S.u.r.v.i.v.e
3 -- III --
Notas iniciais
Acordei e o céu ainda estava escuro.
Deviam ser cerca de 3 horas da manhã.
Olhei para o meu redor e havia zumbis nos cercando.
–H-hyu... — Quando eu me virei ele não estava lá. Não.. não.. — HYU?
Vi uma boa parte dos zumbis caindo no chão. Ate que alguém abriu a porta de trás e da frente do by Text-Enhance\">carro.
3 pessoas entraram no by Text-Enhance\">carro, entre elas Hyu.
–M-meu Deus! Você quer me matar do coração???! — Ele nem ao menos olha para a minha cara, começa a procurar a chave e quando encontra liga o carro e começa a dirigir. Mesmo o carro desgovernado, seguimos caminho pela avenida.
Olhei para trás e encontro duas crianças, uma garotinha que não passava dos 7 anos e um garoto aproximadamente da mesma idade, ambos de olhos claros e cabelos castanhos, a garota segurava uma boneca.
–Aonde os encontrou ??
–Eu ouvi uns gritos, no carro do nosso lado.. e foi ai que encontrei os dois, no banco da frente os pais transformados. — Mas, as crianças não pareciam tristes.
Me virei em direção deles — Vocês estão bem?, foram feridos?
–Não — A garotinha disse — Estamos bem. — Olhei para o braço dela e ela o botou para trás, achei estranho, mas não, não ela não podia estar ferida, já estaria palida ou nos atacando quem sabe.
Voltei minha atenção para a pista e botei o cinto, ate que ele estava dirigindo melhor... e acho que ficamos ate cerca de 5 horas da manhã dirigindo sem direção.
* * *
–Um mercado!- Eu apontei na direção dele, na pista contraria que estávamos. — Pode ter água, alimentos, e remédios — É, remédios, tinham poucos, não durariam muito tempo. Consegui enxergar um zumbis a frente, mas longe do mercado. — Certo, vamos? — Disse tirando o cinto
–Ok — Hyu virou para trás — Preciso que os dois façam silên.... — Estavam dormindo. — Oh...
–Você pode carregar os dois ate o mercado?
–Sim.
–Então vamos, lá é mais seguro. — Demorou um tempinho para sairmos do carro e levarmos as crianças, pulamos os portões e entramos no mercado, deixamos as crianças no banheiro e obviamente o checamos primeiro.
–Ok, vamos explorar esse mercado então — Estava escuro, apenas com algumas luzes acessar, bloqueamos as entradas, e inspecionamos o mercado, nenhum sinal de ameaça.
–Tem coisas pra higiene, vamos precisar. — Peguei uma cesta e comecei a jogar as coisas nela. Estava sozinha mas foi ai que lembrei da seção dos utensílios de cozinha
Cheguei e peguei algumas facas, temporariamente era o que tínhamos, mas sereia algo pra uso de perto, não tínhamos algo para longe...
Algo encosta no meu ombro, virei segurando firme a faca
–Sou eu — Hyu ri.
–N-não tem graça ..
–Ah você achou... eu também pensei nos utensílios de cozinha... pegou o suficiente ?
–Yep!... agora precisamos de água, e alimentos enlatados né? — Eu olhei para ele. Ele não disse nada, parecia distraído — O que foi? — Andei na frente dele.
–CUIDADO! — Ele gritou e me empurrou para o chão, uma faca voôu e um corpo caiu no chão. Um z-zumbi? — Deveria prestar mais atenção...
–Vamos, pegue rápido o que for mais necessário. — Corremos para pegar os enlatados e jogamos em uma cesta, do corredor corremos para o banheiro que ficava bem ao lado da entrada e dos caixas, voltamos para o banheiro.
As crianças estavam dormindo.
–O-ok — Corremos muito. Me sentei no chão e respirei fundo, — Como vamos sair daqui depois?
–Depois pensaremos nisso... — Ele se sentou do meu lado
–H-hum ok — Ainda estávamos os dois com o uniforme da escola,eu com a minha blusa branca, -com manchas de sangue-, a saia azul marinho, o casaco preto preso na cintura, meia preta oito oitavos e a sapatilha. Hyu com a calça preta, all star, a blusa branca e a jaqueta, cabelos escuros lisos repicados, batiam mais ou menos um pouco abaixo da orelha, tinha uma franja em v cortando seu rosto, mas nem tanto, e os olhos puxados como de um asiatico.-Eu acho que vou acabar dormindo.
–Ninguém esta te impedindo. Durma.
–Ok... mas e se algo acontecer..?
–Eles não vão entrar aqui.
–...- Ele parecia tão certo disso. Fiz meu casaco de travesseiro e antes que eu deitasse.
–Tem certeza que quer dormir nesse chão imundo?
–Você sugere...?
–Venha aqui — Ele fez um gesto com a mão, me aproximei, ele fez eu deitar no colo dele, ele tirou a jaqueta e me cubriu com ela.
–Não precisava!... — Ele ficou quieto — Você esta diferente desde que tudo aconteceu... não.. esta preocupado com a sua família?
–A essa altura?... se todo o bairro esta assim... eu perderia tempo os procurando...
–Mas...
–O que importa é que não estou só. Eu já teria surtado se estivesse sozinho.
–Eu não teria durado um minuto se quer, sozinha lá fora.
–Sim, teria.
–Pra onde iremos depois daqui?
–Procurar notícias... nós informar sobre o que esta acontecendo... isso se chegarmos vivos ate o centro da cidade, onde deve estar caótico, mas longe de maiores ameaças...
–Quer dizer, lá deve estar sobre mais controle?
–Sobre os zumbis sim, os humanos não...
–Como?
–As pessoas estão desesperadas, fugindo da cidade, sem rumo e direção... não que não estejamos em situação parecida, mas vamos tentar nos manter vivos, esse é o mais importante de tudo.
–claro. — Digo deitando — Queria que isso fosse apenas um pesadelo...
Ele passou a mão sobre a minha cabeça acariciando, -Acho que é muito tarde para tentar acordar. — Ele disse em tom de sussurro muito próximo de meu rosto...
A porta do banheiro abriu.
–Eu falei pra vocês ficarem em silêncio seus idiotas — Uma garota entrou com uma pistola na mão ela olhou na nossa direção e atirou na parede — DROGA! — Dois garotos e outra garota entraram e fecharam a porta atrás deles. — Vocês são humanos?
–Meio obvio talvez ? -Hyu disse.
–Estão feridos? — A garota perguntava ainda com a pistola na nossa mira. Ela era mais baixa do que eu, porem mais forte que eu, tinha o cabelo feito em coque, cabelo liso loiro, usava o mesmo uniforme que eu usava.. éramos da mesma escola — Esse uniforme ... — Ela falou soltando a pistola — Vocês são da minha escola!, como escaparam?!?, me chamo Iris. E ela Adri — Uma garota, com cabelo feito em um trança, segura uma ak-47... comecei a me perguntar da onde tinham tirado aquelas armas.- E esses dois palhaços são Pedro e Piedro — Gêmeos para piorar a situação ambos altos, com cabelos de corte militar, e olhos castanhos, pele bronzeada, altos, todos ali exceto as crianças -agora acordadas — estavam com o uniforme da nossa escola.
–Ok... quem são estas crianças? — A garotinha estendeu o braço e foi ali que vimos que ela estava ferida... mas como?, estava a mais de 5 horas conosco... e não tinha se transformado. — Atirem!
–NÃO! — Gritei. — Não pode!... — Me botei na frente da garota, e apenas escutei o som do gatilho sendo puxado.
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