Sweet Bullying
4 Capítulo 4 - Decisão
Notas iniciais
Meu mundo caiu, não importava mais se as pessoas que estavam jogando ovos em mim eram da escola, não importava mais o tempo que levaria pra tirar essa joça de mim, eu só conseguia pensar que motivo levaria o Raziel a ter feito isso. Senti lágrimas começando a despencar se misturando com as gemas dos ovos (que por acaso são bem nojentas quando ficam " grudadas em você ") que ainda eram lançados na minha direção, olhei para a minha direita e vi seus olhos se arregalando pouco a pouco, em questão de segundos senti a adrenalina percorrendo o meu corpo e como consequência saí em disparada até a saída do parque.
Quando estava prestes a sair senti uma mão forte agarrando o meu pulso. Era ele.
— E-eu... Me desculpe, eu não queria ter feito isso, ter te machucado... É que, eu só... — Ele estava prestes a chorar, sério isso produção? — Eu gosto de você, eu nunca deixaria alguém fazer isso com você de novo, eu até parararia de ser popular pra poder ficar com você, mas por favor me perdoa — Ele só podia ta tirando uma com a minha cara. Ok. Eu senti pena dele, mas me manti forte.
— Quem gosta de uma pessoa a protege, independentemente de qualquer coisa e não é questão de ser popular ou não e eu pude ver nos seus olhos que você também queria ter feito aquilo comigo — Mas de onde caralhos saiu tanta coragem? Ele ainda segurava minha mão com tanta força que provavelmente iria deixar uma bela marca depois. — Ai... Me solta Raziel... Tá me machucando.
— E-eu... Me desculpa, eu não queria te machucar -Ele falou enquanto soltava meus pulsos e colocava as suas em meu rosto. Mas que porra ele ta fazendo? — Me dá mais uma chance, por favor.
-Eu nunca te dei uma chance Ra-zi-el. — Peguei suas mãos e as tirei do meu rosto — Nunca mais olhe na minha cara novamente, eu achei que você tinha me chamado pra sair por livre e espontânea vontade mas eu fui uma idiota em ter acreditado em você, francamente, eu te odeio — Saí dali correndo e dei uma rápida olhada pra trás e o vi parado e sem reação, seu semblante demonstrava tristeza, não que eu me importava, queria que você explodisse e saísse da minha vida de uma vez por todas. Ele mereceu, ele me enganou e isso é imperdoável.
Cheguei em casa suada, coberta de ovos e esbaforida e claro, junto com os meus devaneios idiotas. Abri a porta com um pouco de dificuldade até porque ela estava quebrada e eu não tinha dinheiro pra consertar, é a vida.
Assim que fechei-a permiti o meu corpo deslizar por ela sem me importar pelo fato que teria que limpar ela depois e chorei, nunca fui enganada na minha vida, tinha levado chutes e socos quase a minha vida inteira, mas realmente, ser enganada é um novidade terrível pra mim.
Enquanto secava as lágrimas que teimavam em cair pelo meu rosto e enquanto caminhava até o banheiro para me lavar, decidi qe iria aguentar todas as provocações em silêncio, quando me batiam(ou agrediam, tudo dependia do humor deles) eu costumava gritar e pedir por socorro, mas a partir de agora eu iria ficar em silêncio e talvez, somente TALVEZ, eles iriam parar com aquilo tudo, bom, assim eu espero.
Tomara que isso funcione.
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