Notas iniciais
Demorei como sempre kkkkk Maaaaas eu fui atrás de muuuita informação para deixar esse capítulo legal. E espero que vocês gostem kkkkk
Coloquei até imagens, poxa.

DEAN’S P.O.V.

Castiel acha que eu estou bem. Bom, eu estou tentando ficar bem.

Mas todas as vezes que fecho meus olhos ele está lá. Com suas camisas que ficam um pouco justas em seu corpo, seus jeans escuros, seus cabelos esvoaçando ao vento, seus olhos claros e suas duas covinhas que acompanham aquele sorriso majestoso. Eu não consigo esquecer o Sam. E nem quero.

Cas está sendo muito bom para mim. Ainda não conseguiu me convencer a voltar para a faculdade, mas sempre que está em casa tenta me distrair para eu não ficar pensando nele.

Acho que o Castiel não sabe, mas eu leio e releio aquela carta todas as noites antes de dormir. Fico imaginando o som da sua voz, lembrando da cor de seus olhos, o cheiro de sua pele... Até que me canso de segurar o choro e resolvo me deitar.

–----------------------------- L-O-V-E ------------------------------

– Já falei com a Sarah, Dean – Castiel me disse, tirando-me de meus devaneios.

– Quando partimos?

– Amanhã de manhã. Nosso vôo sai às 8h00, devemos chegar lá na hora do almoço.

Suspirei. Não acredito que realmente estamos fazendo isso. Mas já faz um mês e meio... Trancamos nossas matrículas na faculdade, o Castiel já falou com a Sarah e ela já explicou tudo para ele. Eu ainda não sabia dos detalhes, mas também não estava muito animado para saber.

Eu deveria estar animado não deveria? Estávamos indo para Paris! Era o meu sonho! Mas mesmo com tudo isso pronto, ainda sinto que falta alguma coisa. É como se eu soubesse que eu estou indo sem uma parte de mim. É simplesmente... Ah, não sei nem como explicar.

– Você está bem? – Ele me perguntou, olhando-me nos olhos.

– Estou sim. Vou fazer as malas, quer me ajudar? – Tentei sorrir e parecer bem.

Eu não tenho o direito de parecer mal quando estou perto dele. Ele dedicou a sua vida inteira à mim nessas últimas semanas. Tudo o que ele pôde fazer para eu me sentir melhor, ele fez. Ele ainda está fazendo. Ando de mau humor, só dou respostas curtas, não rio de suas piadas, eu bebo demais, como de menos, acordo gritando à noite com pesadelos... E ele continua aqui. Ele me traz de volta para a realidade.

Não tenho o direito de parecer mal.

Fomos para o meu quarto e ele pegou as malas que ficavam no closet, enquanto eu retirava algumas peças de roupa das gavetas. Em silêncio, e nos olhando de vez em quando, terminamos de fazer as minhas malas. Andamos até o quarto dele e fizemos o mesmo. Ele sorria para mim, de tempos em tempos. Era um sorriso solidário e calmo, como se ele pudesse ver a agonia em meus olhos e estivesse dizendo “Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui por você”. E disso eu tinha certeza.

– É melhor você ir dormir, Dean. Longo dia amanhã.

Olhei em seus olhos e o abracei. Ele me apertou em seus braços e tudo o que pude fazer foi respirar fundo.

– Boa noite, Cas – Dei um beijo em sua bochecha, separei o abraço e fui para o meu quarto.

Amanhã eu iria para Paris.

–----------------------------- L-O-V-E ------------------------------

Como tem sido nessas últimas semanas, a viagem foi bem silenciosa. Dormi por todo o percurso no avião e estava com muita dor de cabeça quando aterrissamos. Mas ela passou assim que saímos do aeroporto.

Lá estava ela... Eu conseguia ver apenas parte de sua beleza, mas foi o suficiente para meus olhos encherem de lágrimas de alegria e um sorriso dominar meus lábios.

A torre Eiffel. Linda, majestosa... Iluminada pelo sol e engrandecida por meus pensamentos.

– Ela é linda. Não é, Cas? – Eu perguntei baixinho, pegando em seu braço.

Eu simplesmente não conseguia parar de encará-la.

– Muito linda, Dean – Ele pegou em minha mão e me puxou em direção a um carro que nos esperava – Vamos para o hotel. Prometo que vamos ter uma vista melhor.

Olhei em seus olhos azuis e ele sorria para mim. Percebi que meu sorriso também não havia desaparecido ainda e ele me encarava, como se esperasse uma resposta.

– Vamos.

Entramos no carro – limousine, na verdade – e o motorista dirigiu pelas ruas estreitas de Paris. O caminho até o hotel, não foi tão silencioso. Eu não parava de falar. Apontava para todas as coisas tipicamente francesas que eu via e me deliciava com o vento que batia em meu rosto. Castiel apenas, ria, sorria e concordava. Como se estivesse lidando com uma criança de cinco anos de idade, que vai a um parque de diversões pela primeira vez.

Chegamos ao hotel. Hotel Shangri-La. Era lindo, de uma construção antiga simplesmente majestosa. O sorriso não havia deixado meus lábios desde o aeroporto.

Castiel me ajudou a sair do carro e agradeceu o motorista, quando ele nos ajudou com as malas. Quando entramos no hotel meu coração parou por um minuto. Eu juro. Parecia um castelo, era enorme e iluminado por gigantes lustres de diamantes.

Uma moça muito simpática nos atendeu no balcão e Cas disse que tinha uma reserva feita por Sam Warner. A moça sorriu no mesmo instante em que ouviu o nome do meu moreno.

– Achei que viriam antes. Mas que bom que estão aqui – Ela nos entregou a chave do quarto – Sigam à direita para pegarem o elevador e vão até o último andar. É a primeira porta à esquerda.

– Obrigado – Castiel respondeu.

Eu não conseguia falar. Estava tão encantado pela beleza do grande hotel que não conseguia acreditar que eu estava mesmo lá.

Chegamos ao nosso andar. Cobertura. Quando a porta do elevador abriu, pude ver um longo corredor com apenas seis portas distribuídas ao longo dele. Nossa, esses quartos devem ser enormes. Respirei fundo e andei até a nossa porta, acompanhado de Castiel e o rapaz do hotel que carregava as malas num carrinho.

Abrimos a porta e... Uau! Lá era exageradamente bonito. Tudo muito bem arrumado e perfeito. Uma visão totalmente diferente da que eu tinha naquele apartamento que parecia minúsculo agora.

Castiel suspirou também e olhou para mim. Um brilhante sorriso tomava conta de seu rosto agora.

– Fiquem a vontade – O rapaz disse, deixando as malas no chão do quarto.

– Obrigado – Castiel deu a ele uma nota de cinquenta e fechou a porta.

Ele se se encostou à parede e ficou olhando para mim. Percebi que não carregava mais um sorriso e estava com os olhos arregalados.

– Que porra é essa, Castiel? – Eu perguntei, um tanto assustado.

– Eu não sei. Sarah não me disse que iríamos ficar na suíte master da cobertura.

– Ai meu Deus, aquele garoto é louco? Quanto você acha que ele gastou? – Eu não acredito que Sam gastou tanto assim com a gente. Era um hotel de cinco estrelas, porra!

– Sarah disse que conseguiu um desconto de quase 50% para ele nos hotéis. Acredite, estou tão surpreso quanto você.

Passei a mão pelos cabelos e respirei fundo. Quando me virei, a única coisa que pude perceber foi a porta da varanda aberta e o que havia atrás dela.

– Cas... Olha lá.

– Quer ver melhor? – Ele pegou em minha mão e me fez andar até a varanda lentamente.

– Quero – Acenei com a cabeça.

Era linda. A torre bem na nossa frente. Eu juro que não prestei atenção em nada do quarto, ou da varanda ou o resto da bela Paris. Só havia aquela torre enorme da minha frente. Meu coração acelerou e meus olhos encheram-se de lágrimas. Era belíssima.

Abracei o moreno assim que consegui desviar meus olhos daquela obra de arte. Ele me segurava forte em seus braços e respirou fundo.

– Está feliz? – Ele me perguntou, ainda me abraçando.

– Acho que posso dizer que sim, Cas. Obrigado por estar aqui – Apertei mais o abraço.

– Eu sempre vou estar aqui.

– Eu sei.

– Vamos desfazer as malas e ver como é o quarto? – Ele separou nossos corpos – Parece que você não prestou atenção em mais nada além da torre Eiffel.

– Vamos sim – Sorri para ele e entramos novamente no quarto.

Parecia mais um apartamento. Tinha três quartos – Não sei por que precisaríamos de mais de dois, mas tudo bem – um banheiro e a varanda era simplesmente ENORME. Minhas mãos tremiam a cada passo que eu dava dentro do grande quarto de hotel.

Castiel e eu decidimos que ele dormiria no quarto azul e eu no quarto dourado. Havia dois quartos azuis e em cada um deles havia uma cama de casal com cobertas brancas e escrivaninhas. As paredes eram brancas, mas havia uma só que era de um azul pastel magnífico. Apenas o que ele escolheu dormir tinha uma porta que dava passagem para a enorme varanda.

O meu quarto era igualmente grande, mas minha cama ficava de frente para a sacada. Tinha paredes de uma cor bege, cortinas e travesseiros com detalhes dourados. Também tinha um closet, uma penteadeira e um gabinete de madeira que parecia ser do século XXVII.

Depois de uma hora, terminamos de desfazer nossas malas e andamos de novo até a varanda. Enquanto apreciávamos a belíssima vista, Castiel achou um pedaço de papel colado em uma das mesas e começou a ler, chamando a minha atenção.

“Olá, garotos. Sou eu, a Sarah.

Sam me pediu para dizer algo a vocês. Pediu-me para dizer que não se preocupem com o tanto que ele gastou, porque conseguiu um ótimo desconto. Pediu que vocês aproveitassem ao máximo essa experiência única e que qualquer mudança de planos, como mudar algo no itinerário ou se tiverem de voltar para casa mais cedo, é só me ligarem e eu providenciarei tudo.

Vocês deveriam provar a comida do bistrô perto da torre. É espetacular.

Bom, meninos. Espero que aproveitem cada segundo desses dias que vocês vão passar aí. Divirtam-se como nunca e ah, eu já ia esquecendo... Sam me pediu para dizer que ele ama muito vocês e que está aí agora, ok?

Beijinhos.”

– É incrível, não é? – Perguntei assim que ele terminou de ler a carta. Eu conseguia sentir as lágrimas lutando para fugir de meus olhos, mas eu não as deixaria – Ele se vai e nós continuamos achando pedaços dele, por todos os lugares.

– Você está bem? – Ele andou até mim.

– Estou sim, Cas. Por incrível que pareça, estou bem – Sorri para ele e ele sorriu de volta.

–----------------------------- L-O-V-E ------------------------------

Eu estava na sacada do hotel. Castiel estava no banho e demoraria um pouco.

Apoiei-me no ferro que me separava da bela Paris. Enquanto eu observava o lindo pôr-do-sol, uma lágrima quente escorreu por meu rosto e tratei de secá-la rapidamente. Mas foi em vão, porque muitas outras resolveram fugir de meu controle e escorrer de meus olhos. Quem eu estava tentando enganar? Eu estava acabado... A saudade doía em meu peito.

Fechei os olhos por um instante e pude sentir a brisa quente que batia em meu rosto.

“Toda vez que a brisa soprar em seu rosto, meu amor... Sou eu, te dando um beijo carinhoso e dizendo que eu te amo. Para sempre.”

– Oi, Sammy... – Sorri, me lembrando das palavras que estavam na carta que o moreno me deixara. Eu podia ouvir sua voz suave sussurrando essa frase em meu ouvido.

Sempre fora meu sonho ir para Paris e lá estava eu. Mas faltava alguma coisa. Alguém, na verdade... Faltava o Sam. Ele queria que eu aproveitasse a viagem por nós dois, porque ele não se sentiria bem se eu estivesse me sentindo mal por ele. Então resolvi secar as lágrimas e aproveitar o tempo que me restava naquela maravilhosa cidade.

Sam era... Basicamente tudo. Era o meu porto seguro, meu paraíso, meu lar, minha casa...

Eu sabia que as saudades nunca me deixariam, mas sorri mesmo assim. Valeria a pena no final.

– Estou com saudades... – Olhei para o céu alaranjado – Queria que você estivesse aqui, Sam.

Fechei os olhos novamente. Eu juro que conseguia sentir ele me abraçando por trás e me dando um beijo doce na bochecha. Pude sentir a saudade, o amor e a alegria me invadindo aos poucos. Eu não sei se era a cidade, ou o momento, ou o que quer que fosse... Mas havia algo mágico ali, algo muito maior do que eu.

– Mas você está, não é? – Sorri e uma lágrima escorreu de meus olhos – Eu posso sentir.

Por mais que estivesse com saudades, tentaria não ficar triste. Não ficaria para baixo. Não em Paris, não com Castiel ao meu lado. Apenas iria tentar aproveitar e realizar o último desejo de Sam. Eu tentaria ser feliz. Uma tarefa difícil, mas eu conseguiria. Por ele.

E até por Cas. Ele merecia o melhor de mim agora.

O vento soprou em meu rosto novamente e eu sorri. Pois quando eu senti sua presença ao meu lado novamente... Eu estava em casa.

Continua...

Notas finais
Vocês viram que hotel MARAVILHOSO? Eu quero, mãe!

Espero que tenham gostado bastante *-*
Beijackles e Padakisses ♥