Surpresa
1 Capítulo único
Notas iniciais
Espero que gostem ♥
One-Shot
“Hoje é meu aniversário de 25 anos e já acordo com uma baita dor de cabeça, bom, eu nunca tive sorte nos meus aniversários então essa não é a primeira vez. Desde o meu 11º aniversario acontece alguma coisa para dar errado por um dia inteiro, tipo uma praga anual.
...
No meu aniversario de 11 anos eu fui atacada por um enxame de abelhas e cai em cima do meu bolo. No de 12 anos eu ganhei um cachorro, no mesmo dia ele morreu porque eu troquei a ração por veneno de rato. No de 13 anos a estante de livros da minha casa caiu em cima de mim quando eu estava apagando as velas. No de 14 eu fui atropelada por vacas. No de 15, eu peguei o meu primeiro namorado aos beijos com a minha melhor amiga. No de 16 anos eu quebrei meu nariz depois de me chocar contra uma parede de vidro. No de 17 anos eu menstruei na escola. Era um dia como qualquer outro, eu senti um coisa na minha calça e fui até a professora, quando eu me levantei todo mundo começou a rir e eu não sabia do quê até olhar pra mim... Não foi um dia muito alegre...
No de 18 anos eu fui atacada por galinhas. No de 19 anos eu cai do segundo andar da minha casa depois de tropeçar no meu próprio pé, mais não aconteceu nada grave, eu só quebrei um braço e duas costela, como eu disse não foi nada de mais. No de 20 anos eu fui roubada por um macaco no zoológico. No de 21 anos eu cai da escada de emergência de um prédio e fui pisoteada por quase todos os moradores. No de 22 eu fiz 30 crianças de um ônibus escolar chorar e ainda tive que comprar sorvete pra cada uma. No meu aniversario de 23, Jacob e eu pegamos meus avós na minha cama... Só de lembrar da um arrepio, um arrepio ruim. No meu aniversario de 24 anos... Esse eu não quero nem lembrar.
(...)
Deixei as minhas lembranças de quase morte pra lá e fui me arrastando até o banheiro e fiz minha higiene matinal. Acabei o banho e me dirigi até o closet e vesti uma regata branca, uma saia jeans preta e calcei botas pretas de cano longo. Desci para cozinha e tomei um café reforçado e saí para trabalhar.
Eu trabalho numa floricultura, por não ser possível faze-las chorarem e nem me odiarem, eu amo flores desde os meus 4 anos. O meu pai tinha uma fazenda e eu adorava passar as férias lá. Eu o ajudava a cuidar da sua horta e suas coleções de flores e foi amor à primeira vista.
Enfim, cheguei e fui logo pegando meu avental, quando ia vestindo a minha chefa Tânia o puxou da minha mão com uma força totalmente exagera que quase me leva ao chão.
- O que pensa que esta fazendo? – Perguntou ela e eu fiquei confusa.
- Eu estava, uh... Tentando trabalhar? – Respondi perguntando.
- Você não trabalha mais aqui. Você está despedida.
- Mas por quê? – Perguntei um pouco assustada.
- Você ainda pergunta? Mês passado você quebrou oitenta e três vasos de porcelana, sexta passada você perdeu o caminhão de entrega e eu perdi 1.000 dólares e ontem você vendeu o vaso mais caro da nossa coleção por dez pratas. – Ela sussurrou “dez pratas”.
- Her... Desculpa? – Perguntei com um pouco de receio.
- SAIA! – Gritou.
Eu saí de lá a pontapés e gritos, muitos gritos a proposito. Mas ainda é o meu aniversario e ainda tenho o meu namorado, o lindo modelo Jacob Black.
Fiz sinal para um taxi e ele me levou ate o prédio do meu querido Jacob. Chegando lá disse ao porteiro que não precisava avisar, pois eu iria fazer uma surpresa. Ao passar pelo porteiro eu o ouvi falar algo como “Não vai ser ele que vai ter a surpresa.” e deu uma risadinha, mas deixei o comentário bobo pra lá. Entrei no elevador e apertei o botão para o 21º andar e me direcionei até o apartamento 451, a porta estava um pouco aberta, achei meio estanho, mas deixei pra lá.
- Jake? — Chamei mais não obtive resposta.
Escutei gemidos vindo do quarto dele e arqueei as sobrancelhas.
- Jake! – Chamei novamente e não obtive resposta.
Aproximei-me do quarto e os gemidos estavam mais altos, meu coração palpitou quando ouvi gemidos que não eram só de Jake. Abri a porta devagar e...
- JAKE! QUE PORRA É ESSA? – Os meus olhos estavam arregalados e minha boca estava abeta em um perfeito ‘’O’’. Aquela cena era totalmente inacreditável.
Jacob levantou da cama e começou a olhar para mim e para o David que ele dizia ser seu melhor “amigo”.
- Bella... Não é o que parece! – Ele falou assustado.
- NÃO É O QUE PARECE? VOCÊ TAVA TRANSANDO COM SEU MELHOR... – Antes que eu terminasse de falar, Jacob tapou minha boca. – Tira essa sua coisa de perto de mim! – murmurei com a sua mão ainda na minha boca. Ele se afastou e eu percebi que ele tinha entendido. David já estava se arrumando até eu continuar.
- Não, não! Podem continuar com a coisa que vocês estavam fazendo! – Indaguei ironicamente gesticulando com as mãos.
- Bella, desculpa... Eu... Eu não... – Ela tentava se explicar, mas eu corri para fora do apartamento.
Preferi usar as escadas para descer, talvez eu tropeçasse e rolasse ate lá embaixo e morresse. Infelizmente isso não aconteceu. Sai do prédio com as lágrimas escorrendo livremente pelo meu rosto; a dor do meu peito era imensa, ao menos, não era uma mulher. Jake era gay. Como eu não notei antes? Ele escolhia minhas roupas, ele dava opinião sobre meus sapatos e ele quem me ensinou a me maquiar! Estava em baixo no meu nariz o tempo todo e eu não percebia nada.
Burra, burra, burra!
Já fui traída varias vezes mais essa vez foi inédita. Encontrar um homem ao invés de uma mulher.
Não sei se era sorte ou azar, mas apareceu um táxi, eu acenei e ele parou. Entrei no veículo e disse para ele me levar ao supermercado mais próximo dali. Quando chegamos, eu paguei o motorista e saí do carro. Entrei no supermercado e fui para o local dos frios e peguei queijo, depois me direcionei para a parte de bebidas e comprei duas garrafas de vinho. Depois de pagar fui embora.
Já estava anoitecendo até eu parar em uma praia, me livrei das minhas botas e sentei na areia úmida. Fiquei ali por um bom tempo só sentindo o vento frio, olhando o mar e bebendo.
Acho que já passava das onze da noite quando ouvir uma voz rouca e sexy ao meu lado.
- O que uma mulher tão linda faz sozinha uma hora dessas e ainda mais nesse frio? –
Olhei para o dono da voz e me deparo com um homem lindo. Ele era alto, seus cabelos eram de um louro acobreado e bagunçado de uma maneira totalmente sexy, seus olhos eram de um verde azulado e intenso, realçando sua pele alva. Ele usava uma blusa branca um pouco transparente e dava a visão perfeita dos seus músculos que eram da mediada ideal, uma calça jeans azul e sapatos pretos.
Ele sentou ao meu lado e ergueu a mão direita.
- Oi, o meu nome é Edward. Edward Cullen.
- Prazer em conhecê-lo Edward. Meu nome é Isabella. Isabella Swan, mas me chame de Bella. – Falei pegando a sua mão. No momento em que eu o toquei uma corrente elétrica percorreu a extensão do meu corpo.
- O prazer é todo meu Bella. – Ele disse dando um sorriso torto. – Dia ruim? – Ele perguntou olhando para as garrafas de vinho vazias.
- Isso. – Falei olhando pra o mar.
- Se importa? – Ele perguntou com aquele sorriso. Meu Deus, eu vou morrer.
- Longa história. – Falei e ele riu.
- Não me importo.
- Tudo bem. – Suspirei. — Tudo começou quando acordei às sete e meia da manhã...
Contei a ele toda a história até aqui. Às vezes a vida te coloca em situações totalmente estranhas, como pegar o seu namorado de anos na cama com o seu melhor amigo. Uma coisa eu digo “Apenas supere, por que um dia você será recompensado (a)”. A vida segue e você tem que acompanhá-la sem se queixar. A vida é assim, o que eu posso dizer?
Depois daquela noite na praia Edward e eu, passamos a nos encontrar frequentemente, e meses depois começamos a namorar. Meus aniversários nunca mais foram os mesmos, agora eles são alegres, ao lado do meu querido Ed, e posso dizer que minha vida nunca foi tão boa como é agora.
Agora eu trabalho na empresa de arte Cullen, que é dos pais de Edward, o Sr. Carlisle Cullen e da Sra. Esme Cullen. Lá encontrei a minha verdadeira vocação que é pintar.”
(...)
Bom, Alice, meus dedos já estão doendo de digitar, então a gente se vê amanhã como o combinado.
P.S.: E não se esquece de responder esse e-mail, caramba!
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