Sweet
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Acorde com uma movimentação no quarto de Amy, a luz do sol também já castigava meus olhos. Meu corpo inteiro doía como se tivesse apanhado. Mas por um lado tornava-se reconfortante garota ruiva estava dormindo tranquilamente ao meu lado. Ajeitei-me na poltrona e fitei os procedimentos dos dois enfermeiros no quarto. Enquanto um apenas supervisionava o outro checava os aparelhos ligado ao corpo frágil de Amy.
- Bom dia senhor.- O que aparentava ser o mai velho disse, se dirigindo a mim.- Precisamos que assine alguns papeis, e pela tarde ela pode ir para casa!
- ahh... Okay.- Ainda estava dormindo, meio fora de orbita.
Levantei-me e encarei o corpo de Amy, seus lábios ainda rachados já estavam com o tom natural, sua pele já não estava tão pálida como noite anterior... Beijei o alto de sua cabeça, e dirigi-me ao enfermeiro.
O mesmo estendeu-me uma plancheta com dados pessoais de Amy, assinei aquilo e logo devolvi novamente ao enfermeiro, minutos depois ele saiu levando consigo o outro enfermeiro.
O quarto estava em silêncio novamente, exceto pelos aparelhos e a movimentação da rua, do lado de fora daquelas paredes. Voltei a me sentar na poltrona e peguei meu celular para verificar as horas, não passavam das oito e vinte da manhã ainda. Me aconcheguei na poltrona para voltar a dormir, quando já estava quase pegando novamente no sono, a porta se abriu.
Tinha uma Natália sorridente, e um Gerard igualmente sorridente parados na entrada do quarto. Sentei-me na poltrona e fitei os dois apaixonados.
- Como ela passou a noite?- Nattie perguntou-me sentando-se no pequeno espaço da cama.
- Assim.- Disse esfregando os olhos.- Não podiam ter vindo outra hora, horário de visitas vai até as oito a noite.
- Eu disse que ela estaria dormindo Nattie.- Gerard disse a namorada.
- Para de ser chato Ger. Ela vai acordar.- Nattie murmurou sem nem ao menos olhar para ele.
- Assinei a alta dela.
- Isso é bom. Quando ela vai poder ir?
- Durante a tarde. Ela vai entrar em tratamento alimentar.- Disse olhando para ela.
Amy On
Comecei a ouvir vozes conhecidas no quarto. Abri os olhos, mas logo os fechei novamente, a claridade no ambiente era demais. Pisquei várias vezes, a minha volta tinha três borrões, não conseguia enxergar seus rostos. Comecei a me sentar, quando um mão ajudou-me, sorri sem reconhecer a pessoa. Forcei os olhos em cada rosto ali, tinha uma pessoa em pê, outra sentada na cama, essa era mais delicada, e mais outra em uma poltrona.
- Bom dia Amy.- Conhecia essa voz, era Gerard, forcei a vista e finalmente o vi em pê, enfrente a cama.
- Oi.- Minha voz saiu rouca, como se fizesse tempos que não a usasse!
- Amy...- Essa por sua vez abraçou-me e pelo perfume percebi que era a Nattie.
- Nattie.
Logo minha vista começou a se normalizar. Eu já enxergava normalmente. Quando Nattie soltou-me meu corpo foi amassado novamente por Gerard.
- Vai matar a menina.- Frankie, ele estava aqui.
Soltei-me de Gerard e olhei para o lado, encontrando-me com os olhos de frank, sorrindo tão lindamente, com uma cara de sono. Senti vontade de apertá-lo.
- Obrigada por cumpri sua promessa.- Sussurrei, e ele sorrindo confirmou com a cabeça.
Recebi as visitas de Bob e Ray pelo almoço, enquanto eu me recusava a comer aquela sopa nojenta que Frank fazia questão de dar em minha boca, já que minha tentativa de comer sozinha foi um fracasso. Bob e ray, se divertiam comigo, Gerard e Nattie também. Gerard dizendo que se eu não tomasse aquela sopa, ele mesmo ia me servir, eu querendo ou não. Bob e Ray disseram para nunca mais assustá-los dessa forma, fui obrigada a rir deles, estavam fazendo de tudo para me ver me verem sorrindo. Não sei o que seria de mim se esses dois, os amo demais. Pouco antes de irem embora, agarrei Ray, e o abracei forte, o abraço dele era tão bom e conchegante... Logo tive que soltá-lo, abrace Bob que beijou várias vezes meu rosto, e fiquei vendo ambos airem pela porta branca.
Durante a tarde, os enfermeiros tiraram a agulha de meu braço, liberando-me de meu cativeiro... Natália que ainda estava lá ajudou-me a trocar a roupa. Logo Frank pego-me no colo, Gerard pegou algumas coisas minhas, como as roupas que eu usava ontem e o ursinho que Bob deu-me, que carinhosamente apelidei de Bobie. Logo depois Frank começou a caminhar, escondi meu rosto em seu pescoço, a claridade que o sol imitia castigava meus olhos, fora os flesh's de alguns fotógrafos ali. Frank colocou-me sentada no banco do carro de Gerard.. Nattie sentou-se ao meu lado, aproveitei e deitei minha cabeça em seu ombro, enquanto Gee dava partida no carro.
***
Frank passou o resto da tarde comigo, ficamos na sala com Gerard e Natália, jogando vídeo-game,eu e Frank perdemos para os dois, ma no fim Gerard perdeu para Nattie, onde eu e Frank podemos zoar ele eternamente... Gee contou-me sobre eu encontro com a senhorita Natália... Fiquei encantada com a forma que ele falava dela para mim, seus lindos olhos verdes chegavam a brilhar. Realmente ele estava apaixonado. Depois ficamos nós quatro assistindo filmes na sala. Até que eles decidiram ir embora. Frank ao se despedir de mim comentou que precisávamos conversar, eu assenti, fomos então para a cozinha.
Sente-me na cadeira enquanto Frankie encostou-se na pia a minha frente.
- Frankie, eu sei o que vai dizer, e não estou pronta ainda!- Disse antes que ele pronunciasse algo.
- Eu sei que não está. Mas só pra constar, está na hora de fugir Amy.- Ele dizia sério, causando-me arrepios pelo corpo.
- Ninguém esta fugindo.- Eu tentava acreditar nessa mentira, mas Frank estava certo, eu fugi o tempo inteiro.
- Está sim- Ele se aproximou de mim e segurou meu rosto.- Eu amo você Amy...
Eu já estava chorando. "Mas que coisa Amy Summers para de ser tão fraca, encara a vida sem derramar um lágrima sequer mulher. você sempre foi forte." Eu jápodia ouira oz de minha vó em minha cabeça, toda vez que me encontrava chorando embaixo da árvore que mamãe plantará no quintal, quando eu tinha cinco anos.
- Tenho medo Frankie- Minha voz saiu como um sussurro fraco.
- Não precisa ter medo. Vou cuidar de você.- Frank começou a enxugar as lágrimas,que faziam caminhos molhados em meu rosto.
- VAMOS FRANK.- Gerard o chamou da sala.
- Preciso ir, mas eu volto. Okay?- Confirmei com a cabeça, e ele selou nossos lábios calmamente, até Gerard o chamar novamente.
Logo acasa ficou vazia e silenciosa,parecia que ninguém abitava aquele espaço. Todo aquele silêncio e escuridão chegava a assustar, mas sabia que não estava sozinha no apartamento... Fui caminhando para o quarto de hóspedes já que Mikey havia se trancado no quarto.
Fazia exatas vinte e quatro horas que eu não o via, o medo estava presente e a ausência também. Mikey nem se preocupou em fazer-me uma visita no hospital. Segundo Ger e Nattie, ele passou a madrugada inteira no quarto.
Parei em frente a porta azulada e nenhum som era ouvido, como se não tivesse ninguém do outro lado, mas sabia que ele estava lá. Respirei fundo e encostei a cabeça na porta, era possível ouvir apenas as buzinas de carros na rua, mas nenhum som da casa, além de minha respiração.
— Espero que esteja bem, meu anjo.- Disse alto suficiente para que ele ouvisse do outro lado da porta.
Voltei a caminhar, mas ouvi barulho na porta de Mikey. entrei no quarto de hospedes e metade das minhas coisas já estavam lá. Sentei-me na grande cama, com lençol brancos e macios, estava exausta. O dia tinha sido cansativo, antes de voltarmos para o apartamento, Gerard parou em um mercado para comprar meus novos alimentos. O doutor, disse-me para me alimentar corretamente ou a anemia poderia se agravar podendo assim torna-se leucemia.
Na meia luz que iluminava o quarto vinda do corredor, comecei a imaginar o que seria de nós daqui pra frente, como tudo seria... Meu relacionamento com Mikey. Já passava da meia-noite, e Gererd não tinha chegado, com certeza dormirá com Nattie essa madrugada.
Fechei os olhos ao ouvir passos, senti o lado do colchão se afundar, então abri os olhos. A imagem que tive fez meu corpo inteiro tremer. Mikey estava diante de mim com os olhos vermelhos, grandes olheiras... Cabelos desarrumados. Seu aspecto era de dar pena, estava abatido e pálido. De longe não era mais o mesmo que fazia-me sorrir, aquele que eu tanto amava. Que dizia-me coisas lindas. Senti-me culpada por acabar com tudo aquilo que Mikey era.
- Mikey...- Sussurrei, e o vi esboçar um meio sorriso.
- Como se sente?- Sua voz era firme
- Melhor. Mas e você?- Comecei a sentar-me na cama.
- Isso não importa Amy. Só vim dizer que te desejo felicidades.-
Ele começou a se levantar, mas o segurei pelo braço.
- Não vai...- Pedi baixinho.
- Amy.- Mike segurou meu rosto com ambas as mãos, fazendo-me fitar seus olhos.- Eu já fui embora de sua vida a muito tempo. Só fui descobrir isso noite passada.
Cada palavra de Mikey atingia-me como se fosse milhares de facas, doía ouvi-lo dizer aquilo. E saber que estava tão errado. Comecei a chorar e ele caminhou até a porta a fechando em seguida. Não consegui dormir depois disso. Minha menta martelava coisas sem sentido, e nexo. Eu queria estar naquele quarto com ele, estar ouvindo suas histórias loucas e conclusões mais bizarras, eu não me importaria agora, Mikey estaria bem e isso já era ótimo.
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