Suspiro

8 Capitulo 7


Notas iniciais
HEEEEEY tudo bem com todo mundo? Capitulo novo! Na verdade já está pronto há um tempo, mas eu fiquei sem internet e tempo, além de que o nyah entrou em manutenção e tal, mas.... aqui está.

Todos ficaram me fitando boquiabertos por um longo tempo. Quer dizer, todos menos o Gustavo. O olhei de esguelha e ele retribuiu meu olhar. Levantei da mesa e me virei para ir em direção a mesa de jantar mas assim que o fiz, dei de cara com um Josh ensanguentado e de óculos escuros. Dei um passo para o lado para sair do caminho e ele me seguiu. Tentei para a esquerda e ele me seguiu também. Respirei fundo e o empurrei, mas ele nem sequer se mexeu. Um instante depois Ricardo e Gustavo estavam um de cada lado de braços cruzados olhando de um jeito intimidador para ele.

– Será que você por obsequio poderia liberar a passagem para ela? – Ricardo falou e ele olhou nos meus olhos.

– Preciso falar com você – olhou para os dois garotos – a sós – o olhei meditativa e acabei concordando.

Ele me puxou pela mão até um bosque que havia ali perto, longe das mesas. Caminhamos em silencio profundo de mãos dadas, até chegarmos no que me pareceu o centro daquele lugar. Virei para ele e fiquei o fitando à luz da lua. Me parecia realmente bonito, tirando o fato de ter sangue coagulado no canto da boca e sua camisa estar manchada também. Respirei fundo e mante o ar dentro dos pulmões pelo que pareceram alguns minutos e depois expirei calmamente. Ele olhou para baixo e depois para mim, para começar a falar.

– Você já deve estar sabendo sobre...

– Sim, sobre você e aquela loira oxigenada que se auto denomina Thamica, vulgo vaca? – ele riu levemente e eu sorri de canto.

– É, acho que podemos chamar ela disso. Mas não é um namoro de verdade, é só...

– Status? Eu pensei que você fosse mais do que um garoto fútil, mas você é igual a ela — o olhei dura.

– Não, isso é só... Guerra.

– Guerra? Não acredito que você tá namorando com ela por causa de uma disputa com Lucas.

– Mas é isso que está acontecendo... Ele me irrita profundamente e tenta disputar comigo em cada coisa.

– Por que você não comunica os professores?

– Porque ele sempre acha um jeito de se fazer de santo. Ele sempre se safa. E é por isso que estou aqui para avisar a você.

– Avisar o que?

– O Lucas achou algumas fotos suas – ele meneou a cabeça – bem comprometedoras e ele estava exibindo para os colegas de dormitório. Por algum milagre o celular dele pifou e o cartão de memória carbonizou-se, mas nós brigamos porque ele te chamou de...

– Ele me chamou de que? – perguntei entre dentes.

– Ele insinuou que você fosse uma meretriz.

Virei as costas e sai marchando pelo bosque. Cada minuto que se passava me fazia encher-me de ódio. Eu tentava andar o mais rápido possível, mas o Josh me levara realmente longe. Fui fungando de raiva por todo o caminho e quando achei que tinha encontrado o caminho, eu havia ido para outro lugar aleatório. Ouvi o Josh me gritar ao longe, me procurando e apertei o passo. De repente, desejei com todas as minhas forças aparecer exatamente na frente do Lucas e quando percebi o que iria acontecer, me teleportei diretamente para lá, na mesa central do refeitório e soquei a cara dele. Todos prenderam a respiração em extrema surpresa por alguns segundos e quando o Lucas caiu do banco batendo a cabeça no chão todos expiraram de vez. Os integrantes da mesa levantaram para acudí-lo mas eu fui mais rápida e saltei sobre ele como um gato e comecei a soca-lo até que três garotos altos e fortes me puxaram e me jogaram longe. Me levantei quase imediatamente. Eu estava cega de ódio. Minha visão estava obscura e eu me concentrei no meu poder que estava situado em um pequeno canto da minha mente. Quase consegui apalpar o fogo que estava dentro de mim.

Senti o calor do fogo aparecer em minhas mãos e preparei para lançar uma bola flamejante de poder nele, mas de repente um garoto que eu não conseguia saber quem é, já que não podia enxergar direito me abraçou segurando meus braços e me arrastou para algum lugar desconhecido. Eu gritei e rosnei tentando me desvencilhar, mas eu estava com tanto ódio que eu poderia matar aquele desgraçado. Quando ouvi o clique de uma porta de metal comecei a lançar ataques de poder em todos os cantos. De repente pareceu como se um balde d’água tivesse me atingido e eu fiquei toda encharcada. Gritei de frio e tive um vislumbre rápido de um garoto. Me parecia ser o Gustavo. Mas eu não tinha certeza. Fiquei de joelhos tremendo um pouco, mas depois chamei a energia do fogo para me acalentar.

Tão quentinho... Sorri em meio a fumaça. Eu não conseguia enxergar muita coisa, apenas fumaça e fogo. Eu podia sentir o cheiro da água também tentando apagar as chamas, mas eu era mais forte. Ouvi gritos e batidas na porta de metal e levantei para ir até lá. Eu me guiava pelas chamas, e lá havia fogo. Dei uma risada de prazer. Eu me sentia tão poderosa que não conseguia parar. Ouvi um gemido no canto da sala e olhei para o lugar. Eu conseguia sentir o calor de alguém ali no canto. Fui me aproximando mais um pouco e mais um pouco, até ouvir mais gemidos. Eu estava a machucando? Fui para o canto mais afastado possível e sentei no chão duro e gelado apesar do calor.

Eu preciso descansar, pensei por alguns segundos. Talvez as chamas não fossem boas. Tentei invocar a calmaria da água e tudo voltou ao normal em alguns instantes. Onde ela estava? Quem era aquela pessoa? Seria o Gustavo? Me perguntei por mais alguns minutos até perceber que eu estava inundando a sala. Agradeci ao elemento, sem saber por que e o deixei ir embora de mim me deixando tranquila. E com sono. Deitei no chão mesmo em posição fetal e em segundos cochilei, dormindo pelo que me pareceram dias.

Notas finais
Bom, é isso, espero realmente que tenham gostado. Comentem e favoritem *o*