Sweet

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Capítulo sete, meio triste e cheio de lembranças... =S

Frank deu alguns telefonemas avisando que o show não aconteceria mais, foi dificil divulgar isso, ficamos lá até proximo do almoço tentando cancelar um show em cima da hora... Mas no fim conseguimos, depois só teria que lidar com algumas fãs revoltadas e ofensas na internet mas isso era irrelevante no momento... Estávamos todos preocupados com Alison...

Estava ajudando Alison com as coisas, ela ainda teria que escolher com que roupa sua mãe seria enterrada, uma tarefa horrivel...

Pouco depois do almoço, os meninos voltaram para o hotel, já eu e Alison fomos para o apartamento da mãe dela em Nova York.

– Como se sente?- Peruntei quebrando o silencio.

– Como se um buraco se abrisse em meu paito.

– Eu entendo você...- Murmurei

– Me entende?- Alison, perguntou confusa.

– Sim, agora se acalme... Estamos chegando certo?

– Sim...- Ela suspirou

Novamente ficamos em silencio, mas logo chegamos ao apartamento... O lugar era tão bomito, e tão pequeno ao mesmo tempo... Me fazia lembrar de casa... Dos doces de minha mãe, de meu pai... Mas não era para lembrar do meu passado que eu estava ali, e sim tornar algo um lembrança.

Alison fez a escolha da roupa chorando, eu podia contar as lagrimas que caiam em cada nova pessa que ela tirava do armario. Com a roupa escolhida, voltamos ao hotel...

Pouco antes das sete da noite, já estavamos a caminho da capela. Nenhum de nós conversavamos, ficamos em silencio... Eu estava com medo por Alison, eu sabia que ela estava se fazendo de forte, mas que poderia cansar disso logo, eu já estive no lugar dela, e me fiz de forte por meu pai... Era terrivel esse segundos, os momentos que antecendem a despedida, são piores que o depois...

Quando paramos enfrente a delicada e pequena capela, pudemos observar algumas pessoas... talvez parentes de Alison, por sorte não tinha nenhum maldito camera ou paparazy...

Eu estava de volta aquela mesma capela, pelos mesmos motivos, mas dessa vez não era eu... Fui bombardiada por lembranças enquanto subia os pequenos degrais...



Flash back- On


Papai segurava minha mão com força enquanto entravamos na capela... Ele hávia me contado que foi onde ele se casou com a mamãe, então sempre a vi de uma forma diferente, foi onde tudo começou, era um lugar especial...

De onde estavamos dava para ver algumas pessoas sentadas nos delicados bancos da capela... Mas algo chamou minha atenção, bem no centro, no fim do corredor proximo da onde ficava o padre, tinha uma "caixa" de madeira suspensa por pedestais de ferro... Assim que papai viu a "caixa" começou a chorar, eu não entendi porque!

Quando me aproximei da "caixa" vi minha mãe lá dentro, ela estava dormindo e em seu rosto tinha um ar de felicidade que eu nunca vi antes... Ela estava linda, como sempre forá, mesmo quando teus cabelos começaram a cair e tiverá que os cortar...Papai ao meu lado chorava tanto, eu não entendia o porque... Peguei na mão de meu pai e coloquei a outra mão livre na de minha mãe...

– Mamãe...- Disse baixinho- Acorda, vamos para casa!

Meu pai ao meu lado apertou minha mão e chorou mais ainda

– Vamos mamãe...- Insisti- Mamãe...

Papai se ajoelhou na minha frente ainda segurando minha mão, ele me olhava tão profundamente, tive medo naquele momento...

– Filha, sua mãe não voltara para casa, nunca mais.- Ele carregava um tom de culpa na voz.

– Não papai, olhe... Ela esta apenas dormindo...

Eu sabia que ela nunca mais voltaria para casa, mas de algum modo eu precisava acreditar nessa mentira...

– Não querida... Ela não vai... Seja forte Amie, e encare isso como uma mulher...- Disse minha vó, fria como sempre.

– Ela é uma criança- Protestou meu pai.

Ficamos tanto tempo naquela igreja. Mesmo eu sabendo que minha mãe nunca mais voltaria para mim, eu ainda tinha esperanças de que em algum momento da noite ela se levantaria de lá com o sorriso que sempre me insentivou a continuar e nós todos voltariamos para casa... Mas eu estava enganada, tudo que aconteceu foi a realidade tomando conta do meu ser, ela não voltaria para casa, minha mãe estava morta, não faria mais meus doces prediletos, não me levaria a escola, não me colocaria para dormir e nem ao menos me ajudaria com as lições de casa... Não me daria beijos, e nem diria que me ama, ela me negaria carinho materno...

Eu comecei chorar sem perceber...Foi terrivel se despedir do corpo de minha mãe, ver aquela terra toda cobrindo seu caixão, me deixando aqui sozinha e sem auxilio, deixando a mim e ao papai perdidos, sem teu amor.

Foi horrivel ver minha avó dizendo que a amava, quando na verdade era mentira, foi terrivel olhar a pedra de marmore com o nome dela e a data em que minha mãe nascerá e morrerá... Foi terrivel nossa volta para casa...

– Seja forte Amy... Forte- Sussurrei para mim mesma o trajeto inteito até minha casa...


Flash back- Off



– Amy... Amy...- Gerard gritou.

Só então percebi que estava paralisada na entrada da capela...

– Desculpe...- Disse limpando algumas lagrimas que teimaram em decer

– Lembranças...?

– Sim.- Disse apenas

– Sobre o que eram dessa vez?

– Gerard, não posso entrar aí...- dei alguns passos para trás e ele me acompanhou.

Me sentei em um banco do outro lado da rua, Frank estava com Alison, eu e ele combinamos de falar sobre nossos sentimentos quando isso tudo acabar, até entendi o porque... Gerard se sentou ao meu lado.

– Sobre o que eram tuas lembranças?- Ele insistiu

– Minha mãe foi velada aqui, nessa mesma igreja...- Ele ficou em silêncio.

– Amy, porque nunca fala de teu pai, ele ainda esta vivo, certo?

– Sim, está... Porque eu não irei nunca esquecer o que ele fez...

– Conte-me...- Ele se ajeitou no banco, esperando para mim começar...

– Pouco depois que minha mãe morreu, meu pai com todo seu sentimentalismo por mim, que foi o tempo inteiro... — parei de dizer ao ver Frank.

Eu não conseguia dizer mais nada, comecei a chorar... Gerard ao meu lado ficou confuso... Eu também não entendia o que estava me fazendo chorar agora... Mas tinha algo em mim, dentro de mim que precisava disso... Todos esses anos eu nunca falei sobre meu pai, sempre evitei isso pelo o que fez a mim. Eu tinha medo, e não queria parecer fraca. Mas esses dois dias estão me fazendo lembrar tanto de casa, me trazendo lembranças boas e ao mesmo tempo ruins.

Frank atravessou a rua e se sentou ao meu lado, me encostei nele, deitando a cabeça em teu ombro, ele me deixou chorar.

– Alison, como está?- Gerard perguntou ao Frank.

– Está melhor...- Frank beijou minha cabeça — E como se sente Amy?

– Como se um milhão de lembranças tomassem conta de mim...- Sussurrei apenas ele ouviu.

– Estou aqui, você não esta sozinha, não se esqueça disso- Frank sussurrou em meu ouvido. Eu sorri...

Ficamos um tempo ali, eu já tinha parado de chorar, Alison já estava mais calma, mas ainda sim chocada.

Gerard entrou na igreja para ajudar Alison, já que Frank estava comigo. Constance também chorava muito. Alison e Constance são primas. As duas perderam uma pessoa muito especial.

Mikey e Bob ajudavam Constance que estava passando mal de tanto chorar. Ray, pegou algumas rosas que eu comprei mais cedo para jogarmos no caixão enquanto estiverem enterrando o corpo.


Notas finais
Bem, espero que tenham gostado.. =) Beijão lindo...