Supernatural - Novo Começo
7 Parte 7 - Imps
Notas iniciais
– Pois – Ele continuou – nosso chefe, Abaddon, planeja invocar um grupo de antigos demônios.
– E que demônios são esses? – Quis saber Dean.
– Isso eu não sei! – Respondeu o demônio.
– Tem certeza? – Falou Dean o ameaçando com a faca.
– Imps, são eles que Abaddon quer invocar! – Gritou o demônio.
Dean olhou pra Cass esperando uma resposta, mas Castiel simplesmente fez uma cara de “isso não é nada bom”. Então Dean olhou pra mim e disse:
– Quer fazer você?
– Pode ser. – Respondi.
Pus a mão na cabeça do demônio e, agora, com mais facilidade do que antes, eu consegui mandá-lo direto para o inferno.
– Cass, – Disse Sam – Quem são esses Imps?
– São demônios realmente muito antigos – Cass começou a contar enquanto caminhava de um lado para o outro tentando se lembrar sobre esses demônios – São da horda de pura fúria, são irracionais e sanguinários e eles matam e roubam a alma da vítima.
– E o que vamos fazer a respeito disso? – Perguntou Dean.
– Não sei, — Respondeu Cass – só sei que não podemos deixar que eles façam o ritual de invocação.
– Tudo bem, mas vamos deixar isso para amanhã – Disse Sam – pois já está tarde.
– Também acho! – Disse Dean.
– Vão – Disse Cass – eu cuido dessas almas.
Entramos no Impala e fomos até a cidade para encontrar um lugar para passar a noite, por sorte encontramos um hotel no caminho, não era um dos melhores, era aqueles de beira de estrada mesmo, mas nada que impedisse que descansássemos.
Acordamos cedinho e já nos largamos na estrada em busca de casos que nos levasse a Abaddon. E achamos um caso suspeito, que poderia ter alguma ligação com ele, fica em Riverton, Wyoming.
– Já chegamos? – Perguntei, despertando de um cochilo.
– Sim – Respondeu Sam – E pegue isso. – Completou ele entregando-me uns documentos.
Peguei os documentos e me deparei com alguém parecido comigo, na verdade era MUITO parecido...
– Pera aí! Esse sou eu?!
– Na verdade esse é o Jerry Tamer – falou Dean, sorrindo para mim.
– Vocês querem que eu passe por detetive? Haha, tô fora!
– Na verdade, estagiário. – Disse-me Sam.
– Se tem que ser assim, então tudo bem. – Respondi meio contra a vontade.
– Só mais uma coisa. – Disse Sam.
– O que mais tenho que fazer?
– Vista isso. – Falou Sam me entregando um Smoking preto.
Entrei em uma lanchonete e fui no banheiro para me trocar, logo após, saí e me juntei a eles novamente.
Andamos um pouco e então avistamos um beco que estava lacrado com faixas amarelas, e lá dentro, havia em torno de sete policiais.
– É aqui onde as três jovens foram assassinadas? – Perguntei.
– Sim Matt – Disse Sam – Nos acompanhe e faça o que mandarmos fazer.
Entramos no beco e fomos abordados por um policial:
– Vocês não podem entrar aqui! – Falou o policial.
Então Sam e Dean pegaram seus distintivos e mostraram ao policial. Sam me deu uma olhada rápida, e eu já saquei que era para mim fazer o mesmo. Peguei meu distintivo e mostrei também ao policial.
– Não se preocupe – Disse Dean — , somos do FBI , sou o detetive Henry, este é o detetive Jhon – falou dirigindo-se à Sam – e esse é o estagiário Jerry Tamer.
– Ah! Desculpe – Disse o homem – Sou o policial Corbet.
– Então Corbet, o que descobriram? – Perguntou Sam.
– Bom essa manhã quando o caminhão do lixo estava recolhendo o lixo do local, o motorista encontrou os três corpos dessas jovens jogados no chão, ao lado da lata de lixo.
– E encontraram alguma pista do culpado? – Pediu Dean.
– Não, — Disse o Policial – mas os peritos comentaram que parece ter sido um ataque de um animal, pois havia muitos arranhões que rasgavam os corpos de cima a baixo, e o que lhes chamou atenção, é que todas estavam sem os corações.
- Vocês descobriram os nomes delas? — Perguntou Sam.
- Sim. – Disse o Policial Corbet – Acabamos de descobrir quem são.
Enquanto Sam conversava com o policial, Dean e eu fomos olhar mais de perto a cena do crime. Havia muito sangue no chão, farrapos de tecidos, que provavelmente eram das roupas das jovens, não havia nada de estranho, a não ser por uma coisa que me chamou a atenção.
– Ei, Detetive! – Gritei para Dean – Olhe isso.
– O que tem aqui? – Perguntou Dean.
– Olhe bem a posição onde os corpos estavam, e essas linhas de sangue que os unem, não parece algum tipo de símbolo? E tem mais, o que é esse pó?
Dean ficou um pouco sem jeito por não ter percebido isso antes que eu, mas ele soube disfarçar. Então tirou uma foto daquela cena sem que ninguém percebesse.
– Isso... – Disse Dean enquanto cheirava o pó que eu havia encontrado – é enxofre. Sinal que demônios estiveram por aqui, o que não é novidade nenhuma.
– E o que vamos fazer agora?
–Precisamos investigar as jovens. – Disse Dean – Saber o que elas tinham em comum.
– Sam deve ter conseguido os nomes delas.
Nesse instante Sam nos chamou, agradeceu o policial pelas informações e disse que havia conseguido os nomes das vítimas.
Entramos no carro, e minutos depois estávamos em um hotel.
– É aqui que vamos ficar? – Perguntei.
– Sim, – Respondeu Sam.
Enquanto subíamos as escadas para chegar até nosso quarto, senti um calafrio, mas não dei muita atenção para isso. Entramos no nosso quarto, percebi que era pequeno, mas era suficiente pra nós três, havia uma pequena sala com uma televisão em cima de uma mesinha, ao lado da sala, havia a cozinha, e havia mais duas portas, uma era o banheiro e a outra o quarto, que nele havia duas camas de solteiro mais um colchonete, que já deduzi que seria meu.
Já era noite, comemos uma pizza e alguns outros lanches, Sam e Dean me ensinaram como se comportar diante dos policiais, me explicaram mais um pouco sobre demônios e me alertaram dos perigos que estavam por vir.
– Bom! Vamos começar por onde? – Perguntei.
– Agora já é tarde, mas amanhã vamos investigar sobre as três jovens e pesquisar também aquele símbolo que vocês fotografaram. — Disse Sam.
– Bom! Eu já vou descansar, pois amanhã será um longo dia. – Disse Dean.
– Também vou descansar. Boa noite – Então me levantei e me dirigi ao banheiro.
Logo após de sair do banheiro fui para o quarto, Dean já estava deitado na sua cama. Peguei o colchonete e arrumei ele em um canto do quarto e ali fiquei deitado.
Havia se passado uma hora e eu ainda estava acordado por causa de uma sensação ruim, então a porta do quarto se abriu, era Sam indo dormir, fiquei acordado por mais alguns minutos e então peguei no sono.
Era em torno das três horas da madrugada e eu me acordei assustado, era o calafrio de novo, e agora estava mais forte, fechei meus olhos e me concentrei. Havia uma presença estranha perto do nosso quarto, fui até a sala e espiei pela fechadura. Havia alguém parado aí na frente, aquilo me deixou em pânico. Fui em direção ao quarto novamente pra acordar Dean e Sam, mas nesse instante...
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