Notas iniciais
Oi pessoal! Como vão? Estou de férias, caralho!!!! SOBREVIVI, MEU DEUS! Enfim, enfim. Peço desculpas mais uma vez por esse distanciamento, mas vou fazer de tudo para aplacá-lo nesse período! Agradeço a todos que comentaram o capítulo anterior, vocês são o motivo de eu continuar aqui! Amo vocês *-* E vou responder todos direitinho!

– Emma!

Sinto meu corpo ser chacoalhado, arrancando-me gradativamente da escuridão. Sinto tudo doer e coisas pinicando minha pele. Gemo ao abrir os olhos, piscando várias vezes na tentativa de enxergar o lugar onde estou.

– Vamos lá, Emma! Eles estão vindo! – uma voz masculina implora exasperada ao meu lado, e luto para achar a origem dela. Viro a cabeça, e finalmente o rosto de papai surge em minha frente.

– Pap...

– Levante-se! – ordena Shane, me interrompendo. Demoro alguns segundos para raciocinar seu pedido; meu cérebro parece estar em um mar de lentidão.

Apoio-me em uma árvore enquanto levanto, sentindo uma terrível dor na parte de trás da cabeça. Toco o lugar e faço uma careta ao encontrar o ponto onde bati. Encaro minha mão e assusto-me ao ver o líquido vermelho viscoso proveniente do corte.

– Seu desmaio fez com que eles conseguissem nos seguir. Se não corrermos, eles nos alcançarão.

– Por quanto tempo eu desmaiei? – pergunto em uma voz fraca enquanto encaro a floresta ao meu redor.

– Uns cinco minutos. – Ele se põe a andar, e trato de segui-lo o mais rápido que consigo. Sinto-me um tanto triste por ele não ter perguntado se estou bem, mas imagino que isso não seja importante agora. – Precisamos encontrar a saída desse lugar o mais rápido possível. Ficar aqui só fará com que morramos mais depressa.

– Pai – chamo, desviando do cadáver de um cervo em um estado avançado de decomposição. Shane murmura algo em resposta, atento a tudo a sua volta. – Eles voltarão para nos procurar, não é mesmo?

Ele para por um momento, virando-se para trás. Encara-me por alguns segundos, seus olhos castanhos se suavizando ao ver alguma coisa em meu rosto.

– Não sei, querida – responde. – Não podemos ficar aqui esperando algo que pode não chegar.

Depois disso dispusemos a andar, permanecendo em silêncio. Ele incentivou-me a andar mais depressa, e fiz o máximo que pude. Papai segura fortemente sua arma na mão direita, pronto para qualquer imprevisto que seja necessário seu uso.

Assusto-me a cada barulho que ouço, virando-me para trás de dois em dois minutos. A presença de papai diminuiu drasticamente meus temores, contudo agora sinto medo por ele também.

Shane afasta algumas folhas de sua frente, e visualizo uma rua asfaltada. Ele fiscaliza a rua comercial antes de se virar e abrir caminho para mim. Passo em sua frente, observando as casas e comércios abandonados ao acaso.

– Será que algum desses é seguro? – pergunto, encolhendo-me de frio. O inverno está chegando.

– Vamos descobrir isso agora.

Avançamos silenciosos, mas parece que não há nada para se preocupar. Pelo menos nada visível. Andamos até o outro lado da rua, onde há construções comerciais. Em seguida atravessamos um beco, cheio de latões de lixo e com um cheiro pútrido nauseante.

Saímos na rua de trás, e visualizo um errante a poucos metros de distância. Ele vem em nossa direção, agitado e gemendo. Afasto-me assustada enquanto papai golpeia sua cabeça, logo depois colocando a mão em cima da costela com uma careta de dor.

– O que aconteceu? – pergunto alerta, olhando para o lugar onde sua mão está pressionando. Vejo a mancha de sangue estampada em sua camiseta, na região abaixo das costelas. – Meu Deus, você está ferido!

– Silêncio! – guincha, recomeçando a caminhada sem me esperar. Shane permanece com a mão no ferimento, e chego à conclusão que o machucado pode estar ai há horas. Pergunto-me como ele aguentou tanto tempo.

– Você foi mordido? – pergunto vacilante, correndo para alcançá-lo.

– Não – responde amargurado, como se essa possibilidade fosse algo melhor do que o que realmente aconteceu.

– Precisamos parar – concluo, olhando em volta da rua com poucas casas e muitas árvores. Visualizo uma construção no meio da vegetação, quase escondida. – Ali!

– Emma, não é seguro aqui. Os infectados estão perto demais – responde revoltado, mas não mudo de ideia. Corro até a casa em sua frente, checando se há perigo. Espreito por entre às árvores, não enxergando nada além da simplória residência bege.

Shane me alcança, e vejo como está pálido. Desespero-me ao pensar que ele pode morrer, e trato de puxar a arma de sua mão.

– Fique aqui, irei ver se a casa está segura – sentencio, mesmo sabendo que é algo imprudente. Mal tenho certeza se conseguiria acertar um infectado aleijado.

Vou até a casa, e sei que ele está me seguindo. Bufo raivosa, sugando o ar frio antes de bater duas vezes na porta. Aguço os ouvidos para qualquer barulho vindo de dentro, mas não escuto nada.

– Pare com isso, Emma. Dê-me essa arma agora! – Shane sussurra raivoso, mancado em minha direção.

Torço a maçaneta, mas vejo que está trancada. Vou até a janela ao lado da porta e tento abri-la, felizmente tendo sucesso.

Entro na casa facilmente, pousando os pés no assoalho de madeira em um baque baixo. Está escuro aqui dentro, mas parece inabitado. Corro até a porta e giro a chave na fechadura, abrindo a porta para papai.

– Você merece uns bons tapas, garota – diz emburrado, e permito-me sorrir com o comentário. Fecho a porta logo após ele entrar, junto com a janela. Puxo a cortina, espiando lá fora uma última vez e não vendo nada além de árvores e um vislumbre da rua vazia.

Papai já está deitado no sofá marrom, olhando para o teto. Parece que ele se rendeu, e não sei se isso é bom. A sala é pequena e sem grandes decorações, e vejo uma escada ao lado de um corredor que leva para o resto do primeiro andar.

– Deixe-me ver o ferimento – peço, mesmo não entendo nada disso. Papai levanta a camiseta com dificuldade, mostrando um curativo improvisado ensopado de sangue.

– Não faça essa cara, Emma. Eu vou sobreviver, ele não foi fundo o suficiente – diz ele com a voz baixa. – Mas preciso de sua ajuda.

Tenho vontade de gritar com ele, perguntar quem fez isso e por quê. Porém não há tempo, mesmo papai dizendo que não foi profundo, o sangue está dominando tudo.

– O que eu faço? – pergunto desesperada, minhas mãos começando a tremer.

– Pressione o ferimento com algum pano – instrui, me deixando mais perdida ainda. Não vejo nada que possa usar, e a blusa de papai parece suja demais. Então me lembro de minha própria blusa, e a tiro rapidamente. Enrolo-a e pressiono insegura o corte após tirar o curativo, não me preocupando em sentir vergonha de estar apenas de sutiã em frente a papai.

– Com mais força – diz, e obedeço. – Não me deixe dormir.

– Certo – murmuro. Penso em várias coisas para dizer, não encontrando nada bom o suficiente. – Hãm, o último jogo que você assistiu, quem ganhou?

– Não me lembro, acho que foram os Bulldogs.

– Lembro quando me levou para vê-los – digo absorta nas lembranças. – Parece que foi há tanto tempo.

– Você não parava de pular e gritar, os senhores que estavam do nosso lado até te xingaram – relembra, um pequeno sorriso em seus lábios.

– Carl acha-os horríveis – digo nostálgica, lembrando-me do dia da barraca. A sensação do beijo me atinge com uma dor profunda, e descubro que pensar em Carl dói. – Espero que ele esteja vivo – sussurro triste, olhando para minhas mãos que permanecem no ferimento. Shane fica em silêncio, e não consigo decifrar sua expressão.

– Verifique se o sangramento parou – ordena após alguns minutos que permanecemos sem falar nada. Faço o que ele pediu, levantando com cuidado a camiseta. Vejo que realmente parou, mas ainda parece horrível.

– Parou – informo, recolocando a blusa em cima do ferimento e pressionando.

– Agora procure um kit de primeiros socorros, deve ter algum por aqui – diz. Hesito em deixá-lo sozinho, mas ele não parece inclinado a dormir. Levanto-me do chão ao seu lado tremendo de frio. – E ache uma blusa para você.

Pego a arma no chão e sigo até o corredor. A imagem de Carl continua em minha cabeça, seus olhos azuis me fitando profundamente. Tento bloquear isso de minha mente, junto com todos os pensamentos relacionados à mamãe, Cassie e Seth que insistem em me perturbar. Tenho que achar um kit médico, cuidar de papai e ficar viva.

You're the diamond in the gutter
You're the hole inside my heart
You're the one I will remember every night
Before the dawn meets the light

Notas finais
Tradução Você é o diamante na vala Você é o buraco em meu coração Você é o único de quem lembrarei todas as noites Antes que o amanhecer encontre a luz (No One Ever Loved – Lykke Li) Eai, o que acharam? Confesso que poderia ter trabalhado mais nesse capítulo, porém prefiro me focar nos próximos. Espero que estejam gostando do rumo da fic, manifestem suas opiniões! Se não estiverem curtindo, falem também. Pergunta de hoje: Vocês jogam algum jogo (estilo e-sport)? Minha resposta: Cara, eu jogo lol (league of legends)! HEUHEUEHEUH Super gamergirl, fala sério! Obrigada por lerem e até o próximo! Beijoss PS: Vai ter mudança no tumblr, então fiquem de olho! rç