Sweet Desire

24 Capítulo 24 - Fragmentos da minha memória


Notas iniciais
Olaaaá Como vão? Obrigada por terem comentado o capítulo anterior ❤ Queria mandar um beijão e milhões de obrigadas para GeoPan, adorei a recomendação e fico lisonjeada de você gostar tanto da história ❤~❤ Mas um capítulo e como sempre, espero que curtam.

" — Você não tem pais? — ouvi várias vozes de crianças diferentes me questionando e minha voz saindo em tom de choro gritando de maneira repetida que eu tinha.

— Você não pode aceitar isso.. — conheço essa voz — …Você merece muito mais…

— Por onde devo começar? — essa outra voz me deu um calafrio.

— Senhor, volte o tempo.
Senhor, que esteja tudo bem.
Senhor, quero minha vida de volta… — aquela árvore estava no quintal do orfanato, o tempo estava cinzento como sempre e as grades da janela me davam agonia.

E meu pai apareceu gargalhando, gargalhando e parecia um louco.
— As vozes… Elas não mentem — cochichou"

Acordei suada e com falta de ar pela terceira vez seguida após ter iniciado aquela pintura.
— Que horas são? — levantei o travesseiro encontrando meu celular e vi que ainda era de madrugada.
Sempre tive esses sonhos com o orfanato, com eu olhando aquela árvore, mas nunca dessa maneira, com esse sentimento de desespero e de me sentir um passarinho em uma gaiola.
Meus pesadelos normalmente eram eu correndo de algo, sempre correndo e ficando trancada em um quarto, com o tempo meu pai parecia gargalhando, mas apenas isso.
A árvore, bem, ela me tranquilizava. Agora ela me fez sentir desespero…
Olhei envolta sentindo medo do meu pai parecer da escuridão gargalhando… Tomei coragem, levantei e fui andando pelo apartamento e ligando todas as luzes, definitivamente não consigo mais morar sozinha.
Sentei na sala e decidi procurar algo para fazer no celular, vi que havia recebido mensagens, eu adoro receber mensagens e ligações. É uma ótima maneira de me distrair!
— Sra. Grace? — arregalei os olhos surpresa.

Sra. Grace:
Menina, a Lisa vai viajar com seus filhos e netos por um tempo e eu não quero ficar sozinha, então estou planejando passar uns dias na Coréia com vocês. Estou vendo um hotel com meu filho, só preciso que você me busque no aeroporto, quero fazer surpresa ao meu Yoongi.


Meu Yoongi? Sra. Grace está querendo competir comigo? Ah não.. Eu já perdia para Sra. Amelia, agora vou perder para ela também?

Eu:
Pode deixar que busco com muito prazer.. Que tal se hospedar no meu apartamento? Tem dois quartos aqui e ele é confortável.

Olhei envolta vendo que meu apartamento estava completamente vazio, tirando as caixas, não tinha nenhum móvel. Eles ainda estão para chegar, a loja atrasou no prazo...
Pensando bem, vai ser uma boa a Sra. Grace vim, assim poderei perguntar sobre o meu pai, minha mãe e a Sra. Amelia.
Suspirei me deitando no chão puro mesmo e fiquei olhando a foto da Pooh no papel de parede, ela nem deve está sentindo minha falta... Na verdade acho que nem o dono dela.
Entrei no aplicativo de mensagens e abri sua foto de perfil, estava com cara de tédio e o V sorridente ao seu lado, aposto que o obrigou a tirar só para mostrar ao Jin que são melhores amigos.
Fazem três dias que ele me beijou e estou sem nenhum sinal dele.
— Não significou nada para você? — fiz beiço e em seguida corei lembrando que tudo aconteceu por causa do meu beiço.
De repente só me beijou por causa do momento, devia está carente… Acho que sou a única que ainda pensa no que aconteceu...
O celular tocou por ter recebido uma mensagem e fui voltar para ver de quem era, mas para minha surpresa era do Suga.
— Oh! — na hora me deu aquele baque que o coração vai até a boca e em seguida vem um friozinho na barriga.

Meu Suga:
Pesadelos?

Ele até já sabe os meus motivos de ficar acordada de madrugada.
Fiquei olhando em dúvida do que escrever e logo decidi responder.

Eu:
Sim.
Você ainda acordado?

Não demorou muito para vim uma resposta.

Meu Suga:
Acordei faz um tempo

Sempre me esqueço desse detalhe irritante, ele acorda muito cedo.

Meu Suga:
Vamos nos encontrar?

Meu coração deu um salto e evitei um grito, respirei fundo e respondi.


Eu:
Sim. Que horas?

Meu Suga:
Agora.


Eu:
Agora? São 3:20 da manhã!!

Ele só pode está delirando.

Meu Suga:
Eu sei. Conheço um lugar movimentado nesse horário, aceita ir?

Eu:
Sim.


Ainda bem que comprei roupas novas, assim não me sinto insegura quanto a isso, só que nem sei como vou reagir ao encontra-lo, vai ser estranho.. Muito estranho.

Meu Suga:
Vou pedir o táxi, tudo que você tem que fazer é perguntar qual foi a melhor criação da humanidade.

Eu:
Apenas isso? E a resposta?

Meu Suga:
Sim. Você saberá.

Fui correndo separar uma roupa, tomar banho e ajeitar o meu cabelo.
Fiquei me olhando no espelho para ter certeza que eu estava razoável, toquei meus lábios notando que precisavam de uma corzinha e fui procurar um batom.
— Onde está? — fui mexendo nas caixas e abri a que veio da casa da Sra. Amelia — Nunca mexi aqui… — observei um papel amarelado que estava quiser saindo de um livro e peguei.

" Amelia,

Estou me sentindo péssimo depois daquele dia, eu não queria mesmo ter feito aquilo contigo, mas parece que é inevitável… Um dia espero que você entenda a minha decisão.
Sei que o que te obriguei a fazer é horrível, mas é a melhor escolha que eu poderia imaginar... Apartir de hoje pronto ser uma pessoa melhor e não irei te machucar mais. Só não desista de mim.
Eu te amo. ".

RICHARD BECKER — 23/03/1952"

— O que meu pai fez? — arregalei os olhos
"As vozes… Elas não mentem"
Soltei a carta como se fosse uma chama de fogo em minhas mãos.
O que meu pai era?
A campainha tocou despertando dos meus pensamentos sobre a carta, sobre a Sra. Amelia, sobre meus sonhos com meu pai e sobre o meu passado no orfanato, aquilo estava me deixando tonta.
— A-alô? — atendi o interfone e tudo que pude ouvir foi uma risada.
— Sulkin, o táxi que você pediu está aguardando aqui embaixo — acho que é o taxista, mas não entendo nada.
— Obrigada… — lembrei da senha, acho que foi feita para não correr o risco de descer por um estranho qualquer que tocasse a campainha — Qual é a melhor criação do do… universo? — perguntei em inglês mesmo, fiquei aguardando sua resposta.
— Suga-shi? — como o Suga pode ser tão egocêntrico?. E a voz do taxista parecia desconfortável por causa da resposta.
— Já, já desço — finalizei a ligação, peguei minha bolsa e fui até o táxi.

O táxi parou na frente de um restaurante bem bonitinho e quando fui o pagar por ter prestado o serviço, negou falando coisas que não fazia ideia.
— Okay — desci meio confusa e olhei envolta me sentindo intimidada pela quantidade de pessoas que andavam na rua aquela hora.
Olhei o relógio e eram 4hrs da manhã, esse povo não dorme?
— Vamos entrar — o Suga pareceu de touca me surpreendendo.
— Ahm.. Sim! — e o interior era tão aconchegante, me senti naqueles doramas que eles comem nas mesinhas baixas e sentados na almofada. Isso é tão legal..
— Sejam bem-vindos — uma senhora nos levou até uma mesinhas daquelas e falou algo que não compreendi.
— Sim, obrigado — ele fez referência e ela se retirou — Como você não conhece muito da culinária daqui, vou escolherer algo perto do seu gosto, ok? — assenti e depois de um tempo ele escolheu.
— Você fre-frequentava aqui antes? — indaguei sem olha-lo nos olhos.
— Eu e o Jin vínhamos comer aqui sempre que dava, lógico que não são as mesmas pessoas que trabalhavam — respondeu.
— Tão tarde e as pessoas… Na rua… Um restaurante abe-berto — mexi na minha bolsa para me distrair e assim parar de gaguejar.
— Esse bairro é conhecido por nunca adormecer… — batucou a mesa com as pontas dos dedos me observando, inclinou a cabeça um pouco pro lado e isso me fez corar — Qual foi o pesadelo dessa vez?
— Hm… — abaixei o olhar.
— Eu estou aqui justamente para ouvi-lo — arregalei os não acreditando — Você sempre teve esses pesadelos e a tendência é piorar dormindo sozinha — explicou.
— V-verdade?
— Sim.. — apoiou as mãos na barriga se encostando na parede — Conte.
— Foi rápido, mas no mesmo tempo longo…
— Por enquanto bem lógico! — rolou os olhos.
— Ahm..
— Continue — pediu.
— As crianças do orfanato questionando se eu tinha pais, eu chorava dizendo que tinha… Alguém falando comigo… Uma voz maníaca perguntando por onde começava… A árvore apareceu… — suspirei me forçando a lembrar — Ela estava lá no quintal, eu a observava pela grade da sala de castigo… E eu orava, minha voz parecia cansada e desesperada — Suga parecia prestar bastante atenção — Depois meu pai apareceu gargalhando e disse "As vozes… Elas não mentem" — ainda bem que na companhia do Suga estava me deixando mais corajosa para lembrar.
Ele ficou em silêncio.
— Tenho algumas perguntas, preciso que responda todas — pediu.
— Sim.. — mexi nas minhas mãos nervosa.
— Aconteceu algo contigo no passado? Algo que te afetou muito? — indagou sério.
— Bem… — parei para pensar e corei — S-Suga…
— O que foi?
— Eu não lembro de nada direito — confessei e ele arregalou os olhos.
— Como assim?!
— E-eu não não sei to-to-to… — fechei os olhos controlando minha respiração e voltei a falar — Eu não sei de tudo… Mas aconteceu um um acidente no no orfanato e me-meu pai decidiu me tirar de lá — contei algo que só o V sabe.
— Ele te contou qual foi o acidente? — perscrutou parecendo muito intrigado.
— Meu pa-pai disse que o melhor era eu deixar o passado pa-para trás e tentar viver normalmente — respondi.
— Será que esses sonhos têm haver com o que aconteceu no orfanato?
— Pode ser, pois eu lembro da árvore… De alguns detalhes do orfanato — respondi mexendo na minha bolsa de novo.
— Seu pai alguma vez agiu de maneira estranha contigo? — ele parecia preocupado demais.
Fiquei calada e logo balancei a cabeça negativamente.
— Tem certeza?
— S-sim…
— Por que parece que você está mentindo? — me repreendeu pelo olhar por esta omitindo coisas.
— Não es-estou, eu que sou… estranha — e senhora interrompeu colocando nosso prato de sopa na mesa — Obrigada — reverenciei.
Assim que começamos a comer iniciei outro assunto, porque aquele estava me deixando para baixo.
Mesmo estando decepcionada por ele está agindo como se nada tivesse acontecido naquele, fiquei pelo menos agradecida por está me tratando como sempre e isso inclui praticar seu hábito preferido, tentar me irritar.
— Aish… Não consegue comer sem se sujar — fez careta.
— Eu não estou suja! — reclamei.
— Os cantos da sua boca, lambuzados — apontou me dando bronca — Eu não vou cair no seu truque — rolou os olhos.
— Que tru-truque?! — ele só diz coisas sem sentido.
— Quer que eu limpe sua boca, isso é óbvio — acusou — Não quero provar da sua comida!
— Lógico que não! — passei minha mão e notei que não tinha nada.
— Baaaboo — e me deu um peteleco na testa.
— Yah! — reclamei.
— Já terminou? Preciso chegar em casa antes de amanhecer — olhou as horas.
— Sim, terminei!
— A versão brava voltou — deu um olhar tedioso.
Ele ficou me irritando com essa brincadeira de me enganar com algo e depois me dar um peteleco.
— Vamos.

Enquanto andávamos até o ponto de ônibus o Suga contou sobre o que anda fazendo e que mesmo com seus pequenos trabalhos estava com algumas fãs e elas aparecem na empresa no horário de treinamento.
— Você vai se acostumar… com o assédio dos fãs? — perscrutei.
— Passei por isso sempre — respondeu dando de ombros.
— Ah desculpe, esqueci que sempre foi o Chaebol cobiçado! — debochei.
— Agora você não ga-gagueja? — corei.
— Pois é… — dei de ombros sorrindo de leve.
— Zombe da minha pobreza — se fez de irritado.
— Já já vai ficar rico… — paramos aguardando o sinal parar.
— Vamos atravessar… — disse ao sinal ficar vermelho e pegou minha mão como de costume, ele e o V me tratam como criança nas ruas de Seoul e atravessamos a rua, só que ele não soltou minha mão.
— Oh.. — mexi no meu cabelo sem saber o que fazer.
Ele parou no meio do caminho e me encarou.
— Você é tão lerda — disse sério.
— Q-que? Por… — do nada decidi me ofender? Ele tem probleminhas?
— Você acha mesmo que eu ia te encontrar de madrugada só para ouvir seu pesadelo… Tsc Tsc… Lerda — se aproximou — Eu queria ter caído no truque da boca suja.. — nosso próximo beijo vai ser agora?
— Suga? Suga? — uma voz feminina foi ouvida e o Suga arregalou os olhos.
Fez os olhos como medo de ser a Rise… Tudo menos isso..
— Omma? — e atrás de mim tinha uma mulher na meia idade imunda.
— Filho! — e correu até ele e parou — Eu, eu te procurei por tanto tempo… — chorou e o Suga a abraçou.


— Você me achou… — a confortou — O importante que minha rainha está de novo sob os meus cuidados — acariciou o cabelo desgrenhado dela.
Fiquei boquiaberta vendo que a Sra. Min virou uma mendiga nesse tempo. Quero nem imaginar o sofrimento que passou, é uma pessoa que não aceitava nada que não fosse do melhor e agora… Meu coração doeu.

Notas finais
Personagem nova e já parece empacando o lance XoX Até o próximo! Beijos ❤