Supernatural-Daughter Of A Angel

21 Um Antigo Amigo Está De Volta


Notas iniciais
Aí esta mais um capitulo pra vocês... E eu queria pedir pros leitores fantasmas que mandassem Rewiens pra eu saber se estão gostando! E também agradecer aos comentários da Baabi Rocha, e da minha mana que eu amo muito u.u Enjoy =D

Sam, Dean e o Bobby haviam saído para beber. O plano já estava certo. Quando Balthazar voltasse com o paradeiro de Lúcifer, nós iríamos até lá, dávamos uma enrolada nele enquanto eu me preparava pra abrir o purgatório e mandávamos ele para lá. Não ia ser muito fácil. Pelo que meu pai disse, só abrir o purgatório já seria o bastante para esgotar meus poderes, eu teria que aguentar o suficiente para fecha-lo também.

Meus pais não gostaram disso. Eu poderia até morrer com isso, mas era preciso. Acho que meu pai teria desistido se não fosse tão importante fazer isso.

-Lucy, o que é isso? –minha mãe perguntou pegando dois papeis da minha mochila da escola

Eu odiava quando ela mexia lá, ela sempre achava uma coisa que não era pra achar...

Olhei para os papeis e vi o que eram. Um era o do baile da minha escola que ia ter para nós essa noite.

Eu sei que eu tenho nove anos e que é estranho nessa idade termos baile, mas as patricinhas metidas a adultas da sala exigiram o baile e os professores acabaram cedendo...

O outro era um bilhete de um garoto que me convidou pro baile.

Meu pai pegou o bilhete do garoto da mão da minha mãe. Pronto, agora ferrou. O papai vai dar um treco e matar o garoto...

-“Lucy, queria que você me acompanhasse no baile. Você é uma das mais lindas e legais garotas que eu conheço, e seria muito legal ter você como par. Assinado: Henry.” –Meu pai leu e me olhou

Tas ferrado Henry!

-Quem é Henry? –ele perguntou me mostrando o bilhete

-Um garoto. –falei

Meu pai olhou para minha mãe.

-Posso matar ele lenta, e dolorosamente? –ele perguntou

-Não. –minha mãe falou

-E rápido com só um pouco de tortura? –ele insistiu

-Gabriel! –minha mãe o repreendeu

-Desculpe...

-Por que não nos disse do baile? –minha mãe perguntou

-Esqueci. –falei

-Você aceitou o convite desse ‘Henry’? –minha mãe perguntou

-Não, não, não, não... –meu pai repetia baixo

-Sim. –falei

Vi meu pai se irritar. Que droga pai, só tenho 9 anos, não vou sair por aí fazendo o que você e a mamãe fizeram encima da mesa de jantar daquela vez! Acho que ele não entende isso!

-Então você vai ter que ir ao baile. –minha mãe falou

Pois é, em pleno pé de guerra e minha mãe quer que eu vá ao baile.

-Não com esse ‘Henry’ aí! –meu pai falou

-Você nem conhece ele! –minha mãe disse

-Mas o fato dele ser garoto me deixa irritado. –ele falou

Minha mão o encarou. Juro que vi meu pai se encolher um pouco...

-Tem vestido pra ir ao baile? –minha mãe me perguntou

-Acho que tenho um... –eu disse

-Então vamos te arrumar? –minha mãe disse sorridente

-Mãe, ainda é de manhã... –falei

-Ah, é, esqueci.

Eu fui pro meu quarto ver o vestido, acho que ele estava bom. Mas eu me sentei e peguei um livro que estava no meu criado mudo. Comecei a lê-lo. Era sobre anjos. Como sempre. Mas não tinha nada haver com a realidade.

“Ele abriu suas asas brancas e grandes. Com penas de pássaro e com a envergadura do mesmo elas se abrirão revelando a verdadeira identidade do rapaz...” tinha no livro

-Nossa quanta bobagem... –falei sozinha e fechei o livro

Me deitei na cama e fiquei pensando nas viagens da mamãe... Não sei por que pensei nesse assunto mas foi o que me veio a cabeça.

Uma vez ela havia chegado com marcas de garras nos braços. Ela disse que tinha sido no arame de algum lugar aí. Mas agora sei que era mentira. Queria saber o que tinha feito ela ficar machucada.

Estava encarando o teto vagando pelas minhas lembranças até que uma brisa suave tocou meu rosto e eu vi um cara em pé no meu quarto. Ele usava um sobretudo todo rasgado e sujo do mesmo jeito que ele. Ele usava barba e tinha uns olhos azuis. Lindos olhos azuis. Não fiquei com medo, afinal, ele era um anjo.

Não me pergunte como eu sei, eu só consigo ver isso.

Ele olhou envolta o local e depois voltou a me olhar.

-Olá. –ele falou baixo como se quisesse que ninguém o ouvisse

-Quem é você? –perguntei

-Castiel. E você é Lucy, filha de Luna e Gabriel. –ele disse

-Como sabe? –perguntei

Legal isso Lucy! Conversando com um completo desconhecido todo sujo parecendo um louco. Eu teria gritado se não soubesse o que ele era.

-Você é poderosa. E parece muito com sua mãe... –ele deu um leve sorriso –mas com os olhos do seu pai... –ele sorriu outra vez

Apesar de sujo e meio que ferido, ele tinha um lindo sorriso.

-O que faz aqui? –eu perguntei, parecia minha mãe falando

-Quero ajudar você Lucy... –ele disse –Mas ninguém pode saber que eu estou aqui...

-Por que? –perguntei

Ele suspirou e abaixou a cabeça.

-Passei por muita coisa antes de você nascer Lucy... Acho que mereço um descanso... Sei que parece egoísmo, mas você tem que entender... –ele falou se sentando ao meu lado

-E como pretende me ajudar? –perguntei

-Posso te ajudar a controlar mais seus poderes, talvez assim quando você abra o purgatório, você não precise usar tanta força... –ele disse

-Eu sei controlar meus poderes. –falei

-Não, não sabe... Não muito bem ainda. Tem muito o que aprender... –ele disse

-E por que meus pais não me ensinam isso? –perguntei

-Talvez por que nem eles compreendam seus poderes totalmente ainda Lucy... Não os culpo. Sua mãe era um dos mais poderosos anjos e seu pai um arcanjo também bastante poderoso... Você tem os poderes deles Lucy. Você são eles dois, juntos. Maior poder que esse, só nosso Pai tem. –Castiel falou

Pensei um pouco...

-Acho que não seria uma má ideia aprender um pouco mais... –falei e sorri fazendo ele sorrir também

Notas finais
Iaí, mereço Rewiens? Até o próximo capitulo!