Sweet Child O Mine

3 Crises de Hiena e “o monte de banha inútil”


Notas iniciais
Então...
TEM LEITORES *pula corda*
e o mais incrivel, eles gostaram :o
segura que o apocalipse esta proximo AUHSIDUHAISUHDU -n
bem...
como minha imaginação estava ajudando bastante e tive 7 reviews *-*
vou postar maais um o/
e ontem aniver da bolota mais çeduzenti que eu conheço *-*
UAHIDUHSAIUDHUIASHU
senhor...
enfim
Enjoy...

Depois daquele fiasco do aeroporto, Brian ajudou-me a levar as malas até o carro dele, ou seja lá de quem fosse. E o silencio estava cada vez pior. Sabe, imaginei que ele falasse mais, mas né. No meio do caminho algumas pessoas pararam-no para pedir autógrafos e coisas do tipo. E a Katerina aqui ainda estava se perguntando como Mark conhecia o Gates. É, segredos de família podem ser realmente chatos.

Chegamos até o estacionamento coberto do aeroporto e ficamos andando pra lá e pra cá por alguns minutos. Acho que alguém se perdeu, tio.

-Ahn... Poder ser uma pergunta estúpida, na verdade é, mas... cadê o carro? – perguntei quando ele parou perto de uma pilastra branca com um G8 escrito em amarelo. Só pra vocês terem noção: estava de noite. Aquele seria um belo cenário para uma cena de filme de terror.

Ele olhou-me meio irritado. Oh! Que lindo, conheço o cara a uns... 20 minutos e já irritei ele. Bom trabalho Boettner.

-Não faço idéia. – respondeu. Suspirei e sentei em cima da mala que não estava com a outra mala de mão apoiada em cima. PERA AÍ. ELE DISSE QUE NÃO FAZ IDEIA DE ONDE O CARRO ESTÁ? MAS EM QUE LUGAR QUE EU FUI ME METER SENHOR?

Ele começou a procurar por alguma coisa e quando não achou, bufou e começou a xingar Deus e o mundo. É, poderíamos ser amigos. O temperamento é igual. Ficou uns bons 10 minutos andando em círculos, gesticulando com as mãos e falando palavrões. Até acho que e ele deve ter inventado alguns.

Assim que se acalmou, parou perto da minha mala e sentou em cima da mesma. Tá, porque motivos ele sentou em cima da minha mala?

-Primeiro... – comecei, irritada eu já estava a um bom tempo, então vai dar merda. — ...porque motivos você esta sentado com essa porra de bunda em cima da minha mala? – perguntei. Minha educação é tanta que às vezes chega a assustar. Nossa.

Ele levantou os olhos, que até agora estavam no chão, olhando-me. Sorriu. Ahn?

-Porque eu não vou sentar com a porra da cabeça. – boa resposta, pensei.

Ri baixinho. É, nós poderíamos nos dar bem.

-Mas então... como você perdeu o carro? – perguntei enquanto pegava o celular e ficava trocando de tela, porque não tinha nada melhor pra fazer.

-Não perdi. – falou e ouvi o barulho como se ele tivesse caído. Olhei. Ele caiu mesmo, e caiu de costas ainda.

Como sou uma pessoa muito boa, fui ajudá-lo, mentira fiquei rindo dele que começou a me xingar enquanto se levantava. Ai ai, essas férias estão cada vez melhores. Senhor, minha barriga ‘tá doendo!

-Caralho, você e teu tio têm a mesma educação. – falou meio irritado. Que foi? Tenho humor negro Gates, pensei. Aproximou-se de mim – Dá pra emprestar o celular? – pediu já arrancando ele da minha mão.

-E depois a sem educação sou eu né? – falei ironicamente vendo-o digitar algum número lá e botando na orelha.

Começou a andar de um lado para o outro novamente. Cacete, quem pisou no calo do Brian?

-Cadê tu, seu viado filho da puta? – ele gritou isso no meio do estacionamento deserto e escuro. Pelo jeito a pessoa atendeu.

-O QUE?! – berrou furioso. Nunca imaginei ver isso um dia. Parecia que o Brian iria começar a espumar pela boca igual um cão raivoso a qualquer minuto. Bem, nunca imaginei que um dia chegaria a conhecer Brian Haner, então isso já seria um avanço. Certo? Acho.

-VOLTA PRO ESTACIONAMENTO ANTES QUE EU TENHA QUE IR AI E TE ARRASTAR, SEU MONTE DE BANHA INUTIL! – Uh. Quanto carinho. Ele desligou o celular e entregou-me como se nada tivesse acontecido. E ainda tinha um sorriso no rosto. E eu achava o Aaron bipolar.

-Eu deveria perguntar alguma coisa? – soltei enquanto guardava o celular de volta no bolso da jaqueta. Ele deu de ombros.

Ficamos esperando mais alguns minutos ali e nada do “banha inútil”. Que gente pontual. Ual!

Silêncio.

Silêncio.

Grilos.

Silêncio.

Desde quando tem grilo no estacionamento? Foda-se também, eu não sou da secretaria mundial de controle de animais em estacionamentos.

Olhei para o Brian e ele me olhava. Ficamos assim até que...

We scream! We shout! We´re the Power Rangers!

E ele começou a rir escandalosamente. Sabe aquela risada meio estranha dele? Essa mesma. E isso acabou me contagiando e acabou que atendi o celular rindo.

-Oi?

-CARALHO HANER, ONDE É QUE TU SE ENFIOU? – gritaram do outro lado da linha.

-Ô, AQUI NÃO É PROSTIBULO PRA FICAR GRITANDO ASSIM NÃO, CARALHO! – e o cara dos portões continuou rindo igual um retardado. Na verdade, ele deveria ser um retardado pelo jeito. E falo isso porque eu sou fã do cara.

A pessoa do outro lado da linha ficou muda.

Tu Tu Tu (entenda isso como uma onomatopéia).

Desliguei o celular e olhei para o mesmo. Vai saber, tenho manias estranhas.

-Vai parar ou ta difícil? – perguntei para o ser retardado rolando no chão de tanto dar risada.

1, 2, 3... Comecei a rir também. Já disse que risada contagia? Pois é, contagia. Ainda mais quando a pessoa tem um tipo de risada muito engraçado.

Quando um dos dois parava de rir, olhava para o outro e começava tudo novamente.

Mais uma coisa em comum: somos retardados iguais. Que fantástico.

Quando conseguimos parar de rir um pouco, pude ouvir passos vindos de longe. Ai meu deus! Será que é o cara da serra elétrica? Não! Eu sou muito nova pra morrer. Ainda tenho que conhecer a Time Square, saber o motivo de meu tio conhecer um guitarrista solo que eu adoro, descobrir que doença mental nós compartilhamos e...

-Que ‘cê ta fazendo ai no chão Gates? – olhei bem para o dono da voz. Dêem-me um desconto, estava escuro e eu ‘tava com um puta sono e com os olhos cheios de lagrimas depois de tantas risadas. Mas que aquela voz era conhecida, mas era mesmo.

Brian olhou para cima, vendo a figura que estava mais perto dele. Sim, eu também sou um pouquinho cega e não botei as lentes de contato e nem os óculos. Dai o problema de não ver o cara direito também.

-Da próxima vez que tu sair por ai pra “comprar um lanchinho”, eu juro que faço ligação direta no carro e te deixo no aeroporto, seu bosta. – Brian não parecia tão irritado quanto antes, mas dava pra ver que ele queria bater no cara do lado.

Ouvi uma risada e ela me lembrava o barulho de... um castor? OH SHIT! Eu sabia que conhecia isso. Agora já posso ter um infarto?

-Como se você nem achar o carro, sabe? – perguntou.

-Se foder. – reclamou enquanto levantava do chão e pegava as malas que o derrubaram anteriormente.

-Vem delicia. – a voz do outro era debochada. Começaram a andar e parece que eles se esqueceram de alguma coisa. O que será?

Katerina.

-Cara, cadê a coisinha lá do Marcos?

-COISINHA É O TEU PAU, VENGEANCE! – gritei fazendo com que os dois dessem um pulo. Pelo menos foi o que pareceu. Bando de lebre saltitante.

Notas finais
... the silence
so what?
mereço reviews ou pedras?
AH, não liguem pro humor da Katerina, ela é assim mesmo ISUAHDIUASHU
Byebye