Surpreendente
19 Boa sorte lá em cima
Notas iniciais
"Tudo bem o que vamos fazer hoje? É sábado não tem escola, e é o seu primeiro dia aqui David" Henry perguntou entusiasmado o que assustou sua mãe.
"Bem Henry eu e você tínhamos um compromisso no Grannys com os Tillman ele pediu que almoçássemos juntos hoje."
"E nós vamos mãe? "
"Vamos querido."
"Ehaaaa!" A prefeita nem pode terminar de explicar porque o menino já tinha corrido em direção ao andar de cima comemorando o encontro com os amigos. Mas ao ouvir a porta fechando ela pode finalmente agradecer ao seu cavaleiro da armadura reluzente.
Regina tirou a xicara que estava na mão de David e sentou em seu colo distribuindo beijos em seu rosto.
"Obrigada.Obrigada.Obrigada" Até terminar com um beijo lento apaixonado. David a segurava com a mão na cintura e com a outra colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha.
"Como você conseguiu?" Ele olhou pra ela com a testa franzida fingindo não saber do que se tratava,
"O Henry, David. O que você disse a ele?"
"Um bom agente secreto nunca conta seus métodos prefeita."
"Como é?"
"É um segredo entre mim e meu enteado, você vai precisar se acostumar. Não vou trair a confiança dele."
"Ahh não? Tudo bem então. Talvez o Michael não tenha intenção de manter segredos de mim" Regina tentou sair do colo de David que a segurou.
"Michael? Existe algo sobre o Tillman" Ele enfatizou bastante o sobrenome do mecânico " Que eu deveria saber?"
Regina gargalhou quando a expressão de David mudou totalmente ao ouvi-lo falar do pai dos gêmeos.
"Creio que ele está usando a amizade entre nossos filhos para se aproximar de mim." O rosto do príncipe enrubesceu o que divertiu a ainda mais Regina.
"Então acho que eu preciso sair e quanto antes, para ainda conseguir acompanhar A MINHA NAMORADA nesse almoço."
"Ei ei ei, posso saber aonde você vai Sr Nolan?"Regina mantinha as duas mãos no peito de David como se seu corpo leve fosse capaz de segura-lo
"Quer dizer que para o mecânico, é Michael" Ele tentou imita-la " E comigo é Sr Nolan?" Regina mais uma vez gargalhou.
"Você se importa mesmo, com esse tipo de formalidade depois passar sua primeira noite em minha casa?"
"É... Você tem razão, mas ainda assim, eu voltou em 2 horas." Ele foi levantando e beijou a testa da prefeita que o segurou antes dele sair.
"Eu vou conversar com a Mary Margaret "David respondeu ao perceber que ela o interrogava mesmo sem falar. O semblante de Regina caiu ao ouvir o nome de Branca e David percebeu. "Eu devo uma explicação a ela Amor, de certa forma eu deixei que ela pensasse que tínhamos chance."
"Você promete que vai voltar pra mim?" Regina perguntou ainda de cabeça baixa, sua voz era quase um sussurro, e David sentiu um aperto no peito ao ver que ela tinha esse tipo de questionamento em relação a ele.
Ele queria que ela se sentisse segura, mas sabia que seria um processo longo. Por isso puxou a prefeita pro seu abraço e a beijou mais terna e apaixonadamente possível.
"Isso responde a sua pergunta Sra Prefeita? "
"Por hora." Ela respondeu ainda triste.
David sabia que seria um longo caminho até que Regina confiasse nele, porém ele faria tudo que estivesse ao seu alcance. E resolver as coisas com Mary Margaret seria crucial pra que a relação deles pudesse ficar cada vez mais sólida.
Regina de desvinculou do abraço dele e começou a arrumar as coisas do café, enquanto David seguiu pra fora da cozinha, mas antes de passar pela porta.
"Ei?" Regina levantou a cabeça com o semblante sério. "Eu amo você" David só sussurrou mas foi invadido pela melhor sensação do mundo quando Regina abriu um dos seus lindos sorrisos dos quais ele tinha certeza que só Henry e agora ele tinham o privilégio de ver.
A prefeitura continuou limpando a cozinha enquanto Henry jogava em seu quarto, por isso a casa estava quieta como sempre foi, nem parecia que tinha uma criança.
O final de semana estava tranquilo como qualquer outro dia na cidade , Grannys cheio para o café, Dr Holper passeando com pongo. Mas apesar de toda normalidade da cidade, Gold estava em uma procura frenética nos fundos da loja. Livros e pequenos baús espalhados, e advogado estava horrível, com certeza ao invés de dormi essa tinha sido sua atividade a noite toda.
"Droga!Droga!DROGA!"
Apesar de não ter magia em Storybrook o que mais o desesperava era o fato de não conseguir ver nada em relação ao futuro de Regina, o que ele sabia era muito pouco pra conseguir montar uma estratégia para se proteger. Afinal se algo seria forte suficiente para matar a Evill Queen o que seria de um Senhor das Trevas em uma terra sem magia.
Então ele só tinha duas opções, trazer a magia para este mundo ou descobrir um pouco mais sobre o futuro da Rainha.
Emma estava saindo apressada de casa quando se bateu com David.
"Emma?"
"Calma tigrão, a princesa está a salvo em casa tomando café. " Emma falou divertida, mas mudou de expressão quando percebeu a reação de David. "Você veio contar pra ela."
"Emma eu..." O príncipe nem pode continuar
"Eu não acredito que você vai levar essa loucura a sério, mesmo sabendo o quanto vai machuca-la. A Regina, David?" A última parte ela falou bem mais baixo pra que as poucas pessoas que passassem na rua não a ouvissem.
"Emma eu a amo."
"Há algumas semanas você me disse a mesma coisa em relação a Mary Margaret."
"Eu sei, eu sei." David falou enquanto se pôs na frente de Emma impedindo que ela fosse embora.
"Me deixe passar David, você não tem que me explicar nada, porque é a Mary Margaret que você vai magoar."
"Emma escute, eu também a amo, mas é um amor diferente, sinto um carinho enorme por ela, gostaria muito de não precisar magoa-la. Mas o que eu sinto pela Regina, chega assustar de tão intenso, me dá forças pra enfrentar qualquer coisa. Parece que estávamos destinados um para o outro desde sempre."
Emma mal podia acreditar no que ouvia, e o pior é que parecia ser verdade. Ele amava a prefeita.
"E o Henry? Vocês já pensaram na reação do meu filho?
"Contamos pra ele hoje ,justamente por isso que eu estou aqui. Nós decidimos morar juntos."
"O que? E vocês nem se importam com a reação do meu filho, não se preocupam em destruir as ilusões dele?"
"Emma, a Regina também é mãe do Henry e se há alguém que se preocupa com ele nesse mundo é ela."
"Pois não parece, o que você acha que ele iria pensar quando visse a Rainha Má beijando o Príncipe Encantado? O Doutor Holper disse que não deveríamos desfazer as fantasias dele David." Emma estava inquieta, nervosa imaginando mil coisas em relação ao filho.
"Emma o Henry está bem, eu prometo. Eu mesmo conversei com o garoto. Acho que tenho que te informar que eu sou o mais novo membro da (Operação Cobra)." A xerife continuou o encarando confusa. "Emma o Henry é o bem mais preciso da mulher que eu amo, e eu faria qualquer coisa pra vê-lo bem, por isso prometi ajuda-lo com a suposta maldição, então enquanto durar essa fantasia dele, eu serei como um aliado."
"E a Regina sabe disso?"
"Ela não precisa saber, coloque-se no lugar dela, ver o filho que ela criou sozinha mesmo sem ter saído do seu próprio ventre, a acusando das coisas que o Henry a acusa. Você apesar de não tê-lo criado, você é mãe Emma, pode imaginar o tamanho da dor que ela sentiria ao saber que seu filho só aceitou seu relacionamento com a promessa de destrui-la."
Emma abaixou a cabeça pensativa, David sempre a fazia ter ao menos um pouco de empatia pela prefeita.
"Mas e se ela descobrir?"
"Ela não vai, e o Henry está crescendo, logo,logo essa fantasia passa, acho que ter você por perto vai ajudá-lo a deixar esses delírios."
"Eu espero que você esteja certo."
"Eu também espero, para o bem deles."
"Boa sorte lá em cima, eu tenho que ir."
"Obrigado."
Um pouco mais longe da cidade tinha um furacão chamado Ruby, porque mais uma vez tinha dormido mais do que devia.
"Jefferson eu odeio você, não tem um sábado que eu consiga chegar na hora no Grannys. Depois você fala que a Regina é má influência."
"Não me compare com sua chefe, lombinha."
"Duas coisas que eu ainda vou entender, o motivo dessa sua implicância com a prefeita e esse apelido. Porque com esses arranhões que eu deixei nas suas costas essas noite, acho que tigresa cairia melhor."
Ruby terminou de fechar o zíper da deu um beijo no namorado e correu escada a baixo com os sapatos e o casaco nas mãos.
"NÃO BATA A PORTA." Jefferson gritou, mas só fechou os olhos quando ouviu o barulho de mais um vidro da porta quebrado.
"FOI MAL." Ruby gritou acanhada por mais um vidro quebrado com seu jeito estabanado.
"Eu espero que logo logo, você saiba a resposta para as duas perguntas lobinha." Jefferson murmurou virando para o outro lado para continuar a dormir.
No apartamento de Emma e Mary, David tocou a campainha mais nervoso do que nunca, o tempo que a professora levou para abrir a porta parecia uma eternidade. Até que a porta se abriu a professora surgiu de roby, cabelo bagunçado e uma xícara na mão.
"David!" Ela exclamou assustada tentando fechar melhor o roby e arramar o cabelo com uma só mão.
"Eu posso entrar?"
"Claro, entre."
O Príncipe entrou na casa e sentou no sofá.
"Posso te oferecer alguma coisa?"
"Não obrigada eu já tomei café."
"Como resistir ao café da vovó? Teria ido pra lá se não tivesse tanta coisa da escola pra colocar em ordem."
David ficou encarando a professora sem saber como começar a falar.
"Eu acho que você não veio aqui só pra me ver tomar café." Ela falou divertida o que cortou o coração dele, porque ter que acabar com as esperanças de alguém tão especial.
"Ehh...Mary Margaret, eu preciso que você seja a primeira a saber, pois eu nunca tive intenção de magoa-la."
O semblante da princesa caiu ao ouvir as palavras dele.
"Eu sei que vai te magoar, mas eu quero deixar claro, que essa não era minha intenção. "
"Fala logo David, você voltou com a Katherine? É isso? Os olhos de Branca já estavam cheios de lágrimas o que cortou mais ainda o coração de David.
"Não, eu... Eu estou saindo com outra pessoa. Na verdade, é mais sério. Nós vamos morar juntos."
"O que? Em uma semana você me pede um tempo na semana seguinte está indo morar com outra David? Que brincadeira é essa?"
" Eu sinto muito, mas não é brincadeira. Apesar do pouco tempo eu me apaixonei por ela e quero viver esse amor."
"Quem é ela? Tem alguém novo na cidade? Branca perguntou agora com as lagrimas correndo sem controle
" É a Regina. " Ele achou melhor falar de vez, arrancar o band-aid de uma só vez.
" Regina? " Branca já não estava sentada e sim andando na frente dele com as mãos na cabeça.
Continua...
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