Swans X Cullens

5 Castigo... ou Férias? parte II


Notas iniciais
OOOOOOOOOI amadas, muito obrigada por acompanharem a repostagem da fic, estou muito feliz por isso.
E respondendo a Yara Incio: A Bella já é tão doce Yara, por que deixar ela mais amigável? Ela é a doçura em pessoa, em níveis diabéticos de doçura e "amigalveis" (se é que existe essa palavra hahahahaahha)

Espero que gostem!
sz

Bella PDV

Ah fala sério. Quem aguenta a Alice fazendo escândalo? Eu não. Já to irritada até o talo, e ela ainda insiste em discutir com a minha mãe.

– MÃÃÃÃÃÃE SOCORROOO. – gritou a individua. Minha mãe assustada subiu as escadas, para encontrar a coisa caída no corredor com a muleta ao lado.

Desde que chegamos do hospital ela fica fazendo essas cenas. Ninguém suporta ouvir ela chamar, a toda hora, alguém para socorrê-la. Isso é birra, com certeza.

– Eu já falei pra você ficar no quarto Alice. Deixa de ser teimosa. – repreendeu minha mãe, ajudando-a a levantar. Só minha mãe que continua indo ajudar, porque todos já desistiram de “salvar” a limpadora de vidrilho.

– Se eu vou ter que ficar aqui enquanto todos se divertem, você vai ter que me ajudar com a locomoção. Porque no quarto eu não fico. – eu sabia que era alguma coisa. Ela ta querendo ir à viagem e faz isso de propósito. Eu já conheço a espécie.

E ai começa a discussão de quem vai e quem não vai, tudo de novo.

Eu sinceramente, não to muito alegrinha-felizinha pra ir nessa viagem. Pára, nem sei pra onde eu vou. Vai saber se eles querem nos mandar para uma floresta de canibais, só para não ter que suportar o Edward e o Jasper. Porque você sabe né? A culpa é sempre desses dois. Por mim eles poderiam ser devorados até os dedões dos pés, eu não faço questão que sobre nada.

Fui tirada dos meus pensamentos, quando algo esbarra em mim.

– Ai – gemi sentindo a cabeça latejar.

– Olha por onde anda, lesma. – reclamou o cabeça global. Tinha que ser esse objeto cornal.

– Lesma é a sua tia avó, imbecil. – enfrentei com as mãos na cintura encarando-o no meio da sala.

– Estúpida.

– Cretino.

– Mosca Zoiuda.

– Cabe...- interrompi minha fala, e o olhei ofendida. – Do que você me chamou? – trinquei os dentes. Chamar de estúpida tudo bem, agora mosca zoiuda é demais.

– Mosca Zoiuda. – repetiu devagar, como se eu tivesse problemas mentais.

– Ah é assim?- perguntei boquiaberta enquanto ele me encarava rindo divertido. – Você é um idiota, cabeça terrestre, imbecil, troglodita e sabe o que mais? – levantei os pés pra ficar na altura de seus olhos. Ele sorriu torto e balançou a cabeça, com o queixo erguido, me desafiando. – Você é um CORNO. – gritei em seu rosto. Seu sorriso sumiu, e o meu apareceu. Ri na sua cara, fazendo chifrezinhos na cabeça.

– Você não tem o direito de me chamar disso. – falou nervoso. Dava até pra ver a testa suando, o rosto vermelho, sobrancelha junta de ódio e a respiração acelerada.

– Eu tenho direito de te chamar do que eu quiser. – falei rindo da sua cara de touro bravo.

– Eu não sou corno. Retire o que disse. – segurou meu braço.

– Não. – sussurrei sorrindo em seu rosto, o que o deixou mais irado ainda.

– Retire agora. – apertou mais meu braço.

– Você não manda em mim. – fiz careta sentindo o braço latejar.

– Isso é o que veremos. – fechou os dedos em meu braço enquanto eu me continha para não gemer de dor. Ele me arrastou para o jardim, provavelmente para me esquartejar. Mas, como sou esperta demais, reagi.

Tentei puxar meu braço e não consegui. Gritei pedindo ajuda enquanto esperneava, mas ele tampou minha boca e me segurou firme. Mais que depressa me virei de frente para ele e chutei suas partes preciosas. Ele urrou de dor e me soltou.

– Nunca mais encoste em mim. – dei um chute em sua canela e esmurrei suas costas, o fazendo cair no chão, ainda com a mão segurando as coisinhas, e gritando coisas como: eu te mato desgraçada. Eu ainda te pego. Entre outras frases e palavras de baixo calão.

– Shiiiu, silêncio corno manso. – falei correndo quando ele tentou me pegar. Ai ai como eu me divirto nessa casa.

Mas, ele vai pagar caro pelo que fez. Ah se vai.

Subi as escadas correndo, abrindo todas as portas que apareciam pela frente, a procura da pessoa perfeita para vinganças.

Encontrei-o na frente da casa, encostado ao tronco da árvore.

– Preciso da sua ajuda. – falei. Ele olhou para mim e constatou pela minha expressão que eu estava falando sério.

– Pode mandar. – falou sorrindo travesso.

# # #

Estava indo para cozinha alimentar o alien em minha barriga, quando ouço sussurros e cochichos vindos da sala.

– Esme querida, é melhor assim, acredite. – falou Carlisle.

– Não acho que seja uma boa idéia. – disse minha mãe indecisa.

– Ela está fazendo isso de propósito, você sabe. Então, é melhor que ela vá. – Carlisle acariciou seu braço, tentando convencê-la.

– Mas, eu tenho medo que ela sinta alguma coisa.

– A Bella cuidará dela. Todos cuidarão. Ela ficará bem. – a Bella o que? Ah qual é, já estão me dando tarefas, e o pior é que eu nem sei sobre o que é. Sacanagem viu. A Bella não vai nada.

– Okay, então a Alice irá. – disse minha mãe sorrindo fraco. Vixi a Bella vai sim. Não posso deixar a Allie na mão né. Pow, ela é minha irmã escavadora de bueros. Nossa de onde eu tirei essa? Nem quero pensar.

Sai de fininho para que eles não notassem minha presença e bati as costas em algo duro. Estaquei no lugar, pedindo a Deus que não fosse o Edivaldo... Edward.

Virei devagar e encontrei meu cúmplice sorrindo. Suspirei de alivio e o empurrei até a bancada da cozinha.

– Já preparei tudo. É só esperar a hora certa para começar o plano. – sorrimos arteiros, como nos velhos tempos. Ótimo, agora é só aguardar para a vingança começar.

Edward PDV

– Edward é melhor você não levá-la. – disse meu pai assim que entrei em seu escritório.

– Mas... porque? – perguntei confuso

– Esse é um tempo em que você deve passar com sua família. – disse apoiando os braços na escrivaninha e me olhando, provavelmente esperando que eu o compreendesse.

– Pai a Kenia é minha namorada. – tentei argumentar

– Eu sei Edward. Mas, se ela for você não terá tempo para aproveitar com seus irmãos. – okay, isso ta ficando ridículo.

– Rosalie e Jasper são meus irmãos. E eu já passo muito tempo com eles. – ele ergueu as sobrancelhas desacreditado e recostou em seu assento.

– Viu? É por isso que eu programei essa viagem. Todos vocês são irmãos e não agem dessa forma. – falou inconformado.

– Nós não temos culpa. Vocês inventaram essa de juntar famílias. – acusei

– Chega Edward, essa conversa já está indo para o lado errado. Você sabe o que eu quero. – insistiu novamente

– Escuta, eu gosto da Alice, muito mesmo, mais do que eu imaginei gostar. Eu gosto do Emmet ele é um cara super gente boa, mas... – parei respirando fundo. – a Bella me irrita, aquela garota é do mal, acredite.

– Essa será uma boa hora pra começarem a se gostar. Você já conseguiu com o Emmet e a Alice, esse já é um grande passo. A Bella é difícil, eu sei, mas não custa tentar. – me olhou praticamente implorando.

– Okay, eu vou tentar. – menti descaradamente.

* * *

Essa conversa com meu pai não me sai da cabeça.

Até parece que eu vou me socializar com aquela canibal.

Ela quase me deixa impotente, isso foi imperdoável, e ela vai pagar caro por isso.

– E então, ta tudo bem Ed? – perguntou Rosalie me observando colocar cuidadosamente a bolsa de gelo no local danificado.

– O grande Edward está bem, mas os gêmeos estão traumatizados. – falei com a voz esganiçada de dor.

– Essa foi boa. – falou rindo

– Isso não tem graça.

– É você tem razão. Foi mal. – se desculpou coçando a cabeça.

– Oi Ed. – falou Alice entrando no quarto e olhando confusa para bolsa de gelo e pra mim. – O que houve?

– A louca da sua irmã me bateu. – falei sentindo a raiva voltar.

– A Bella não tem jeito mesmo. Desculpe por isso. – aproximou e sentou ao meu lado passando a mão em meus cabelos.

– Tudo bem. – falei me aconchegando e colocando a cabeça em seu colo.

– Ah, seu pai convenceu minha mãe, a me deixar ir à viagem. – Alice disse sorrindo.

– Cara, isso é ótimo. Vai ser bom ter você lá. – falou Rose sorrindo junto.

– É, vai ser demais. – falei batendo em sua perna, o que a fez rir como criança quando ganha pirulito.

– Nós temos que fazer nossas malas Allie. Nós podemos fazer juntas. – Rose deu a idéia.

– Ótimo, vai ser divertido. – Alice quicou fazendo Rosalie rir.

– Falando em viajar... eu quase ia esquecendo...Edward você já ligou para Kenia? – perguntou Rose sentando no chão aos pés da Allie.

– Não. Liga pra mim? – pedi implorando com os olhos.

– Até parece. A namorada é sua. – falou rindo. Droga!

– Irmã ingrata. Chute quem te alimenta, chuta mesmo sua aproveitadora. – falei fazendo um dramazinho básico.

– Okay alimentador, eu ligo. Seu chato. – falou rindo.

– Valeu. – falei sorrindo e lhe mandando um beijo.

Pelo menos a bomba não fica por minha conta.

A Kenia com raiva é de dar medo, acredite, dessa vez, não é drama.

Rosalie PDV

Partir para o lado emocional é covardia. E o pior é que eu sempre caio na dele.

Fazer o que, ele está incapacitado e morrendo de medo, então vamos à luta. O que eu não faço pelo bem dos meus irmãos? Na verdade a pergunta certa é: o que eu faço para o bem dos meus irmãos.

Eu faço tudo e ainda sou chamada de ingrata. Não aguento uma coisa dessa.

Disquei o número da Kenia e sentei no sofá, esperando.

– Alô.

– Kenia? Sou eu, Rosalie.

– Oi Rose, e ai garota, tudo bom? – perguntou simpática, como sempre

– É, eu estou bem, mas, na verdade eu te liguei porque o Ed tem um recado pra te dar. – falei sem hesitar.

– Ah é? Coloca ele ai então.

– Então, Kenia, ele está doente e infelizmente não pode falar com você, mas, ele pediu para eu dar o recado. – falei roendo as unhas, arquitetando exatamente o que dizer.

– Doente? O que ele tem? Ele está bem? – perguntou visivelmente preocupada

– Ele está mal. – repeti

– Mas o que ele tem Rose? – perguntou quase gritando

– Catapora. – respondi rapidamente. Peraí, eu falei catapora? Meo, nem deu tempo pra pensar. Que droga!

– Catapora? – perguntou confusa.

– Pois é... catapora anêmica. – respondi hesitante.

– Existe catapora anêmica? – perguntou desconfiada.

– Lógico que existe, mas é raro. E o Ed é uma dessas raridades.

– Ah, que horror. Eu vou cuidar dele Rose. Já, já eu chego ai. – falou com a voz abafada

– Não. – praticamente gritei. – Quer dizer, não Keh, não precisa vir, até porque você perderia a viagem.

– Ah, por quê?

– Por quê? Han, porque nós vamos viajar. – falei revirando os olhos. Não deveria ter falado isso. Eu não reajo bem sobre pressão.

– Viajar? Mas ele está doente, como vocês podem viajar? – perguntou inconformada.

– É para o tratamento dele.

– Como é esse tratamento? – cara ela não para de perguntar, o que eu vou inventar agora?

– O tratamento é feito com... urina de porco selvagem africano. – respondi tirando o fone do ouvido e me levantando irritada. Bufei pela minha idiotice, passei a mão no cabelo e voltei atenção ao telefone.

– Então, vocês vão para África? – perguntou espantada.

– É, África. É para o bem dele, espero que entenda. – falei sorrindo.

– É eu entendo. Espero que ele melhore. Eu posso pelo menos me despedir dele? – perguntou manhosa

– Claro... que não. É super contagioso. Não queremos mais ninguém indo tomar banho de urina na África. É melhor vocês conversarem quando voltarmos.

– Okay. Vou rezar para que dê tudo certo. – falou fungando.

– Obrigada. Era só isso. Tenho que preparar as malas.

– Tudo bem. Avise que eu amo ele, e que desejo melhoras. Por favor? – pediu

– Aviso sim, pode deixar. Tchau Tchau.

– Tchau. – despediu com voz esganiçada.

Graças aos céus minha “omissão” deu certo. É omissão porque eu não menti, fala ai.

Eu sou uma ótima atriz, estou orgulhosa. A Allie e o Ed vão amar minha história.

– ED, EU SOU DEMAIS. – gritei subindo as escadas correndo.

Bella PDV

– Estão prontos? – perguntou Carlisle pegando a chave do carro.

– Sim. – respondemos em uníssono.

– Ótimo, todos para o carro. – saímos da casa carregando as malas e colocando no carro.

Demoramos 1 hora e 30 min. até o aeroporto de SEA em Seattle e 10 minutos para fazer check-in. Você deve estar imaginando como meu humor está não é mesmo?

Minha vontade é de cortar a garganta da tiazinha que “chora” no auto-falante, ninguém merece.

– Bella, você ouviu? – perguntou Emmet deslumbrado olhando para cima.

– Ouvi o que? – perguntei

– A voz do além. — sussurrou sorrindo travesso.

– Ah não. Por favor, Emmet, não faça isso. – implorei com as mãos juntas.

– Alice? – perguntou fazendo pose de Superman.

– Sim, senhor? – falou, aproximando-se sorrateiramente e mancando.

– Você ouviu? – perguntou Emmet

– Sim, eu ouvi. – falou com o olhar perdido.

– Alice, pára, por favor, isso é constrangedor. – implorei aguardando o que viria a seguir.

– É a voz do além. – sussurraram juntos.

– PÁRA, SAI DA MINHA CABEÇA, ELA NÃO PÁRA DE FALAR, SOCORRO, EU NÃO QUERO IR PARA NAVE DOS VISITANTES. – gritou Alice com as mãos na cabeça enquanto Emmet continuava com sua pose “eu irei te salvar senhora”.

– O que é isso? — cochichou Rosalie envergonhada. Na verdade todos estávamos envergonhados. Eles sempre fazem isso.

– Eles não estão fazendo isso. – riu minha mãe. Ela já estava acostumada, e agora é a parte dela na palhaçada.

– Nós somos os visitantes. Não queremos machucá-los. Nós queremos a paz. Sempre. – falou minha mãe fazendo cara de santinha do pau oco.

– AÊ FAMILIA. – gritou Emmet enquanto as pessoas passavam nos olhando assustados. – Vocês fizeram um ótimo trabalho, parabéns. Bate aqui. – falou batendo na mão das duas desmioladas.

– Acabou a palhaçada? Ótimo, eu estou com sede, vem Emmet. – falei ranzinza, puxando-o até uma lanchonete que eu vi quando entrei no aeroporto.

* * *

– Hmm, caramba Bella, sabe aquele seu plano de vingança? – falou Emmet tomando seu suco, levantando do banquinho da lanchonete.

– Sei.

– Eu tive uma idéia. – falou sorridente.

– Fala ai. – falei indiferente, imaginando a besteira que viria a seguir.

– Olha lá. – falou apontando para uma banca de revistas próximo ao estacionamento.

– O que tem? – perguntei sem entender.

– Hora de comprarmos umas revistas. – falou me olhando misterioso.

– Como assim? Eu não entendo nada que você fala. – reclamei respirando fundo.

– Bella, deixa de ser burra. Vamos lá que eu te mostro. – falou revirando os olhos e me puxando para entrar na banca.

– Okay. Eu não gosto de revistas. E o que isso tem a ver com o plano? – perguntei curiosa.

– Eu não queria fazer isso com eles, mas eu não resisto. E faz tanto tempo que eu não apronto que terei que usá-los para minha diversão. – falou quase se arrependendo.

– Tá ta, eu ainda não sei o que você quer com isso. – bufei impaciente.

– Vamos comprar umas revistinhas. – falou me entregando uma revista.

O olhei confusa e abri a revista.

O nome era “BOYS BOYS” com a foto do Brady Pitty de cueca na capa.

– Emmet isso é genial. – falei sorrindo, finalmente entendendo seu plano. Continuei folheando a revista vendo fotos um tanto... HOT HOT HOT. Estou hiperventilando, socorro.

– Por favor, traz esse bombeiro pra me salvar? – falei para o balconista apontando para revista. Ele me olhou estranho e enfiou três chicletes na boca, murmurando algo que não entendi e revirando os olhos. – Ih gente estranha.

– Moço por favor, eu quero essas três. – falou Emmet pagando as revistas enquanto eu continuava entretida.

– OH caraca, é melhor a gente ir embora, agora. — falei largando a revista, suando só de imaginar Johnny Depp vestido de pirata fazendo uma pose sensual. Ui.

– Eles vão adorar Bells. — Emmet riu, me entregando as revistas para guardar na bolsa. Afinal, ninguém pode ver essas revistas. Só eu, é claro, às vezes.

# # #

– Senhores passageiros do vôo 694 com destino a Bahamas, embarque no portão dois. Vôo 694 com destino a Bahamas, embarque no portão dois.

– É hora de vocês irem. – falou Carlisle sorrindo.

– O QUÊ? – gritamos juntos.

– Vocês vão para Bahamas. – minha mãe disse rindo.

– Eu não acredito nisso, que demais. – falou Rose sorrindo. Todos sorriam desacreditados. Afinal, nós vamos para BAHAMAS.

– Eu que não acredito. Eu nem sequer trouxe biquínis, ou seja lá o que for que se usa. – falei boquiaberta.

– Ai Bellinha você é tão desprovida de inteligência. – Alice bateu em meu ombro. – se você tivesse feito as malas juntos comigo e com a Rose, saberia que quando você viajar para um lugar desconhecido deve levar todo tipo de roupa, bobinha. – sorriu piscando os olhos.

– Okay hora de ir, vocês irão se divertir, garanto. – falou Carlisle.

Fomos para o portão de embarque, minha mãe chorou, Carlisle riu do Emmet chorando, enfim, entramos no avião e esperamos a decolagem.

– Hey Bella, vamos sentar juntos. Legal né? – perguntou Jasper sorrindo.

– É. – ri sem humor, ele pareceu constrangido e colocou os fones de ouvido, baixando a cabeça.

Eu estou sendo paga para ser simpática? NÃO. Então, porque eu seria simpática com esse Pokémon? Tudo bem, ele pode até ser legal, mas, pra mim isso significa... han... NADA.

Essa viagem vai ser longa. Então, porque eu perderia meu tempo conversando com ele?

# # #

O vôo, graças aos céus, foi tranqüilo, com algumas turbulências, é claro, mas saiu tudo bem.

Assim que desembarcamos, nos juntamos, para ir à procura de nossas malas, e para não nos perdermos.

O grande mistério agora é: quem estará nos esperando?

– E então? Onde será que está nosso “guardião”? – perguntou Edward, sarcástico como sempre.

– Só saberemos quando procurarmos. – sorri cínica e sai empurrando o carrinho com as malas, sendo seguida pela trupe.

Rodamos uns 10 minutos a procura da tal pessoa misteriosa, até que Rosalie empaca com os olhos esbugalhados e a boca aberta.

– Rosalie? Você está bem? O que foi? – perguntou Jasper, aproximando-se da irmã com Edward logo ao seu lado.

– Eu não acredito nisso. Olha ali. – sorriu apontando para o local onde ficavam as famílias, esperando o desembarque.

Assim que ajustei meu olhar onde ela apontava, localizei um homem alto, loiro, olhos claros, musculoso com uma placa que dizia:

“HEY, SE VOCE É UM CULLEN OU SWAN PERDIDO E ABANDONADO... AQUI É SEU LUGAR. HEHE (66’”

Eu ri com a cena e os Cullen correram em sua direção abraçando-o em seguida. Eu e meus irmãos fomos nos aproximando, logo atrás, para conhecê-lo.

– Gente, esse é nosso tio Jensen McCarry Cullen. – falou Rosalie abraçada ao tio.

– É um prazer conhecer meus novos sobrinhos. Vem pro titio. – falou o maravilhoso Jensen abrindo os braços.

Cara, que homem é esse? Eu nem preciso mais ver aquelas revistas que comprei. Com ele em carne, osso, cheiro, gostosura e charme, eu estou satisfeita.

Isso não está certo. Porque todos os Cullen têm que ser assim?

Foi isso mesmo que você ouviu. TODOS os Cullen.

Eu estou admitindo aqui e agora que os Cullen são maravilhosos, eles são lindos e charmosos. Eu ainda não gosto deles, mas que eles são lindos, isso eles são.

E com esse “tio” eu não sei se agüento até o fim das férias.

Mãe tenho um novo “titio” pra cuidar de mim.

Será que se eu pedir ele de natal, o papai Noel traz pra mim? Não custa tentar. Vou escrever minha cartinha agora.

Se ele fizer parte do paraíso... eu não quero mais voltar.

Mantenha a postura Bella. Eu serei indiferente, sempre.

Não posso transparecer interesse. Calma, calma.

Seria terrível me interessar por um Cullen. Mas, peraí, ele não é inteiramente um Cullen, é? Pior que é sim. Droga!

Eu quero, por favor, conhecer o matriarca dessa família. O primeiro Cullen a criar essa linhagem. Eu quero as cinzas pra mim. Isso foi meio sombrio. Mas, cá entre nós. Esse Jensen é o melhor e mais bonito homem que eu já vi. Nem meu pai ganha nessa.

Okay, pára, ele provavelmente nem notou você. Se liga garota você é só uma pirralha. Opa chega, pirralha não.

– Vocês vão adorar esse lugar. Comigo aqui pra cuidar de vocês, vai ser bem melhor. – falou Jensen sorrindo torto.

Ai caramba, morri.


Notas finais
Então gostaram?
FAÇAM UMA AMADORA FELIZ E COMENTEM *-*