SwanMills a história de nós duas
52 Eu sei como lidar com você
Notas iniciais
Uma semana se passou e estávamos todas na casa da Alex, junto com a família da Piper, à espera dela chegar com o bebê. Piper não tinha ido a viagem, e preparou toda a festa com faixas, balões e bolo para o Aaron. Alex enfim chegou, e todos comemoraram com palmas e gritos de felicidade ao ver ela com o bebê de dois anos no colo. Alex estava tão feliz, e foi logo abraçando Piper e passando o bebê para os braços dela. Ficamos num canto conversando, enquanto a família da Piper toda babava o novo herdeiro. Alex veio até perto de nós.
— Desculpa meninas, não ter vindo ainda falar com vocês, diz Alex
— Que nada, aproveite o momento, estão todos aproveitando a chegada do Aaron, é assim mesmo. Diz Regina
— Estão todos tão felizes, os pais da Piper só sorrisos! Como eu queria que fosse assim comigo, diz Emma e Regina envolve o braço nela, e faz carinho em seu ombro.
— Nossa família também será assim, cunhadinha! Só que mais escandalosa, hahah, diz Bex
— Voce que é escandalosa, Bex! Diz Regina
— Só na cama sis, e voce sabe... Bex cochicha, e Emma acaba escutando e faz um bico, e Regina faz uma feição “brava”, e diz também cochichando:
— Bex eu não quero mais esse tipo de brincadeira, ouviu?
—Hey cunha, eu também não, senão terei que usar da força, Emma dá um sorrisinho
— Ai sua chata, só me referi que voce sabe tudo da minha vida, e sabe que eu sou escandalosa na cama, porque já te contei várias vezes! Responde Bex
— Eu vou deixar a Emma te bater, sério! Diz Regina
— Ai cadê o senso de humor de vocês? Bom, enquanto esperamos para conhecer o príncipe herdeiro, vou pegar uns prossecos que a Piper pos pra gelar, alguém quer? Diz Bex e todas dizem que não, e ela sai sozinha até a cozinha.
— Bex não muda né? E aí Ella, que história foi essa de netinhos? Pergunta Alex.
— Ah Alex, nem me fale! A Bella teve 3 filhotes, mas um nasceu morto, Responde Ella.
— E a Bex fez enterro com direito a missa e tudo, diz Regina bufando.
— O Pior que ela enterrou ele, e pôs até nome na lápide lá no quintal dela, diz Emma
— Sério?? Qual nome? Pergunta Alex
Emma olha Ella rindo e diz:
— Acho que era, “Dom Hércules Perignon Mader Mills... “
— Faltou o meu sobrenome, completa com Smurfit, diz Ella
—Meu Deus! Haha, estou aqui imaginando o nome do filho de vocês, diz Alex e nisso Bex volta.
— Do que estão falando, hein lésbicas?
— Das suas netas! Diz Regina
— Minhas netas lindas, estão crescendo rápido, uma semana e já estão maiores e fofinhas, diz Bex
— Qual nome voce deu a elas? Pergunta Alex
— Fiz uma homenagem a minha irmãnzinha e minha cunhadinha, uma se chama Lady Bronquinha e a outra Lady Chapadinha, haha, arrasei!
Alex começa a ri dos nomes, Emma e Ella riem também.
— Com todos aqueles sobrenomes? Diz Alex
— Aham, responde Regina
Piper chega na roda de amigas com o bebê no colo.
— Até que enfim vamos conhecer o muleque, diz Bex.
— Consegui roubar ele dos meus pais e tias... Amigas esse é o Aaron, Aaron essas são as melhores amigas das suas mamães, diz Piper sorrindo
Todas acenam e sorriem para o bebê
— Ele não fala nada ainda né? Diz Emma
— Não, ele solta alguns sons, mas na língua nativa dele, ele teve muitos problemas desde que nasceu, e isso também acarretou a ele a não falar, mas agora com a gente, vamos falar a beça com ele e ensinar tudo direitinho, diz Piper
— Criança pega rápido, já já ele estará chamando vocês de mamãe, diz Regina
— É tudo que eu mais quero. Diz Alex
— Regina, voce não quer segurar ele um pouquinho? Diz Piper
— Euuuu? Er... não sei se levo jeito, responde Regina sem graça
— Ah mais vai levar, porque em breve teremos o nosso, né mozão? Diz Emma sorrindo
— Isso “mozão”, vai treinando os dedos mágicos! Diz Bex que dá uma risadinha, e Regina só faz cara séria e dessa vez não liga.
— Segura ele Regina, vai... Piper passa o bebê para o colo de Regina, e ela meio sem jeito segura ele.
Regina ficou sorrindo e o bebê não tirava os olhos dela
— Mas olha que fofo, ele está olhando pra ela, olha amor! Diz Piper para Alex.
Emma chega por trás de Regina e envolve os braços nela, e faz carinho no bebê e diz no ouvido dela:
— Voce leva maior jeito sim, vai ser uma mãe tão maravilhosa! Eu não vejo a hora! Diz Emma e Regina sorri toda boba com Aaron no colo.
— Vamos dizer a ela, amor? Diz Alex para Piper que concorda com a cabeça.
— Dizer o que? Pergunta Regina
— Sócia, queremos que voce seja a madrinha do Aaron! Aceita?
Regina abre um sorrisão e ainda segurando o bebê diz:
— Nossa, que honra! Claro que aceito!
— Dinda Bronquinha, não é só dar presentes não viu? Tem que comparecer! Diz Bex
— Nossa! Finalmente voce falou algo que preste, Bex! Diz Ella
— Haha eu sei disso porque sou madrinha de uns dos trigêmeos da minha tia, e eles sentem muita falta se voce não aparecer sempre! Diz Bex
— Isso é verdade! Diz Ella
—Mas claro que serei uma madrinha presente! Em todos os sentidos. Diz Regina
xXxXx
EMMA
Uma semana tinha se passado, desde a chegada do filho da Alex e da Piper. E eu fiquei tao feliz e boba vendo a Regina segurando aquele bebê, que a vontade era correr e adotar um também. Aliás, eu estava só felicidade, essa foi a segunda semana do meu curso de fotografia lá no estúdio do poderoso fotógrafo das modelos. E essa semana, o curso foi todo a noite, pois fomos fazer uma externa para uma gravação de um clip, e todos os alunos foram acompanhar. E hoje aconteceu algo tão legal! Dos tantos alunos daquela turma, o Harry me escolheu para fazer algumas fotos, e me senti “a queridinha” do professor haha, mas adorei isso. Foi uma semana cansativa, eu chegava sempre em casa tarde, e Regina já estava praticamente dormindo. Mas hoje terminou mais cedo, e ainda vou pegar ela acordada, e estou doida para contar tudo que aconteceu hoje na gravação do clip para ela e também ficar agarradinha um pouco.
Era por volta das 9 da noite, e estacionei o carro na frente de casa. Ah, a Regina comprou um carro pra mim, eu falei que eu me virava, mas ela quis assim e agora cada uma tem seu carro. Abri a porta da sala bem devagar, pois queria fazer uma surpresa para o meu mozão, na verdade, eu queria dar um susto nela, e gritar e pular em cima dela. Mas ao entrar em casa, escutei vozes e risadas vindo da sala de estar. Fui andando devagar e parei atrás do murinho que dividia a sala de entrada com a sala de estar e escuto uma voz feminina no qual eu não reconheci, e a conversa estava assim...
“- Acredita que a Maria Victoria namorou o Graham?”
— Mentira?
— Sério! Ela só namorou com ele, porque ele tinha carro, aliás, ela pegou todos os caras que tinham carro!
— A Bex deixou uma sucessora na escola! Haha e Regina dava uma risada
— E voce, teve muitas namoradas?
— Fui ter bem depois quando comecei a frequentar bares gays na Georgia...”
Emma apareceu na frente de Regina e fechou a cara quando viu a cena na sala que era: Uma garrafa de vinho na mesinha, e Regina segurava uma taça, e sua convidada outra taça, e na mesinha ainda havia queijos e salames
— Oi, diz Emma baixinho e olhando para a convidada
— Meu amor, voce chegou e eu nem ouvi, Regina se levanta e dá um selinho em Emma e segura sua mão — Quero que voce conheça alguém, loirinha essa á a Alix.
Emma arregala os olhos e diz:
—Alix?? A sua primei...
—Sim amor, minha amiga de infância.
Alix ainda se vestia do mesmo estilo de anos atrás, calça jeans larga, camiseta e o mesmo cabelo curtinho. Ela se levanta e estende a mão para Emma, a cumprimentando.
—Olá Emma!
Emma após alguns segundos estica a mão e aperta forte a mão de Alix.
— Emma amorzinho, a Alix está na cidade para uma exposição. Ela tem quadros lindos, eu comprei até um...
— Comprou? Diz Emma um pouco seca
— Sim amor, eu estive em seu depósito um pouco cedo e...
— Voce esteve onde? Pergunta Emma franzindo a testa
— No depósito onde ela guarda os quadros, e amanhã vai ter a exposiçao e eu estava pensando em ir com voce lá, já que não tem curso.
— Regina me falou que voce curte fotografia e está fazendo curso, acho que voce vai gostar muito dos meus quadros. Diz Alix
Emma só balança a cabeça positivamente bem devagar e olha com desdém para Alix e se vira para Regina.
— Porque voce ainda está com seu vestidinho de trabalho?
— Porque após a Bex passar meu telefone para a Alix, ela me encontrou lá no escritório e...
— Voce está com ela, desde a 5 da tarde??? Diz Emma aumentando a voz
— Sim, tentei te ligar, mas seu telefone estava fora de área!
— Er.. eu sei, nao tínhamos sinal lá no set de filmagem do clip, enfim vamos jantar? Estou com fome!
— Er... amor, eu já jantei mais cedo, com a Alix...
— Ah sim.... com a Alix... Emma morde o lábio inferior e passa o olhar fuzilando a Alix, que estava atrás de sua amada.
— Loirinha, a Maria deixou comida no forno, só por no micro-ondas e comer, e Regina sorri e mexe no cabelo de Emma.
— Ok, ela responde seco, se vira e vai até a cozinha.
— Regis, tá tudo bem? Diz Alix
— Está sim Alix, eu conheço a noiva que tenho, isso passa, é o jeito dela.
Regina volta a conversar com a Alix, e dois minutos depois, escuta uma tampa de panela caindo no chão e fazendo barulho. Regina só olha para a porta da cozinha e volta a conversar, e segundos depois, ouve-se um barulho de um bater de panela na mesa e forte. Regina respira fundo e continuava a conversar, até que mais alguns segundos depois, ouve-se a porta do micro-ondas batendo muito forte fazendo um barulhão e Regina se levanta.
— Alix, me dá licença um minuto?
Alix mexe a cabeça que sim e Regina vai até a cozinha.
— Dá pra voce me explicar o que está acontecendo, Emma?
Emma estava sentada, em frente a mesa, com o garfo na mao, esperando o micro-ondas apitar, e olhava para frente, e batia de leve o garfo na mesa.
— Nada!
— Nada? Pelo barulho que ouvi, voce podia ter quebrado o micro-ondas!
— E daí? Se quebrar eu compro outro! Ela responde seco, e continuava olhando para frente.
Regina chega perto dela
— Olha pra mim! Voce está assim por causa da Alix?
Emma olha Regina e respira fundo e com um bico enorme, e não responde nada.
— Emma, nessa altura do campeonato, voce com ciúme bobo? Nós confiamos uma na outra, nao tem o porque disso!
— Ham! Chego em casa e encontro minha noiva bebendo e aos risos com a primeira namoradinha dela, acha legal isso?
—Emma... Regina franze a testa e uma feição triste
— Foi com ela ver os quadros dela, depois jantarzinho a luz de velas... se eu não chego, iam fechar a noite como?
— Emma o que é isso?? Olha o que voce está falando, eu pensei que esse seu ciúme, voce tinha superado, tinha aprendido a lidar, não fala assim loirinha.
— Superado? Se referiu sobre a grande terapia que venho fazendo se está dando certo? Quer saber, eu não vou mais a droga de terapeuta nenhum, porque isso não adianta nada! Eu só queria chegar em casa e ter a minha noiva só pra mim, saber do dia dela, e ela saber do meu! Estamos a uma semana sem se tocar, chego em casa e voce já dormindo! E hoje que chego cedo, encontro isso.
—Emma... me escuta!
— Quer saber? Perdi a fome! Fica aí com a sua “amiguinha de infância” que eu vou dormir!! Ela fala ironizando
Emma bate o garfo na mesa, se levanta e sobe para o quarto.
REGINA
Eu não estava acreditando no que eu tinha visto e ouvido. Realmente as consultas que ela vem fazendo com psicólogo e terapeuta não estava adiantando nesse lado do ciúme, ela continua a mesma Emma birrenta. Menos mal que ela não “socou” a Alix! Eu ri disso, mas eu sei exatamente do que ela precisa, e eu vou dar o que ela quer, porque eu sei domar a minha loirinha, já a conheço suficiente para saber lidar com isso. Me aguarde Emma Swan!
Fiquei mais uns 20 minutos conversando com a Alix. Afinal, foi muito bom me encontrar com ela. Pude saber de todos meus amigos de escola, de tudo eu aconteceu depois que eu er... “partir”, e ainda através da Alix, peguei o contato da Maria Victoria e do Graham. Me despedi dela, e subi para o quarto e entrei direto para o banheiro sem dar um ai com a Emma, que estava deitada na cama.
Quando saí do banho, fiquei olhando para Emma deitada de costas para mim, com a respiração desregular, claramente fingindo estar dormindo. Ela estava brava por toda a situação envolvendo Alix e era uma completa besteira já que nós não tínhamos nada e eu menos ainda pretendia ter. Talvez minha loirinha estivesse exagerando nessa coisa de ciúmes por causa dos desencontros dos nossos horários. Talvez ela estivesse assim somente por falta de uma boa foda que há muito tempo não dávamos. Isso deve ter gerado uma série de questionamentos e conflitos dentro dela.
Senti um tesão incontrolável e assustador com tudo isso, ainda mais quando ela se mexeu deixando à mostra a calcinha de renda vermelha que até então estava escondida pelo camisão branco. Aproximei-me cravando minhas unhas em sua cintura, a encoxando com força.
— Essa sua bunda me enlouquece...Pare de fingir que está dormindo. Agora, loirinha!
Mesmo de costas, Emma percebeu minha respiração extremamente ofegante. Aquela busca instintiva, porém repentina por sexo, a excitou. Como eu sabia? Sem querer ela soltou um gemido bem baixinho, me fazendo sorrir maliciosa e morder o lábio inferior.
— Regina, o que pensa que está fazendo? Eu estava dormindo! Vá ficar com sua amiguinha e me deixe descansar em paz! Mais uma vez ela responde com aquele jeito “birrento” dela.
Puxei seus cabelos de tal maneira que a fiz levantar. Abri sua blusa com violência fazendo alguns botões caírem pelo chão e, mantendo-a de costas, pressionei seu corpo contra a cabeceira da cama e comecei a roçar minha vagina em sua coxa. Tomei seus seios com minhas mãos e os massageei no mesmo ritmo em que depositava os chupões em seu pescoço.
— Regina... que houve com você?
— Cala a boca! Não está toda nervosinha por causa da Alix? Não está se mordendo de ciúmes? Pois vou te mostrar agora que não existe ex, não existe ninguém mais nesse mundo além de você com quem eu queira transar gostoso como vamos transar agora. Não pergunta mais nada. Só geme pra mim. Geme...
Minha ânsia por possuir aquela mulher era tão intensa que arranhei toda a sua barriga na intenção de encostar mais o corpo dela ao meu. Joguei-a de qualquer jeito em cima da cama, a pus sentada na beirada e ordenei:
— Abra bem as pernas, agora!
Ela sorria de um jeito safado e ao mesmo tempo assustado. Eu nunca tinha feito nada parecido. Eu mesma estava surpresa com tamanha volúpia. Arranquei sua calcinha com os dentes, o que fez com que soltasse um grito agudo de prazer. Sua vagina estava ali, pronta para receber minha língua. Senti meu clitóris latejar quando inalei o cheiro do seu sexo. A chupei com tanta vontade que a região imediatamente ficou vermelha. Aquela visão estava me enlouquecendo. Alternei as chupadas com as mordidas nos grandes lábios. Arreganhei mais suas pernas para possibilitar minha língua de entrar dentro dela.
— Ohhh, mozao...aaahhh...
— Isso, safadinha. Se contorce pedindo pra eu te comer.
Levantei meu corpo e abafei seus gemidos com um beijo molhado. Suguei um seio enquanto apertava o outro. Seu clítoris latejava encostado em minha perna. Emma estava tão molhada de tesão que não pude perder a oportunidade de penetrá-la. Sentei em seu colo e enfiei dois dedos, socando com força enquanto segurava seu pescoço com a mão que estava livre.
— Me fode gostoso...ahhhhhhh. – Ela suplicava e eu atendia.
Aquelas palavras foram o ápice para o nosso prazer. Mais um dedo acompanhou os outros que já faziam os movimentos de vai e vem tão rápidos quanto eu podia. Gozei quando senti o líquido dela escorrendo pela minha mão e seus músculos ficando rígidos com o orgasmo que chegou arrasando com suas forças. Retirei meus dedos melados de dentro dela e os lambi, um por um, beijando-a em seguida para que sentisse seu gosto.
— Nossa mozão! Você acabou comigo! – Emma dizia de olhos fechados.
Me afastei um pouco. Ajeitei meus cabelos enquanto recuperava o fôlego e, antes de caminhar até a porta do quarto, sussurrei em seu ouvido:
— Isso é pra você nunca esquecer que somos uma da outra e não cabe mais ninguém entre nós. Isso é pra você nunca esquecer que me pertence, minha loirinha, nunca esquecer dessa “foda” que a sua noiva te deu.
Desci para tomar água. Encostei na bancada e fechei os olhos. Eu ainda tinha nítida a imagem de Emma gozando. Sorri ao lembrar do seu corpo tremendo, do cheiro de sexo. Meu momento de prazer foi interrompido pela a sua entrada impetuosa.
— O que pensa que está fazendo? Me come daquele jeito, simplesmente sai andando e me deixa sozinha? Eu quero mais. Talvez a “foda” que a minha noiva me deu não tenha sido o suficiente.
— Não fala assim...
— Por que? O que vai fazer? Aposto que nada. E ela provoca
Ela se virou indo em direção ao quarto. As vezes as “birras” que ela faz também chega ao ponto de tocar em um ponto fraco meu. Me desafiou sabendo que eu não resistiria e iria atrás dela onde quer que fosse.Emma entrou no banheiro e esperei que ligasse o chuveiro para provocá-la. Tirei a camisola que eu vestia bem devagar na tentativa de estender a tortura o máximo possível. Entrei no box sem tirar os olhos dela e sorrindo provocativamente. A água quente e a proximidade de nossos corpos nos deixaram com mais tesão ainda. Peguei o sabonete e comecei a ensaboar cada centímetro de sua pele. Ela respirava forte sempre que eu ameaçava tocar em sua vagina. Não o fiz. A virei de costas de modo que o sabão escorreu com o enxágüe.
— É só isso que tem para mim?
A pus contra a parede fria de azulejos e segurei sua perna esquerda na altura da minha cintura. Enfiei com força dois dedos dentro dela fazendo com que soltasse um grito de prazer.
— É isso o que tenho para você, gostosa.
A comi ali, de pé, com estocadas fortes e rápidas. Ela queria aquilo, não? Pois ela teria.
— Quer ser tratada como uma cachorra? Quer me ouvir te chamar de vadia, de vagabunda? Hã? Responde! Não consegue. Está ofegante demais para falar e vai ficar muito mais... - A cada palavra um gemido mais alto — Gosta de sexo assim, não gosta? Fica de quatro para mim, agora. Vou te comer até você não agüentar mais.
Ela mantinha aqueles olhos incrédulos, os mesmos dos momentos que tivemos na nossa cama. Eu estava gostando do poder de dominá-la daquele jeito e ela também. Estava estampada em seu rosto a satisfação por ser subjugada de forma intensa. De repente parei de penetrá-la. Passei um pouco de sabonete em minha mão para ajudar na lubrificação e enfiei quatro dedos dentro dela bem devagar de modo que não fosse machucá-la. Meu clítoris esfregava no seu bumbum me deixando mais empolgada. Eu mordia e chupava seu pescoço ao mesmo tempo que apertava seu seio com a mão livre e brincava com seu mamilo, puxando e beliscando de leve.
— Você...você... – Ela tentava falar, mas não conseguia.
— Eu o que? Hã? Eu estou acabando com você, cachorra? Hum? Quer mais rápido?
Percebi que Emma não agüentaria muito tempo. Eu queria gozar junto com ela, então me masturbei enquanto a penetrava. Soltamos um gemido agudo quase juntas, logo em seguida. A virei para mim e nos beijamos com paixão. Chupei sua língua com vontade e ela brincou com a dela dentro da minha boca. Depois de recuperarmos o ritmo normal de nossas respirações, ela se enxugou e saiu do banheiro. Voltei para o quarto pouco depois, deitando-me ao seu lado e acarinhando os seus cabelos.
— Então, loirinha, vai conseguir dormir bem depois de ter transado gostoso com a sua noiva? Hum? Ela te satisfez agora? Aposto que toda vez que lembrar de hoje, vai ficar com a vagina latejando morrendo de vontade de fazer de novo.
— Essa aposta já está ganha. Sabe disso. – Ela fechava os olhos e ofegava tentando falar — O que deu em você? Não estou reclamando, nem questionando, só...só achei maravilhoso!
— Essa era a intenção. Estava com saudades de você, do seu corpo, de gozar com minha loirinha...
— Eu amo você. A cada dia mais e de uma forma diferente, Regina...
Meu nome foi dito em um sussurro ao pé do meu ouvido.
— Não vai funcionar...— Repeti o som — Confesso que não tenho mais forças.
— Ahhhh, está pedindo arrego, minha noiva?— Gargalhamos — É hora de dormir, meu amor. Pode fazer uma última coisa por mim, hoje?
— Claro que sim. O que quer?
— Me abrace. Durma comigo de conchinha, mas me abrace forte. Quero sentir você durante toda a noite. A impressão que tenho quando faz isso é de que nada pode nos atingir, de que estamos realmente seguras.
— Mas claro amozinho!
— Tem mais uma coisa, me desculpe pela “cena” toda mais cedo, eu estou melhorando, é que... é que... é meu, sabe? Eu fico assim sempre. Me desculpa, amor!
— Tudo bem Emma, eu sei como voce é, voce está se esforçando
— E eu vou com voce amanhã na exposição da sua amiga, eu vi o quadro na sala, ela tem muito talento, os traços dela no desenho daquele corpo, aliás, adorei a sua escolha, uma mulher nua, os traços, a posição deitada, eu adorei mozao!
Eu sorri e beijei sua testa. O sono veio fácil devido às energias esgotadas pelo esforço físico. E foi um sono bom, relaxante. Nos fez acordar dispostas, de ótimo humor para enfrentar mais um dia.
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