Notas iniciais
Heeeeey! Hoje tem atualização o/ Não vou falar muito... Boa leitura!

POV OLIVER

Ainda estávamos atrás do dispositivo perdido há algumas semanas. Dessa vez, não correríamos risco de perde-lo novamente. Se bem que eu entendo o motivo. Na verdade inicialmente me irritei com o fato de Roy ter permitido que Felicity fosse ao metrô, mas ao mesmo tempo sei como ela consegue ser teimosa. Ele deu prioridade em seu resgate, ao invés de ir atrás dos homens, por isso não me irritei tanto quanto deveria. Ele fez exatamente o que pedi. Estamos na caverna, esperando para localizar o paradeiro dos homens e resolver isso de uma vez por todas. Eu e Roy estamos treinando e Diggle está limpando sua arma, quando escutamos passos vindos da escada. Só podia ser Felicity.

– Olá meninos! – Diz com um sorriso no rosto. – Estão bem? – A loira pergunta colocando a bolsa sobre a mesa e ligando os computadores. Os três assentimos e ela se senta. – Ah! Antes que me esqueça, amanhã será a festa de inauguração da Palmer Technologies. – Se levanta e vai até a bolsa tirando três envelopes. – Gostaria que fossem. – Entrega um envelope para John e um para Roy. Por fim, se vira para mim e estende o pedaço de papel. — Todos vocês. É muito importante para mim. – Sorri com as bochechas avermelhadas.

– Claro que iremos Felicity. – Diggle responde por nós. Ela apenas sorri e volta para sua cadeira.

Voltamos a treinar e cada um continua o que estava fazendo. Até que o computador da loira apita, chamando nossa atenção.

– O software de reconhecimento facial detectou um dos homens responsáveis pelo dispositivo aqui no Glades, próximo a uma antiga fábrica de sabão. – Diz e olha para mim. – Deveriam dar uma olhada. — Assinto e vou em direção ao meu traje.

[...]

O cheiro do sabão era forte e ocupava nossas narinas um quarteirão antes da fábrica. A mesma havia sido fechada após o terremoto, por estar acima de um terreno instável. Nos aproximamos do local. Diggle foi analisar o perímetro, enquanto eu e Roy adentramos a fábrica. O galpão estava escuro e silencioso.

Tem certeza que este é o local? – Pergunto para Felicity pelo comunicador.

É o local mais provável Oliver. Não há nada ai? – Antes que pudesse responder, uma luz se acende e um homem mascarado surge em meu capo de visão. Automaticamente, eu e Roy erguemos o arco em sua direção.

– Nossa, finalmente me encontraram! – O homem diz com um sorriso no rosto. – Estavam demorando. Achei que a loira era mais rápida em localizar as pessoas. – Engulo seco. Como ele sabia sobre Felicity? – Vejo que hoje está acompanhado. — Diz para Roy. – E sua amiga, está acompanhada? – Aperto a mão envolta do arco com raiva. Não tem como ele saber onde ela está.

– Me dê o dispositivo. – Digo com a voz alterada, ignorando suas ameaças. O homem solta uma risada sombria.

– Acha mesmo que vou te entregar assim? – O resto das luzes se acendem, revelando um enorme dispositivo atrás do homem. – Como pretende carrega-lo? – Ri alto. – Então, já adianto que depois do incidente no metrô, nós aprimoramos nosso brinquedinho. Afinal, não queríamos que uma loirinha estragasse tudo de novo. Posso dizer, que tivemos investidores. – Já ouvia pelo comunicador os dedos de Felicity sobre o teclado. Provavelmente procurava por qualquer contato do homem. Um possível investidor. – O dispositivo já está ligado e dentro de uma hora irá explodir.

– Por que explodir o pedaço de um bairro abandonado que sofreu a catástrofe há alguns anos? – Roy pergunta, lendo minha mente.

– Quem disse que o dispositivo é a bomba? – Sorri. – Ele é apenas o botão vermelho. Meu alvo é o que não foi destruído. Posso dizer, que algumas pessoas com dinheiro receberam um presentinho por correio.

– Você pretende explodir o resto da cidade? – O homem assente com naturalidade.

– Milhares de pessoas perderam suas casas com esse terremoto. Mas nada foi feito, afinal, quem iria reconstruir um bairro pobre como os Glades? Então, criamos esse dispositivo para dar ao povo rico da cidade, o gosto de perder seu lar. – Finaliza.

– Não acho que isso vá acontecer. – Digo e parto para cima do homem. Outros homens surgem e Roy luta com eles. Diggle aparece e contribui para luta.

Oliver não sei onde as bombas podem estar! Podem estar em qualquer lugar da cidade! – Escuto Felicity dizer pelo comunicador. – Espera! Acho que sei um jeito de localiza-las. Os pacotes contendo os explosivos não podem ser grandes, mas excedem o peso. Então preciso olhar o registro dos correios e ver as entregas, de mesmo destinatário com pacotes fora do normal e localizar os possíveis locais de entrega. – Fica em silêncio por alguns minutos. – Não pode ser! Oliver! São duas bombas, uma localizada nos Laboratórios Star e a outra... A outra está na Palmer Technologies. – Diz com a voz desesperada. Parece que conseguimos derrubar os homens, mas o encapuzado some. Diggle vai até o dispositivo.

– Não serei capaz de desativa-lo. Precisamos fazer algo. – John diz preocupado.

– Roy, vá até os Laboratórios Star e localize a bomba. Evacue o prédio também. John vá com ele! – Ele assente e os dois sobem na moto. Dou partida e saio em direção a minha antiga empresa.

Chego com pressa e vejo que o caos já se instalou no prédio. Subo para sala de segurança afim de localizar o pacote. Quando chego, procuro por qualquer sinal do mesmo. Meus olhos vagam pelas telas até que meu coração congela. O que diabos ela está fazendo aqui? Felicity está em minha antiga sala com Ray e os dois estão de frente para o computador como se procurassem algo. Ele a puxa pelo braço e ela parece discutir. Ô mulher teimosa. Ray nem um pouco satisfeito, joga Felicity por cima do ombro e a loira começa se debater. Não sei se fico com raiva pelo contato ou aliviado por ele estar a tirando dali. Com ela em segurança, consigo localizar o pacote. Vou até o almoxarifado e abro a bolsa, me deparando com a bomba.

Estamos aqui! Localizamos a bomba. – Roy diz pelo comunicador. – Oliver, acho que consigo desarma-las. Mas precisamos fazer ao mesmo tempo. Está vendo o fio preto? O mais grosso de todos. Então, nós vamos corta-los no três. – Pego o alicate e me posiciono.–Um, dois, três. –Em sua contagem corto o fio e a bomba para.

[...]

Voltamos para caverna e quando chegamos Felicity não está. Me preocupo com as ameaças, mas não acho que esteja em perigo. Um pavor toma conta de mim, ela está com Ray, de novo. Pego novamente minha aljava, enquanto John sorria seu sorriso típico.

– Está rindo do que? – Digo secamente.

– Vai mata-lo? – Pergunta ainda sorrindo. Não respondo. – Acho que deveria procura-la antes.

– Ela pode estar em perigo. – Digo tentando justificar meu comportamento.

– Ah claro que pode. – Diz simplesmente. – Ou pode só estar com Ray mesmo. – Sorri novamente, se levanta e sai, me deixando com pensamentos confusos. Odeio quando faz isso, imita a voz da razão. Pego o celular e ligo para Felicity. Depois de algumas chamadas, ela atende.

Oliver. – Diz com a voz ofegante. Ah não! – Alô? Oliver? – Quebra meus pensamentos impróprios e me lembra de que ainda estou no telefone.

Felicity, você está bem? – Pergunto com tom seco.

Estou. – Responde rindo.

Onde você está? – Pergunto com a ideia de ir encontrá-la.

Na casa de Ray. – Responde com um pouco de vergonha na voz, mas contendo a risada. Travo a mandíbula, evitando dizer algo que ela não fosse querer ouvir. – Mas vou passar ai para pegar minhas coisas e já volto pra casa.

Ok. – Desligo o telefone e me sento em sua cadeira para treinar com o arco em bolinhas de tênis. Distraído com o treinamento. Não percebo quando Felicity se aproxima. Ela estava com os cabelos meio bagunçados e mais branca que o normal. Seus lábios estavam cinzas.

– Você está bem? – Pergunto, me levantando e largando a aljava.

– Sempre sério, não é Sr. Queen? – Faz uma cara feia. Se curva um pouco, como se estivesse com dor e suspira pesado. Fico apenas observando seus movimentos. Ela engole seco e caminha até a mesa com certa dificuldade. Cambaleando sobre os saltos. Ela só podia estar bêbada. Pega sua bolsa e antes de dar um passo, olha para mim. – Vai ficar ai me encarando? – Diz me desafiando e então continua. – Não me surpreende, é a única coisa que faz mesmo... – Ri como se estivesse em uma disputa mental. Caminho devagar em sua direção – Ray pelo contrário... – Diz baixo, escuto mesmo assim. Com seu comentário, paro e fico a olhando. Ela resolve sair, mas para e, para minha surpresa, vomita. Me apresso assustado e espalmo suas costas. Ela continua assim e seguro seu cabelo.

– Ai meu Deus! Me desculpa Oliver. – Diz com a voz tremula, tentando se recompor.

– Vou te levar para o hospital. – Digo rapidamente.

– Não! – Ela arregala os olhos. – Me leve para casa. Quer dizer, vou para casa. Estou bem. – Olho para ela demonstrando que não estava convencido. – Ok, acho que bebi um pouco. – Diz com o olhar baixo de vergonha. Não consigo conter um sorriso. Ela era tão doce. – Está rindo de mim, Sr. Queen? – Paro de sorrir, nego e pego as chaves de sua mão.

– Vem, vou te levar para casa.

Notas finais
Vish! O que será que a loira vai aprontar? Queria continuar, mas o capítulo ia acabar ficando muito grande, então só no próximo mesmo ;) Comentem please! Beijinhos e até breve!