Notas iniciais
[Música do Capítulo: Just Breathe - Pearl Jam]
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Olá :)
Demorei, não tenho uma desculpa boa kkkk Maaas, esse capítulo é um dos que eu venho planejando desde o começo da história, e eu acho que não ficou tão ruim. Como eu prometi, ele é grande e melhor redigido. Vamos descobrir muitas coisas nesse cap.
Espero que gostem *-*

Havia apenas uma coisa na mente de Sam.

Dean.

E isso não o deixava dormir. Ele simplesmente não conseguia. Estava em seu apartamento, tentando fechar os olhos e simplesmente esquecer tudo o que estava acontecendo. Tudo. Mas parecia ser impossível.

Os últimos meses têm sido assim... Noites em claro, dores, telefonemas preocupados e sonhos ruins. Sam tentava ao máximo expulsar esses pensamentos. Mas o sentimento de que algo ruim estava prestes a acontecer a qualquer momento não lhe deixava em paz. Ele estava cansado e preocupado com o futuro. O que é completamente compreensível.

Dean era seu passado, presente e um não tão provável futuro. E isso o deixava acabado. O amor que ele tinha pelo loiro era tão intenso, tão puro e tão devastador que chegava a ser algo ruim às vezes. Sam precisava do loiro. Ele precisava estar com Dean. Ele precisava passar o máximo de tempo ao lado de seu namorado, porque nunca se sabe quando eles não poderão mais estar juntos, não é?

Yes, I understand that every life must end

(Sim, eu entendo que toda vida deve acabar)

As we sit alone, I know someday we must go

(Enquanto nos sentamos sozinhos, eu sei que um dia devemos ir)

I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love

(Sou um homem sortudo por contar nas duas mãos aqueles que eu amo)

Some folks they've got one, yeah, others, they've got none

(Alguns têm apenas um, é, outros não têm nenhum)


Warner resolveu levantar-se e talvez tomar um chá. Quando a bebida ficou pronta, sentou-se no sofá de sua sala apenas encarando o chão frio. O clima estava consideravelmente fresco e se continuasse a esfriar tão rapidamente daquela forma, iria chover muito cedo. Provavelmente o dia seguinte inteiro.


Sam puxou a coberta que estava do outro lado do sofá e aconchegou-se nela, respirando fundo e tomando um gole de seu chá em seguida. Estava tão cansado. Terminou o seu chá e colocou a caneca em cima de sua mesa de centro, fechando os olhos por um momento e, finalmente, caindo no sono.

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Quando Sam acordou já se passavam das três da tarde. Finalmente uma longa noite de sono. Mas ele ainda se sentia cansado. Talvez dormir não fosse o problema ou a solução. Talvez... Droga. Levantou-se e andou até o seu banheiro, fez sua higiene matinal e tomou dois comprimidos. Voltou até a sala, dobrou o cobertor e arrumou as almofadas.

Resolveu tomar um banho, para tentar relaxar. A água quente que caía em suas costas era revigorante. Relaxou seus músculos, e o ajudou a relaxar seus pensamentos. Um sentimento de paz invadiu o moreno por um instante.

Depois do banho, Sam resolveu comer alguma coisa. Fez um sanduíche com pasta de amendoim e o comeu, olhando para o nada. Ele sabia o que tinha que fazer, só não sabia como começar. Mas teria que tentar... Ele estava ficando sem tempo. Já estava tudo pronto, graças à ajuda da Sarah, só faltava aquilo.

Warner respirou fundo e sentou-se à sua escrivaninha com caneta e papel à mão. Primeiro a do Cas, ele teria que explicar cada detalhe para ele.

Stay with me...

(Fique comigo…)

Let's just breathe...

(Vamos apenas respirar…)


“Querido, Castiel...”, Sam começou a escrever, explicando todo e cada detalhe de sua situação.



# FLASHBACK ON #


1 ano e meio atrás...

O tempo nublado de um sábado qualquer. Sam estava jogando bola com Castiel e seus amigos, eles sempre faziam isso. Tudo estava indo extremamente bem, o time deles, “The Falcons”, estava ganhando com uma diferença enorme do outro time. Mas no meio do segundo tempo, Sam começou a sentir uma dor estranha em seu peito e abdômen. Não estava conseguindo respirar direito, então pediu para ser substituído do time.

Todos ficaram preocupados, mas Sam afirmou que estava bem e que só estava cansado. Quando o jogo acabou e todos foram embora, Warner foi até a casa de seu pai para pedir-lhe ajuda.

– Você está bem, meu filho? – John perguntou preocupado.

– Não deve ser nada, mas você pode me levar ao hospital só para ter certeza?

– Sammy, você está me preocupando. O que você tem?

– Nada de mais... Só uma dor estranha no peito e abdômen. Pode me levar? – Sam respondeu simplesmente. Realmente não achava que pudesse ser algo sério.

– Claro, filho. Vá tomar uma ducha rápida e vamos – John sorriu levemente e seu filho foi tomar o banho.

Sam tomou sua ducha rapidamente e desceu para a sala, dizendo ao seu pai que estava pronto. John pegou seu casaco, sua carteira e as chaves do carro, saindo de casa em seguida. Chegaram ao hospital relativamente rápido e foram ao pronto socorro, esperando alguém para atendê-los.

A dor não passava, mas também não piorava, o que era um bom sinal. Sam teria se preocupado se a dor piorasse. Logo, uma médica morena, não tão alta e com um belo sorriso chamou o nome de Sam.

– Olá, sou a Doutora Lisa Braeden e vou atendê-lo hoje – A bela morena sorriu para Warner – Qual o problema, Sam?

– Não é nada demais, só estou com uma dor estranha.

– E onde é essa dor? – A médica disse, pegando seu estetoscópio.

– No meu peito e abdômen.

– Respire fundo para mim, Sam – Ela pediu e ouviu a respiração do moreno – Mais uma vez, por favor – Ela guardou o estetoscópio e voltou a olhar para Warner – Numa escala de 0 a 10, quão forte é essa dor que você está sentindo?

– Acho que ela chega no 7, doutora.

– Você disse que não era nada, filho – John disse, olhando para o moreno.

– Não queria te preocupar, pai – Sam sorriu levemente.

– Pode tirar a camisa, por favor – A doutora pediu com um sorriso, mas seu rosto parecia preocupado.

– Claro – Sam respondeu simplesmente, tirando a camisa rapidamente.

– Hum... Não há sinal de inchaço ou trauma. Se machucou recentemente?

– Não desde os 13 anos – O moreno sorriu.

– Ok, Sam... Não quero que fique preocupado, mas eu gostaria que você fizesse alguns exames com um especialista, ok?

– Ele está bem, doutora? – John perguntou, começando a ficar preocupado.

– Eu não sei dizer... Vou pedir para uma das enfermeiras acompanhar vocês até a sala do doutor Speight e ele vai encaminhá-los para a sala da ressonância magnética.

– O Doutor Speight é especialista em quê, doutora? – Sam perguntou, um tanto pensativo.

– Sinto muito em dizer isso, mas ele é um oncologista. Vou chamar a enfermeira.

– Obrigado, doutora – Sam sorriu para a morena que saiu da sala.

Practiced all my sins, never gonna let me win

(Pratiquei todos os meus pecados, nunca me deixarão ganhar)

Under everything, just another human being

(Sob tudo, apenas outro ser humano)

I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me bleed

(Eu não quero me machucar, há muito nesse mundo para me fazer sangrar)


O silêncio reinava a pequena sala de exames. John apenas olhava para seu filho, tentando não pensar no pior e Sam nem sabia no que pensar.


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Após fazer alguns exames, Sam ficou internado em um quarto privativo apenas para esperar os resultados. O doutor Gabriel Speight entrou no quarto após algumas horas, com o resultado parcial dos exames. Estava na hora.

– Olá de novo – O doutor sorriu levemente ao entrar no quarto.

– Olá, doutor – John o cumprimentou, enquanto Sam apenas acenou com a cabeça.

– Olha, eu vou ser direto com vocês, ok? – Gabriel respirou fundo, olhando nos olhos de Sam que se levantou da cama – Com base nos seus exames, você tem câncer, Sam. Sinto muitíssimo.

– O quê? – Sam não conseguia acreditar — Câncer? Eu tenho câncer?

– Sim, no seu pulmão direito. Ainda estou aguardando o resto dos resultados para sabermos que tipo de câncer que é e se terá tratamento.

– Ai meu Deus... – John disse baixinho, sentando-se no sofá.

– Tem certeza? – Sam perguntou.

– Nós repetimos o exame duas vezes, para termos certeza. Sinto muito, esse é o diagnóstico – Mark olhou para os dois e andou até a porta do quarto – Eu vou deixá-los sozinhos. Mais tarde eu volto com o resto dos exames.

– Obrigado, doutor – Sam disse antes de o médico sair do quarto.

Câncer no pulmão. Inacreditável. Simplesmente impossível... Mas aconteceu. Sam nunca fumou, não viveu em um ambiente com muita fumaça, asbesto nem aquele outro gás conhecido por causar câncer, o radônio. Era tão paranoico com esse tipo de doença. E ali estava ele.

E Dean? Seria tão horrível ter que contar para ele...

Stay with me

(Fique comigo)

You're all I see...

(Você é tudo o que eu vejo...)


Sam sentou-se ao lado de seu pai no sofá, abraçando-o e consolando-o.


– Vai ficar tudo bem, pai – Sam sentiu as lágrimas de seu pai molharem sua camisa – Vai ficar tudo bem.

– Não quero te perder, Sam – John apertou o abraço.

– Você não vai, isso eu prometo.

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– Estou com o resto dos exames – Speight disse, quando voltou ao quarto das horas depois.

– E tem cura, doutor? – John perguntou, encarando os olhos tristes do médico.

– Infelizmente não. Sam, seu tumor, surpreendentemente, está num estágio muito avançado – Gabriel respirou fundo. Ele odiava dar péssimas notícias... Mas eram ossos do ofício — Quimioterapia e radioterapia seriam inúteis e não podemos optar pela cirurgia, pois o seu tipo é o câncer de pulmão de células pequenas. Eu realmente sinto muito.

– Quanto tempo eu tenho – Sam segurava o choro.

– Não tenho nada definido, mas você pode ter 5 meses.

– Ai meu Deus – Sam passou a mão pelos cabelos e respirou fundo.

– Não há nada que possamos fazer? Nenhum remédio novo? Nenhum tipo de tratamento? – John perguntou desesperado.

– Bem, há essa nova droga experimental, mas...

– Ótimo. Onde conseguimos ela?

– Olha, ainda estão nas fases de testes, não é nada certo. Mas eu posso prescrevê-la para seu filho, Senhor Warner.

– E isso pode curá-lo?

– Não... – Gabriel escolheu bem as palavras, mas teria que ser direto. Não poderia dar falsas esperanças – Se, e somente se, a droga experimental funcionasse, ela poderia parar o avanço do câncer por um tempo e Sam conseguiria mais alguns meses. Com sorte chegaria a um ano, mas entendam que nada disso é definido, pode não funcionar.

– Eu quero tentar – Sam disse, secando algumas lágrimas – Qualquer coisa que me dê mais tempo.

– Tudo bem, Sam – Gabriel tentou sorrir – Vocês podem ir para casa. Mas eu gostaria que vocês viessem ao meu escritório daqui a 3 dias, ok? Eu vou receitar algo para a sua dor e vocês podem viver normalmente – Gabriel estendeu a mão para eles – Vou liberá-los com a enfermeira. Vejo vocês em breve.

– Obrigado, doutor – Sam sorriu levemente.

– Até mais, doutor – John se despediu e respirou fundo.

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Quando eles foram ao escritório do Doutor Speight, ele receitou o tal medicamento e disse que ele disfarçaria a maioria dos sintomas por um curto limite de tempo, permitindo que Sam tivesse uma vida normal. Ele não se sentiria tão doente na maior parte do tempo.

Sam e seu pai sempre iam ao escritório do médico e acabaram fazendo amizade com o mesmo. Ele se importava com eles, isso estava claro, e por isso John e o moreno se afeiçoaram tão facilmente com o médico.

Gabriel passou o seu número particular para o caso de alguma emergência, ou qualquer outra coisa.

E, depois de tudo isso, Sam só tinha um desejo. Ele queria que tudo ficasse em segredo. Pediu para seu pai não contar para ninguém da família ou amigos, porque depois que você conta sobre o câncer, todas as conversas giram em torno da doença. Sam não conseguiria aguentar isso. Muito menos os olhares de pena que seriam lançados à ele.

Sam só queria viver o que restava de sua vida ao lado dos que o amavam. Ninguém precisava saber da verdade.

# FLASHBACK OFF #


Após terminar de escrever a carta de Castiel, começou a escrever a de Dean.


Ele levou um bom tempo para pensar nas palavras exatas que diria ao amor da sua vida. Teria que dizer que sente muito por não ter contado e que o amava. Isso era o mais importante.

Did I say that I need you?

(Eu disse que eu te amo?)

Did I say that I want you?

(Eu disse que eu te quero?)

Oh, if I didn't I'm a fool you see

(Oh, se eu não disse eu sou um tolo, veja)

No one knows this more than me

(Ninguém sabe disso melhor do que eu)


Sam definitivamente sentiria saudades de tudo isso. Sério, tudo. Não importa a quantidade de momentos ruins que ele teve na vida, não importa o quão mal ele se sentiu nesses últimos meses, não importa se o amor que ele sente por Dean pode ser devastador às vezes... Não importa. Ele iria sentir falta de tudo isso. Porque ele sabia que não teria muito tempo para sentir tudo isso. Ele não teria muito tempo para sentir dor, tristeza, felicidade ou amor. Não teria muito tempo para estar perto daqueles que ama.


Ao terminar a carta de Dean, se pôs a chorar. Era um choro pesado, cansado e um tanto libertador. Sam não queria morrer. Ele poderia ter tido uma longa vida ao lado de Dean, mas por causa da doença, conseguiu apenas maravilhosos meses ao lado do loiro. Ele não sabia o que o aguardava, e isso o assustava bastante.

Ele não sabia muito bem no que acreditar. Na verdade, não sabia se queria acreditar em alguma coisa. Nunca foi do tipo religioso e nunca parou para pensar na vida após a morte.

Nothing you would take

(Nada que você tiraria)

Everything you gave

(Tudo o que você deu)

Hold me til I die

(Me abrace até eu morrer)

Meet you on the other side...

(Te encontro do outro lado…)


Havia essa frase, de um filme que ele gostava muito, “Aqueles que nos amam, nunca nos deixam de verdade”. Será que esse seria o caso? Será que ele não iria para lugar algum? Será que poderia ficar perto daqueles que ele ama para sempre? Talvez não seja possível, não é? Mas quem sabe o que a vida, a morte ou o destino vai reservar para ele...


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As lágrimas escorriam livremente pelo rosto do moreno. Ele não queria perder seu pai, Castiel ou Dean. Não queria perder as pessoas que ele amava.

Pegou seu celular e ligou para um número conhecido.

– Alô? – Uma voz grossa atendeu do outro lado da linha.

– Castiel?

Continua...

Notas finais
Heey, espero que tenham gostado *-*
Beijackles e Padakisses ♥