Supernatural: Eternal Flame
26 Messenger
Carter chacoalhava o corpo caído no chão da amiga, na esperança que a mesma acordasse. O que foi envão, ao menos seus pulsos deram lhe um bom sinal.
– Sua amiga, está viva. — Diz o anjo.
– Ao menos tire há daqui, e as crianças também — Carter tinha ódio em suas palavras. Aquele não podia ser Castiel, não, este não era ele. Estava certa disso, mas o que será aquilo então?
– Não se iludir, sozinha. Você sabe que sou eu aqui, e isso foi tudo o que eu quis dizer desde o principio.
– Não, este não é você — Questionou ela.
– Tem certeza? — Pressionou o anjo, agachando se ao lado de Carter, que não deu-se ao trabalho de o encarar.
– Eu... Eu não sei. Se for, está completamente fora de si. Não tenho ideia do que aconteceu mas tire os outros daqui. Tenho certeza que seu problema é comigo, somente comigo. Desconte sua ira em mim.
– Hm. Lealdade interessante, é algo raro hoje em dia — Ao ouvir aquilo Carter estranhou, e se focou de quem realmente se travara de quem aquilo estava se passando, e muito mal. Castiel não era de falar deste jeito, ele era peculiar. Não era alguém ruim, era quieto, doce e inteligente. Obviamente aquele não era ele aquele anjo é único.
Deixou um sorriso bobo escapar com esses pensamentos que vieram a sua cabeça. Mas agora havia outra questão, quem ou o que era aquilo? Carter o encarou, ambos agora estavam de pé.
– Quem é você, realmente? — Pergunta, mas antes que ele pudesse pudesse lhe responder, uma espada prateada foi cravada em seu peito, Carter não conseguiu esconder seu espanto, pôs uma das mãos perto do coração, como se aquilo fosse diminuir o ritmo acelerado que o mesmo, batia. Uma mancha de sangue espalhava se ao redor de onde a espada havia sido gravada, manchando o tecido bege do casaco do anjo, seu corpo foi desaparecendo como se fosse algum tipo de... ilusão. Carter ainda tinha suas duvidas não sabia exatamente como um anjo morria. Mas ficaria feliz se tivesse certeza que aquele realmente não fosse o Cass, ou não tinha certeza de que absurdo faria...
Deparou se com uma figura familiar, atrás de onde havia agora a pouco o corpo ou a... Ilusão de Cass.
– Ennias. — Suspirou aliviada.
– Era apenas uma ilusão... Bem real — estranhou ele.
– Ilusão ou não, de alguma forma abriu meus olhos.
– Castiel jamais falaria daquele jeito com você nem mesmo há agredi...
– Porque? Porque lhe prometeu? Não tenho nada contra o Cass, muito pelo contrario. Ele é um amor. Mas já estamos todos ferrados, é o apocalipse. Porque ainda insistem em me esconder alguma coisa? Eu assim como Sam, Dean e Bobby não somos iguais a vocês, podemos morrer a qualquer momento, principalmente agora em meio ao apocalipse. E se eu for morrer eu quero ao menos saber a verdade.
– Pare de falar em mortes, você não vai morrer. Não agora, jovem. Nós vamos conseguir passar por esse apocalipse, acredite. Tenha...
– O que... Fé? — Ironizou. — Seu Deus foi embora, ou talvez esteja mor...
– Você está falando de meu pai. — Disse Ennias, sério. Carter o observou por alguns instantes, obviamente falou o que não devia, mexeu com algo lá dentro do anjo...
– Desculpe. Não devia ter dito....
– Esquece isso, vamos.
– Você não vai me contar nada, suponho. — Pergunta ela, sem ser respondida... — Julianna ficara bem?
Carter esperava que Ennias, carregasse a amiga no colo ou algo do tipo, mas o anjo apenas estralou os dedos e a garota caída no chão, levantou bruscamente e com uma cara de quem não estava entendendo nada, o que é compreensível, seus olhos percorreram o local, até pararem em Ennias.
– Tudo bem? — pergunta Carter, estendendo uma das mãos para ajudar a garota a levantar se.
– Não sei, o que diabos aconteceu com aquele cara? Aprenda a controlar seus namorados. — Carter sentiu seu rosto corar por alguns instantes...
– Namorado? — repete Ennias.
– Não. E aquele não era Cass, Julianna. Apenas o mundo sobrenatural nos pregando uma peça.
– E ele? — Pergunta ainda sem tirar os olhos de Ennias, de um jeito suspeito.
– Ennias... — Carter o encarou alguns instantes antes de continuar — Um bom amigo.
– E como nos achou aqui?
– É uma boa pergunta, mas não há tempo para respostas. Não agora. — Havia um misto de decepção no olhar do anjo, mas era de se esperar. Recentemente sua filha o conheceu, não devia esperar que a mesma o chamasse de '' Pai '' embora aparentasse que tinha engolido está história fácil de mais.
Ennias queria as tirar dali, mas Carter estava cismada em encontrar o menino, Arthur. Se ele existir realmente.
Andavam pelos corredores da loja atentos e com cautela, até ouvirem paços atrás de si, e virarem para ver de que se travava, uma garotinha loira de vestido claro com rendas e sem uma das sapatilhas calçadas. Para Ennias e Julianna não era nada de mas, mas Carter, estava... Assustada, por aquela garota existir. Ou aquilo poderia ser apenas uma outra ilusão.
– Tudo bem? O que faz aqui? — Pergunta Ennias, agachando se na frente da garotinhas, que o ignorou. Seus olhos eram fixos em Carter, que dava curtos e rápidos passos para trás.
– Você precisa vir comigo. — Diz a garotinhas, estendendo uma das mãos em direção de Carter.
– Porque diabos eu faria isso? Nem sei quem é você.
– Apenas humana — Murmura Ennias, alto o suficiente para que todos presente pudessem ouvir.
– Sou um mensageiro, do inferno.
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