Survivor
22 Capítulo 22 – This is the best feeling
Notas iniciais
antes de qualquer coisa, mil perdões pela demora em postar. Embora seja um capítulo bem leve, se comparados com os outros, eu tive dificuldades em escrevê-lo, acho que deve ser minha parte coruja não querendo se despedir.
Boa leitura!
Capítulo 22 – This is the best feeling
“Waking up I see that everything is ok
The first time in my life and now it's so great
Slowing down I look around and I am so amazed
I think about the little things that make life great
I wouldn't change a thing about it
This is the best feeling”
Bella Cullen
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A primeira coisa que eu senti foi um leve e, ainda assim, provocante deslizar de dedos pela pele descoberta de minhas costas.
Eu mantive meus olhos fechados, embora estivesse acordada antes mesmo de ele entrar no quarto... Eu não saberia dizer como, mas a sua presença sempre me despertava. De todas as formas.
Um beijo delicado foi depositado em meu ombro e um arranhar de dentes me fez estremecer. Ele sorriu contra a minha pele, que a essa altura estava quente e ansiosa por mais dos seus toques.
- Me desculpe acordá-la, baby... – A voz chegou rouca aos meus ouvidos. – Mas, Deus! 24 horas é tempo demais para estar longe de você.
Um sorriso bobo, típico de adolescentes apaixonadas, surgiu em meu rosto e ainda de olhos fechados sussurrei:
- Mmm eu estou tão sonolenta... – Fingi um bocejo. – Talvez você precise me examinar, Dr. Cullen.
Suas mãos se apossaram da minha cintura e um segundo mais tarde, eu estava encarando um par de olhos azuis repletos de luxuria, e sentindo o peso de seu corpo sobre o meu.
Edward se inclinou sobre mim e seus lábios passaram a distribuir beijos intensos por meu pescoço. Foi impossível permanecer quieta.
Minhas mãos foram até o cabelo cobre e eu o trouxe para mais perto de mim, enquanto me contorcia em busca de um pouco mais de atrito.
- Seja uma boa paciente e me deixe terminar o exame.
Eu sorri. Mais que isso, o som da minha gargalhada preencheu o quarto escuro. Afinal, nada poderia me deixar mais feliz do que brincar de médico com o meu marido.
...
Os braços fortes de Edward me puxaram para mais perto e eu entrelacei uma de minhas pernas nas dele, enquanto repousava minha cabeça em seu peito e brincava com alguns pelos acobreados.
- Você deveria dormir um pouco... – Disse baixinho, apreciando o leve deslizar de mão pela lateral do meu corpo. – Deve estar cansado.
- Eu tive algumas horas de sono no hospital... – Ele passou a usar as unhas em sua caricia, me provocando deliciosas cócegas. – Foi um plantão tranquilo. Além do mais, hoje é um dia especial... Eu quero aproveitar cada segundo.
Eu me movi, de forma que pudesse olhar em seu rosto e lhe dei um sorriso tímido.
- Eu estou tão feliz... – Disse sincera. – Não seria a mesma coisa se você não est...
- Shiii! – Os dedos dele foram até os meus lábios. – Não pense nisso. Eu não vou a lugar nenhum. – Ele garantiu. – Eu estarei bem aqui, em todos os aniversários, a cada natal... Para todas as apresentações da escola. Bem ao seu lado. Sempre.
Embora bastante tempo tivesse se passado e Edward e eu estivéssemos tão bem como nunca estivemos, ainda existiam momentos que me faziam estremecer diante da possibilidade de não tê-lo ao meu lado.
Hoje, aparentemente, era um dia desses. Comemoraríamos o primeiro ano de vida de nossa filha no final do dia e só de pensar que há alguns meses atrás ele estava distante de nós, me fazia estremecer.
Eu o abracei com força.
- Me desculpe! – Pedi, meus lábios tocando a pele dele. – Não foi isso que eu quis dizer... Apenas... Apenas estou feliz, de verdade. E grande parte desse sentimento se dá graças ao fato de que você estará comigo hoje.
Permanecemos em silencio por um longo tempo, tanto que imaginei que ele tinha cedido ao cansaço físico e adormecido. Sua voz calma e apaixonante me pegou de surpresa.
- Você precisa trabalhar hoje? – Ele Questionou. – Você anda tão ocupada ultimamente que eu ando me sentindo negligenciado... – O seu falso tom ofendido me fez sorrir.
Por um segundo pensei em todo trabalho que me esperava no escritório que outrora fora de Edward, mas que agora eu ocupava já que Alice havia me presenteado com a melhor oportunidade que alguém poderia me dar.
Graças a ela eu estava de volta ao mercado publicitário, e se eu fizesse tudo certo seria o meu primeiro passo em direção ao sucesso profissional.
Deus, eu precisava disso. Tanto quanto necessitava de Jenny e Edward. Mas, nesse momento, meu marido e filha eram minha prioridade, nada me impediria de aproveitar o dia ao lado deles.
- Não... – Respondi me acomodando melhor, de forma que meus olhos voltassem a encontrar os dele. – Eu não consigo pensar em nada melhor para fazer do que continuar aqui... Bem assim.
Edward, em um movimento rápido, nos virou, se colocando por cima de mim e seus lábios se apossaram dos meus, com fome. Eu sentia meu próprio apetite por ele vir à tona e retribui seu beijo com a mesma intensidade.
- Eu estou tão orgulhoso de você... – Os olhos brilhantes dele se fixaram nos meus, e a voz, além de melodiosa, entregava a sinceridade de suas palavras. – Você merece, mais que qualquer outra pessoa, que tudo... Tudo o que eu...
- Shii...! – Foi minha vez de fazê-lo se calar. – Você me deu o melhor presente de toda a minha vida. Nada, além disso, importa mais.
- Eu nunca vou conseguir compensá-la o suficiente... Eu mal posso acreditar que fui abençoado com o seu perdão.
Eu levei minhas mãos até o seu rosto e o acariciei.
- Eu te amo, Edward! Tudo o que aconteceu só... Comprova isso. Como eu poderia não perdoá-lo quando em meu coração você nunca precisou de perdão?
Sua única resposta foi um novo beijo, dessa vez tão calmo quanto os movimentos delicados que eu continuava a fazer em seu rosto. Eu podia sentir todos os sentimentos que ocupavam seu coração, a conexão que mantínhamos conseguia me fazer enxergá-los claramente: Culpa, gratidão, felicidade, medo... E amor. O mesmo amor que há alguns meses atrás eu duvidava que existia, mas que agora, com todos os gestos que ele me concedia, todos os dias, era muito mais que evidente.
...
Eu vi Edward se curvar até que seus lábios tocaram a testa de nossa adormecida filha, a fazendo se contorcer e choramingar.
Jenny, era sem duvida, um pequena preguiçosa.
- Hora de acordar, princesa. – Ele sussurrou tentando fazê-la despertar. – Jenny.
Como ela fazia em todas as manhãs, Jennifer apenas virou para o lado e continuou com seu sono, completamente alheia ao biquinho lindo no rosto do pai.
Eu precisei me esforçar muito para não rir.
- Desde quando é tão difícil acordá-la? – Ele questionou.
- Ela, definitivamente, não será uma pessoa de ‘manhãs’... E acho que conheço alguém, exatamente, assim... – Comentei ao me aproximar ainda mais, o suficiente para repousar meu rosto em seu ombro. – e tão difícil quanto acordá-la é fazê-la dormir. Eu espero que seja só uma fase.
Edward se voltou em minha direção e eu não fui capaz de entender porque ele tinha um olhar triste.
- Eu prometi que não perderia nenhuma fase dela e, no entanto, eu nem mesmo sabia que...
- Hey! Pare com isso.– O interrompi. – Eu duvido que algum pai seja mais presente que você, mas é simplesmente impossível que você esteja ao lado dela 24 horas por dia... Faz parte do seu trabalho, estar ausente algumas vezes.
- Mas você consegue... – Ele se parecia muito com uma criança birrenta, mas eu ainda o achava encantador. – E tem tido muito mais trabalho do que eu... Com tudo o que precisa estar pronto para o desfile de Alice e...
- Bom, eu trabalho em casa... Isso facilita muito as coisas, não é?
- Talvez eu deva tentar isso também.
Eu sorri.
- Então teremos uma agencia publicitária e consultório médico no mesmo apartamento... Parece formidável!
Eu o abracei porque ainda tinha uma grande dificuldade em manter minhas mãos afastadas dele. Era quase como minha necessidade por ar. Eu precisava tocá-lo, me assegurar de que ele estava bem aqui... Ao meu lado.
- Falando sobre trabalho, eu sei que você tem algo haver com o pedido de Alice e...
- Não! – Ele negou rápido demais para ser verdade, então eu me afastei e arqueei uma sobrancelha em sua direção. – Tudo bem, mas foi apenas uma sugestão... E porque ela continuava a insistir que precisava encontrar uma forma de se desculpar e...
- Você sabe que nem ela ou Esme... Ou você precisam continuar com isso. Não há porque continuarem a se desculpar uma e outra vez... Já se passou um ano Edward, desde que você voltou e... Essa foi a melhor maneira de se desculpar.
- Eu sei. – Ele me presenteou com o meu sorriso torto predileto. – Mas também sei do quanto você gosta do seu trabalho e bom, Alice sempre disse que o melhor desfile que ela já teve foi o que você organizou em NY então... Por que não tentar? Eu juro que ela mal podia acreditar que ainda não tinha pensado nisso.
- Eu estou nervosa... Acho que “amedrontada” se encaixa melhor. – Confessei baixinho. – Da outra vez... Eu não estava sozinha. E, eu tinha tantos contatos e pessoas para me ajudariam resolver qualquer problema de ultima hora. Tudo era mais fácil, eu só precisava dizer o nome da agência e então...
- Eu tenho certeza que esse desfile vai ser ainda melhor que o outro. – Edward me impediu de continuar. – E você sabe por quê? Porque você não precisa de nada disso para transformar esse desfile em um sucesso, tudo o que você precisa é confiar em você mesma. Mão de obra é um problema? Contrate alguém. E em vez de usar o nome de uma agencia, use o seu próprio... Pode parecer difícil agora, mas eu tenho certeza que não vai demorar muito e todos que fecharam as portas para você, vão implorar para tê-la por perto.
Ele provavelmente não sabia, mas mais importante do que conseguir tudo o que ele dizia que eu poderia ter, era ver a sinceridade, a confiança, o orgulho no olhar dele dirigido a mim.
- Você é incrível! – Prendi meus braços ao redor do pescoço dele. – E eu te amo, tanto!
Ele envolveu minha cintura e nos rodou, me fazendo gargalhar.
- Agora... – Ele voltou a me colocar no chão. – Eu acho melhor encontrarmos uma forma de acordar a Bela adormecida ou vamos nos atrasar para buscar Claire e Seth no aeroporto.
- Sobre eles... – Eu mordi meu lábio inferior pensando se Edward acharia minha ideia uma boa coisa. – Você comentou que eles estão tendo dificuldades em NY... E como você mesmo disse, eu preciso de mão de obra, então eu pensei em...
- Você quer Claire e Seth para trabalhar com você? Bella, Claire simplesmente enlouqueceria... Você sabe que ela sempre a admirou e...
- Então, você acha que é uma boa ideia?
Sua resposta foi me puxar para seus braços mais uma vez.
- Eu sei o que você está fazendo... Você quer ajudá-los de alguma forma, porque sabe que é importante para mim e...
- Eles o ajudaram quando você precisou... E até onde eu sei, tenho que agradecer a Claire por você ter voltado para mim, não é?
- Eu voltaria para você, baby. Com ou sem incentivo de qualquer pessoa. Você sabe por quê? Porque eu te amo e já não aguentava viver sem você.
Era maravilhoso ouvi-lo dizer coisas como essa, especialmente quando eu sabia que eram verdadeiras.
- Eu também te amo! – Garanti. – Agora me deixe acordar a Bela adormecida.
Eu me aproximei do berço e, com cuidado, peguei Jenny no colo. Ela se remexeu e resmungou algo incompreensível que fez Edward me provocar.
- Minha preguiça e sua mania de falar dormindo... Milagres da genética!
Eu lhe enviei um olhar falsamente ofendido e passei a deslizar meu dedo suavemente pela orelha da minha princesa.
Ela sorriu, a principio, apenas uma leve movimento, mas menos de 2 minutos depois ela estava nos contagiando com a sua gargalhada infantil.
- Para, mamãe! – Ela pediu tentando afastar minha mão.
Eu amava ouvi-la me chamar de mamãe. Não tinha sido a sua primeira palavra... Mas, sem duvida, tinha sido o melhor som que já ouvi em toda a minha vida.
- Feliz aniversário, meu amor! – Eu a apertei contra o meu corpo e salpiquei beijos por seu rosto.
- Hey! Será que existe espaço para mim?
O som da voz de Edward fez com que a minha pequena se contorcesse até que seus olhinhos pousaram sobre ele.
- Papai! – Ela gritou com tanta animação que tudo o que pude fazer foi sentir meu peito se expandir ainda mais de amor pelos dois.
Essa tinha sido a sua primeira palavra. Confesso que na hora senti ciúmes, mas bastou ver as lágrimas que escorriam pelo rosto do meu marido para o ciúme dar lugar a admiração pela conexão que os dois partilhavam.
Não importava quanto tempo Edward estivesse longe, se era um plantão de 24 ou 36 horas ou alguma conferencia que nos obrigava a ficar separados por alguns dias. A conexão entre eles sempre estaria lá, firme e forte, no momento em que eles se olhassem. Quando os dois pares de olhos azuis brilhantes se encontravam era como se todo o resto desaparecesse, até mesmo para mim, que não conseguia deixar de olhar a forma como eles se abraçavam, ou a forma como Edward iria rodá-la no ar por alguns minutos, em seguida viria uma longa sessão de cócegas até que Jenny ficasse ofegante de tanto gargalhar. E o melhor de tudo sempre seria a forma como os dois iriam correr diretamente para mim após alguns minutos e então seria a minha vez de ficar ofegante sob o ataque dos dois.
E foi exatamente assim que aconteceu, quando eu deixei a minha princesa livre para que ela pudesse correr em direção ao pai que já estava de braços abertos para recebê-la.
...
O restante do dia foi uma loucura e ainda assim, uma maravilha.
Entre buscar Claire, Seth e a pequena Bella no aeroporto, um almoço em família em um restaurante e estarmos prontos para a festa de aniversário de Jenny não tinha restando nenhum minuto para pensar em tudo o que eu ainda tinha que resolver para que o desfile de Alice fosse um sucesso, felizmente eu ainda tinha um mês para conseguir isso e se Claire e Seth aceitassem a minha oferta, tudo seria ainda mais fácil. No entanto, eu me obriguei a aproveitei cada segundo ao lado da minha família.
Esme, Alice e eu estávamos mais próximas do que nunca fomos e eu estava muito bem com isso. Edward e eu... Bom, nós parecíamos um casal de adolescentes hormonais que não conseguiam parar de se tocar. E Emmett tinha, finalmente, conseguido superar Rosalie.
Esse sim foi o ponto alto do dia para mim.
Quando ele corou e me perguntou baixinho se podia levar alguém ao aniversário de Jenny, eu não fui capaz de me conter, e saltei sobre ele, de forma bem parecida como Alice faria.
- Oh meu Deus! É um encontro? – Eu tive a impressão de todo o restaurante estava nos olhando, mas eu não me importei.
- Um encontro? – Alice parecia confusa. – Quem tem um encontro?
- Quem é o único solteiro entre nós, Alice? – Edward bagunçou o cabelo da irmã e deu sonoros tapas na costa de Emmett. – Conte tudo, Brow.
Foi hilário ver um homem tão grande parecer envergonhado. E eu precisei fingir que acreditava quando ele disse que não era nada do que estávamos pensado, apenas uma amiga que ele gostaria de levar a festa se não fosse problema.
- Problema nenhum, Emmett. – Garanti, após piscar sugestivamente para ele. – Qualquer pessoa que o faça corar dessa forma, é bem vinda.
- Ah qual é, Bella. Você é a única a corar... Em todo o mundo.
- O que são, então, esses pontos vermelhos em suas bochechas? – Jasper o alfinetou.
- Digam uma palavra sobre isso a ela hoje e eu juro que jamais falo com qualquer um de vocês novamente.
Eu fiz um X contra meus lábios com meus dedos, mas um segundo depois o estava provocando novamente.
- Você sabe... – Sussurrei no ouvido de meu cunhado e amigo. – Seja o que for, eu estou feliz por você.
...
- Uau Alice está tudo ainda mais lindo do que eu imaginei... – Comentei assim que adentramos o espaçoso salão de festas infantil. – Eu jamais faria melhor.
- Festas é minha especialidade. – Minha cunhada sorriu para mim. – Concentre-se apenas em grandes campanhas publicitárias e deixe as comemorações comigo.
Eu a abracei.
- Muito obrigada, Ali! Você não faz ideia do que tudo isso significa para mim.
- Você não precisa agradecer. – Ela garantiu, retribuindo o abraço.
Nós nos afastamos e eu me voltei em direção a Jenny que estava no colo do pai, lindamente vestida de princesa.
- Você está linda, princesa. – Afaguei a sua bochecha e ela sorriu para mim.
- Você também está lindíssima... – Edward sussurrou em meu ouvido. – E provocante. Estou supondo que Alice tem algo haver com isso.
- Talvez ela tenha me dito que você também merecia um presente... – Provoquei. – Talvez eu o mostre mais tarde... Quando chegarmos em casa. Está, devidamente, guardado sob o vestido.
Eu senti a mão dele se apossar de minha cintura e me puxar para mais perto.
- Você não pode me dizer coisas como essa... – Eu o senti contra o meu estomago e sorri por saber que podia excitá-lo com um par de palavras.
- Solta, Papai! – Jenny quebrou nossa bolha de luxuria e Edward praguejou baixinho.
- Você me paga! – Ele prometeu, antes de se abaixar e deixar que nossa filha corresse pelo salão.
- Eu estou ansiosa por isso. – Disse e prendi sua mão na minha para que pudéssemos seguir até os convidados.
...
Eu me sentei à mesa da família de Edward e soltei um suspiro.
- Quem diria que uma festa poderia ser tão cansativo? – Comentei.
- Isso é porque você tem uma princesa muito ativa... – Eu olhei, com carinho, para a mulher de cabelos caramelo e olhar doce e sorri.
Georgia era a acompanhante de Emmett, mas eu podia ver além... E isso incluía as mãos dadas por baixo da mesa e a troca de olhares, os cochichos e os sorrisos. Ela era médica, assim como todos... Pediatra como Emmett, e se eu já não tivesse gostado dela, apenas pelo brilho no olhar de Emmett quando os dois chegaram, eu teria me rendido de qualquer forma ao ver a forma doce com que ela tratou a minha filha.
Eu sou uma mãe muito coruja e nada poderia me ganhar mais fácil do que conquistar o carinho da minha filha. E Jenny, pareceu adorá-la no momento em que a viu.
- Talvez ela precise de algo para gastar tanta energia... Eu estou esgotada.
- É melhor guardar um pouco de energia para mais tarde, Bells... – Emmett se pronunciou. – Tenho certeza que Edward tambem vai querer brincar.
Eu corei.
- Emmett! – Felizmente, Georgia o recriminou. – Não seja indelicado.
- Desculpe querida.
- Parece que você o tem bem aqui... – Bati com meu dedo sobre a palma da mão, fazendo Georia sorrir..
Emmett me lançou um olhar falsamente ofendido.
- Eu estou feliz por vocês. – Completei.
- Baby? — A voz de Edward soou próxima ao meu ouvido e eu estremeci. – Tem alguém aqui que adoraria falar com você.
- Eu tenho certeza que você adoraria fazer mais do que falar... – Respondi maliciosamente e acabei por sorrir quando Emmett aplaudiu a minha fala sugestiva.
Eu me virei, tentando encontrar o olhar do meu marido. Meu sorriso chegou ao fim, imediatamente.
- Olá Bella!
Eu não podia acreditar, bem ali, parado ao lado de Edward, estava alguém que eu não vi há tanto tempo, com quem eu tentei falar quando precisei e que tinha cumprido a promessa de não me ajudar.
- Charlie. – Me coloquei de pé e me juntei a Edward. – O que você está fazendo aqui?
- Edward foi gentil em me convidar... – Ele respondeu timidamente e eu lancei um olhar interrogativo a Edward.
- Eu imaginei que seria uma boa ideia...
- Eu liguei para você... – Disse a Charlie. – Algumas vezes. Você nunca atendeu ou ligou de volta. Então, não pode me culpar por estar surpresa...
- Eu sinto muito, Bella! – Meu pai nunca havia pedido desculpas por nada, então o inesperado da situação me roubou a fala e a defesa. – Por tudo o que disse a você e por não ter retornado as suas ligações, por não ter ajudado quando você precisou...
Eu cruzei os braços e o olhei sem saber o que dizer.
- Edward me contou tudo... – Ele continuou. – E...
- Você ficou contente por acreditar que estava certo? – Rebati magoada. – Bom, nós tivéssemos, sim, alguns problemas... Mas, ainda assim, você estava errado. Nós estamos bem agora.
- Eu estou vendo... E, acredite em mim ou não, eu estou contente por vocês.
- O que mudou? Eu me lembro, claramente, de você...
- Eu pensei que não a veria mais, ou falaria com você... E Bella, você é minha filha. Uma parte de mim morreria com você.
Eu fiquei ali, parada, olhando para o meu pai, completamente em choque. Ele nunca tinha sido muito o tipo de mostrar sentimentos.
- Eu contei a ele... Sobre o nascimento de Jenny. – Edward me disse baixinho.
- Não mudaria muita coisa... Você já não falava comigo ou me via de qualquer forma. – Eu não saberia dizer por que continuava a alfinetá-lo, talvez fosse medo de que ele me virasse as costas mais uma vez.
- Você tinha um futuro promissor, tinha batalhado muito para chegar onde estava... Eu tive medo que você perdesse tudo que tanto sonhou. Eu quis protegê-la... De uma forma errada, eu sei. Mas você pode mesmo me culpar por isso? Você tem uma filha agora... Não faria qualquer coisa para protegê-la?
Eu podia entender o ponto. Mas isso não mudava o fato que ele tinha me deixado de lado. O que não o fazia ser muito melhor do que Carlisle, que também alegava ter feito tudo que fez tentando proteger o filho. Eu entendia o conceito de proteger um filho de todas as formas, mas não conseguia aceitar a ideia de que era tolerável passar por cima dos sentimentos deles.
- Sim. Eu faria qualquer coisa por ela. Mas, eu espero estar certa ao afirmar que jamais a deixaria sozinha. Mesmo se ela estivesse errada. Eu gostaria de estar ao lado dela e ajudá-la quando ela precisasse. Isso é o que uma mãe faria. Ou um pai.
Eu desviei o olhar de meu pai até o meu marido.
- Você sabe, tudo o que ele acaba de dizer se encaixa perfeitamente com Carlisle. Talvez você devesse dar a ele uma nova chance, também?
- Baby... – Ele tentou dizer.
- Está tudo bem, Edward. – Disse e era verdade. – Eu entendo que você tenha pensado que seria bom para mim... Mas, nunca mais vai ser da mesma forma. Assim como...
- Eu e Carlisle. – Ele completou. – Eu sei. Mas isso não quer dizer que não possamos deixar o rancor de lado... Não precisamos conviver, ou ser grandes amigos, mas podemos deixar de odiar um ao outro?
Eu olhei para o profundo par de olhos azuis e entendi que ele, provavelmente, sentia falta de seu pai, tanto quanto eu sentia do meu. Embora, me esforçasse em negar isso.
Eu assenti e voltei a encarar o meu pai.
- Eu acho que posso tentar... – Disse com insegurança. De qualquer forma eu não podia fazer melhor do que isso, não agora. Eu precisava de um tempo para pensar em tudo. – O que você acha de conhecer a sua neta agora?
- Eu adoraria. – Eu vi a fileira de dentes brancos sobre o espesso bigode que meu pai usava desde sempre e reconheci para mim mesma que, realmente, sentia a sua falta.
Não poderia ser tão ruim tê-lo de volta a minha vida. E se fosse preciso para fazer Edward um pouco mais feliz, acho que poderíamos ter Carlisle de volta também. Embora, eu ainda preferisse que ele se mantivesse longe da minha casa.
- Eu a vi no pula a pula há alguns minutos... – Edward, colocou o braço sobre o meu ombro e nos conduziu até Jenny. – Eu só queria fazê-la um pouco mais feliz. – Ele segregou em meu ouvido.
- Tudo o que eu preciso para ser feliz é você e Jenny. – Respondi com um sorriso.
- Então, onde ela está? – Meu pai questionou. – Eu estou ansioso para conhecer a minha primeira neta.
Eu olhei para o brinquedo a minha frente e depois em volta tentando encontrar a minha pequena, mas não a vi em parte alguma.
- Você tem certeza que a viu aqui? – Perguntei a Edward. – Eu a deixei com Marie por um momento...
Pode parecer excesso de zelo, mas no momento em que não vi a minha filha, eu senti meu coração apertar, como se fosse sinal de que algo não estava bem. Obviamente, Edward percebeu isso.
- Ela deve estar em outro brinquedo... – Ele respondeu. – Não há motivo algum para nos preocuparmos.
Eu assenti, mas podia sentir algo dentro de mim me dizendo que eu deveria, sim, me preocupar. E o sentimento só se tornou maior quando encontramos Marie e ela nos disse que havia deixado Jenny no pula-pula por um segundo para ir ao banheiro.
- Ela não está lá... – Eu disse um pouco mais alto do que pretendia. – Você não deveria ter a deixado sozinha.
Não era, realmente, a minha intenção ser indelicada, especialmente com Marie, mas eu não conseguia pensar em ser gentil, não quando meu coração estava se apertando, a cada segundo.
Eu poderia pedir desculpas depois... Quando Jennifer estivesse em meus braços.
Emmett, Alice e Esme se juntaram a nós enquanto procurávamos por todo o salão de festas.
Após a minha segunda volta por todos os brinquedos, eu já não conseguia conter as lágrimas.
Edward me puxou para um abraço, em um canto afastado, enquanto usava seu celular para chamar a policia.
- Nós vamos encontrá-la, baby. – Ele disse em meu ouvido. – Eu prometo.
Eu afundei meu rosto em seu peito e solucei.
- Droga, Edward! Onde ela está? Onde está a minha filha?
CONTINUA...
Notas finais
Nos vemos no próximo.
xoxo
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