Surviving the love.
12 Capítulo 12: Pais e filhos.
Notas iniciais
POV EMMA.
Acordei desajeitada na única poltrona da sala. Acabei dormindo por lá mesmo caso Rick precisa-se. O estado dele era terrível, durante a noite toda ele não acordou e nem me acordou. Eu sentia tanta dó de Carl por isso. Carl desceu depois de um tempo e me chamou de canto.
– Está tudo bem ?. — Ele perguntava.
– Sim, está. Só estou com uma dor no corpo porque dormi de mal jeito. — Respondi.
– Como você não pode sair de casa, eu vou ate a cidade e vou pegar os medicamentos que precisa. Você irá ficar bem ?. — Ele parecia preocupado e seus olhos azuis me chamavam bastante atenção.
– Claro que sim. Eu sei me defender.
Carl pegou uma mochilha preta e colocou algumas armas. Antes de sair Carl veio ate mim e deixou um beijo em minha testa.
– Eu te amo. — Ele sorriu.
– Eu também te amo. — Afirmei.
Ainda bem que Carl sabia dirigir. Era péssimo, mas sabia. Voltei a sentar na poltrona ao lado do sofá preto onde Rick estava dormindo ou descansando.
– Cante... — A voz tremula de Rick me fez assustar. — Por favor, cante...
Eu iria cantar. Cantar qualquer coisa que aparecesse na minha mente. O que Rick pedisse eu faria com prazer.
– Hey Jude don't make bad.. — As primeiras letras saíram falhadas e desafinadas.-... take a sad song and make it, Remember to let her into your heart, then you can star to make it better... — Rick continuava a sorrir e acompanhar meus lábios com o olhar. — ... Hey Jude don't be afraid, you were made to go out and get her...
Continuei a cantar e Rick permaneceu o mesmo: sorrindo e acompanhando com o olhar. Depois da música acabar consegui encontrar um pouco mais de gaze na gaveta e assim limpei os ferimentos de Rick.
Rick estava com febre, corpo molhe e não conseguia sentar sem ajuda. Era horrível ver ele assim e ter que cuidar dele.
– Sabe Emma; você é bem especial... — Cada palavra que Rick tentava falar era mais uma agonia na vida dele. — Você é especial para Carl, portanto, é especial para mim.
– Vocês também. Eu só não entendo uma coisa... — fiz uma pausa e pensei se realmente queria fazer esta pergunta. — Por quê você e Carl são tão afastados ?.
Rick tossiu e colocou a mão sobre a barriga. Respirou fundo e olhou para mim. Seus olhos azuis me fitaram me fazendo imediatamente querer retirar a pergunta, mas ele a respondeu.
– Carl acha que eu não pude salvar a mãe dele, que eu não quis. Talvez ele esteja certo, talvez eu sentisse tanta raiva da mãe dele que queria que ela morresse.
– Carl está errado. Ele não pode pensar assim.
– Sim, ele pode. Eu não salvei ninguém do meu grupo e hoje, não sei com andam. — Rick fechou os olhos e novamente dormiu.
Depois que Rick acabou dormindo eu decidi pegar um pouco de ar. Sai e fiquei caminhando em frente a nossa casa. Não havia nenhum zumbi ou qualquer outro perigo.
Depois voltei e novamente sentei na poltrona. Comecei a folhear uma revista velha enquanto Rick dormir e Carl demorava. Já havia passado um bom tempo. Eu não queria me preocupar, talvez ele queria pegar mais medicamentos para o pai ou talvez... sei lá.
– Emma... — Rick novamente tentava falar sem sentir dor. — Será que você pode ler alguma coisa ?. Eu odeio silêncio.
– Espere um momento. — Eu não iria ler uma revista velha sobre mulheres para Rick. Eu iria ler o diário do garoto. — Pronto, aqui está.
Comecei a ler e Rick ficou bastante atento. Novamente meu avô estava na minha cabeça, mas desta vez eu não conseguia chorar. Estava mais preocupada com Carl por saber que ele está vivo. É horrível ter um pensamento assim, mas meu avô teve seu tempo aqui.
Li ate a página 34 e Rick as ouviu perfeitamente. Rick fez um breve comentário antes de me pedir para ajuda-lo a levantar. ''Este garoto é um poeta'' Rick comentou '' Porém não sabe o que fala.''
– Rick, sabe... Você nunca falou como John morreu.
Novamente veio silêncio de Rick. Desta vez foi um silêncio bem maior. Ele tentou disfarçar o olhar nervoso, porém, suspirou fundo e começou:
– Os zumbis estavam chegando. Eu pedi para John correr para o carro, mas ele mandou eu ligar o carro e ficar esperando ele lá. Eu fiz, mas quando olhei para trás John largava a arma e esperava os zumbis chegarem nele. Eu juro Emma, eu tentei ajudar. — Rick parecia exaltado. — Mas ele não quis. Ele começava a tossir e não queria vir.
– Malditos cigarros. — Foi a única coisa que saia da minha boca.
Carl estava demorando demais. Nesse tempo consegui preparar um enlatado para Rick e faze-lo comer tudo. Ele não queria, parecia uma criança chata, porém, comeu tudo.
– Eu gosto do teu silêncio... — Rick murmurou. — É tão barulhento. Ele conforta.
– Outras vezes ele destrói. — Completei.
O tempo novamente passou. Rick dormiu novamente e eu consegui tomar um banho rápido. Depois de voltar para sala; dormir e acabar sonhando novamente com Daryl voltei a observar Rick. No meu sonho Daryl queria falar comigo, mas eu não ouvia absolutamente nada.
Já era noite e meu coração e meus olhos não paravam de olhar através da janela. Rick continuava dormindo. Eu não queria contar que Carl estava fora e o deixar ainda mais preocupado.
– Rick, vamos levante... — Falei voltando da cozinha.
Rick continuava em silêncio e deveria estar dormindo. Me aproximei com calma dele e sentei no chão ao lado do sofá.
– Vamos Rick. — Não tive nenhuma resposta.
Comecei a ficar ainda mais preocupada. Desta vez o peito de Rick parecia não se mexer e suas mãos pareciam geladas. Ele não poderia morrer. Eu não podia deixa-lo morrer. Comecei a balançar Rick e ele não demonstrava nenhuma reação.
– Vamos seu idiota. Você não pode deixar Carl, não pode. Vamos idiota, levante. Vamos seu burro, idiota. Pare com isso. — Eu chorava e gritava ao mesmo tempo. — Pare de ser um cuzão e enfrente esse medo.
Eu não sabia o que fazer quando a porta abriu e Carl apareceu, mas ele não estava sozinho. Uma garota loira entrou junto à ele e eu tinha uma falha lembrança dela. Quando a última pessoa entrou meu coração gelou.
Era Daryl!. Sim; Daryl Dixon. Ele estava tão mudado e tão igual. Estava velho e não parecia o garoto da minha foto, porém, seus olhos eram iguais aos da foto: vividos.
– Daryl... — murmurei. — Daryl. — Eu corri para abraça-lo.
– Emma; você está viva. — Daryl comenta feliz e ao mesmo tempo me abraçando.
Neste meio tempo a garota conseguiu fazer Rick voltar a respirar e já limpava os curativos dele. Eu não sabia desgrudar de Daryl, nem do abraço dele. Todos na sala estavam nos olhando assustados e curiosos.
– Vocês já se conhecem ?. — Carl perguntou.
– Emma... Emma é minha filha. — Daryl respondeu.
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