— Então está querendo ficar em um cômodo sozinha com ele? – agora estou levando sermão?

— Não necessariamente, mas não vou manda-lo embora – respondi justificando.

— Mas vocês não vão dormir juntos mesmo! – declarou com convicção.

— Meu Deus, nós não vamos dormir agarrados!

— Claro que não vão, eu não vou deixar – arfou perdendo a paciência e pegou os pratos indo para sala.

— Pode isso? – agora está querendo controlar as coisas e impedindo de receber minhas visitas.

Peguei as coisas que faltavam e fui para sala encontrando o V parecendo bastante animado com algo, já o Suga parecia tranquilo.

— O que houve? – perguntei curiosa com o clima alegre.

— O Suga me convidou para dormir em seu quarto com ele – V respondeu empolgado – Vamos pegar alguma bebida, você disse que tinha em casa e espero muito que não tenha se enganado – e me levou para cozinha.

— Tem suco e refrigerante – apontei para geladeira.

— Não disse que eu e o Suga nos daríamos bem? – sorriu vitorioso – Ele só é um pouco complicado no começo – explicou sobre o que aconteceu assim que se viram e pegou o refrigerante na geladeira.

— O refrigerante não está muito gelado não, né? – indaguei.

— Está fresquinho – respondeu.

— Ele ganhou presentes caros delas, vou está ferrada se ele desaparecer sem mais nem menos – lembrei-me do que me preocupava.

— Isso é fácil, amanhã eu vou à casa da Sra. Grace e pergunto o quanto gastou com as compras, aí nós rachamos a despesa – fez sinal de joinha – Você tem que ter em mente que para o Suga começar a prestar atenção nas suas palavras tem que falar com calma – como já tentei...

— Não dar muito certo – reclamei.

— Você o escreveu, tem que saber o que o deixaria calado.

— Vou tentar pensar em um ponto — e voltamos para sala.

A Pooh estava sentada no colo do Suga que já comia seu bolo.

— Nem nos esperou – reclamei me sentando ao seu lado e o V sentou no meu.

— Estava morrendo de fome – justificou.

— Você estava comendo uma pizza – V o lembrou.

— Mal chegou e já quer vigiar o que faço?

— Bom, não, mas você estava comendo pizza quando chegamos – deu de ombros.

— Quer que eu te sirva um pedaço V? – indaguei enquanto cortava um pedaço do bolo.

— Aceito.

— Me sirva mais um – Suga pediu.

— Estou sabendo que você fez amizade com as três velhinhas – V iniciou uma conversa – Como você conquistou a Sra. Amelia?

— Como assim conquistei? Eu só gostei dela e a tratei de forma amigável – por que foi gostar logo dela de cara?

— A Sra. Amelia não gosta muito do V – contei.

— Que? – Suga começou a rir empolgado.

— Não é bem não gostar, às vezes me trata mal e depende da sua saúde mental – V fez questão de explicar.

— Saúde? – Suga se interessou pelo assunto.

— A Sra. Amelia teve um AVC faz alguns anos que afetou sua memória e o movimento de uma das mãos – contei.

— Ela não tem memória do passado? – questionou.

— Não é bem assim, ela só ficou com a memória embaralhada... Menos mal, né? – assenti e o Suga ficou em silêncio.

— Nem sabia – Suga pareceu um pouco chateado.

— Você... pareceu pareceu gostar muito dela, por qual razão? – perguntei finalmente.

— Ela lembra a minha avó – respondeu – Faleceu quando eu tinha 10 anos e sinto muita falta...

— Sinto muito – agora faz um pouco de sentido.

— O clima ficou um pouco deprimente! – V comentou – Vou mudar um pouco o assunto – e começou a falar de outras coisas.

O final da noite estava o mais legal possível, tirando o fato do Suga que sempre tirava um motivo para dar fora em um de nós dois, estava tudo perfeito.

— Aqui esse cobertor, qualquer coisa se cobre com esse – mostrei para o V assim que terminei de fazer sua cama no chão do quarto.

— Obrigado – sorriu.

— O casal pode se despedi descentemente se quiserem – Suga deixou parecendo entediado.

— Casal? – nós dois perguntamos juntos.

Suga ficou calada e nos olhou de canto – Não são?

— Não. E você sabe disso – já não o tinha dito isso.

— Por que sempre acham que nós dois somos namorados? Sei que temos uma química incrível e que com certeza em outras vidas tivemos um caso, mas nessa vida somos apenas bons amigos – V despertou seu lado discursivo.

— Ele sempre faz isso... – cochichei para o Suga.

— Mas para o bem da humanidade, que não suportaria a perfeição de nossos possíveis filhos extraordinários, não nos envolveremos romanticamente nesta vida...

— Mas quem sabe na próxima vida? Então concluindo, nessa vida vou conhecer outras bocas e consequentemente ela também... – e finalizou recebendo apenas o meu aplauso.

— Imagino o filho de vocês – algo me diz que não era uma imaginação boa.

— Seriam lindos – V sorriu.

— Certo – e depois apontou pra mim — Agora você já pode sair – Suga tratou de me expulsar.

— Tá bom... – rolei os olhos – Boa noite rapazes – e fui para sala me deitando no sofá.

Fiquei quieta repensando sobre o meu dia, lembrei-me do Peter ter me convidado para um encontro e até mesmo do Suga não deixando o V dormir na sala comigo.

Claro que ele não estaria com ciúmes de mim, isso seria um absurdo, só desenhei duas garotas que atraíram a atenção dele e elas são completamente diferentes de mim. Chega a ser uma piada ter passado pela minha cabeça a possibilidade dele ter sentido ciúmes.

Depois me levantei indo para cozinha beber água e me sentei ficando pensativa.

Eu não posso está apaixonada pelo personagem que inventei, ele nem ao menos é gentil comigo e nunca daria em nada. Tenho que focar que ele nunca vai sequer me olhar diferente e pode voltar pro livro à qualquer momento.

— O que está fazendo aqui há essa hora? – Suga indagou surpreso ao me encontrar sentada na cozinha – Você devia está roncando e babando como sempre.

— Eu faço, eu faço isso?!

— Sim e muito – respondeu e pegou um iogurte sentou-se na cadeira de frente para a minha – O que perturba o seu sono? – perscrutou.

— Você perguntando coisas desse tipo? – arregalei os olhos.

— Não posso ser gentil? – arqueou uma sobrancelha.

— Só estranhei – encolhi os ombros.

— Só diga – mandou.

Acho que não aceitaria muito bem se eu dissesse que estava tendo a impressão que ele estava com ciúmes e isso me deixou feliz por um segundo, melhor deixar em oculto.

— Só tive um pesadelo – respondi.

— Hm – ficou quieto e tomou seu iogurte – Volte a dormir, é só um sonho – e saiu da cozinha.

Uma pessoa que fica interessada em ajudar alguém pelo menos pergunta como era o pesadelo ou conforta de uma maneira mais agradável. Se bem, que o Suga foi gentil do jeito dele...

Acordei com uma voz me chamando e abri os olhos enxergando o V que estava com os olhos arregalados.

— O que aconteceu? Cadê o meu Suga? – levantei em um salto procurando o Suga com os olhos pela sala.

— Parece que nada, mas suas amigas estão com algum tipo de problema – ele contou me fazendo estreitar o olhar.

— O que será que deve ter acontecido? – me levantei indo para janela e vi os quatro na calçada conversando. Fiquei por uns cinco minutos os vendo consolar a Sra. Amelia e minha curiosidade venceu minha timidez – Vou lá saber... – sairmos de dentro de casa e nos aproximamos deles.

— Já bastava às coisas não estarem indo bem, ainda temos que olhar para cara dessa menina – Sra. Grace bufou.

Ignorei – O que aconteceu?

— O meu par de dança foi mandado para o asilo hoje de manhã pelos netos e estou sem par – Sra. Amelia contou parecendo está decepcionada com o rumo que as coisas tomaram.

— Não tem como outra pessoa dançar contigo? – V perscrutou curioso e recebeu uma olhada séria da Sra. Amelia.

— Se tivesse não estaria aqui chateada!

— Calma, tem que ter uma forma de resolver isso – Suga disse ficando pensativo.

— Coitada da Amelia, ficou tanto tempo ensaiando e até fez dieta... – Sra. Lisa lamentou.

— Estava doida para usar aquele vestido – que fofo ela fez beicinho.

Não, a Sra. Amelia é muito fofa para ficar sem par no dia que tanto aguardava, preciso ajuda-la.

— V, dance com a Sra. Amelia – o empurrei na direção deles.

— Que? – V arregalou os olhos assustado.

— Ótima ideia! – Sra. Lisa se empolgou.

— Não, sabem que tenho medo desse garoto – Sra. Amelia olhou desesperada para suas amigas.

— V, você é um amor, mas não podemos te aceitar sendo o par – Sra. Grace não esconde querer o V como neto.

— A Amelia perde boas oportunidades! – Sra. Lisa reclamou.

— Caso eu quisesse dançar contigo, você aceitaria? – Suga perscrutou me fazendo ficar boquiaberta.

— Sério? – V também não acreditou.

— Sim! – Sra. Amelia sorriu boba.

— Tem certeza? – V quis ter certeza e o Suga assentiu.

— Quando começamos os ensaios? Faltam apenas três dias – Suga indagou.

Mas o Suga odeia qualquer tipo de dança, ele não aceitou dançar nem com a Rise em uma parte do livro e simplesmente entra nessa por conta própria?

Notas finais
Bom por enquanto isso é tudo.