Surpreendente

11 Serei a melhor mãe que eu puder ser


Notas iniciais
Eita demorei tanto pra atualizar.Mais aqui estamos.Vou tentar me redimir e postar mais durante essa semana. Anaysa como não rir dos seus comentários?

Emma chegou a escola bem na hora que as crianças estavam saindo, e por mais que procurasse não via Henry entre os colegas. Mary Margaret despedia as crianças no pátio e acenou pra Emma que foi até ela.
"Onde ele esta? O que houve? Ele esta bem? Quer dizer, bem ele não pode estar, né? Ele ta doente...Vou levar ele hospital"
"Calma Emma, na medida do possível ele esta bem."
"Eu nunca tive um filho doente Mary."
A Professora se sentiu tão triste por Emma, um filho de 10 anos e ela estava passando pela primeira aflição ao vê-lo doente. Enquanto afagava o ombro de Emma tentando passar apoio ela falou:
"Eu sei Emma, mas você precisa se acalmar. Ele esta febril e se queixou de dor no ouvido, é provável que a garganta esteja inflamada. Coisa de criança "
"Eu vou leva-lo pra nossa casa."
Mary Margaret percebeu que Emma pelo menos parecia um pouco mais calma e por isso decidiu contar a parte que talvez ela não fosse gostar.
"Talvez seria melhor levar ele pra Regina. "Os olhos de Emma saltaram quando ouviu a sugestão dela." Eu acho que o Henry se sentiria melhor se estivesse em sua casa, em sua própria cama. E a Regina cuidou dele por 10 anos. Essa deve ser a centésima febre que ela vai cuidar. Ela conhece os medicamentos que ele esta acostumado, as manhas dele, sabe como deixa-lo confortável. Ela..."
"Foi a mãe dele." Emma a interrompeu antes que a professora tentasse amaciar as coisas pra ela.
"Eu sinto muito Emma, mas ela é a mãe dele."
"Vocês insistem com isso como se eu não soubesse." Emma estava pensando alto mais deixou Mary Margaret confusa.
"Nós? Você teve outra briga com a Prefeita e não me contou?"
"Não, não foi a Regina, foi o David."
"O David?"
"Isso, outro dia ele veio me dizer que eu devia ser mais grata a Regina, porque ela deu ao Henry a vida que eu sonhei pra ele."
Mary Margaret de certa forma concordava, Regina era rígida mais amava o Henry e queria o melhor pra ele , Emma com certeza era uma ameaça a relação dos dois que já estava difícil antes mesmo da chegada da Xerife, mas ela não ia dizer isso a Emma, por que era óbvio que esse assunto a deixava desconfortável. Mas se Emma não estivesse tão apreensiva ela com certeza comentaria como ela e David combinam até nas opiniões.
"Mas se você acha que ele tem que estar com a Regina, porque não pediu pra ela vir busca-lo?"
"Nós tentamos, mas nem a Ruby atende. Elas devem estar visitando alguma obra ou algo assim, porque não estão na prefeitura e os celulares estão fora de área."
"Então você sugere deixar o Henry em casa sozinho?"
"Claro que não Emma, podemos leva-lo pra casa e caso a Prefeita ainda não esteja em casa, esperamos ela voltar."
"A essa hora ela já deve estar em casa ele sempre vai direto da escola pra casa porque ela chega logo depois dele."
"Então vamos eu vou com você."
Regina chegou em casa o mais rápido que conseguiu, e encontrou a casa quieta.
"Henry? Filho?" Regina chamou já sem esperança, pendurou o casaco e correu pra cozinha pra adiantar o jantar. Só quando olhou o relógio do forno percebeu que Henry já estava 30 min atrasado.
Mesmo depois de passar a noite fora ele ainda faz o possível pra estar longe de mim. Ela mal tinha concluído o pensamento quando a campainha tocou.
Abrir a porta e dar de cada com Branca foi o suficiente pra estragar o bom humor de Regina na hora.
"Srta Blanchard, em que posso..." Regina nem terminou de falar porque viu Henry e Emma logo atrás e só de olhar para o menino viu que tinha algo errado. Ela não esperou que ele entrasse em casa, o modo mãe ligou na hora que ela olhou para seu pequeno príncipe, ela nem mesmo lembrava que ele chegou tarde em casa, que estava com Emma ou que Branca de Neve estava em sua porta.
"Henry o que houve"? Regina abaixou para estar no mesmo nível do filho e começou a inspeciona-lo, verificou sua temperatura e já levou um susto. "Você esta quente meu filho. Onde doí?"
Henry olhava pra Regina com tanto carinho era um olhar de mãe e filho, o olhar de Henry dizia que ele agora se sentia seguro, e Emma nunca tinha visto desde que chegou a Storybrook. Só via o menino falar da Rainha Má e de como não era amado por ela, mas ao vê-los desse jeito ela foi obrigada a repensar. Qualquer mãe poderia passar dos limites quando se trata de proteger seus filhos. Ela pode até não concordar com os métodos de Regina, mas ao ver a reação do Henry quando ela foi busca-lo hoje no lugar da prefeita ou essa Regina que ela estava vendo agora a fez repensar sua opinião sobre esses dois.
Regina nem lembrava que Emma e Mary Margaret estavam ali. Entrou com Henry e foi direto para o andar de cima.
"Henry eu vou te dar um banho pra abaixar essa febre e depois cama."
"Banho frio não mãe. Por favor."
"Henry você esta muito quente meu filho, vocês tomaram sorvete ontem a noite, não foi?"
Henry fez beicinho e Regina nem precisou de resposta.
"Eu não devia ter deixado você passar a noite lá Henry, que experiência o Sr Tillman tem com crianças? Ele cuida dos filhos a o que? Dois meses?"
"Mamãe." Henry choramingou
"Ok ok ok ,não esta mais aqui quem falou". Em outros tempos Regina daria banho em seu filho e o levaria pra cama,mas depois de tudo que eles passaram e o quanto Henry havia se afastado ela se sentia desconfortável em fazer isso. E Henry também já estava bem grandinho e olhava pra mãe com vergonha de pedir que ela saísse.

“Tudo bem mocinho, você pode tomar banho sozinho?” Ele corou um pouco e confirmou com a cabeça. “Então vou pedir a sopa da vovó que você adora e liberar a Srta Swan e sua professora que ainda devem estar plantadas na sala.
Antes de descer Regina ligou para Grannys pra pedir a sopa predileta no Henry, ela já tinha tentado varias vezes reproduzir a receita. Mas o começou como uma alternativa depois de um dia estressante de trabalho agora era como um ritual entre mãe e filho. Henry como toda criança se recusava a comer quando ficava doente, mas ele sempre abria uma exceção para a sopa da Vovó. Pedido feito era hora de lidar com a Branca de Neve e a Salvadora.
"Obrigada por traze-lo pra casa, ele deve ter se enchido de sorvete ontem a noite com os gêmeos ."
"Mas ele esta bem?"
"Ele vai ficar Xerife."
"Regina será que eu poderia ligar mais tarde, pra saber como ele esta."
"Não." Emma já estava pronta pra discutir com a prefeita quando ela continuou. "Eu não gostaria que ele acordasse com o telefone. Então mais tarde eu mesma te darei notícias Srta Swan."
"Obrigada Regina."
"Swan, você pode não acreditar, mais eu amo meu filho, e sei que ele gostaria disso. Agora se me dão licença preciso ir lá pra cima cuidar dele."
"Claro, nós não queremos atrapalhar, vamos Emma." Mary Margaret teve que conduzir Emma até a porta, ela entendia a aflição da amiga, mas Regina até agora estava lidando com a situação de uma forma inusitada a alguns meses atrás elas nem teriam entrado na mansão.
"Regina eu ..." As duas já estavam saindo quando Emma parou.
"Swan é só mais uma febre. Ele esta bem." Emma estava com os olhos cheios de lágrimas e Regina adoraria ignorar mais quando se tratava de Henry ela não conseguia ser tão racional.
"É a minha primeira vez." A salvadora disse isso com tanta dor que Mary Margarete enxugou o mais rápido que pode a lágrima que fugiu dos seus olhos. Regina não conseguia olhar pra Emma, pra ela era só mais uma febre, nada demais, mais ela só conseguia pensar se algo acontecesse e Henry fosse arrancado dela. A vida já havia lhe tirado tudo, mas a dor de perder um filho era algo que só de pensar a deixava doente, pior ainda seria ser obrigada a desistir dele. Uma vez ela desistiu de alguém por algo maior e aquela dor nunca iria diminuir.
Eu prometi ser a melhor mãe pra ele
Regina ainda sem olhar pra Emma passou por elas, abriu a porta e apontou pra fora convidando-as a sair e teve que fazer o possível pra ignorar o suspiro em reprovação de Mary Margaret.
"Vamos Emma." Ela foi na frente segurando o braço de Emma por que ela tinha a sensação que se não a levasse ela não sairia nunca e Regina com certeza perderia a paciência. Mas quando passou pela porta o impensável aconteceu.
"Emma, você fica. "Regina segurou a outra mão de Emma e finalmente olhou pra ela. Emma suspirou e quando olhou pra Regina e já não conseguiu segurar as lágrimas. Ela não conhecia Regina, não sabia nada da sua historia além do que Henry e os outros haviam contado, mas o pouco que sabia não explicava a compreensão e empatia que havia nos olhos dela. Regina olhava pra ela como se entendesse a sua dor. Era diferente de todos na cidade. Elas compartilhavam mais que um filho era como se tivessem tido experiências parecidas. "Mesmo indo contra todos os meus instintos, nós temos quartos de hóspedes você pode ocupar um deles depois que o Henry dormir, ele vai gostar de encontra-la aqui."
Mary Margaret e Emma trocaram um olhar confuso, nem em um milhão de anos imaginariam que a prefeita convidaria Emma para ajudar a cuidar de Henry em sua própria casa.
"Você tem certeza?"
"Não, mais acho que é a coisa certa a fazer. "Regina nem esperou a resposta das duas, tinha que pegar alguns remédios de Henry na cozinha e por isso as deixou sozinhas na porta.
Pra Emma parecia um sonho estranho. Uma alucinação: Regina convidando-a pra passar a noite na mansão.
" Você vai ficar?" Mary Margaret a olhava com a mesma expressão confusa.
"Eu preciso."
Mary apenas acenou pra Emma e saiu da casa, imaginando como seria a noite naquela casa. Emma continuava parada em frente as escadas do numero 108 ,quando Regina voltou com os remédios.
"Vamos lá Xerife, os sintomas não vão desaparecer por conta própria. O Henry precisa desses remédios. "
"Mas eu nunca fiz isso."
"Não se preocupe eu estarei lá."
Regina entregou os remédios a Emma e subiu as escadas sendo acompanhada pela loira. Como ela havia dito, Henry já estava deitado em sua cama. E se não estivesse deitado com certeza cairia pra trás ao ver Emma ali com sua mãe.
"Emma, o que faz aqui?"
"Oi garoto. Sua mãe me deixou ficar até você melhorar."
O olhar que Henry deu a ela fez tudo valer a pena. Desde que Mary Margaret havia dado o livro a ele, tudo que Regina recebia de Henry era desprezo. Mas naquela hora era como se ela tivesse resgatando seu menino. O seu pequeno príncipe.
"Obrigada Mamãe. "
"Achei que você merecia uma recompensa, por ser tão corajoso e tomar banho frio sozinho mesmo com febre."
E o sorriso que Henry lhe dera foi o suficiente para justificar todas as suas incertezas. Ela se encostou no arco da porta e começou a dizer a Emma o que fazer. Uma vozsinha em seu subconsciente já muito conhecida por ela, trazia a sua mente todos os seus medos em relação a maldição . Mas ela tentava pensar na promessa que havia feito.
Serei a melhor mãe que eu puder ser

Notas finais
Comentem. Plis.