Notas iniciais
Oiee, eu já estava no embalo (e estou em um bloqueio criativo das outras fics, sorry) então resolvi postar mais um. Eu não estou bem, tipo, estou com uma alergia que já está me irritando, dor de cabeça, estou cansada, mas sem sono algum, então eu nem sei o que eu acabei de escrever aqui. Relevem qualquer erro e, amanhã se eu estiver melhor vou ler e ver o que saiu desse capítulo. Se ficou muito ruim, podem deixar que eu reescrevo e posto de novo. Beijackles e Padakisses ♥

DEAN'S P.O.V.

Eu sabia que estava sonhando. Sabia que, na vida real, ainda estava naquele quarto de hotel abraçado com Castiel, e era uma boa realidade. Mas eu não queria mais acordar, porque eu adorava aquele lugar. Sempre adorei. Tantas lembranças boas, as risadas, os dias que cabulamos na escola, as conversas, os abraços, os beijos, as reuniões... Éramos livres para sermos e fazermos o que quiséssemos. Bom, pelo menos até o pai do Sam aparecer e nos chamar para o jantar.

Não éramos crianças, mas agíamos como tal, porque quando estávamos juntos, não havia nada que não pudéssemos fazer. Éramos infinitos.

Me encostei na enorme Magnólia perto do lago tendo uma boa visão de onde costumávamos ficar tacando pedrinhas e reclamando da vida. A gente pensa que sabe de tudo quando é adolescente, mas não sabemos nem um terço do que o futuro nos reserva. Mal sabíamos o tanto que teríamos que sofrer. Bem, foi uma boa época, tinha boa lembranças daquele tempo.

Andei até o lago e respirei fundo, sentindo o ar puro invadindo meus pulmões. Senti falta dos dois, queria que eles estivessem ali comigo. E quase como mágica, Sam apareceu atrás de mim e colocou uma mão no meu ombro. Senti cada milímetro do meu corpo se arrepiando sob seu toque, ele estava com as mãos frias e o olhar distante. Ele não olhava para mim, mas sim para o lago, com um sorriso leve no rosto, como se estivesse se lembrando daquela época também.

Ele estava tão lindo. Com a mesma roupa que estava usando quando foi enterrado. A camisa azul, com os dois primeiros botões abertos, calça social preta, sapatos de couro preto, os cabelos longos repartidos ao meio e colocados para atrás da orelha, e em seu peito aquele brilho dourado da corrente que eu lhe dei. Levei minha mão instintivamente ao meu peito, mas percebi que eu não estava usando a corrente, me preocupei por um momento, mas ignorei esse fato. Ele estava ao meu lado novamente.

– Oi, Sammy — As lágrimas queriam escapar de meus olhos, mas era como se eu não conseguisse chorar.

– Dean — Ele me cumprimentou formalmente e avançou alguns passos até parar ao meu lado, ainda observando a água parada.

– Sentimos a sua falta, sabe — Me virei para ele, mas ele continuava olhando para a paisagem.

– Eu sei — Seu rosto perdeu a expressão séria e ele meio que sorriu para mim — Eu também senti falta de vocês.

Ele não parecia meu Sam, não agia como ele. Parecia um completo estranho para mim, e eu não sabia como puxar assunto com ele.

– Então... Roma, hã? Realmente uma bela cidade — Ele me disse, olhando em meus olhos.

Eu não aguentei mais. As lágrimas finalmente escaparam de meus olhos e praticamente pulei em cima dele, envolvendo-o em um abraço e chorando em seu ombro.

– Sammy, me desculpa... — Eu disse e ele retribuiu o abraço, me apertando forte em seus braços. Senti tanta falta disso.

– Shh, não tem porque se desculpar, Dean. Eu que peço desculpas por ter mentido para vocês por tanto tempo — Sua voz adquiriu um tom de preocupação. Ele voltou a ser meu Sam.

– Tudo bem, eu fiquei bravo no começo, mas já me acostumei com a ideia — Tentei ser engraçado, mas acabei chorando mais ainda.

– Eu sei, meu anjo.

– Sabe como? — Separei o abraço e olhei para ele. Sam apenas sorriu e me puxou pela mão até a Magnólia, sentando-se e me puxando para fazê-lo também.

– Eu ouvi você falando comigo no dia do enterro. E também ouvi você falando comigo quando estava em Paris, sem falar nas cartas que você me escreveu, Deanno. Eu sei como está se sentindo — Meu moreno disse baixinho, secando algumas das lágrimas que escorriam por meu rosto com a ponta dos dedos.

– Ai meu deus, eu fui tão infantil nas cartas, eu estava tão bravo, com tantas saudades. Me desculpe, Sam.

– Hey, eu já disse que não tem porque se desculpar — Ele passou um braço por meus ombros, me puxando para mais perto.

Uma brisa soprou em nossos rostos e me arrepiei todo quando ele começou a sussurrar em meu ouvido.

– Toda vez que a brisa soprar em seu rosto, meu amor... Sou eu, te dando um beijo carinhoso e dizendo que eu te amo. Para sempre — Sam beijou meu rosto e eu realmente não sei o que eu estava sentindo naquele momento.

Eu não superei Sam, acho que nunca vou superar, mas eu me sinto tão dividido. Como se eu não pudesse ficar com Castiel, porque meus sentimentos pelo Warner ainda são muito fortes, estão muito presentes, e não seria justo. Sonho com ele quase todas as noites, na maioria são pesadelos, lembranças do dia em que ele morreu. Por isso esse sonho é especial, nunca tive um desses antes. Mas, ao mesmo tempo, Castiel é a pessoa mais importante da minha vida agora. Ele me ajudou tanto e o que eu sinto por ele é realmente algo especial, algo que não posso simplesmente ignorar.

– O que tem em mente agora, Dean? O que vai fazer quando acordar desse sonho?

– Por que você está aqui?

– Não respondeu a minha pergunta — Ele sorriu de lado, mostrando uma de suas covinhas.

– Nem você a minha.

– Tudo bem, então – Ele riu, porque sabe o quanto sou teimoso — Eu estou aqui, porque você me quer por perto. Tem medo de me esquecer. Mesmo com os pesadelos, você torce para sonhar comigo, porque isso te mostra que eu já fui uma vez real, que não sou apenas fruto da sua imaginação. E estou aqui para te ajudar a descobrir o que vai fazer.

– Você é minha consciência?

– Sou o amor da sua vida. Um deles, pelo menos — Sam se levantou e me estendeu uma mão — Vamos andar um pouco pelo lago, tenho que conversar com você.

Me levantei e o segui. Nada daquilo estava fazendo sentido. Por que ele continua aqui? Por que eu não acordo logo ou encontro uma resposta? Por que eu não consigo entender o que estou sentindo?

– Sobre o que quer falar comigo? – Perguntei, curioso.

– Castiel.

– O que tem ele?

– Na sua carta, você disse que estava feliz agora e que ele era ótimo. Vocês estão juntos agora, então? — Ele me olhava com a expressão serena, não parecia estar com raiva ou magoado de forma alguma.

– E você não parece surpreso.

– Não estou. Ele sempre gostou de você, sabia?

– Parece que por todo esse tempo eu fui cego, não percebi que eu era tão importante para ele.

– Não percebeu o quão importante ele era para você.

– Por que estamos falando sobre isso? Aonde você quer chegar? — Eu já estava impaciente. Não sabia se aquilo significava se eu deveria ou não me entregar de braços abertos para Castiel.

– Aonde eu quero chegar é... O que vai fazer quando acordar desse sonho? Essa não é a pergunta mais importante?

– E por que isso te interessa? Você não é real — Me doeu dizer essas palavras, mas eu não poderia ficar me enganando.

– Se eu não sou real, então eu sou uma parte de você que tem essas dúvidas. Você, no fundo, tem medo de se entregar para ele e como eu já disse, tem medo de me esquecer. Mas, Dean, você não pode ter medo.

– Eu não tinha medo até acontecer o que aconteceu, Sam. Você era o meu mundo e se foi. Tudo o que eu conhecia, tudo o que eu queria, tudo sobre o que eu sonhava foi arrancado das minhas mãos de uma vez só e eu achei que nunca mais ia conseguir sorrir, droga!

Ele ficou em silêncio, observando as poucas e sofridas lágrimas que escorriam de meus olhos agora.

– Hey, hey, hey... Shh... — Ele me abraçou, tentando me acalmar — Mas você sorriu, não foi? Quando estava com Castiel. Não pode viver com medo e perder algo que talvez seja a melhor coisa que vá te acontecer. Dean — Ele segurou meu rosto com as mãos, fazendo-me olhar para ele — Não tem mais no que pensar. Eu não estou mais lá para cuidar de você, mas ele está e, se você permitir, ele nunca vai partir.

– Mas é muito cedo para isso, Sammy.

– Nunca é cedo demais para ficar com aqueles que nos amam, Deanno. Nunca, me ouviu? — Sam depositou um leve beijo na minha testa e sorriu, acalmando meu coração e me fazendo perceber que ele tinha razão — Então, o que você vai fazer quando acordar?

– O que eu devo fazer?

– O que você quer fazer?

– Dar um beijo de bom dia em Castiel.

Ele sorriu, mas dessa vez foi um sorriso aberto, acompanhado por suas covinhas, e pude ver as lágrimas se acumulando em seus olhos. Isso significava que ele iria embora logo e, por algum motivo, eu não estava tão triste por causa disso, porque isso significaria que eu acordaria logo e veria meu Castiel. Não sei por que me levou tanto tempo para juntar todas as peças do quebra-cabeça. Não importava o que eu sentia pelo Sam, só o que eu sentia pelo Cas, e eu posso afirmar com toda a certeza do mundo que é algo grande e especial, do qual eu não estou com vontade de abrir mão. Ainda está tudo tão confuso, tantas perguntas sem respostas, esse sonho sem um motivo certo, mas que me ajudou a chegar onde eu queria. O que eu faria a seguir? Abriria meu coração e deixaria meu moreno entrar, pois é ele quem vai curar minhas feridas e garantir que eu não consiga novas, é ele quem vai me salvar de toda essa loucura e me deixar são ao longo do caminho. Porque ele me ama, e eu o amo.

– Estou orgulhoso de você, Deanno. Está lidando muito bem com tudo o que aconteceu, está sendo uma boa companhia para ele. Ele tem muita sorte de ter você — Ele me puxou novamente para um abraço, dessa vez mais breve — Sinto sua falta.

– Eu também sinto a sua.

– Agora acorde, Dean — Sam disse suavemente.

– Tchau, Sammy — Sorri para ele.

– Acorda, Deanno. Dean...

Quando abri meus olhos, vi um par de safiras olhando para mim com um leve sorriso nos lábios macios que as acompanhavam.

– Bom dia, Dean — Castiel sentou-se ao meu lado na cama.

– Bom dia, Cas — Levei uma de minhas mãos até sua nuca e o puxei para um beijo intenso.

Novak acabou caindo em cima de mim na cama, me envolvendo em seus braços e aprofundando o beijo. Nossas mãos passeavam pelo corpo um do outro, nos permitindo aos poucos, descobrir novas sensações, novos desejos...

Ele separou o beijo após alguns minutos e sorriu para mim.

– Café da manhã?

– Já tenho o que preciso bem aqui na minha frente.

– Dean, temos um dia cheio...

– Uma hora a mais ou a menos não vai fazer diferença — Dei meu melhor sorriso e ele voltou a me beijar, dessa vez com mais intensidade e deixando suas mãos explorarem lugares um pouco mais quentes.

Que belo jeito que começar a manhã...

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado e até a próxima! Beijackles e Padakisses ♥