Survivor

1 THANATOS


Notas iniciais
Esse é o primeiro capítulo da série SURVIVOR. Tentarei postar semanalmente, mas não tenho certeza. Gostou da história? Faça um review e me siga no twitter @lukediaries ;)

Laboratório da empresa CAZEAJE, setor Z. Ellia, sábado, 23 de Julho de 2011. 15:47.

“Doutor L, a bactéria fez efeito. Os órgãos do TYPE-14 estão sendo reanimados. É um sucesso.” — Disse um dos cientistas que estavam no laboratório. Ele aparentava ser jovem, uns 25 anos. Seus cabelos eram pretos e tinha olhos azuis. Sua pele era clara. O laboratório era grande e ficava no subsolo. Tinha vários monitores e em todas as telas um rato morto aparecia, em vários ângulos. No centro da sala, havia uma jaula de vidro e vários cientistas circulando o mesmo, fazendo diversas anotações. —

“Ótimo. Avise ao presidente, ele ficará feliz em saber. Os outros removam o TYPE-14 da jaula e o levem para a área de observação.” — Disse um cientista que aparentava ser o chefe. Ele se vestia igualmente a todos outros cientistas, mas seu cabelo era branco, o que o fazia parecer mais velho, experiente. Os cientistas se dividiram, mexendo em seus computadores. A câmera foi aberta. Um dos cientistas foi até a jaula. Lentamente, pegou o rato e o botou em uma caixa de vidro. —

“Levarei agora mesmo, sen...” — O cientista foi interrompido por uma mordida. O rato morto havia ressuscitado e o mordeu. Ele gritou o mais alto que pode e caiu no chão, morto. A caixa de vidro caiu e o rato escapou, subiu na cabeça do cientista e começou a roer seu rosto.

“O TYPE-14 ESTÁ SOLTO, RISCO BIOLÓGICO, EVACUEM A ÁREA!” — Disse o cientista chefe. Alguns cientistas estavam indo embora enquanto outros, incluindo o chefe, resolveram levar o corpo do cientista morto com eles.

“Vamos, não podemos deixar o Chris aqui. Ele foi um membro importante e realmen...” — Ele foi interrompido por um suspiro de Chris, que até alguns instantes estava caído no chão, morto. —

“ELE ESTÁ VIVO, O CHRIS ESTÁ VIVO, VAMOS, LEVEM-NO” — Gritou o Doutor L, espantando o rato e levantando o amigo, com a ajuda dos outros cientistas. Chris fazia ruídos estranhos. Seu rosto estava sangrando por causa do rato. Ele estava tentando tocar nos colegas.

“Não, Chris, temos que te levar” — Disse um dos cientistas. Eles saíram do setor Z e a porta foi selada. Doutor L digitou uma senha em um monitor que ficava ao lado da porta e pode-se ouvir uma explosão. O setor Z foi neutralizado.

“Acho que agora está tudo bem, vamos tratar dos seus ferimentos, Chris.” — Falou o Doutor. Chris estava atordoado e seus olhos vermelhos. Ele saltou no braço do cientista chefe.

“DOUTOR L! CHRIS, VOCÊ ESTÁ LOUCO?” — Gritaram os outros cientistas enquanto tentavam tirar o Chris do braço do cientista chefe. Eles conseguiram, porem Chris os mordeu também. Doutor L estava atordoado, mas conseguiu correr. Chris estava devorando os seus colegas.

“O que é isso? O que está acontecendo?” — Doutor L conseguiu correr até um elevador. Apertou o botão do primeiro andar e então desmaiou.

2 meses depois.

“OS MORTOS VOLTARAM”, “NÓS TEMOS A CURA”, “É O FIM?”. Essas foram as últimas primeiras páginas de jornal. Nunca mais tivemos notícias. A televisão só tem mensagens de sobreviventes, mas a maioria está morta. Meu nome é Sieghart. Eu era segurança da empresa CAZEAJE, que fazia experiências com bactérias e vírus. No último mês, eles criaram um vírus mortal, THANATOS. Esse vírus consegue reanimar algumas partes do cérebro dos mortos, os fazendo “voltar à vida”. O vírus se espalha rápido. Uma mordida, um arranhão e você vira um deles. Não tem volta. Não tem cura. Se um deles morder você, será dois. Eles mordem mais dois, quatro e assim por diante. Quando nós descobrimos como mata-los, já era tarde demais. O país inteiro estava infectado. Ouvi boatos de o vírus ter chegado a outro continente, mas não sei se é verdade. Eu sou o líder de um grupo de sobreviventes. Comigo tenho um ex-colega de trabalho, Jin. Uma cientista da CAZEAJE, Mari. Ronan, ex-policial e Ryan, um nativo daqui de Ellia. Nós todos temos habilidades que nos ajudam nessa infecção. Eu, Jin e Ronan somos bons com armas, já que trabalhávamos com isso. A Mari está estudando uma cura e o Ryan é bom em achar esconderijos e fazer camuflagens. Faz um mês que a infecção se espalhou completamente e a cidade já está um caos. Nós vivemos em um prédio. Não tem nenhum zumbi, até agora. Todas as portas estão trancadas e temos muitos mantimentos, já que moravam pessoas aqui. Não estamos roubando nada, já que essas pessoas devem estar mortas. A cidade foi evacuada com a promessa de um acampamento de resistência, com muros altos e uma possível cura para os que ainda não tinham se transformado, mas é simplesmente uma mentira. Estamos pensando em sair daqui, o idiota do Ryan quis fazer uma dança da chuva e fez muito barulho, o que atraiu os malditos mortos. Hoje é dia 17 de setembro.

“Eles estão ali. O grito veio daquele prédio. Acho que ela ainda pode estar viva.” — Eu disse.

Ontem ouvi um grito feminino de um prédio daqui do lado. Nós o vasculhamos semana passada e não tinha nada. Achamos que possa ter uma sobrevivente. —

“Então nós vamos lá hoje?” — Perguntou Jin. Seu cabelo era vermelho. Ele era alto e forte.

“Sim. Usaremos a tábua para passar para o outro lado e levaremos algumas armas. Acho que ela pode estar no último andar, já que pude ouvir o grito perfeitamente.” — A tábua é uma madeira de 14,5 metros que usamos para ir para os prédios próximos. Se formos por baixo, teremos que matar zumbis e isso chamaria atenção dos outros. Não podemos nos arriscar.

“Mari, você ficará aqui com o Ryan e com o Ronan.”— Disse. Ela tinha olhos de cores diferentes, um azul e o outro vermelho. Seu cabelo era azul e ela aparentava ter uns 20 anos.

“Eu realmente preciso ficar com esse indiozinho?” — Perguntou a garota.

“Eu vou ficar com você também, Mari.” — Disse Ronan, que estava com um rifle observando a área. — “Vou pegar as armas. Jin, prepare a tábua. —Eu disse. Andei até uma porta e desci a escada. O prédio era seguro, então eu podia andar por lá livremente. Cheguei em um corredor e virei a direita, entrando em um quarto. Era bonito, tinha uma cama em formato de coração e teto espelhado. As armas estavam na cama. Peguei uma metralhadora e duas pistolas com silenciador. Não podemos fazer muito barulho, a metralhadora é apenas para caso de emergência. Voltei até o terraço. A tábua já estava pronta. Joguei uma das pistolas para o Jin e peguei uma espada que estava no chão. Elas são ótimas contra zumbis.

“Então, vamos. Ryan, cuide da Mari.” — Eu disse.

“Ok, chefe.” — Respondeu o nativo. Ele era moreno e tinha cabelos ruivos. Ele era líder de uma facção criminosa de índios, mas depois da infecção, ele resolveu mudar.

Atravessamos para o outro prédio. Fiz um sinal para o Jin abrir a porta. Estávamos preparados para atirar em qualquer coisa que aparecesse. Ele abriu a porta e entramos.

Descemos uma escada e chegamos em uma sala. Tinha sangue e alguns zumbis caídos.

“Pelo jeito estamos errados... Tem zumbis aqui. Devem ter perseguido a garota.” Falei. Um dos zumbis se mexeu e rapidamente cortei a cabeça dele com a espada.

“Malditos. Sieg, acha que pode ser a Amy?” — Perguntou o ruivo. Amy era namorada do Jin e também era cantora de uma banda de rock.

“Eu sinceramente não sei dizer, Jin...” — Eu disse, triste. Eu sei como é perder alguém. Toda minha família e amigos foram infectados. Você sabe como é ter que matar sua própria irmã?

Seguimos pela sala. Abrimos outra porta e chegamos em um corredor. Marcas de sangue estavam nas paredes e as seguimos. Elas levaram até uma porta. Eu entrei e deixei Jin tomar conta do corredor. Chequei todos os cômodos. Ouvi alguns ruídos e fui atrás dele. Cheguei em um guarda roupa. —

“Tem alguém ai?” — Perguntei. A porta do armário se abriu lentamente e uma bela garota de cabelos rosa saiu da mesma.

“DEUS! VOCÊ NÃO É UM ZUMBI!” — Ela me abraçou e depois beijou meu rosto. Imaginei que ela deveria estar morrendo de medo. Ela segurava um bastão de baseball. —

“Sou líder de um grupo de sobreviventes. Ouvi seu grito ontem a noite e resolvi vir checar. Meu amigo está esperando, vamos.” — Logo depois de terminar a frase, ouvi tiros.

“SIEG, ZUMBIS! VAMOS LOGO!” — Gritou Jin, que atirava. Segurei o braço da garota, que caiu. — “Minha perna... Está machucada...” — Ela disse meio que chorando. Eu a botei em minhas costas. — “Não vou deixar você morrer, vamos!” — Corri até a porta, havia vários zumbis no chão e mais uma dezena vindo. Disparei contra a cabeça de alguns deles e subi a escada.

Jin trancou a porta com uma corrente que viu no chão e atravessamos correndo a tábua.

“Chegamos...” — Disse Jin, ofegando. — “Ryan, por favor, retire a tábua. Os zumbis estão do outro lado e a porta não vai durar muito.” — Completou. Eu deixei a menina no chão e me joguei, deitando. — “Mari, a garota está com a perna machucada. Por favor, ajude-a.” — Pedi. A garota estava chorando e sorrindo ao mesmo tempo. — “Obrigada... Você não me disse seu nome...” — Disse a garota. Ela era branca, meio arroxeada, o que era meio estranho. Seu cabelo era rosa. — “Meu nome é Sieg... Sieghart, ex-segurança da empresa CAZEAJE. E você?” — Perguntei. — “Meu nome é Rey, eu me perdi do meu grupo...” — Respondeu a garota. —

“Um grupo? Outros sobreviventes? Onde?” — Me levantei exaltado. Não é sempre que encontramos outro grupo de sobreviventes. Juntar-nos seria bom. — “Estavamos aqui para pegar suplementos, mas quando vimos à quantidade de zumbis, desistimos. Nós sofremos um ataque em nosso acampamento e eu me separei deles sem querer. Eles já devem estar longe...” — Disse. — “Então nós vamos encontra-los. Pessoal, arrume as coisas, vamos nos mudar.”

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.