Surrender

6 Uma pitada de discórdia


Notas iniciais
Hello soldiers!! Como sempre seus comentários foram maravilhosos, nem sei como agradecer... Na verdade eu sei sim kkkkk Aqui está mais um capítulo dessa fic que eu estou amando escrever!! No começo não era tão fã do casal, mas eles me acertaram direto nas minhas feels depois que pesquisei mais sobre o relacionamento dos dois *-* Anyway, aproveitem o capítulo!! Tradução do gif: Devoção - Arrebatadora afeição, muitas vezes altruísta, e dedicação a uma pessoa ou princípio.

Eles chegaram à Torre mais rápido que o previsto, e mais rápido do que Steve e Natasha desejavam. A ruiva estava feliz por Bruce ter voltado, mas não fazia ideia do que ele queria conversar com ela, talvez se explicar por ter sumido ou tentar falar sobre o quase relacionamento que eles tiveram. Seja lá o que fosse, ela não estava com cabeça para isso, só queria chegar em casa e dormir para parar de pensar no encontro de Steve e Sharon, que ainda a incomodava.

Clint foi o primeiro a sair, Rogers e Romanoff ficaram parados na porta do quinjet pensando se queriam mesmo entrar na Torre. O loiro deu uma rápida olhada para a amiga ao seu lado, percebendo, pela primeira vez, que ela parecia nervosa com algo.

— Não devia deixá-lo esperando — ele falou, não soando tão empolgado com a ideia.

Natasha nem se quer olhou para o loiro, apenas saiu da aeronave e fez o mesmo caminho que Barton. Quando chegou a sala principal, viu Bruce deixar de prestar atenção em Clint que o cumprimentava e se voltar para a russa. Ele parecia ótimo, mais tranquilo, ela notou. O sorriso em seu rosto era genuíno, assim como uma felicidade notável a primeira vista. A ruiva não pôde deixar de sorrir de volta, andando até o cientista.

— É bom não se desculpar, porque você nem precisa — ela o cortou antes que pudesse dizer algo. — Estou feliz que tenha voltado.

— E eu estou feliz por estar de volta — Banner sorri mais abertamente, encarando os olhos esmeralda da espiã por longos segundos, parecendo estar prestes a dizer algo mais, porém é interrompido por uma voz que vem de trás de Natasha.

— Doutor Banner, — Steve entrou, surpreendendo a ruiva que logo andou para longe dos dois para lhes dar espaço. Ela não havia ouvido o soldado se aproximar e com certeza Bruce também não. — É bom saber que está bem.

— Me desculpem por não dar notícias, eu precisava de um tempo depois de tudo o que aconteceu — o cientista apertou a mão do Capitão.

— Podia ter mandado um cartão postal ou algo assim — Tony comentou. — Então, começa a contar tudo, começando por onde esteve. África? Índia? Bahamas?

— Na verdade, — ele interrompeu o bilionário. — Estava aqui, nos Estados Unidos mesmo. Só longe de Nova York, em uma cidade perto de onde costumava trabalhar antes do acidente.

— Isso te fez bem, me diz o nome dessa cidade que eu preciso de férias — Clint sorriu e subiu as escadas para deixar seu arco em sua sala.

— Todos precisamos! Vamos juntos para o México, lá é tudo liberado — Natasha revirou os olhos quando Stark sugeriu a viagem, dando um leve sorriso ao perceber que ele estava mesmo animado para fazerem isso.

— Nat, será que posso dar uma palavrinha com você? — Bruce ignorou o amigo e se aproximou novamente dela. A ruiva já imaginava sobre o que ele queria conversar.

— Tô doido pra ouvir essa conversa — Tony se sentou no sofá e cruzou uma perna sobre a outra, encarando os dois com a cabela levemente inclinada para o lado.

— Tem uma lanchonete aqui na esquina. Vou mudar de roupa e a gente vai — ela respondeu, ouvindo um som de decepção saindo da boca do bilionário.

Steve a observou conforme andava para o andar de baixo, pensando em como, assim como Tony, queria ouvir aquela conversa. Sabia que Banner e Natasha haviam tido algo na época em que lutaram contra o Ultron, qualquer idiota perceberia, e isso não o havia afetado de maneira alguma. Agora, no entanto, ver os dois juntos o deixava desconfortável e bastante incomodado, como se por causa de Bruce ele fosse perder o afeto dela.

Em alguns minutos Natasha subiu as escadas e foi com o cientista até o elevador. Steve não prestava atenção na conversa de Clint e Tony, apesar de ter certeza de que estava incluído nela, estava muito concentrado em pensar no que eles iriam conversar.

— Vai ficar aí em pé a noite toda? — Stark perguntou e só no momento Steve percebeu que estava de pé ao lado do sofá. — Relaxa, o verdão cuida bem da agente Romanoff.

O loiro deixou o escudo na mesa e se sentou tirando o capacete que ainda cobria seu rosto e dando um longo suspiro de cansaço. Tony estava pronto para continuar a falar quando ouviu seu celular tocar e o atendeu rapidamente, logo ligando o viva voz.

— Pepper, diz “oi” para o pessoal.

Tony, você precisa vir pra cá o mais rápido possível! — ela sussurrava, porém não parecia estar em perigo ou algo do tipo, só frustrada e nervosa.

— Por quê? Foi pra isso que eu te mandei para esse congresso inútil, para que eu não precisasse ir — ele pegou um pacote de doces sobre a mesa e começou a comê-lo tranquilamente.

As coisas estão mais sérias do que pensávamos — Pepper insistiu.

— Paga o que tiver que pagar, nem destruímos tantas coisas assim. Ignora o que esses políticos estão falando, dá o dinheiro junto com minhas sinceras desculpas e volta pra casa porque você deve estar morrendo de saudades de mim — o moreno olhou para Clint quando ele começou a rir da cara de pau do bilionário.

Estão pensando em aprovar a lei de Registro de Super Humanos, Tony! — ela praticamente gritou dessa vez, fazendo os três ficarem sérios imediatamente.

Os heróis sabiam bem sobre o que se tratava aquela lei, exigia que todos os super heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes para começarem a trabalhar para o governo. Os três trocaram olhares preocupados, mas Stark logo tratou de quebrar o clima pesado na sala.

— Esse papo chato de novo não. Tudo isso só por conta do buraquinho que fizemos em Sokóvia?

— Foi um buracão. E ainda teve um Hulk zangado e maluco destruindo metade de uma cidade em Wakanda — Clint lembrou.

Tony Stark, você vai pegar um avião para Washington amanhã ou eu vou arrastar seu traseiro de ferro até aqui — Pepper falou entredentes antes de desligar.

— Por isso eu amo essa mulher — ele tentou soar descontraído, mas também parecia preocupado com o que sua namorada havia lhe dito.

— Tony, isso é sério. Se aprovarem essa lei... — Steve começou, porém foi interrompido pelo moreno.

— Será lamentável para alguns, mas não vejo que mal isso traria para nós.

— É uma agressão a liberdade cívica.

— Vilões e vigilantes malucos seriam presos, os heróis receberiam por seus serviços e o mundo ficaria bem mais seguro para se viver. Não vejo qual o problema nisso — Stark deu de ombros.

— Isso nos dividiria. Quem não concordasse com essa lei acabaria contra o governo e contra heróis que são a favor dela. Isso só nos levaria ao conflito que acabaria com derramamento de sangue inocente.

— Como alguém pode ser contra a possibilidade de super heróis serem mais bem treinados para proteger a humanidade? Sei que vacilei quando fiz o Ultron, mas acho que essa lei é exatamente o que precisamos pra mudar as coisas por aqui — Tony retrucou, confiante.

— Heróis como o Demolidor ou o Punho de Ferro que trabalham nas ruas seriam obrigados a parar de ajudar os outros, acha mesmo que eles irão desistir assim tão fácil? — Steve franziu a testa, mal acreditando no rumo que a conversa tomava.

— Por isso vamos ter heróis com poderes trabalhando para o governo, pra acabar com rebeldes que tentarem burlar a lei.

— E o que acontece quando o governo começar a decidir quem são os vilões? — Steve agora tinha uma expressão neutra, enquanto a de Stark ainda era uma de deboche.

— Pra mim vilões são caras mascarados que se recusam a obedecer a lei, e são esses que vou derrubar para conseguir manter a paz — Tony não se deu nem ao trabalho de disfarçar a indireta.

— Ok, acho que tá bom por hoje — Clint se levantou, extremamente incomodado com o papo dos dois, que pareciam nem ter percebido ele ali. — Não vão aprovar uma lei tão estúpida, ela já foi recusada centenas de vezes. E tem mais, precisaria do apoio de alguns heróis para isso também, não acho que a maioria concorde com isso.

Steve lançou um olhar para Tony, esperando que o moreno dissesse alguma gracinha ou pelo menos falasse que estava brincado e não apoiaria aquela lei. Stark, porém, apenas se virou e subiu as escadas para o laboratório. Depois de vários minutos de silêncio, o soldado balançou a cabeça em sinal negativo e se levantou.

— Não vai esperar a Nat, Cap? Ela te dá uma carona — a voz de Clint o impediu de entrar no elevador.

Ele não sabia se queria esperar por ela. Queria mesmo saber qual rumo a tal conversa tinha tomado e até perguntar se a ruiva ainda sentia algo por Bruce. Sentia uma necessidade grande de falar com ela no momento, mas ignorou e foi até onde suas roupas normais estavam para ele poder se trocar e ir para a casa. Assim que terminou, ele fez seu caminho novamente até o elevador. Quando as portas se abriram, o soldado se preparou para entrar mas foi impedido por Natasha que saiu correndo e quase pulou por cima do loiro.

— Eu ganhei, Doutor — ela comemorou, ignorando a expressão confusa de Steve.

— Achei que a corrida acabasse quando estrássemos no elevador! — Bruce foi logo atrás da ruiva.

— Te venci do mesmo jeito. Você não sabe correr, Banner — ela sorriu e pôs uma mão no ombro dele.

— Com pernas como as suas qualquer um corre assim — ele deu uma risada quando ela sorriu, vitoriosa.

Steve poderia ter entrado no elevador e ido embora, mas ficou parado no lugar olhando para os dois, percebendo que eles pareciam mais íntimos do que quando saíram e isso o deixou chateado, pois tinha uma ideia do motivo. O loiro limpou a garganta, provocando um som alto o suficiente para chamar a atenção dos heróis.

— Foi ótimo te ver de novo, Banner. Já estou de saída — Steve apertou a mão do moreno e deu uma rápida olhada para Natasha. — Agente Romanoff — ele deu um aceno de cabeça e entrou no elevador.

A ruiva percebeu algo diferente quando ouviu seu sobrenome saindo da boca do soldado. Não era como na vezes em que ele a chamara assim para implicar com ela, dessa vez Steve foi mais indiferente e frio. Mesmo sabendo que merecia isso por ter agido como uma adolescente ciumenta na noite anterior, ainda se sentiu mal por isso.

— Espera, vou descer também! — Clint, já trajando suas roupas civis, correu para dentro do elevador. — Você é minha carona, ruiva, pode ir entrando.

Natasha deu um leve sorriso e se virou para Bruce.

— Te vejo mais tarde. Pode ir ficar com o Stark para construírem brinquedos novos — ela deu um abraço no cientista e entrou no elevador, mantendo uma certa distância de Steve.

— Só não se empolguem muito, sabem o que aconteceu da última vez — Clint advertiu antes das portas se fecharem.

O silêncio dominou o cubículo de metal por um longo tempo. Barton estava quase sufocando de tanta tensão e resolveu amenizá-la.

— Pode me deixar no aeroporto, Nat. A Laura e as crianças vão estar me esperando lá — ao ouvi-lo, ela franziu o cenho.

— Aonde vão?

— Tirar férias em algum lugar bem longe, talvez em uma ilha, só quero relaxar um pouco — ele sorriu. — Ah, quase me esqueci, ela mandou outro vídeo do Nathaniel.

O herói pegou o celular e mostrou para a amiga um vídeo de seu filho mais novo tentando dar os primeiros passos, porém caindo no chão e rolando para o lado. Natasha e Steve sorriram ao verem a cena, mas a ruiva rapidamente voltou sua atenção para a porta.

— Continua gordo — ela murmurou, sabendo que Clint havia balançado a cabeça em sinal negativo.

— Quando vai parar de implicar com ele?

— Quando ele virar uma menina e se chamar "Natasha" — as portas se abriram e a espiã foi a primeira a sair.

— Vamos passar perto do seu apartamento, Steve, não quer uma carona? — Clint perguntou conforme andavam pelo hall.

— Vou ficar bem — eles deixaram o prédio e Natasha foi direto para o carro preto estacionado em uma vaga especial.

— Seu prédio fica longe daqui, depois de passar a noite em claro e fazer uma missão daquelas você deve estar cansado — Barton abriu a porta traseira, esperando pela resposta do amigo.

— Posso me virar — o loiro deu um sorriso fraco e se preparou para andar para longe.

Natasha estava prestes a entrar quando viu uma vã preta estacionada do outro lado da rua e um alerta soou em sua mente. Era a mesma vã que vira na semana anterior, a de Yelena. O que ela fazia ali era a pergunta, mas a ruiva não se deu ao trabalho de esperar pela resposta, não era seguro deixar Steve voltar sozinho para casa, mesmo que ele fosse um super soldado treinado, aquela mulher era maluca.

— Para com isso, Rogers. Seu prédio fica a caminho do aeroporto, não vai dar trabalho algum — Natasha falou, vendo-o se virar em sua direção ainda um pouco hesitante. — Entra no carro ou eu amarro você na capota como um alce morto.

Ele sentiu que aquilo não era brincadeira, então abriu a porta do passageiro e entrou. Depois de todos colocarem os cintos, Romanoff começou a dirigir, vendo a vã preta ficar para trás pelo retrovisor. Ela estava concentrada na rua, enquanto Steve e Barton olhavam distraídos pela janela, mas quando o sinal fechou decidiu fazer a pergunta que não queria calar.

— Como foi seu encontro com a Sharon?

A pergunta fez Steve pensar por um segundo.

— Foi ótimo.

— Que bom.

Eles ficaram em silêncio até o sinal abrir e ela voltar a dirigir. Steve respirou fundo e umedeceu os lábios, voltando sua atenção para vários outdoors nos prédios do lado de fora.

— E como foi sua conversa com o Banner? — ele perguntou. Clint, no banco de trás, também lançou um olhar curioso para a ruiva.

— Ótima.

— Deu pra perceber — ele murmurou para si mesmo, porém o comentário foi ouvido pela ruiva e ela fez uma curva fechada, quase jogando os dois para fora de seus acentos.

— O que quis dizer com isso?

— Que vocês me pareciam amigáveis demais para duas pessoas que não se viam há meses — ele respondeu, sem hesitar.

— Bruce e eu podemos fazer o que quisermos juntos. Com quem eu saio não é da sua conta — ela rebateu, já começando a ficar estressada.

— Mudei de ideia sobre a carona, pode me deixar sair aqui mesmo — Clint disse quando percebeu o clima pesado que começou a se instalar no carro.

— Já vão sair juntos de novo? Nossa, que evolução em apenas uma hora de conversa — Steve ironizou, também ficando mais irritado. — Você é mesmo uma profissional quando o assunto é namoro.

— Minha vida amorosa diz respeito apenas a mim.

— E a minha diz respeito a você também? Porque só o que tem feito no último ano é tentar controlar minha vida amorosa — o loiro a viu apertar o volante com força.

— Porque eu não sou alguém que ficou congelado por setenta anos e não consegue dizer um "oi" para uma mulher sem soar como um adolescente patético.

— Sério, não precisa nem parar, é só destrancar a porta que eu pulo — Clint tentou mais uma vez chamar a atenção dos dois, sem sucesso. — Assim vocês podem continuar a discutir relação sem mim.

— Em primeiro lugar, nunca pedi para encontrar uma namorada pra mim. Em segundo, sei porque ficou tão interessada na minha vida amorosa, pois a sua é inexistente — Steve aumentou o tom de voz e Natasha fez outra curva fechada bruscamente, praticamente jogando Barton de cara na janela.

— Diga isso ao Bruce — ela retrucou, fazendo-o dar um suspiro de irritação. — Pode deixar que não vou mais me meter na sua vida, agora você tem a Sharon e pode ser perfeitamente feliz junto com ela.

— Talvez eu seja! — ele não falava sério, mas não fazia ideia do quanto aquelas palavras deixaram Natasha chateada.

— Ótimo! E talvez eu ache outro amigo que não seja tão sentimental e sensível quanto você — ela parou em um farol vermelho e se conteve para não esmurrar o volante.

— Por mim está perfeito — ele apoiou um cotovelo no descanso de braço na porta e massageou as têmporas, tentando controlar sua raiva no momento.

— Se beijem logo! — Clint gritou e os dois se viraram para o arqueiro.

— Cala a boca, Barton! — gritaram ao mesmo tempo e seus olhos se encontraram instantaneamente, como se atraídos por magnetismo.

Os dela estavam em chamas, como se fosse metralhá-lo apenas um o olhar, isso o fez pensar em como aquela discussão havia começado e em qual era o propósito dela. Um tentando provocar o outro sem motivo. Ele admitiu internamente que havia agido como um idiota e tudo o que queria fazer no momento era se desculpar, mas isso não aconteceu, pois ficou confuso ao ver um olhar apavorado no rosto da ruiva ao seu lado.

Ela se virou rapidamente para frente e tentou acelerar, mas era tarde demais. Steve só sentiu um impacto absurdamente forte do seu lado e uma dor aguda no abdômen, também podendo ver o vidro se quebrar em milhões de pedaços. O impacto jogou a cabeça de Natasha contra a janela, fazendo o mesmo trincar e deixando-a inconsciente. Tudo o que Steve sentiu a seguir foi o carro girando sem parar, eles haviam capotado e mesmo com os airbags acionados, sairiam dali bem machucados.

O soldado só conseguiu abrir os olhos quando percebeu que estava de cabeça para baixo, sendo impedido de cair apenas pelo cinto de segurança. Seu lado da porta estava completamente destruído e por pouco sua perna não havia sido esmagada. Sangue escorria de sua barriga, mas ele nem teve tempo de notar, pois se virou para Natasha e a viu desmaiada no banco do motorista.

— Nat... — ele tentou dizer, sua voz saindo rouca por conta da dor que sentia. O loiro se virou para trás e viu que a porta traseira havia sido arrancada, sem sinal de Clint em lugar algum.

O herói apertou o botão do seu cinto e se soltou, caindo no teto do carro com um som oco e um gemido de dor contido e então se arrastando até Romanoff para fazer o mesmo com ela. Como a porta do motorista estava mais intacta, ele a abriu com certa violência e saiu, puxando Natasha consigo logo em seguida.

A ruiva acordou repentinamente e em um sobressalto, vendo vários motoristas saírem de seus carros e começarem a ligar para a polícia ou ambulância. Ela também viu a vã preta desaparecendo no final da rua e um sentimento de ódio extremo começou a dominá-la. Yelena havia mesmo perdido o juízo se achava que aquilo ficaria assim.

— Está sangrando — foi a primeira coisa que ouviu Steve dizer. Ele estava ajoelhado no chão, não conseguindo ficar de pé por conta da dor insuportável no tronco.

A agente pôde sentir um pouco de sangue escorrer por seu rosto, mas o que a preocupou foi ver sua mão completamente ensanguentada, e não era seu sangue, mas sim o do loiro.

— Olha quem fala — ela se afastando um pouco, quase sentindo seu queixo cair ao ver um enorme pedaço de metal cravado no abdômen do amigo.

— Tá muito ruim? — ele perguntou, sem olhar para baixo pois sentia que estava.

— Vamos dar um jeito, eu prometo — ela segurou uma parte do pedaço de metal que estava a amostra e puxou Steve para mais perto. — Vou precisar que aguente firme.

Ele apenas acenou com a cabeça, já imaginando a dor que sentiria. Natasha pôs a outra mão na nuca do soldado e pressionou seu rosto contra seu cabelo vermelho. Um movimento foi suficiente para arrancar a peça pontiaguda de dentro dele e o fazer dar um grito de dor que certamente abriu um buraco no peito da espiã.

— Shh, calma — ela pressionou o ferimento largo com a mão e acariciou a parte de trás da cabeça dele, sentindo sua respiração descompassada contra seu pescoço. — Vai ficar tudo bem.

Ela sentiu a mão grande dele sobre a sua, a ajudando a parar o sangramento e o viu se afastar levemente, encostando sua testa na dela e mantendo seus olhos fechados com força. Vê-lo sofrer daquela forma estava acabando com Natasha, ela precisava chamar ajuda o mais rápido possível.

Quando se afastou mais do loiro, percebeu que Barton não estava em nenhum lugar por perto, nem dentro do carro.

— Nat... O Clint... Não está no carro — Steve conseguiu dizer, quase como um sussurro.

O sangue sumiu do rosto de Romanoff ao ouvir isso. No final das contas Yelena não queria Steve, ela queria o Clint.

Notas finais
Pois é, quem pensou que a Yelena ia pegar o Steve se enganou kkkkk Fui troll nessa, tava na cara que era o Capitão, então resolvi mudar um pouco o roteiro. E sei que não teve um momento Romanogers fofo nesse capítulo para a maioria, mas pra mim teve sim u.u Tipo, arrancar um pedaço de metal de dentro da barriga do cara que você gosta é um ato romântico na minha opinião!! Então espero que entendam meu lado e tenham gostado dessa cena kkkkk Também não mostrei a conversa do Bruce e da Nat porque amo deixar o pessoal curioso :3 Alguém reparou nos vestígios de Guerra Civil que coloquei no bate-papo do Tony com o Steve?? Pois é, big easter egg!! Obrigada por lerem e acompanharem, são as 75 pessoas mais lindas do mundo!! Un beso mis amores :*