Surpreendente
4 Um conselho.
Notas iniciais
O Grannys como sempre, estava lotado, e Mary Margaret estava numa mesa afastada, com a mão no queixo, cansada de tanto esperar. Ela fez questão de chegar um pouco mais tarde porque queria aumentar a adrenalina, fazer David esperar pelo menos um pouco podia trazer um pouco mais de emoção para relação deles. Mas toda aquela estratégia tinha ido por água abaixo graças a mais de 1 hora que ela estava esperando por ele. Ruby estava servindo as mesas e já estava com pena da professora que olhava pra porta esperançosa todas as vezes que o sino tocava avisando que alguém mais entrou no restaurante.
Eu deveria ter marcado um horário, no final da tarde é muito vago? Nossa Mary Margaret ...
Mary Margaret nem precisou continuar porque David entrou ofegante procurando por ela, e Ruby lhe mostrou a mesa muito aliviada.
“Mary me perdoe, não tinha a intenção de te deixar esperando, mas tive que resolver algumas coisas e fiquei sem bateria pra avisa-la”
“Não se preocupe, eu acabei de chegar. E nós temos todo tempo pela frente”
David imaginou que teria um tempo pra pelo menos respirar, mas Mary Margaret foi direto ao ponto por isso ele não teria como contornar.
“Mary Margaret sobre isso” David pega a mão dela que estava sobre a mesa. “ Eu não quero que você me entenda mal, mas desde que acordei do coma tanta coisa tem acontecido. Na verdade eu cometi muitos erros, e acabei magoando você e a Katherine que são mulheres incríveis.”
“David você não precisa se preocupar com isso, já passou, temos uma nova oportunidade aqui” Branca o interrompe dando um leve aperto em sua mão sobre a mesa.
“Mary Margaret eu preciso de um tempo” Branca sentiu como se o mundo estivesse no mudo ,via as palavras de David saindo em câmera lenta.
“O...O Que você disse?”
“Mary eu não quero magoa-la ainda mais, por isso eu preciso de um tempo sozinho pra colocar minha vida e meus pensamentos em ordem”
“David se você não quer me magoar não faça isso. A nossa historia já teve um começo tão conturbado e agora que podemos ficar juntos você vem com essa de tempo? O que aconteceu? Você quer voltar com a Katherine, é isso?”
“Mas é claro que não Mary Margaret, a Katherine já encontrou outra pessoa”
David eu não entendo, tínhamos tantos planos antes do sequestro da Katherine. Mary Margaret o encarou ainda mais magoada. "Você acha que eu realmente a fiz mal a ela? Foi o Sidney, David ,a mando da Regina. Porque você não acredita em mim?"
David agora percebeu que Regina estava certa em querer esconder o que tinham, ele nem podia imaginar a reação de Mary se soubesse a verdadeira razão por trás daquela conversa.
"É claro que eu não acredito que você tenha feito isso, o Sidney é um louco depois de tentar incrimina-la ainda acabou envolvendo até a prefeita nessa historia sórdida. "
"Não David, ela o envolveu, ela armou tudo"
"Mary Margaret a nossa conversa não tem nada haver com a Prefeita Mills, o fato aqui é que eu preciso de um tempo pra pensar, organizar a minha vida, eu estou passando por um divorcio, amigável, mas é um divórcio ,uma relação de anos foi desfeita e eu realmente tinha esperanças de recuperar o tempo perdido quando reencontrei a minha mulher, mas eu só conseguia pensar em você. Por isso eu peço perdão por te magoar mais uma vez, mas eu preciso disso, entende?"
Branca percebeu que nada que ela dissesse o faria mudar de idea. Que a única coisa que ela podia fazer era dar o que ele precisava. Afinal aquilo não parecia um rompimento definitivo, desde que ela encontrou David na mata algo sempre a levava a acreditar que o universo iria reuni-los. Porém mesmo essa esperança não a impediu de chorar na frente dele. Mas ela enxugou as lágrimas com as costas da mão e disse:
"Tudo bem David, se você precisa de um tempo. É isso que você vai ter. Mas o que me assusta é que durante esse tempo, podemos encontrar outras pessoas e acabar nos perdendo um do outro." A voz de Mary Margaret não era mais que um sussurro. E isso cortou o coração de David. Que colocou a mão livre no rosto dela e enxugou a lagrima com o polegar.
"Se tiver de ser, nós sempre vamos nos encontrar" A frase saiu quase que sem pensar e David só percebeu que era do livro de Henry depois que já tinha dito. Por mais que as fantasias do menino fossem surreais, de uma coisa ele tinha razão. "O amor verdadeiro sempre vence."
Logo depois que David saiu Regina se vestiu fechou a prefeitura e foi pra casa. Antes mesmo de entrar em casa teve que lidar com a visita mais indesejada de StoryBrook.
“O que você quer Gold?”
“Apesar de toda a sua hostilidade ao me ver ,vim dar um conselho Regina”
“Eu não quero os seus conselhos Gold, depois de arquitetar tudo pra que eu fosse incriminada pelo sequestro da Katharine que você armou,ainda acha que pode me dar conselhos?”
“Na verdade não é um conselho meu Majestade, mas sim de uma amiga que temos em comum” A rua estava vazia, porém Gold fez questão de se aproximar da morena pra se certificar que a conversa ficaria só entre eles. “O amor é uma fraqueza Regina, o amor pelo Henry esta te levando direto para a quebra da maldição, e agora te vejo cavando mais fundo ainda”
“Meu amor pelo Henry? Você queria que a maldição fosse quebrada! Você trouxe o Henry pra mim, você sabia que ele era filho da Salvadora! Mais pra quê? você me transformou em um monstro pra estar aqui Gold? Porque?” Regina se controlava pra não gritar com Rumple.
“Bingo, achei que você iria demorar um pouco mais pra perceber! Os meus motivos não te interessam, mas você deveria começar a diminuir as perdas Regina. Porque se bem me lembro o que criou a Evill Queen não foi O Senhor das Trevas e sim a morte do seu amor. E agora você irá perder muito mais do que imagina.”
“Eu não vou abrir mão do meu filho.”
“Não se trata do que você quer abrir mão Regina, aprenda com seus erros, lembre do que já foi arrancado de você” Regina olhava pra ele com o rosto vermelho de raiva, mas os olhos cheios de lagrimas que ela não iria derramar na frente daquele demônio.
“Eu não preciso ficar ouvindo você Gold” A Rainha deu as costas a ele para abrir a porta,mas antes que Regina virasse pra entrar em casa Gold a pegou pelo braço.
“Você foi avisada Majestade.”
Mesmo engolindo o nó que formou em sua garganta Regina forçou um sorriso e respondeu:
“Muito gentil da sua parte Sr Gold, mas preciso preparar o jantar porque terei companhia.”
Gold continua encarando Regina, como se estudasse sua expressão e depois vai embora. Já Regina depois que se vê livrar dele entra e bate a porta com força.
“Não importa o que tenha que fazer, mas a minha maldição não será quebrada.” David me escolheu, enquanto a maldição existir estaremos seguros. Ela enxuga as lagrimas arruma o cabelo e vai para a cozinha preparar o jantar pois com certeza logo David estaria tocando a campainha
No Grannys David dá um beijo no rosto de Mary Margaret e a deixa sozinha na mesa, mas acaba esbarrando com Emma na porta do restaurante.
“David eu posso falar com você?”
“Tem que ser agora Emma? Posso procura-la amanha na delegacia? É que eu deixei uma assusto inacabado.”
Emma percebeu que David estava com pressa e resolveu não atrapalhar, afinal de contas ele e Mary Margaret podem ter se acertado, por que apesar de apressado ele parecia feliz.
“Não tudo bem a gente se fala amanha.”
Regina conseguiu prepara o jantar em tempo recorde, mas quando estava saindo do banho a campainha tocou. Que falta me faz a magia. Um gesto com a mão e eu estaria pronta.
Mesmo a contra gosto ela vestiu um roupão e foi atender.
David estava com as mãos suando, acabara de tomas umas das decisões mais difíceis da sua vida. Ele se sentia como se estivesse pulando de um penhasco, a adrenalina correndo nas veias, borboletas no estomago. Era como se Mary Margaret fosse um amor seguro pra se acomodar,como um carrossel num parque de diversões. Mas Regina era algo urgente, ainda pensando no parque de diversões ela sem duvida será a montanha russa, cheia de surpresas,momentos de tensão. Algo novo, um sopro de ar fresco.
Enquanto ele analisava suas escolhas ela abriu a porta e lhe ofereceu um sorriso que ele sentiu em seu intimo que apenas Henry conhecia. Ele olhava pra ela como se o ultimo encontro tivesse sido a anos. Ela estava linda sem maquiagem, o cabelo molhado, com seria poder vê-la assim todos os dias.
“David?”
Ele nem se importou em olhar se tinha alguém na rua,não hesitou antes de se inclinar e pressionando seus lábios contra os dela com firmeza. Ela engasgou com sua intensidade e beijou-o de volta. Ela não pensou, ela não se arrependeu; cautela era uma coisa do passado. Tudo o que ela fez foi agir e reagir, e antes que ela percebesse, ele fechou a porta atrás de si e a empurrou em direção ao sofá na sala de estar de Regina
Eles praticamente caíram no sofá. Suas costas estavam bateu contra a o móvel, e tilintar dos botões da camisa de David batendo no chão quando Regina a rasgou era o único som além de sua respiração áspera. Em seguida, os lábios dele estavam roçando a pele macia de seu peito, lambendo as delicadas gotas de água ali reunidos.
Ela se sentiu prestes a entrar em combustão com paixão, luxúria e querer. David parecia estar se sentindo da mesma forma, a julgar por suas reações corporais, e ela forçou as mãos entre eles para libertá-lo de sua calça com um sorriso. Eles levaram um segundo, um segundo que era ao mesmo tempo uma eternidade, a apenas memorizar rosto um do outro. Logo depois seus lábios estavam pressionados contra a pele do seu pescoço, suas mãos estavam passeando em seu corpo. Naquele momento, Regina não pensou-se fraco ou estúpido ou impulsiva. Naquele momento, tudo estava certo.
Então, ele estava dentro dela, e o mundo explodiu em um flash de prazer.
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