Supernatural - As 7 profecias de July
6 Enxame de fadas
Durante a tarde, Sam e Dean descem para comprar algumas coisas que podem lhe ser úteis nas próximas profecias. Dean continua com a cara amarrada. Mesmo quando Sam tenta amenizar as coisas, tudo parece não estar muito bem. Eles acabam passando em uma loja de variedades e ao passar na sessão de eletro eletrônicos...
– Aê Dean! Sua música preferida. – diz Sam audaciosamente aumentando o volume.
– Desliga isso. – diz Dean desligando.
– O que foi? Não é sua música preferida, é isso?
– Apenas mantenha esse som desligado. – diz Dean depois de um suspiro.
– Você não tem uma música apenas preferida, é isso? – diz Sam levando a mão ao rádio.
– Sammy... – diz Dean quase rosnando.
– Ta, tudo bem! Desligado... – diz Sam se afastando do rádio.
Cristy ficou no hotel enquanto os dois saíram para comprar umas “coisinhas”. Mas o que parecia um momento de total sossego em seu quarto, acaba se tornando um momento de surpresa. Alguém bateu a porta, as exatas 15:06. Ela corre, pega um casaco pra esconder sua miniblusa de alcinha e abre a porta.
– Olá, quem...? – diz ela se surpreendendo com quem vê.
– Oi. – diz Castiel com aquela mesma cara de sempre, nem melhor, nem pior.
– Castiel... que surpresa. – diz desconfiada.
– Podemos ter uma conversa?
– Podemos, claro. Entra.
Castiel entra e fica em silêncio. Antes que Cristy começasse a ficar com medo, ele em fim pronuncia uma palavra.
– Eu...
– Ah... pode dizer Castiel, vai em frente. – diz Cristy de braços cruzados em sua frente.
– Eu vim te pedir uma coisa. – diz ele olhando para todos os lados lentamente.
– Você esta começando a me assustar.
– Você sabe alguma coisa sobre mim?
– Obvio. Sei que é um anjo. E sei das coisas que se ainda não pretende fazer, pretenderá um dia.
– Você sabe um pouco demais sobre mim.
– Sam e Dean devem saber de seus planos... eles não podem ser usados até o final. Você protege o Dean, Lúcifer protege o Sam. Mas, pra que? Apenas porque são cascas?
– Eu não veria assim.
– Você vê assim! Você não se importa com eles. Você... vai pagar muito caro por isso um dia.
– Eu ate gosto deles.
– Ah, gosta? Nossa, que grande revelação.
– Eu realmente tenho uma certa admiração por eles.
– Ah, para! Você já parou pra imaginar os perigos que eles estão correndo?
– Isso não é de sua conta. Não se meta nisso.
– Como eu temia. Você com essa carinha de santo, é só mais um hipócrita.
– Não vai conseguir muita coisa me ofendendo.
– Você pode desistir dessa sua ideia obsessiva de...
– Entenda, isso tem que acontecer!!! – diz Cass segurando Cristy pelos ombros em um ataque de fúria.
– Me solta agora, ou eu acabo com você.
Cass se conscientiza da atitude que tomou, ele solta ela e da 3 passos pra trás.
– Eu quero te pedir que me deixe examinar você.
– O que? Tá maluco cara?
– Não estou falando de sexo.
– Nem eu achei que fosse isso...
– Quero examinar a sua alma.
– Pra que?
– Preciso de algumas informações importantes do seu passado. Eu garanto que as danos físicos são mínimos.
– Ei, ei, não vem com essa mão pra cima de mim não.
– Eu juro que é para o bem da humanidade.
Nesse momento Dean invade o quarto com um par de sacolas e ar de assustado.
– Não, Castiel. – diz Dean apontando o dedo para Cass.
– Dean, eu sei o que estou fazendo.
– Você não vai torturar ela. Para com isso.
Castiel abaixa a cabeça e desiste do que estava prestes a fazer. Cristy continua escorada na parede como um rato que foi encurralado por um gato.
– Tudo bem, Dean. Não se preocupe, não voltarei a perturbá-la.
– Acredite, isso é o mínimo que você pode fazer.
– Mas, ao menos disfarce um pouco, esta ficando meio escancarado. – diz Cass dando sua deixa e saindo.
– O que ele quis dizer com isso? – diz Sam franzindo as sobrancelhas.
– Coisa de anjo virgem. – diz Dean.
– Ele queria te examinar por qual motivo? Ele disse? – pergunta Sam.
– Queria saber sobre meu passado. – diz Cristy.
– Estranho. Cass normalmente costuma ser menos intrometido.
– Não sei o que ele pensa de mim. Mas, não culpem ele. Apenas esta desconfiado.
– Ficar desconfiado não da o direito dele enfiar a mão no estomago de ninguém. – diz Dean estressado.
– Sammy, convença seu irmão de que o Cass, não fez nada.
– Espera ai... você disse SAMMY? – diz Dean surpreso.
– Sim, ela disse. Qual o problema? – diz Sam.
– Qual o problema? Você não deixa que ninguém vivo, além de mim, te chame de Sammy!
– Calma, Dean. É só um apelido. E eu gosto que ela me chame assim. Mas só vocês dois. Que fique claro.
– Sam, você esta colocando ela no mesmo nível de intimidade que eu? Eu sou seu irmão! Nosso pai te deu esse apelido! E agora, você deixa qualquer um te chamar assim? – diz Dean indignado.
– Qualquer um? – diz Cristy impactada.
– Ah... droga. Eu não quis te ofender. – diz Dean levando a mão a testa, arrependido.
– Dean... eu acho melhor você ir. – diz Sam apontando para a porta.
– Tem razão... já falei besteiras demais por hoje. Mas não pense que engoli essa história do apelido, han-han! Se engana, tá anotado, aqui ó. – diz Dean batendo no peito,fazendo drama.
Dean sai do quarto batendo no peito.
– Eu hein... acho que sushi demais tá deixando ele maluco. – diz Sam demonstrando estranhamento.
– Ele estava com ciúmes de você, eu acho. – diz Cristy com um ar de desapontamento.
– Não liga para o que o Dean disse. Você não é qualquer um.
– Ele tem razão. Sou só uma intrusa no meio dessa história.
– Não, você é como um grão de areia que foi parar no interior de uma ostra.
– Que?
– Por mais que a ostra estranhe sua presença... ela vai te transformar em uma pérola.
– O que quis dizer com isso?
– Que mesmo que você tenha se sentido rejeitada pelo Dean, nós estamos abraçando você. Vamos te proteger. Não se importe com o que ele disse. Você é nossa pérola.
– Você é romântico assim sempre? Ou esta querendo alguma coisa?
– Cristy... não desconfie do seu colega de quarto. Ele é um caçador, não um monstro. Não fuja de mim, como fugiu essa madrugada.
– Porque não fugiria?
– Porque se você fugir, dessa vez eu vou atrás. – diz Sam saindo com um sorriso malicioso.
– Ah, é mole? Só o que me faltava. Ser ameaçada por um Winchester. – diz Cristy tirando sarro.
Enquanto preparava um lanche na mesinha do quarto, Cristy abre a porta e olha os corredores. Sem chamar atenção ela sai do quarto sem fazer barulho. Ela desce as escadas com um olhar atento e muito breve já esta na beira da rua asfaltada acenando para um táxi.
O táxi para e ela entra dentro.
– Qual o destino, senhorita? – diz o taxista.
– Parque Ueno, por favor.
Minutos se passam e logo chegam ao destino final. Crity paga o velho e sai do taxi. Ela esta diante de uma das visões mais encantadoras do universo. Gigantes cerejeiras cor de rosa, estão a sua frente. Se ela andar um pouco, chega a beira de um lago. Completamente divína a visão que ela tem. Uma leve garoa cai sobre seu rosto, ate que ela avista um banco beira lago, em baixo de uma arvore qualquer. Ela se senta e observa a paisagem encantadora... até que sua apreciação é interrompida por uma voz.
– Cristy...
– Ahn? O que esta fazendo aqui?
– Eu, te segui oras. – diz Dean.
– Não tem senso do ridículo não?
– Não tem senso do perigo?
– Você não é mais uma menininha normal que pode sair por ai fazendo passeios turísticos.
– Ah, então você me seguiu porque você esta super preocupado com a minha segurança?
– É, pode se dizer que sim.
– Esta vendo perigo aqui?
– Não. Mas o perigo vem de onde menos se espera. Ah caramba... – diz Dean virando o rosto como se quisesse se proteger de algo.
– Você tá bem?
– Fadas... tem fadas nesse lugar. Vamos sair daqui. Por favor.
– Fadas? Você tem medo de fadas? – diz Cristy rindo.
– Elas não são boazinhas.
– Claro que sÃOOO... ai, o que foi isso? – diz Cristy que acaba de levar um puxão de cabelo.
– Não fui eu! Foi a fada!
– Ah!Me cortaram! – diz ela com um pequeno corte no braço.
– Estão meio violentas. Vai querer sair correndo daqui agora, ou vai esperar que elas te cortem toda?
– Vamos!
Os dois saem correndo, mas enquanto correm são atacados pelas fadas que mais parecem abelhas. Quando percebem estão com vários pequenos corte pelo corpo e as roupas estão retalhadas.
– Não quero te assustar,mas tá vindo um enxame de fadas! – diz Dean correndo.
– Ah, eu não vejo nada mesmo. – diz Cristy ofegante de tanto correr.
– Cristy, aperta esse passo!!!
Ela tenta correr, mas não aguenta mais, e um enxame de fadas fazem um casulo com o corpo de Cristy, levando ela pras profundezas do lago do parque Ueno.
– Cristy!!!
Dean esta desarmado, ao menos contra fadas, muito ofegante ele nota o exato local onde as fadas entraram levando Cristy. Ele faz uma ligação.
– Sam, pega um taxi e vem pro parque Ueno. Não interessa onde fica isso! Fala pro taxista! Traz o Castiel junto.
– Me chamou. – diz Castiel.
– Ahn! Não faz isso! Quer me matar de susto infeliz? – diz Dean com a mão no peito.
– Fadas...
– Sam, cancela a vinda do Castiel, ele já tá aqui. Vem logo e traz tudo que puder das ferramentas ...– diz Dean desligando – as fadas levaram a Cristy.
– Não temos muito o que fazer. Talvez seja melhor... deixá-la.
– O que? Ficou louco?
– Eu estou com o diário.
– Você roubou o diário dela? – diz Dean assustado.
– Não exatamente. Eu iria devolver.
– Se ela sumir pra sempre,quem vai ler as outras profecias? – diz Dean indignado.
– Posso arrumar quem consiga ler isso.
– Não! É ela a dona desse diário! E ela vai continuar sendo.
– Você a ama? – pergunta Cass.
– Eu o quem? – diz Dean confuso.
– Não precisa responder.
– Você me da medo as vezes!
– O que vamos fazer?
– As fadas levaram ela pra dentro do lago. Você tem que dar um jeito de abrir o portal por onde entraram.
– Ah... essa é uma tarefa complicada.
Sam chega com uma mochila na mão. E um sorriso de quem já sabe o que fazer.
– O que houve?
– A Cristy foi abduzida pelas fadas. – diz Dean.
– Porque não ligamos pra ela? – diz Sam com o celular na mão.
– Eu não tenho número dela. – diz Dean confuso.
– Mas eu tenho. – diz Sam.
– Ah, você tem... então liga. – diz Dean meio enciumado.
– Não... melhor não. As fadas podem se assustar com o som e acabarem matando ela. – diz Cass.
– É, ele tem razão. – diz Sam desistindo da ligação.
– Bem pensado, bebezão de sobretudo. – diz Dean.
– Não entendi sua referência. – diz Cass.
– Abra o portal de uma vez!
– Nós precisamos de uma fada. – diz Castiel.
– Por que? – diz Sam.
– Só uma fada pode nos dizer com abrir o portal.
– Não sei como capturar uma. Mas podemos tentar! – diz Dean.
Enquanto os 3 caçavam fadas, Cristy era jogada em uma prisão que mais parecia um gigante botão de rosa. Mas o que as fadinhas esqueceram era de que Cristy estava agarrada o tempo todo a sua bolsa.
– Meu Deus, o que eu faço?
Cristy lembra imediatamente das cartas e sabe que talvez seja sua única chance de sair dali. Mas muitas dúvidas pairam sobre sua cabeça. Se o local for destruído e toda as fadas morrerem, será que ela ficaria pressa ali pra sempre? Será que os irmãos Winchesters estão atrás dela? Pensando nessas coisas, ela se escora na parede verde, e decide esperar o tempo passar.
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