Svartalfheim

1 Mente Danificada


— E lá estava ele, um homem esguio, cabelos longos e negros, com o rosto deformado e cheio de cicatrizes. Ele estava parado no mesmo lugar de sempre, segurando um objeto como sempre e com a mão esquerda convertida em pedra, o lugar era frio, tinha pedras estranhas e plantas mortas por todo o solo, a unica planta viva era uma arvore cemelhante a uma macieira porém seus frutos cresciam no tronco e pareciam com trufas mas tinham espinhos.

Aquele homem como em um piscar de olhos apareceu logo ao lado da árvore, puxou um dos frutos e deu uma mordida e rapidamente o seu braço já não era mais pedra, ele olhou em volta como se estivesse sendo observado mas não havia ninguém por perto e então eu acordei.

Centados ao lado da cama em que Helli está deitada estão Mielikki e Kalevi seus melhores amigos. Kalevi está com um sorriso e perceptívelmente inquieto.

— kalevi tem como você tirar esse sorrisinho do rosto? A Helli não está nos contando um filme de ação, ela está contando um pesadelo.

Fala Mielikki já irritada.

— Na verdade eu não considero eles como pesadelos, é que já tive esse sonho tantas vezes que eu...

— Viu Mielikki ela não considera como pesadelos. Helli sabe o que eu acho? Esse sonho que tem algum significado e você pode ser uma super-vilã reincarnada no corpo de uma jovem Finlândesa, o seu tumor cerebral na verdade é um sinal de que você tem poderes psíquicos e esse homem com quem você sonha deve ser um dos seus aliados malignos então voc...

— De onde você tira tanta bobagem?

Diz Mielikki vendo graça no discurso de kalevi mas tendo a certeza de quão sério ele estava falando.

— Porque você tem que ser tão estraga prazeres?

Pergunta kalevi com um tom desanimado. Quando Helli se encontra sozinha ela sente uma forte dor de cabeça e todas as lâmpadas do hospital estouram sequencialmente. Depois desse ocorrido Helli entra em uma espécie de transe, ela abre a janela do quarto e pula do 3° andar, a garota acaba quebrando as duas pernas mas dentro de alguns segundos é como se nada tivesse acontecido. Helli caminha até chegar em frente a uma loja aparentemente muito velha cheia de relíquias e muitos livros antigos, alguém a puxa para dentro só então ela sai do transe, ela olha ao redor tentando identificar o lugar.

— Que lugar é esse? Como vim parar aqui?

Pergunta a si mesma porém não esperando respostas.

— É uma loja querida. Não está vendo? Quanto a outra pergunta não sei si posso te responder.

Era um jovem de aparentemente 19 à 20 anos de idade, tinha um tom sarcástico na voz e um olhar de uma pessoa que sabe e esconde muita coisa. Ele se vira dá dois passos e volta.

— Vamos você tem que me seguir.

Diz tranquilamente já segurando o braço de Helli e a puxando. Ela recua fazendo o sinal de negativo com a cabeça e puxa o braço de volta.

— Como você preferir querida.

O rapaz pega Helli em seus braços e a carrega em direção a uma porta com um aviso: ENTRADA APENAS PARA FUNCIONÁRIOS.

Helli grita e esperneia mas percebe que não há ninguém além deles por perto. Ele a põe no chão e se vê uma sala repleta de amoletos.

— Você é louco! O que vai fazer?

Helli fala com um ar preocupado e irritado.

— Bem Helli, eu vou fazer um corte na sua testa com essa faca aqui.

Fala com uma voz calma levantando uma pequena faca cheia de símbolos estranhos.

— Não, não. Não se aproxime de mim, fica longe.

Helli fala estendendo uma das mãos como que tentando impedir a aproximação do rapaz. O que não adiantou até que Helli empurrou o garoto sem nem sequer tocar nele. Já no chão o jovem expõe um sorriso de aprovação.

— Gostei, meu nome é Rafael se lhe enteresa saber, mas eu ainda tenho que fazer o que havia dito antes.

— Não! Fiquei longe! Co...Como eu fiz isso? O que está acontecendo comigo?

Rapidamente Rafael levanta e sem que haja tempo para uma reação de Helli ele faz um corte em sua testa, puxa sua mão e faz um segundo corte na palma da mão de Helli. Ele puxa um amoleto do bolso põe na mão de Helli e a fecha. Nesse exato momento Helli vê um rosto bem de perto, é o rosto do homem misterioso dos seus sonhos, de perto o rosto parecia ainda pior. Dentro de frações de segundos Helli desmaia e ao acordar sente um enorme frio, abre os olhos lentamente e não vê nada além da total e completa escuridão.