Supernatural - Behind The Red Coat
8 Ateando fogo.
Notas iniciais
Está na hora de matar.
Game On, Bitches.
Sam desceu com Ruby, enquanto Dean e Jo já entravam no carro. Ruby havia sido torturada por alguém em seu próprio quarto. Ela estava com as mãos sangrando, e seu rosto estava com cortes longos.
Eles entraram no Impala. Dean desligava o telefone.
- Bobby está ok. Alexia sumiu. Ele irá nos seguir pois ninguém pode ficar sozinho agora. – disse Dean ligado o Impala.
— E onde exatamente estamos indo ? – pergunta Sam.
— Vamos até minha mãe, ela está muito distante. Veronica e Rodric podem se cuidar, eles são dois. – explica Jo.
Eles saem na estrada, Dean dirigindo rápido.
- Ruby, você ia contar alguma coisa sobre Veronica e Rodric. O que era? – questiona Dean.
Ruby olha para a janela.
Flashback On
Ruby entrou numa casa. Ela começou a andar devagar, seus passos baixos e lentos, para nao fazer barulho e não chamar a atenção de ninguém. Ela queria acabar com aqueles dois caçadores que destruíram o outro corpo dela. Um corpo lindo, que ela havia conseguido assim que saiu do inferno. Ela havia se acostumado com aquele corpo. E eles tiraram dela e quase a mandaram para o inferno.
O plano inicial era somente colocar fogo na casa. Ela foi até a cozinha, e ligou todas as bocas do fogão. Então, saiu atrás de um isqueiro. Percorreu toda a cozinha, e então, atrás de um armário, bateu numa coisa oca.
— Merda! – praguejou ela ao fazer o barulho.
Ruby se abaixou e empurrou o armário bem devagar. Revelou-se então uma portinha, marrom. Ela girou a maçaneta e entrou.
Era um corredor escuro, com uma escadaria e uma lâmpada no fim. Ela desceu as escadas e alcançou a outra porta. Ao abri-la, surgiu um tipo de escritório: uma mesa, dois computadores, telefones, muitos livros, e o mais surpreendente: uma parede com milhões de fotos. Fotos de pessoas que pareciam normais. Algumas riscadas com um X vermelho.
Ruby entrou mais no escritório dos caçadores, procurando coisas. Encontrou um armário gigantesco com armas, facas, sal e até mesmo granadas. Mas havia uma porta trancada. Ruby forçou-a a abrir, mas não conseguiu. Ela voltou para a escrivaninha e encontrou dois livros abertos: um cheio de armadilhas, e ‘coisas inteligentes para caçadores’ e outro com a foto de Bobby no meio. Também havia fotos de Dean, Sam e John Winchester. Ela não conhecia aqueles rostos ainda, mas guardou-os.
Ruby saiu da casa e deixou as bocas do fogão ligadas. Eles que comprassem a própria morte.
Flashback Off.
- E porque não nos falou isso quando nos conhecemos? – perguntou Sam olhando para Ruby.
- Eu não sei, havia esquecido. Tínhamos coisas mais importantes para tratar, Sam. – disse ela. – E a casa era de Veronica e Rodric. Porque eles estariam pesquisando sobre armadilhas inteligentes com as fotos de vocês no meio dos livros?
- Eles são muito suspeitos. – falou Jo. – A mãe nunca me falou sobre eles antes, apenas eu sabia que eles existiam e que foram á uma caçada juntos.
Dean, Sam e Ruby contaram a Jo a história da caçada em que Bobby foi incriminado. Isso aumentou ainda mais a suspeita de Jo.
— Temos que falar com eles. Arranjar um modo de colocá-los na parede e fazer um deles revelar alguma coisa. – disse Jo, bebendo um pouco de água que pegara para a viagem. – Mas não esqueçam, não há somente eles. Há Alexia. E ela não me parece nem um pouquinho santa.
— Mas nós temos uma pista importante: Quando Red Coat nos atacou hoje, cravei uma faca na perna dele. Alexia está com a perna machucada, Rodric está com a perna machucada. Estamos perto. – diz Dean.
___
Ellen estacionou no Harvelle’s. Finalmente conseguiu sinal no telefone, e descobriu que Jo havia ligado para ela 22 vezes.
Ela discou o número da filha, mas deu sem sinal. Uma outra mensagem chegou. Dessa vez não era de Red Coat, mas sim de Jo:
‘Estamos indo. Fique segura. Jo.’
Ellen coloca a chave na maçaneta do bar, e entra. Lá dentro está escuro e sombrio.
— Ash? – chama ela, já que Ash fora o único que ficou no bar depois que ela saiu. Ela liga a luz.
O bar estava normal, as coisas no lugar. Mas havia sangue no chão.
Ellen seguiu a trilha de sangue, que levava até as escadinhas do porão, ou melhor, o quarto de Ash.
Descendo as escadas, ela abriu a porta e viu Ash tentando fazer um curativo. A perna dele sangrava.
- Ash! – exclama Ellen e corre para ajudá-lo. – Meu Deus, o que houve?
- Alguém me atacou. Com um casaco vermelho. – diz Ash apertando a perna.
- Mas que desgraçado! – exclama Ellen. – Ele está nos perseguindo também. Juro que vou destruir esse filho da puta!
- Sério isso? – pergunta Ash.
Ellen assente. Ela termina de fazer o curativo em Ash quando ouve um barulho na porta de entrada do bar.
- Estamos fechados! – grita Ellen para o recém-chegado.
Ash cutuca a perna dela e então cai a ficha. Ash levanta com a ajuda de Ellen e pega uma arma no bidê dele. Então Ash sai do quarto. Ellen olha para trás e vê uma coisa muito estranha: No guarda-roupa de Ash, uma das portas está entreaberta, pois é impedida de se fechar por um tecido vermelho. Ela começa a avançar para ver do que se trata o tecido e vê um botão.
Ash grita e ela para, virando e correndo para a entrada do bar. Ash luta contra um homem grande, negro, com bigode e careca. Ele, sem dúvida nenhuma, mataria Ash se Ellen não desse um tiro nele.
— É um demônio! – berra Ash para Ellen, e o demônio assume seus olhos pretos.
Ellen faz a volta no balcão e pega uma arma de sal. Ela dá dois tiros no demônio e ele se sente mal. Ash começa a citar um exorcismo e o demônio deixa o corpo do homem.
— Mas o que é isso? – diz Ash olhando para o demônio.
- Aposto que é o Red Coat. Ele nos quer sozinho por um motivo: nos matar.
Ash caminha mancando até a janela e olha para a rua.
- Ellen... Temos um problema aqui.
Ellen vai até o lado de Ash e vê mais ou menos trinta demônios cercando o bar.
- Cristo! – diz Ellen. – Precisamos de sal!
Ela corre pelo bar e começa a catar sal em todo canto. Então vai atirando o sal para Ash que vai distribuindo em portas e janelas.
Os demônios chutam a porta, mas são impedidos pelo sal.
- Mais rápido! – grita Ellen olhando para os demônios se aproximarem das outras janelas do bar.
- Acabou aqui! – murmura Ash procurando mais sal.
Ainda faltava duas janelas. Uma demônio entrou por uma delas e derrubou Ash. Ellen correu para salvar o amigo, mas a demônio sorriu e disse:
- Casaco Vermelho mandou beijos.
A demônio ataca Ellen, e elas começam a puxar os cabelos uma da outra. Ellen joga a demônio sobre o balcão. Ash levanta-se e pega uma espingarda, começando a atirar balas com sal nos demônios que tentam entrar. Isso os vai atrasando.
A demônio que luta com Ellen fica de pé no balcão. Ellen saca um facão que há num armário do bar e avança para a desgraçada. Elas lutam. Ellen pula para uma mesa e tenta acertar a demônio, que incrivelmente desvia dos golpes. Ash é rendido por outro demônio que entra pela janela. Ellen atira a mulher sobre dois gases de cozinha, que saem rolando por dentro do bar.
Ellen faz uma jogada de mestre: olha para trás da demônio e grita:
- Agora Dean!
Isso faz a demônio virar a cabeça para trás, dando tempo suficiente para Ellen usar o facão e arrancar-lhe a cabeça.
Ellen começa a citar um exorcismo, e os demônio da volta de Ash começam a se contorcer. Ash está muito machucado, cheio de hematomas. Ellen ouve seu telefone tocar.
- Mas quem é o gracinha que liga numa hora dessas! – diz ela, atendendo, enquanto Ash segue a citação do exorcismo e os demônios se afastam. – Alô!
- Ellen, é o Dean. Estamos estacionados aqui perto, estou encima de uma árvore agora, com um rifle apontado para os gases que rolam pelo bar.
- Você vai atirar? – pergunta Ellen ajudando Ash a levantar-se e ajudando-o a andar, dando suporte no ombro.
- Eu tenho uma chance. Se eu errar, saberão que estou aqui e virão atrás de mim. Contem até cinco e saiam. Eu conto até dez e atiro.
- Espere, Dean! Preciso de mais tempo, Ash está machucado...
- Um...
Ellen coloca o telefone no bolso e começa a correr com Ash. Ela o ajuda a atravessar a janela.
- E você? – fala Ash.
- Vá indo, eu alcanço você! Vai!
Ash começa a ‘correr’ enquanto Ellen volta para o bar e começa a jogar as bebidas no chão. Quebrando uma por uma, ela deixa elas escorrerem pela madeira.
- Estão ouvindo isso? – grita ela para os demônios. – É o som de que eu perdi.
Ela vai até a porta e começa a jogar bebidas nos demônios, os encharcando de álcool. Ellen volta para o balcão e passa o braço, derrubando todos os whisky e outras bebidas caras e ficam ali.
Ela chega no vinte e dois, sinal que Dean estava esperando-a sair de lá. Então a caçadora pega a última garrafa de whisky que sobrou e a coloca num copo, bebendo tudo depois num gole só.
— Á Red Coat!
Ela corre então, para a janela que Ash saíra. Pulando, ela corre para o meio do matagal que cerca o bar.
Dean percebe que ela saíra. E os demônios estão todos a perseguindo. A mira já estava pronta. E ele atira.
O fogo começa do lado de fora, pelos restos de bebidas que Ellen atirou lá de dentro. Alguns demônios começam a pegar fogo instantaneamente. O fogo se espalha para dentro do bar, até atingir os gases de cozinhas jogados ali. Dean pula da árvore e corre tudo o que pode, quando olha para trás e vê o Harvelle’s explodir em chamas.
Os demônios ateados pelo fogo, começam a sair dos corpos. Três minutos depois, Dean faz a volta e chega no Impala. Ruby está com Sam, lado a lado. Ellen está abraçada em Jo, ambas chorando. Bobby chega alguns minutos depois e se junta ao abraço. Dean deixa escapar uma lágrima dos olhos. Não era a primeira vez que via uma família perder mais alguma coisa.
Ele iria descobrir quem era o Red Coat. E iria matá-lo.
‘Eu juro’ — pensou Dean.
O celular dele então vibrou. Dean o puxou do bolso e leu a mensagem:
‘Estou recebendo ameaças. Me ajudem, estou em Sioux Falls, 4332 armada até a boca. Red Coat sabe onde estou. Por favor. – Alexia.’
Dean leu a mensagem duas vezes.
Ele não dera o celular dele para Alexia. Então como ela poderia ter seu número?
A ficha dele caiu.
‘Alexia é Red Coat.’
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