Supernatural - Behind The Red Coat

17 Season Finale: A Dangerous Game.


Notas iniciais
Um jogo perigoso.

Chegamos ao último capítulo da primeira temporada. Espero que todos vocês gostem do capítulo abaixo e de todas as reviravoltas que ele trará.

Gente, antes de começarem a ler, acessem essa imagem: https://lh3.googleusercontent.com/L3jwgKuWYbMIXxkSy1n9C0ZF0RXqPQhPv3w715ELqg=w293-h207-p-no é o Mapa do Hotel onde os caçadores estão. Assim ficará mais fácil para vocês entenderem os vários lugares que os personagens passam ao longo do capítulo.

– Vadia. Você nunca escapou.

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Alexia sorri ironicamente.

– Parabéns. Não foi fácil nossa jornada.

Após essas meras palavras, ela sorri ainda mais e abre os braços, como se estivesse apresentando-se pela primeira vez.

– Eu sou Red Coat.

Dean e Bobby sacam suas pistolas e ficam com elas em mãos. Alexia, sem hesitar, pega sua pistola branca – que antes era de Veronica – e encosta o dedo no gatilho, apontando-a para o chão, mas ficando esperta para qualquer movimento brusco dos caçadores.

Eles se observam por alguns minutos.

– Alexia. Apareceu do nada, sumiu do nada e é a peça central do jogo. – fala Bobby.

Red Coat ri.

– Creio que não possa ser a peça central do jogo, Bobby. – diz ela. – Eu sou quem comanda o jogo.

Ellen debocha:

– Se fosse não teria sido pega, não agora, que tem a minha filha em mãos. Cadê a Jo, vadia?

Alexia não responde. Ela se deixa observar as chances que tem de escapar. Ela está do outro lado da saída principal, mas poderia bem tentar escalar os muros que cercam o hotel. Para trás dela havia o corredor dos quartos na rua, e á sua esquerda, o grande hall do Brandon.

Se Alexia tentasse correr agora, as chances de ser baleadas eram enormes. Ela tinha que enrolar, e foi isso que fez. Ela resolveu dar algumas respostas.

– Eu não sou quem vocês pensam. – conta Alexia. – Tudo que fiz desde que começou, foi milimetricamente calculado. Todos as mensagens, ataques, roubos. Tudo.

Os caçadores aguardam Alexia contar o resto da história.

‘Tudo começou naquela tarde. No hall da fábrica. Eu tinha tudo em mente, absolutamente tudo. Quando finalmente tive chance, dei inicio ao meu plano. Meses depois, e resolvi aparecer. Não foi fácil enganá-los, mas era preciso. Eu precisava, e muito, saber o que vocês tramavam.’

Alexia dá uma pausa. Ela observa as expressões de espanto de Ellen e Veronica e continua a contar:

‘Depois de entrar em uma luta com Dean e Bobby, Sam me deixou bem afetada. Saí com dificuldade, mas depois explodi meu carro e inventei aquela história ridícula da perna... Eu ainda não acredito que vocês todos caíram. Depois, mandei aqueles demônios encurralarem a Ellen e Ash enquanto cuidava de mim. Não imagino como sobreviveram até aqui com tanta burrice...’

Red Coat fez uma pausa.

‘Então, enviei mensagens para todos, dizendo que a pobre Alexia estava preocupada com Red Coat. Minha sorte foi que vocês todos foram, e pude ter um pouquinho de vingança de cada um... Na hora que vocês saíram do quarto onde eu estava 'presa', subi e entrei no sótão, onde havia uma escada que me levava para os fundos da casa. Foi assim que escapei do local. Foi assim que eu 'morri'. Vocês acreditaram que eu estava morta, por isso, um ponto para mim, e mais uma peça derrubada para vocês. Dias se passaram, e instalei câmeras em vários lugares. Consegui invadir as do hospital, e então foi incrível ver vocês se xingando, discutindo. Dean e Ruby contracenaram uma linda briga. Até eu enviar uma mensagem á Dean o convencendo a captar o vermelho. – Alexia ri disso, enquanto Dean fica com mais raiva ainda. – Eu tinha tudo para reinar no Halloween. Houve o imprevisto da bruxa vadia, mas dei um jeitinho nela. Sentir sua engasgada naquele vaso foi triunfal. Meu próximo passo foi pegar o abobado do Rodric. Conectei a bomba ao seu celular, e bati tanto nele. Havia hematomas por todo o corpo, e o desespero para ele sair daquele carro me deixava tão... feliz. Veronica, seu marido é um pamonha, você sabia?’

Veronica passa por Dean, Bobby e Ellen, e começa a correr na direção de Red Coat.

Alexia sorri ironicamente e sussurra:

– Veronica, a corajosa.

Então, Red Coat levanta a pistola branca e atira em Veronica. O tiro para o embalo da corrida da caçadora e atira-a para trás com força. A mulher bate com as costas no chão. A bala parecia ter atingido seu ombro.

Nesse mesmo instante, Dean, Bobby e Ellen olham para Veronica e levantam as armas, atirando na direção de Alexia. Mas ela não estava mais lá. Red Coat havia escapado.

__

O Hotel era grande, e a saída principal ficava para o outro lado. Alexia ainda estava ali, empreitada no meio dos enormes corredores de lustres antigos e papéis de paredes floridos. Ou até mesmo na rua, atrás de alguma árvore, sentindo o frio de novembro causar mais adrenalina ao seu corpo.

Alexia ouviu passos cruzando o corredor dos quartos da rua. Ela saiu do quarto número 19, e espiou para os dois lados do corredor. Fechando a porta devagar, ela seguiu tentando desencontrar-se com os caçadores e encontrar a saída. Red Coat dobrou em um corredor e encontrou a porta dos fundos da lavanderia.

Alexia andou agachada pela lavanderia de paredes brancas e da luz ofuscante. Ela olhava pelas janelas, procurando alguém, embora as janelas tirassem sua visão perfeita. Red Coat encostou-se na parede úmida e aguardou.

Após dois minutos, ela encostou sua mão na maçaneta de metal gelada e a girou divagar. Alexia espiou pela porta e olhou para o pátio. Ela se levantou devagar para sair e então Veronica apareceu em sua frente, com uma pá nas mãos.

Red Coat arquejou e então Veronica bateu a pá com força na cara dela.

__

Ponto de Vista – Veronica.

Minutos atrás.

– Veronica, seu marido é um pamonha, sabia? – falou Alexia.

Uma raiva tão grande subiu ao meu corpo que não sabia se o que estava dentro de mim era adrenalina. Desde três dias atrás (Halloween) eu estava pronta, preparada, para que quando colocasse os olhos em Red Coat, destruí-lo sem piedade.

Não importava quem fosse, eu iria satisfazer minha vontade de matar. Como repeti para mim por várias vezes nesses dois dias, ‘a vingança é um prato que se come frio’.

Olhei para o rosto maldito de Alexia. Vi ela segurando a minha pistola, a pistola branca que eu ganhara de meu pai três dias antes dele morrer, que fora dada a ele também um pouco antes da morte do meu avô, o grande criador dela. Vi o sorriso malicioso e sedento de Alexia ao dizer aquelas palavras deixei meu pé esquerdo levantar. Meus braços cruzados se soltaram, e quando o pé esquerdo tocou no chão, ergui o outro.

Eu estava correndo para a morte.

Vi ela levantar a pistola e puxar o gatilho. Vi sua boca se mover ao me ver correndo em sua direção. Quando soube que a bala estava para sair em segundos, fiz a coisa mais louca da minha vida.

Alexia puxou o gatilho e metade do milésimo do segundo depois eu me joguei para trás com toda a força que pude.

A bala desapareceu. Os outros caçadores provavelmente sabiam que eu estava viva, pois não ouvi suas vozes vindo até mim.

Ouvi passos, passos largos e então resolvi abrir os olhos. Enxerguei uma parte escura do céu, que anunciava uma grande tempestade vinda do norte. Ergui meus cotovelos e olhei em volta. Todos estavam sumidos.

Percebi movimentos em três lados diferentes, mas por uma pequena brecha consegui ver um casaco vermelho passando em direção a lavanderia. Levantei e fui até um pequeno murinho perto da lavanderia onde se encontrava uma pá de escavar. Segurei a pá com força e me posicionei ao lado da porta.

Ouvi-a abrir e então olhei para os olhos claros de Alexia, surpresa.

Ponto de Vista Veronica

Off.

Veronica estendeu a pá na cara de Alexia. Outra vez, e outra.

A caçadora fez uma pequena pausa e jogou a pá longe.

– Vou tratar de você com as mãos querida! – disse Veronica, enquanto Alexia se levantava com dificuldade e agarrava os cabelos dela.

Veronica segurou as mãos de Alexia e a bateu contra a parede duas vezes. Depois, a puxou dos cabelos e girou Red Coat, jogando-a mais longe. Alexia arfou. Ela tentou se levantar, mas Veronica sentou encima dela e começou a tapeá-la no rosto, de um lado para o outro, sucessivamente.

– EU... VOU... DETONAR..VOCÊ... SUA... VADIA... CACHORRA! — gritava Veronica, dando um tapa para cada palavra.

Quando ela terminou, Alexia estava inchada. Sua cara estava podre. Saía sangue de vários lugares.

Alexia disse:

– Você não é capaz de matar ninguém, Veronica.

A caçadora avança e dá um chute nos ‘países baixos’ de Alexia. A garota cambaleia, e cai ajoelhada. Em seguida, Veronica chuta o pescoço dela com a ponta bota sem salto que usava. Alexia teve a cabeça lançada para trás, enquanto cuspia sangue para cima.

Veronica a ergueu, pronta para matá-la e então ouviu a voz de Dean.

– Veronica espera! – disse ele, no meio do pátio. – Ela pode ter mais respostas!

Alexia sorri prestes a morrer. Ela mostra que continua tão arrogante como sempre fora.

– Está com medinho de mim, Dean? – diz ela, rouca.

Dean saca sua pistola e aponta para Alexia, bem no peito. Ele sabia que tinha que fazer. Todo esse tempo de sofrimento, todas as ameaças. Fechou os olhos devagar e colocou o dedo no gatilho. Então Dean sente uma lâmina gelada tocar seu pescoço e roçá-lo, causando um pequeno corte. A faca não é afrouxada até que Dean ouve a voz fria e séria.

– Largue a arma, irmãozinho.

A faca é retirada devagar de seu pescoço e Dean se vira.

Sam Winchester usava o casaco vermelho. De Red Coat.

– Surpreso Dean? – pergunta ele alguns segundos depois.

Ele sorria provocante. Além do casaco, Sam usava botas de borracha e luvas de couro. Havia uma arma em seu cinto e uma faca pendendo de sua mão. Sam ainda conseguia exibir um olhar maligno.

Dean não sabia no que acreditar. Ele passara todo esse tempo com o irmão, e ele era a arma principal, o informante. Sam era um traidor, que ouvia todos os planos, todos os movimentos das peças no jogo e ia contar para Alexia. Era assim que eles estiveram por todo esse tempo um passo á frente.

Dean não sabia direito o que responder.

Nesse momento Ruby alcança o pátio central do Hotel. Ela fica chocada ao ver Sam usando o casaco de Red Coat.

– SAM?

Ele dá uma gargalhada. Bobby e Ellen também entram no pátio.

– Hunters United. – fala Sam. – EU SOU RED COAT.

Dean esmurra a cara dele.

– Seu filho da mãe! Claro que Alexia teve ajuda... Como nunca imaginei isso... — Dean murmura.

Todos ainda estavam meio perdidos. Bobby não conseguia acreditar que o garoto que criara fora capaz de traí-los e matar pessoas que fossem boas. Ellen não sabia como dividir sua preocupação: estava tão chocada com Sam quanto com ainda não ter encontrado Jo. Ruby não sabia o que dizer, não acreditava no que via. Veronica assistia tudo com ódio, mas ainda estava com Alexia rendida, o que mais importava para ela no momento.

Alexia sorria. O plano estava se completando. Claro, que ser rendida por Veronica não estava nos planos, mas tudo agora tinha seguido perfeitamente como queriam. Eles estavam próximos a derrubar a Rainha.

Dean era o mais afetado. Seu irmão, o traidor, com quem dividira as melhores coisas agora o ameaçava com uma faca. Isso com certeza justificava o fato de Sam estar tão diferente desde a caçada que tiveram perto de Seattle, a que Jo fora ‘possuída’. E foi nesse assunto que Sam tocou.

– Saudades do seu irmão, Dean?

O Winchester mais velho olha para ele. Ellen e Bobby arquejam ao ver Sam adquirir olhos de demônio.

– Sam Winchester nunca esteve aqui. Nunca, desde a caçada em Seattle. Desde que Edith começara tudo. Eu fui seu irmão por um ano, caro Dean.

Dean saca sua pistola, e rápido dá um tiro em Sam, ou o demônio, melhor dizendo.

Red Coat se recupera e observa Dean.

– Seu irmão deve estar sentindo isso agora, rapaz. Se ele ainda está vivo, atirado naquele lugar sujo.

‘Quando Sam entrou naquele corredor, sozinho, sabíamos que era a chance. O atacamos, e então usei o melhor bruxo que já conheci para clonar seu corpo. Eu possuí a cópia, e o apagamos num quarto ao qual ele nunca sairá. De vez em quando meus amigos levam comida e água para ele. Espero que o verdadeiro Sam Winchester seja forte o suficiente.’

Alexia bate palmas.

– Você é incrível, Joshua.

Veronica a joga no chão e levanta a pá. Ela olha para Dean, que assente rápido.

– NÃO VAI QUERER MATAR MINHA PARECEIRA, VERONICA.

A caçadora não dá bola e olha para Alexia, pronta.

– Vai muito mais longe que isso. Muitos outros morrerão. Matar-me não vai terminar isso, Veronica.

Veronica desce a pá e a crava do lado de Alexia, fazendo um barulho alto de metal batendo no chão.

A garota Red Coat sorri novamente.

– Eu disse que você é fraca, nunca será capaz de...

A frase não é terminada, pois Alexia é surpreendida por Veronica sacando sua arma e dando um tiro no peito da garota.

– NÃO! – berra o demônio que possuía Sam.

– Game over pra você, Alexia.

Ao falar isso, ela vê a menina perder o foco dos olhos e morrer.

O Red Coat que sobrara, enlouquece. Pega Dean pelo pescoço e o atira longe. Ele começa a caminhar em direção á Veronica, mas Ruby grita e o alcança.

– Hey, hey! – diz ela, colocando as mãos no rosto de Red Coat. – Calma aí, eu posso... Eu posso me juntar a você, Joshua. Diga que sim, podemos matar todos eles em instantes. Vamos!

Ela fala tudo isso sorrindo maleficamente.

Red Coat olha pra ela. Depois sorri. Antes que pudesse responder Ruby levanta uma faca, escondido, e crava na barriga dele.

– Podemos, é claro.

Ela fecha os lábios, e séria, retira a faca.

– VAI, AGORA DEAN! – berra ela, virando-se e colocando a mão sobre a boca, abafando um soluço do choro.

Ellen abraça Bobby.

– Você sabe o que ele fará. – diz ela. – Bobby, o impeça. Não posso perder mais ninguém!

– Ele fará o correto, Ellen. – diz ele olhando para a entrada do estacionamento como se aguardasse algo.

Dean, com a arma em mãos, sentia que devia, mas não podia fazer aquilo. Seu irmão estava lá, e poderia sentir. Se ele matasse Red Coat, Sam também morreria.

Era a escolha que tinha de fazer agora.

Ele ergueu a arma, e arrumou-a para atirar.

O fim do ciclo. O fim de Red Coat. O fim de Sam Winchester.

Três milésimos antes de Dean atirar, todos ouvem um barulho de pneus arranhando o chão da estrada. Um carro branco entra no estacionamento do Hotel Brandon e dele, sai Samara, a bruxa.

Ela olha para Bobby, que sorri. Dean hesita na hora do tiro e sai do lugar onde estava, como se estivesse sendo empurrado por algo invisível. Ruby também é retirada do lugar que se encontrava, deixando apenas Joshua (ou Sam) ajoelhado, olhando para Samara com um olhar demoníaco.

Samara o olha com nojo nos olhos.

– Demônio.

Ela levanta uma das mãos e o céu adquire uma coloração mais escura para a noite: uma tempestade estava por vir. Raios tomam conta de toda a margem de Sioux Falls, enquanto o chão treme e um círculo se cria na volta de Joshua.

O chão começa a desabar onde ele estava, formando uma armadilha do diabo perfeita um pouco abaixo do nível que estavam.

– VADIA! – grita ele, tentando sair da armadilha. – VADIA ME TIRA DAQUI!

Samara começa a citar uma magia que nenhum caçador dali vira antes. Todos os outros observam uma ventania chegar.

‘demon Cloner, exorcise ty, kurrë që përsëri të shkojnë në atje, ju zbuloni një tjetër qelizë të thellë në ferr, ju largoheni nga ky organ në emër të të gjitha perëndive dhe të mëdhenjtë e ne i shërbejmë. Kthehu mbrapa në ferr, mënyra më e thellë e torturës, u dogjën të gjallë dhe le ky trup i gjallë.’

Ela para de falar, pois algo a impede. Ela põe a mão no peito e ofega.

– É... é uma magia difícil. – grita ela para os caçadores. – Não sei se... Preciso de velas e de algo de Sam, rápido!

Ellen e Bobby correm para dentro do Hotel para procurar velas, enquanto Ruby alcança á Samara um anel que Sam usava e deixara no motel onde estavam.

Samara consegue deter Joshua dentro da armadilha do diabo, enquanto Ellen e Bobby entram no saguão.

– Vou procurar na cozinha, tente encontrar nos quartos ou nos lustres. – diz Ellen.

Eles se separam, um para cada lado.

Uma tempestade começa em Sioux Falls. O vento faz a chuva machucar o rosto dos caçadores, enquanto Joshua berra e se bate contra o muro invisível que o cerca. A água começa a inundar o enorme buraco da armadilha do diabo.

Bobby dobra num corredor e a luz pisca, anunciando que a energia pode cair. Mas ao ver que nem todas as luzes se apagaram, percebe que alguns lustres estão preenchidos com velas.

Ele corre e retira seis, pegando um isqueiro no bolso e acendendo-as, voltando para o pátio do hotel.

Enquanto isso, Ellen desce na cozinha e encontra o corpo morto da funcionária Anna. A caçadora desvia o olhar e começa a abrir gavetas, jogar coisas no chão, afim de encontrar os materiais pedidos por Samara.

Então, ela ouve um barulho. Vem de uma porta que está do outro lado da cozinha.

– Quem está aí ? – pergunta Ellen sacando sua arma e ficando na espreita.

Ela caminha até a porta e a abre devagar. Era a despensa do hotel. Mas lá dentro estava ela, Jo Harvelle, escabelada, suja, cheia de hematomas e sangrando.

__

Bobby entrou no pátio e olhou para Samara.

– Atire-as! – berrou ela, e Bobby atirou cinco das velas no buraco.

Instantaneamente, a água que estava inundando o buraco pegou fogo. Joshua começou a gritar.

Veronica foi até Dean e eles se deram as mãos. Bobby hesitou em se virar.

Samara pegou a última vela e começou a gritar palavras mais rápidas. Raios, trovões e vento tomavam conta do local. As janelas quebraram, a energia acabou. Joshua gritava enquanto pegava fogo.

Samara gritou ‘ESXER’ e atirou a última vela.

O fogo vermelho virou azul, as chamas se alastraram por tudo, pois a armadilha havia sido desfeita. O hotel estava em chamas, e uma fumaça branca saiu do corpo de Sam. A fumaça era muito grande, e logo atrás dela saiu uma preta pequena.

Dean sabia que algo havia dado errado. Havia somente uma resposta para a fumaça branca que saíra de dentro de Sam.

Era a parte da alma dele que vivia naquele corpo.

Samara correu na direção do corpo e caiu de joelhos. Em seguida, ela abriu os braços e tudo silenciou.

A chuva ficara lenta, o vento baixara, o fogo estava fraco. Então, Samara puxou com força os braços e os encostou no peito, e tudo veio na direção dela.

Os cacos de vidro, o fogo, a água, o vento, pedaços de pedra, a fumaça preta e a branca... tudo explodiu contra a bruxa e o corpo clonado de Sam Winchester.

Samara havia sumido. Tudo havia terminado. O corpo de Sam jazia no chão, deitado, os olhos abertos num branco temeroso.

Eles ouviram passos atrás deles. Era Samara. Ela vinha devagar, estava com poucos cabelos, seu rosto inchado, o nariz sangrando. A boca muito cortada. Suas roupas não passavam de trapos velhos e carbonizados. Ela hesitou e caiu.

– Não podia deixar... a alma dele... – diz ela fraca e ofegante — Se escapasse não sobreviveria.

Bobby vai até ela.

– Um corpo não pode sobreviver se seu clone morrer. O que você fez com Joshua e todas as outras coisas? – pergunta o caçador.

Samara fecha os olhos.

– Eu guardei. Dentro...de mim eu guardei... – ela sussurra. Samara respira rápido, como se não houvesse mais ar para ser aspirado.

– Obrigado, Samara, por tudo. – fala Bobby.

– Seu irmão... Dean. – sussurra ela, ainda com os olhos fechados. – Procure-o... Tomem cuidado... o pior ainda virá. – Samara respira fundo. – Não acaba aqui.

Depois disso, sua respiração para, e Bobby toca com dois dedos em seu pescoço.

– Ela morreu. – diz ele.

Eles lamentam. Dean e Ruby vão até o corpo de Sam, e ao tocá-lo, o corpo se desfaz em cinzas. Dean deixa escorrer uma lágrima.

– Vamos encontrar você, Sam.

Ele olha para Ruby e assente.

– Você pode contar comigo, Dean. – fala ela.

Dean assente. Então, de dentro do Hotel, sai Ellen e Jo. A mulher está carregando a filha, muito abatida.

– Jo! – exclamam todos. Eles correm até Ellen e seguram Jo, devagar.

Jo é posta no chão, deitada. Ruby olha para ela.

– O que houve com ela?

– Tem alguma coisa aí. Não somente torturaram ela. – conclui Veronica.

Veronica olha para a barriga de Jo. Estava um pouco maior que o normal, mas não era isso que a incomodava. A caçadora vira que algo na barriga de Jo se movia, como se estivesse tentando sair.

– Olhem! – diz ela, se ajoelhando do lado da garota.

Nesse instante, os relógios de Dean e Bobby apitam, indicando meia noite.

Jo abre os olhos. Eles estão sob coloração branca. A menina começa a convulsionar, e então seu corpo começa a ser arrastado pelo pátio do hotel sem parar.

– Jo! Meu Deus! – grita Ellen tentando alcançar o corpo.

Jo então é erguida e atirada no buraco onde fora a armadilha do diabo que trancara Joshua antes. A garota se contorce, e algo dentro da barriga dela começa a se mexer muito rápido.

– Dean! – grita Bobby, enquanto o caçador começa a correr para Jo.

Na hora de pular para o buraco, Dean é impedido por uma barreira.

– O que está havendo? – pergunta Veronica.

Ruby olha para ela.

– Eu estou sentindo. – Ruby põe a mão na barriga. – Não, não pode ser.

O chão começa a tremer levemente. Jo grita, e o tamanho de sua boca duplica.

Lá de dentro, começa a sair uma mão.

Veronica e Ellen gritam, apavoradas. Ruby põe a mão na testa. O que ela temia estava acontecendo.

Sai outra mão e ambas se apóiam na boca de Jo. A força faz mãos fazem com que uma pequena cabeça comece a sair dali, uma cabeça deformada. O corpo de um bebê deformado sai por completo de Jo e começa a se arrastar pelo chão do Hotel.

Ellen se desespera e é segurada por Veronica. Bobby e Dean chutam e batem na barreira em função de sair, mas não conseguem.

– Por favor, por favor! – berra Ellen.

A boca de Jo volta ao normal, os olhos fecham e ela para de se mover. A criança se arrasta mais um pouco e então o buraco começa a rachar. Uma pequena parte do buraco se abre, revelando uma luz branca que os cega.

Ruby é a única que consegue ver a criança rastejar e entrar no buraco de luz.

As pedras de asfalto voltam ao normal, e o único buraco que resta é o que Jo está caída e que servira de armadilha para o diabo.

Era 00h08, e o silencio que reinava agora não parecia ser sucedido de tantas descobertas, reviravoltas e mortes. Ellen desceu no buraco e se ajoelhou do lado da filha. Dean e Veronica se abraçaram. Ruby sentou-se no chão, ofegante. Bobby seguiu Ellen e segurou as mãos de Jo.

Tudo havia terminado.

Ou...

Os celulares vibraram. Dean, Veronica e Ruby sacaram os seus, que estavam mais em mãos. Foi Veronica que leu a mensagem em voz alta:

Conto os segundos para chegar a recompensa do nosso trabalho. O chefe deve estar muito grato, por tudo que fizemos.

Alexia, a bruxa, Joshua... todos disseram que não acabaria aí. E não vai acabar.

O intuito nunca foi somente brincar e torturar vocês. Vai muito, mas muito mais longe do que isso.

Se preparem, peões, pois acabamos de derrubar sua rainha.

Game Over.

Red Coat.’

Notas finais
Então, gostaram?

GENTE, TO MUITO TRISTE DE TER TERMINADO! Sério, foi ótimo ter a companhia de vocês ao longo de todos os nossos capítulos e reviravoltas. Eu amo vocês, de coração!

Quero comentários, por favor, me digam, o que gostaram, o que acharam que não foi legal, o que acham que é esse 'grande evento' ao que nosso novo Red Coat se referiu...

Não vou aguentar, tenho que contar pra vocês: tenho muitas ideias para uma 2ª temporada, mas isso vai depender de vocês.

Pela última vez, obrigado á todos por comentarem, favoritarem e acompanharem. Espero que tenham gostado do nosso final.

Beijos e mais beijos. Red Coat.