Superwholock - Os Suspeitos Incomuns
3 Como chegar em Londres num flash
Notas iniciais

– Então, explica isso outra vez ...
– É uma TARDIS — disse o Doutor novamente, pulando de painel para painel em torno da peça central que era, aparentemente, como os dois irmãos americanos estavam aprendendo, o núcleo da nave espacial do seu companheiro. — Tempo e Dimensão Relativa no Espaço.
– Então, é uma outra dimensão — disse Sam, ainda olhando ao redor da sala principal um tanto surpreso – Putz. Quero dizer ... Eu já li ficção cientifica antes, mas isso... isso é uma coisa muito doida. E você pode ir... em qualquer lugar do mundo? É isso?
Ele sorriu para Sam e virou uma alavanca.
–Em qualquer lugar do mundo. Do espaço. E do tempo.
Sam apontou para seus pés. — Isso é uma máquina do tempo? ...Nós estamos de pé em uma máquina do tempo?
–Humhum – disse o Doutor, brincando com o que parecia ser um jogo Whack-a-mole. — Máquina do tempo, máquina do espaço, tanto faz. Eu ia perguntar onde vocês queriam ir meninos, maaas....tenho uma obrigação com esse garoto aqui — disse ele, apontando para o prisioneiro.
Seis olhos do Talosarian se estreitaram, e a mesma voz estrondosa falou em um pequeno tom de raiva . — Eu vou moer seus ossos e comer as cabeças dos seus filhos-
– Sim, boa sorte com isso .- murmurou o Doutor , digitando alguns números em algum tipo de computador .
Sam franziu a testa, apontando para a criatura estrangeira. — Você fala Inglês?
– Não – o Doutor corrigiu , enquanto continuava a digitar. — Você fala Talosariano.
Sam balançou a cabeça. – Ahn não, tenho certeza que não falo.
– Você pode falar agora — disse ele, dando a Sam um sorriso e apontando para o teto com um lápis. — TARDIS, traduz todas as línguas. Então o Talosarian está ouvindo a nossa conversa na língua dele, você está ouvindo na sua e ... – O Doutor apontou para o outro extremo da sala. — Ele está bem?
Sam olhou para onde ele havia apontado e soltou um suspiro. Dean estava estatelado contra a parede em um ângulo esquisito. Um joelho no chão, o outro arqueado para ajudá-lo a manter o equilíbrio, e as duas mãos agarrando as peças de metal da parede atrás dele. Ele estava respirando com dificuldade e sua pele normalmente bronzeada, era uma mistura verde-cinza agora.
Sam esfregou as mãos. -Ah... sim, am ... a decolagem deve ter assustado ele . Dean nunca se da bem com voo.
O Doutor fez uma careta. — Ah, claro... Bem, isso acontece. Só que vamos pra cima e mais pra cima, embora ... — Ele começou a tocar alguns instrumentos aleatórios, sorrindo. Depois bateu a mão sobre um outro botão e se voltou para Sam. – Por aqui .- Ele saltou as escadas descendo os degraus para a porta abaixo. -Se importa de pegar o passageiro?
O Talosarian se afastou de Sam, rosnando. — Eu vou rasgar os membros do seu corpo e comer a pele dos seus olhos-!
– Você não é o primeiro cara a dizer isso — Sam murmurou, agarrando os punhos do Talosarian. — Vamos. Levanta.
O Doutor parou e acenou com a mão na frente do rosto de Dean.
–Alôu? Você ainda esta com a gente? — A boca de Dean moveu silenciosamente e ele deu um tapinha no seu rosto. — La vamos nós. Você pode se mover?
Dean balançou a cabeça, mas quando o Doutor puxou o seu braço da parede, ele caiu no chão, de cara.
E gemeu. — Eu não me sinto bem.
–Vamos pegar um pouco de ar fresco depois. Anda logo — o Doutor puxou o braço de Dean ao redor de seus ombros e ajudou o homem a ficar de pé na porta da nave — Muito bem, só mais alguns passos.
Dean piscou pra toda aquela luz brilhante. Essa noite tinha sido demais até agora. Sentia como se ele tivesse numa ressaca, mas não se lembrava de ter dormido todo esse tempo.
–Onde estamos?- ele perguntou quando o Doutor o apoiou contra um caixote.
– Baker’s Street, disse ele com um suspiro. — Bem, agora estamos em um beco, mas é o beco da Baker’s Street. Mas é pra lá que vamos — disse ele, apontando para cima — 221B. Lugar legal. Bizarro e confuso, mas de certa forma compreensível, se você for considerar. — depois apontou para o outro lado do beco. – Tem uma saída de incêndio bem ali...
–É de manhã- Dean murmurou, ainda tentando envolver o seu cérebro em torno de tudo o que tinha acontecido na última hora.
O Doutor balançou a cabeça, sorrindo.
–Era noite. Tipo, tarde da noite. Assim como a meia-noite...
Ele continuou sorrindo. — Não na Inglaterra.
– É uma boa ideia andar...por aqui em público? — Sam perguntou, olhando ao redor. — Com ... isso? — Ele balançou os punhos do Talosarian.
O Doutor franziu os lábios. — Ah, não há problema, não há problema. Eu só ... — Ele começou a dar uns tapinhas nos bolsos. -Espera ... — Finalmente tirou um celular e começou a digitar mensagens de texto.
– Me deixa só avisar alguém sobre ele. — Ele estalou o dedo de volta no teclado do telefone e sorriu. -Prontinho.
Dean ergueu uma sobrancelha. — O que? Você telefonou pro Capitão Kirk vir ajudar agente?
O Doutor bufou. – Não seja ridículo. Mandei uma mensagem pedindo que John abaixasse a escada de incêndio.
– John? — Perguntou Sam.
– Watson, — completou o Doutor. — Brilhante,ele. Baixinho, mas brilhante. Sincero, honesto, trabalhador, e surpreendentemente inabalado com tudo o que aconteceu até agora.
– Tudo o que aconteceu até agora? — Sam repetiu lentamente. -O que significa isso? Tudo o que aconteceu até agora?
– Você achou isso?!
Os três olharam para o homem de cabelos grisalhos gritando para eles. O Doutor deu um salto ao vê-lo.
– Sim! — ele disse enquanto John chutava para baixo a escada de incêndio. — Sim, ele estava lá. Nós achamos... ooh, espera um momento ... — Ele enfiou a mão no bolso e colocou o amuleto de volta ao redor do pescoço do Talosarian. — Só por segurança... — ele murmurou, então começou a subir a escada de incêndio, gritando: Sim! Exatamente onde ele disse que devia estar. Tudo muito bem feito...
–Então, onde ele estava? — John perguntou. – Ah e quem são eles?
– Ahn os dois me ajudaram com o Talosarian.... — O Doutor parou onde estava, na frente de John, olhando para os dois homens na escada de incêndio abaixo dele. Ele fez uma careta. — Sabe, eu não tenho certeza. Agentes, não e? FBI?
John piscou. – FB...Você trouxe agentes do FBI pra isso?
Sam estava balançando a cabeça. — Oq-ei, ei, nós realmente não somos agentes do FBI.
– Viu , eles não são agentes do FBI – o Doutor repetiu.
– É claro que não são — veio uma voz do apartamento acima.
Dean olhou para cima. — Quem é-
– Eu sou Sam Winchester — disse Sam. — E esse é o meu irmão, Dean.
Watson estendeu a mão, apertando a de Sam com firmeza e dando-lhe um pequeno sorriso. – Doutor John Watson, a seu serviço. E, hã... — Ele apontou para cima. — Não se preocupe com Sherlock, ele está em um de seus estados de espírito hoje.
O Doutor fez uma careta. — Outro?
Watson deu de ombros. — Eu não sei. Durante todo o tempo que você se foi ele vem tocado sem parar um violino maldito, não conseguiu dormir na noite passada, e ... — Ele olhou para Sam segurando o prisioneiro e suspirou. — Eu sinto muito, você provavelmente vai querer coloca-lo em algum lugar... por aqui ... — Ele começou a subir a escada de incêndio. — Aqui, nós estamos mantendo-a no telhado.
– Mantendo o que no telhado? — Perguntou Sam.
O Doutor sorriu. — Ah você vai adorar isso.
***
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