Sweet Child O Mine
6 Seu inconveniente da p**** e o instinto materno
Notas iniciais
so pra avisar: esse capitulo é mais calminho D:
Agradecer de mais pelos reviews *-*
Enjoy
Depois de termos certeza que não tinha mais nenhuma daquelas doidas por lá, saímos da loja. Só muito tempo depois, notei que aquilo era um sex shop. O shit! Olha os lugares que eu vou me meter.
Caminhamos até a farmácia e o Brian entrou para procurar o guitarrista base. Alguns minutos depois ele voltou. Sem o bolota. Fudeu!
Coçou a cabeça.
-“É só ir buscar a Katerina, Synyster. Nada de mais.” – acho que ele tentou imitar a voz do meu tio. Revirou os olhos e passou a mão pelo rosto. – Vou descontar do salário do seu tio por isso.
Olhei-o completamente assustada. Salário?
Quer dizer que... Não, não pode ser isso que eu estou pensando. Não mesmo.
Só percebi que estava olhando-o igual uma doente mental, quando ele começou a passar a mão na frente do meu rosto.
-Tudo bem? – perguntou.
-Salário? – foi a única coisa que consegui dizer naquele momento. Antes que ele falasse alguma coisa, um demente que queria me matar a algum tempo atrás apareceu dando um tapa tão forte no ombro do outro que chegou a doer em mim.
-Já foi comer a sobrinha do Devon é filho da puta? – adoro a maneira como ele era inconveniente. E o pior: ele estava com um chocolate na mão. Formiguinhas lindas que moram na minha barriga... CALEM A BOCA!
Brian mostrou o dedo pro outro e depois deles discutirem um pouco, nós começamos a andar para o hotel. Espero que agora tudo de certo e cheguemos rápido, antes que eu desmaie de sono aqui.
Perna vai, perna fica... Nós já estávamos andando a uns bons 20 minutos e aquele maldito ainda não tinha acabado o chocolate. E eu não havia comido nada no avião. Ou seja, estava sem comer a mais de 12 horas, ou pelo menos sem comer algo decente. Ah! Vale ressaltar que a barra era gigante e de chocolate branco com cookies. É o meu fim.
-Come logo antes que eu jogue esse negócio fora. – Zacky estendeu-me a tal da barra, olhei-o com os olhinhos brilhando (só sei disso, porque alguém aqui é chocólatra assumida).
Peguei e mordi.
Regra número um: nunca deixe comida e uma Katerina perto dela.
Regra número dois: nunca ofereça chocolate, principalmente se for branco, a ela se não quiser que ele acabe.
Assim que devolvi o chocolate pra ele, a única coisa que faltou ele fazer foi pegar uma arma e atirar em mim.
Brian só ria da cara do amigo.
Depois de andar muito mesmo, conseguimos chegar ao hotel. Até que enfim!
E preciso dizer... Que hotel! Nem sabia direito para onde olhar, era tudo muito bonito e bem decorado. As recepcionistas – a essa hora da manha? – vestiam uniformes azul-marinho e pareciam ser simpáticas. Em alguns sofás de cor creme, vi um ser de cabelos negros levemente compridos. Ele estava estirado no sofá dormindo calmamente. Acabei rindo.
Fui até ele e o balancei um pouco. Nada. Mais um pouco. Nada. Beleza.
-ACOORDA! – a intenção era um screamo, mas foi pro lado do gutural. Acho que minha voz fica melhor mais grossa. Ficava fina com screamo. Enfim...
Mark deu um pulo gigantesco do sofá, quase batendo a cabeça na minha testa. Comecei a rir da cara de assustado dele.
-Caralho Kat. Quer matar seu tio do coração, é? – ele queria parecer com raiva, mas sorria igual uma criança. Fazia quase dois anos que não nos víamos e ele era o único que não estava nem ai para o modo como eu era. Agora sei o motivo.
-Mark! – gritei pulando nele e quase nos derrubando no sofá. Ele riu e me soltou.
Não estava muito diferente desde a última vez que o vi: os cabelos negros meio lisos e compridos até a baixo do queixo, os olhos que lembravam muito o verde em que os meus ficavam às vezes e ele parecia mais pálido. E com mais olheiras, claro. Não sei como um cara de 40 anos agüenta trabalhar em turnês, pois pelo que o Gates havia falado, ele trabalhava para o Avenged. Uhg. Que estranho pensar nisso.
-Como foi que a dona Elizabeth te deixou fazer snakebites? – meu tio perguntou com uma sobrancelha arqueada. Acabei mordendo os lábios e soltei um risinho meia boca.
-Ela não deixou. – falei. Ele acabou rindo. Balançou a cabeça negativamente.
-Foi aquele seu amigo... Aaron não é? Ele que assinou o termo. – concluiu. Dei de ombros e assenti. Ele me conhecia melhor que a minha mãe. Na verdade, acho que ela nem deve saber quantos anos eu tenho.
-Marcos... Da próxima vez que você pedir para ir pegar algum familiar no aeroporto eu vou fazer você lamber o asfalto. Sabe o que eu passei pra chegar até aqui?! – Brian com raiva, parte três.
Ele estava brigando, ou brincando (vai saber), com meu tio quando notei que tinha alguém sentado meio triste no sofá. Fui até lá e sentei-me no apoio do mesmo.
Zacky estava de cabeça baixa, fazendo umas linhas imaginarias na calça jeans escura.
-Olha, sei que eu não devo ser a pessoa mais agradável do mundo e que eu roubei teu chocolate... – ele acabou rindo um pouco, levantando a cabeça e olhando-me — ...mas, tudo bem? – perguntei.
Afinal, eu só consegui aprender a tocar um pouco de guitarra o vendo tocar, já que pra achar um guitarrista “ao contrario” – como eu chamava – precisava dar uma pequena procurada por ai.
-Cansado. – sorriu meio forçado.
Oh Deus! Porque eu fui desenvolver um instinto materno? Quando o Aaron ficava com aquela carinha de tristeza eu abraçava-o com tanta força a ponto de ouvir uns ossos estralando e não soltava até que ele começasse a rir por um motivo besta, como meu cabelo fazendo cócegas. E essa era a mesma vontade agora. Coisa.
-Katerina? – alguém me chama. Olhei para o ser. Ou nesse caso, os seres.
-Bem, foi divertido, mas foi cansativo pra porra. – acabei rindo do modo com o Brian tinha falado.
-Foi. – concordei.
-Vou subir antes que eu tentar engravidar uma nova iorquina. – falou vindo até onde nós estávamos. Ri. – Não foi uma tragédia te conhecer. Aceite isso como um elogio. – falou rindo e se afastando de nós. Mostrei o dedo.
-Kat? – meu tio chamou enquanto ia para o outro lado do saguão onde eram os elevadores.
-Então... boa noite e desculpe as ofensas. – sorri quando o Bozo 2 riu um pouco.
-‘Té mais. – respondeu enquanto me afastava e pegava a única mala de rodinhas que havia por ali.
Cheguei até Mark que sorria travessamente.
-Só não faço nada porque você é meu tio. – comecei. A essa hora eu não daria ataque de porque ele trabalhava com a minha quinta (vamos contar, um... dois...) banda favorita. Ele riu baixinho.
-Nunca me falou que gostava dos caras. – comentou quando o elevador chegou e nós entramos. Revirei os olhos.
Chegamos no andar e fomos até o quarto de Mark, já que aquela noite eu iria passar por lá mesmo.
Apenas tirei a maquiagem e a roupa, botando um pijama e cai numa das camas de casal.
Dormi no instante seguinte.
Notas finais
Será que Katerina vai parar de zoar com o peso do Zacky?
Será que ele vai se vingar dela?
Será que Synyster Gates vai parar de ter ataques de riso?
Será que a autora vai parar de fazer perguntas estupidas?
Tudo isso no proximo capitulo de PAGINAS DA VIDA
tanranran (8)
err... reviews?
LOL
IAUHEUIHEIUHAU
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