Notas iniciais
Gente, pra comemorar o fim do hiatus de Doctor Who, eu resolvi postar um capitulo só do nosso amado Doctah,com direito a uma musica very especial *não se esqueçam de ouvir* Lembrando que o capitulo não é a continuação da historia, só mostra o que o Doutor tava aprontando antes de topar com Sherlock,John e os Winchesters. Allons-y?!

Em um planeta muito distante da Terra ,no alto de uma daquelas gigantescas torres distorcidas e estranhas, estava o Doutor ,comendo o que parecia ser um sanduiche e dividindo com um enorme e belo hipogrifo que ele tinha encontrado perdido enquanto corria por uma das ruas tortas de Ulthar no setor 6.

O animal agora era a sua única companhia. Ele não se lembrava de um dia ter se sentido tão solitário e tão entediado como estava se sentindo naquele momento.

–Não! – ele deu um tapa na cabeça – Não, não ,assim não dá! Tenho que fazer alguma coisa, qualquer coisa. Acha que pode me levar pra dar mais uma volta yip yip?

Os olhinhos do hipogrifo o obsevaram, um tanto cansados. Seu bico se abriu apenas para resmungar um “Yip yip” preguiçoso de volta.

O Doutor suspirou , jogando o restante do sanduiche para ele e deixando que o animal devorasse tudo. Coçou a cabeça, olhou para a TARDIS, depois para as ruas la embaixo, em seguida para a TARDIS outra vez. O ladrãozinho ulthariano de vários olhos disse que o encontraria ali para devolver o que tinha roubado. Mas já se passaram 50 minutos! E se ele tivesse fugido?

Não, ele não ia ser tão bobo a ponto de fazer isso. Não sabendo que estava em desvantagem, considerando que o Doutor além de correr mais rápido, tinha uma máquina do tempo que poderia encontrá-lo até no fim do universo se fosse preciso.

Então não tinha alternativa á não ser esperar. Ele se virou e sentou de pernas cruzadas ao lado do hipogrifo. Já estava prestes a desistir daquilo tudo ir procurar o jovem ladrão, quando pensou ter ouvido uma voz familiar sussurrando dentro da TARDIS. Virou a cabeça uma, duas, três vezes para porta entreaberta, até que decidiu se levantar e ir verificar o que era aquilo. E quando abriu a porta, seus pés travaram e ele ficou imóvel ao ver de quem era a voz.

Era Rose! Rose Tyler estava parada bem ali...no meio da TARDIS. Impossivel!

– O que? – ele resmungou ,piscando rapidamente

– Olá Doutor – ela disse, cruzando os braços e dando um sorrisinho.

– O QUE?! – ele repetiu, correndo através da máquina e dando várias voltas ao redor de Rose – Mas isso é impossível, você ficou lá...presa naquele mundo!

– É, e ainda estou – ela sorriu, enquanto ele apontava a chave de fenda sônica para os seus olhos – Doutor...eu sou apenas um fruto da sua imaginação.

Ele parou imediatamente, guardando a chave de fenda no bolso e olhando para ela –Mas eu não tava pensando em você, eu só-

– Você sempre pensou em mim. Você sempre pensa em todos.

O Doutor coçava a cabeça, um tanto confuso – Eu nem...Ok,eu penso sim. Mas isso é tecnicamente impossível. Como é que você veio parar aqui?

Rose balançou a cabeça e deu um passo na direção dele. Ela ainda vestia as mesmas roupas desde a última vez em que ele a vira – Eu te disse. Sou fruto da sua imaginação.

– Bem, sim, talvez. Mas porque está aqui?

Ela suspirou –Você está sozinho outra vez. Isso não é bom pra sua alma Doutor. Só vim avisar que em breve isso vai acabar. Em breve partira para uma grande missão.

Ele apenas franziu a testa, tentando pensar numa explicação lógica para aquilo – Eu sempre estou dentro de grandes missões.

– Não – ela balançou os cabelos loiros – Não essa é uma missão maior. Mais perigosa. Você consegue não se apegar demais às pessoas que conhece? Acho que não. Mas talvez tenha de tentar não se apegar muito a elas. Pelo menos as que você encontrará nessa missão. Tem de me prometer que vai tomar cuidado.

Sua expressão suavizou e ele fez uma careta, parecendo ofendido – Mas eu sempre tomo cuidado...

– Prometa.

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O Doutor analisou Rose, memorizando cada detalhe daquele estranho e incrível momento. E então ele suspirou fundo, assentindo – Prometo.

Ela sorriu se aproximando mais alguns passos e o abraçando. Por um momento, ele ficou paralisado, sem reação. Mas depois finalmente passou os braços em volta dela, a abraçando também. Sentia falta de Rose Tyler , de suas gargalhadas quando ele começava a falar coisas sem sentido, dos momentos em que ela simplesmente o olhava com uma grande atenção como se não quisesse perder-lo de vista em nenhum momento. Como se ele fosse mais importante do que o próprio ar que ela estava respirando.


Mas essa Rose que o estava abraçando, talvez não passasse de um delírio, uma coisa em que ele pensara tanto que tinha se tornado realidade. A sua Rose, a Rose de verdade, se fora como todos os outros.... e ele tinha que se lembrar disso, todos os dias e todas as noites. Até o momento em que sua existência no universo finalmente chegasse ao fim.

Depois de alguns instantes ela se desfez do abraço e encostou a sua testa na dele.–Eu te amo.

Por um momento ele ficou sem palavras. Aquilo o estava consumindo por dentro. — Eu também te amo Rose. Sempre amarei.- respondeu,com a voz um tanto amargurada.

Ela soltou uma risadinha e isso o fez sorrir um pouco. Imaginária ou não,ela ainda era perfeita...

Mas o sorriso do Doutor logo sumiu quando sua imagem começou a se desbotar aos poucos e então ela desapareceu por completo, como se nunca estivesse estado ali e deixando o velho senhor do tempo sozinho outra vez.

Ele permaneceu imóvel, olhando com a expressão confusa o lugar em que Rose havia estado alguns segundos antes, pensando no que ela tinha dito. O canto de seus olhos formigaram e uma lagrima solitária desceu pela sua bochecha.

– Yip Yip! Yip Yip! – o hipogrifo rosnava lá fora, parecendo inquieto.

Demorou alguns instantes para que o Doutor finalmente voltasse a realidade e corresse porta afora. Só que o ladrãozinho era rápido, já havia conseguido fugir àquela altura. Mas pelo menos deixou o que tinha conseguido pegar no seu sobretudo na manhã daquele dia: o papel psíquico

Ele fez uma careta e pegou o objeto jogado de qualquer jeito no chão, guardando no bolso do terno. – Conseguimos yip yip!

– Yiip Y Yiip! – a ave grasnou, protestando.

– Tudo bem, tudo bem. Você cuidou de tudo enquanto eu estava...resolvendo umas coisinhas na TARDIS. Certo. Você merece um sanduiche. Já entendi.

O hipogrifo pulou alegre, sacudindo as asas enquanto ele montava em suas costas peludas e dizia onde era a lanchonete mais próxima. O animal agora se sentia feliz,livre. Não importava nem onde e nem como, o Doutor podia contar com a ajuda de um novo amigo a partir daquele dia. E se sua Rose imaginaria tinha dito que ele entraria em uma nova missão (que ele duvidava muito que fosse verdade),então talvez pudesse levar o hipogrifo também.

Yip Yip não fez mais do que abrir as enormes asas e pular da torre, enquanto o Doutor gritava para o alto a melhor palavra para se dizer naquele momento, que com toda certeza era“Allons-y!”.

Notas finais
Entao, o que acharam? Não economizem nas palavras ;D