Supernatural: Eternal Flame
3 Oque houve com a minha vida?
Eu me sinto estranha, meio desligada do mundo e confusa afina meu pai foi cremado hoje.
E Castiel? É um sonho ou e real? Talvez uma alucinação... É quem sabe! Tudo que eu posso fazer agora, além de lamentar a perda do meu pai, é ir tomar um banho estou sem fome e vou direto dormir, cansada afinal meu dia realmente foi o pior de todos.
Uma e meia da madrugada :
Eu não consigo dormir, é tudo tão novo, tudo tão estranho sem ele aqui. Quando estava quase conseguindo fechar os olhos....
– Noite difícil? — ouvi uma voz que vinha de perto da janela.
Espera, eu conheço essa voz. Não, não podia ser era... Eram mesmo Castiel? Dei um pulo na cama assustada, meu quarto fica no segundo andar e está tudo trancado como ele entrou aqui? Não me parece que faz o tipo atleta! E-ele é mesmo um anjo?
– I-isso é r-real? — gaguejei e ele apenas confirmou com a cabeça — Sim — respondi sua pergunta e afundei minha cabeça no travesseiro, logo ouvi o anjo dizer:
– Talvez eu posso ajudar.
Antes que e pudesse dizer qualquer coisa ele estava próximo. Seus dedos mornos tocaram minha testa e eu adormeci.
Acordei com a luz do sol que refletia bem no meu olho, as cortinas da janela estavam entreabertas. Ouvi um barulho de panelas caindo que possivelmente estaria vindo da cozinha '' Droga, só o que falta é eu estar sendo assaltada '' pensei, já pegando um taco de golfe que encontrei no caminho. Mas espera. Como eu tenho isso no meu quarto? Se bem que isso não vem ao caso agora.
Desci as escadas com cautela. Odeio assumir, mas eu estava com medo do que realmente poderia ser, fui até a cozinha e dei de cara com a Ster. Respiro fundo, aliviada.
– Bom dia raio de sol, o que foi? Por que esta tão tensa assim?
– Deve ser por que eu moro sozinha e quando acordo, ouço um barulho na minha cozinha — aposto eu não seria Castiel fazendo tortas.
Ouvi Ster gargalhar
– O que esta fazendo aqui?
– Vim da uma força, imaginei que você não iria se alimentar direito — Forcei um sorriso — Então... você vai pra escola?
– Não. Só irei dar uma passada na biblioteca à tarde. Que horas você acordou para estar aqui tão cedo e fazer o café? — perguntei e sim Ster tinha a chave da minha casa.
– Cedo o suficiente para fazer essa surpresa, e eu não moro tão longe né?! Ah, o Josh mandou um beijo.
– Ele já sabe?
– Está brincando? De algum jeito quase toda a escola sabe — revirei os olhos.
Terminei meu café antes de Ster e subi pro meu quarto, quando abri a porta deixo escapar um grito.
– CARTER! Tudo bem? — ouvi Ster
– Hãm, claro, só pensei ter visto um rato — digo entrando no quarto e fechando a porta.
– Um rato? — pergunta o anjo.
– Queria que eu dissesse o que? Que tem um anjo no meu quarto? — ele pareceu ficar meio ofendido — Desculpe, foi à primeira coisa que me veio à mente. Você é mesmo um anjo né?! — confirmei
– Josh não é boa companhia, fique longe dele, é um deles...
– Demônios? — perguntei, me surpreendendo com a firmeza de minha voz.
Fiquei um pouco em meu quarto.
Desci as escadas e me dirigi até a cozinha, esquentei algo pra comer. Coloquei as panquecas no micro-ondas, esperando apoiada na mesa. Enquanto isso fico pensando o quanto minha vida mudou nesses últimos dias. Observei a faca de cortar carne. Eu sabia a função perfeita para aquela faca.
– Nem pense nisso — diz o anjo se materializando.
Nesse momento começo a me irritar. O que ele tem com isso? E seu eu quiser morrer? Ele não teria mesmo que me matar?
– O que você tem haver com isso? Me mate logo e acabe com isso! Facilita pra nós dois — disse e não me arrependo de nenhuma das palavras que usei. Aquela dor estava quase insuportável e o silêncio do anjo já estava me perturbando — anda logo!
– Não se trata apenas de minhas ordens! — quando ele disse isso pareceu meio incomodado, parecia que era algo que ele não deveria ter dito.
– O que?
– Tenho que ir! — ele diz repentinamente.
Droga obviamente ele não vai me responder. Mas o que eu to fazendo? Discutindo com um anjo? Sério?
Eu estou sendo realmente imatura. Pessoas morrem todos os dias e deixam um buraco enorme em sua vida onde elas costumavam ficar.
– O que houve — perguntei
– Problemas com humanos.. — me respondeu, já desaparecendo
preciso de um tempo para digerir essa história. Mas por hora vou afastar esses pensamentos demoníacos de um anjo que possivelmente irá me matar!
Almocei e subi pra me ajeitar pra ir à biblioteca da escola.
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Fui caminhando a semana toda. O tempo estava frio do jeito que eu gosto. Quando cheguei à escola justifiquei que vim somente para ir à biblioteca ao entrar na biblioteca vejo Josh. Droga! Porque ele tinha que estar aqui justo agora? Hoje? Ster deve ter mencionado.
Passei por ele que estava sentado em uma mesa com um livro.
– Oi Carter! — ele disse, mas não o respondi, passei direto por ele e indo procurar o livro que eu queria na prateleira '' Literatura juvenil ''.
Ao não achar, caminhei até o balcão pra pedir o livro para a moça que pelo que dizia no crachá se chamava Sheyla. Ela disse para eu aguardar que ela iria procurar o livro, então ficou somente eu e Josh, que continuava sentado em uma das mesas naquela biblioteca imensa, ele se levanta. Droga esta vindo pra cá, meu coração começa a disparar. O que ele quer comigo?
– Carter. como você está? — perguntou, ele me perguntou mesmo aquilo?
– Eu vou sobreviver! — Disse, e ele da um sorriso de canto.
Um silêncio constrangedor se instala e ele continuava me encarando, mas eu não me atrevia a encará-lo, então fiquei olhando para o nada. Aquilo já estava sedo constrangedor.
– Aqui está seu livro — E Sheyla chega para me salvar daquele constrangimento — esse mesmo? A amada imortal? — quis confirmar.
Eu apenas concordei com a cabeça assinando a ficha, e saindo do local. Mas antes que eu passasse pela porta ouço Josh falando :
– Hey espera!
Sem dar ouvidos, continuei caminhando pelo corredor da escola, que estava vazio. Os alunos obviamente estavam nas salas, esse corredor sempre foi tão imenso? Parecia aqueles filmes de terror e pra ficar mais tenso o tempo estava nublado e os ventos fortes e é cheio de janelas. Senti alguém tocar meu ombro e me fazendo ficar arrepiada. Estava tão distraída que me assustei ao me virar adivinha... Josh.
– Porque você fica me ignorando? — Pergunta, exasperado.
– Não sei do que esta falando. — menti e continuei andando.
– Sabe sim. Para de andar! — ele diz e eu me virei pra ele, revirando os olhos.
– Ou? — Certo isso foi um blefe, eu estou pirando.
Ele se aproxima e ficamos de frente um pro outro. Eu acabo dando alguns passos pra trás, tentando me afastar dele e quando me dou conta já estou encostada em uma das paredes, no meio do corredor. Olhei discretamente para os lados pra ver se encontrava alguém e nada!
– Porque está fazendo isso? — diz ele, dando mais um passo até mim.
– Isso o que? — me fiz de inocente.
– Me ignorando — ele disse se aproximando mas de mim, então resolvi desembuchar.
– Eu sei o que você é Josh. Fique longe de mim! — Alterei um pouco minha voz no final.
– Sou parte humano também. E, eu acho que mereço ao menos uma chance... — diz ele colocando uma das mãos em minha cintura e aproximando nossos corpos. Senti sua respiração, mas antes que nossos lábios se tocassem eu o interrompi.
– O que? — perguntei, coo se nada tivesse acontecido. Ele parece um pouco constrangido. De certa forma eu também estava e eu mal o conhecia.
– Os meu pais são demônio! — Eu o olho incrédula — Seu anjinho não contou isso aposto, anjos matam primeiro e perguntam depois. Ele mencionou que sou humano também?
– N-não — gaguejei, respirei fundo e perguntei — e o que faz aqui?
– Estudo — ele deu um sorriso de canto — Você esta com medo de mim? — ele pareceu meio triste.
– Não, só não sei em que versão acreditar. Certo, mais tarde eu vejo isso. Eu quero ir pra casa se não se importa.
– Posso acompanha-la? — pensei bem naquilo. Era idiotice, mas e daí? Não pra isso, há alguns dias atrás até me importaria.
– Hm. Pode — Passei a mão nos cabelos e percebi que havia deixado algo cair — só espera um pouco, um dos meus brincos caiu. Vou ali na biblioteca procurar.
Ele apenas disse que iria me esperar ali.
Ao chegar lá Sheyla não estava mais no balcão. Mas não importa, não estou aqui pra falar com ela. Olhei pro chão. Estava um pouquinho escuro ali. Vim para o corredor onde ficava as prateleiras de '' Literatura Juvenil '', pensei ter visto um vulto...Achei! Peguei meu brinco e o coloquei, tendo a sensação que tinha alguém atrás de mim. Automaticamente me virei.
– Sheyla — Respirei aliviada.
– O Mestre disse que não podemos mata-la, mas acho que posso me divertir um pouquinho — ao falar isso seus olhos mudaram de cor, ficando...Negros!
– Ah meu Deus! — Digo dando um passo pra longe dela, obviamente aquilo seria um Demônio.
– Tente de novo! — disse ela sarcástica.
Ela agarra forte meu pescoço e o aperta, me deixando sem ar. Ela tem uma força sobrenatural, e logo me empurra pra fora dos corredores, me jogando contra a parede, por cima de um das mesas. Cai de mau jeito, perdendo a respiração por alguns segundos tentei me levantar, mas antes eu tivesse a chance de correr ela chega perto de mim me levantando pela gola da jaqueta, e batendo sua cabeça na minha me deixando tonta, meu corpo ardia, e algo que eu não esperava acontece.
– N-não — gritei.
Mas já é tarde demais. Com um movimento rápido ela quebra meu braço fazendo-me soltar um grito abafado de dor. Senti uma lagrima percorrer meu rosto. De repente alguém joga aquela coisa para longe de mim. Olhei pra cima e vi Josh. Que se agacha, para me amparar, mas Sheyla estava se aproximando novamente.
– Josh! — Gritei apontando com o meu braço não quebrado para o demônio.
A dor é quase que insuportável e pra piorar acho que torci meu tornozelo. Tentei me apoiar na parede, pensando em algum jeito de ajudar Josh.
– Não se preocupe Carter. Virão outros atrás de você e eles sabem brincar também! — disse o demônio e sai uma fumaça preta da boca dela e a mulher cai no chão.
Aquilo era realmente assustador. Fiquei em choque, olhando aquele corpo caído no chão.
Josh coloca dois dedos no pescoço dela pra checar o pulso e murmura algo como '' Ela está bem ''. Aproximando-se de mim, e me pegando no colo, e eu me encolhi um pouco nos braços dele, senti algo escorrer na minha testa. E-era sangue? Ótimo! Encosto minha cabeça em seu peito. Acho que nunca fiquei tão próxima de um garoto como de Josh agora e antes no corredor macabro da escola. E não importa o que ele é, Josh acabou de me ajudar e está me socorrendo agora.
Entramos em um taxi que nos levou até o pronto socorro. Tenho que esperar até ser atendida, e Josh fica me fitando.
– Obrigada — disse, forçando um sorriso.
– Como você se sente?
– Dolorida — dizendo isso o médico me chama e eu me dirigi até a sala dele.
O médico coloca um curativo em minha testa e tenho de fazer um Raio-X no braço. Perfeito um gesso! E ainda torci meu calcanhar de brinde!
Uma hora depois eu pude vir pra casa. Josh me acompanhou até a entrada de minha casa, sorri e disse pela segunda vez :
– Obrigada!
Entrei em casa e tranquei a porta. Subi pro meu quarto pra descansar um pouco. Não podia ficar pra lá e pra cá, até por que meu calcanhar está latejando junto com meu braço.
Sentei na cama e ouvi um barulho. Parecia um... Farfalhar de asas? Olhei em direção o barulho assustada.
– O que houve com você? — pergunta o anjo vendo meu estado. Ele parecia... Preocupado?
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