Durante a tarde, Sam e Dean descem para comprar algumas coisas que podem lhe ser úteis nas próximas profecias. Dean continua com a cara amarrada. Mesmo quando Sam tenta amenizar as coisas, tudo parece não estar muito bem. Eles acabam passando em uma loja de variedades e ao passar na sessão de eletro eletrônicos...

– Aê Dean! Sua música preferida. – diz Sam audaciosamente aumentando o volume.

– Desliga isso. – diz Dean desligando.

– O que foi? Não é sua música preferida, é isso?

– Apenas mantenha esse som desligado. – diz Dean depois de um suspiro.

– Você não tem uma música apenas preferida, é isso? – diz Sam levando a mão ao rádio.

– Sammy... – diz Dean quase rosnando.

– Ta, tudo bem! Desligado... – diz Sam se afastando do rádio.

Cristy ficou no hotel enquanto os dois saíram para comprar umas “coisinhas”. Mas o que parecia um momento de total sossego em seu quarto, acaba se tornando um momento de surpresa. Alguém bateu a porta, as exatas 15:06. Ela corre, pega um casaco pra esconder sua miniblusa de alcinha e abre a porta.

– Olá, quem...? – diz ela se surpreendendo com quem vê.

– Oi. – diz Castiel com aquela mesma cara de sempre, nem melhor, nem pior.

– Castiel... que surpresa. – diz desconfiada.

– Podemos ter uma conversa?

– Podemos, claro. Entra.

Castiel entra e fica em silêncio. Antes que Cristy começasse a ficar com medo, ele em fim pronuncia uma palavra.

– Eu...

– Ah... pode dizer Castiel, vai em frente. – diz Cristy de braços cruzados em sua frente.

– Eu vim te pedir uma coisa. – diz ele olhando para todos os lados lentamente.

– Você esta começando a me assustar.

– Você sabe alguma coisa sobre mim?

– Obvio. Sei que é um anjo. E sei das coisas que se ainda não pretende fazer, pretenderá um dia.

– Você sabe um pouco demais sobre mim.

– Sam e Dean devem saber de seus planos... eles não podem ser usados até o final. Você protege o Dean, Lúcifer protege o Sam. Mas, pra que? Apenas porque são cascas?

– Eu não veria assim.

– Você vê assim! Você não se importa com eles. Você... vai pagar muito caro por isso um dia.

– Eu ate gosto deles.

– Ah, gosta? Nossa, que grande revelação.

– Eu realmente tenho uma certa admiração por eles.

– Ah, para! Você já parou pra imaginar os perigos que eles estão correndo?

– Isso não é de sua conta. Não se meta nisso.

– Como eu temia. Você com essa carinha de santo, é só mais um hipócrita.

– Não vai conseguir muita coisa me ofendendo.

– Você pode desistir dessa sua ideia obsessiva de...

– Entenda, isso tem que acontecer!!! – diz Cass segurando Cristy pelos ombros em um ataque de fúria.

– Me solta agora, ou eu acabo com você.

Cass se conscientiza da atitude que tomou, ele solta ela e da 3 passos pra trás.

– Eu quero te pedir que me deixe examinar você.

– O que? Tá maluco cara?

– Não estou falando de sexo.

– Nem eu achei que fosse isso...

– Quero examinar a sua alma.

– Pra que?

– Preciso de algumas informações importantes do seu passado. Eu garanto que as danos físicos são mínimos.

– Ei, ei, não vem com essa mão pra cima de mim não.

– Eu juro que é para o bem da humanidade.

Nesse momento Dean invade o quarto com um par de sacolas e ar de assustado.

– Não, Castiel. – diz Dean apontando o dedo para Cass.

– Dean, eu sei o que estou fazendo.

– Você não vai torturar ela. Para com isso.

Castiel abaixa a cabeça e desiste do que estava prestes a fazer. Cristy continua escorada na parede como um rato que foi encurralado por um gato.

– Tudo bem, Dean. Não se preocupe, não voltarei a perturbá-la.

– Acredite, isso é o mínimo que você pode fazer.

– Mas, ao menos disfarce um pouco, esta ficando meio escancarado. – diz Cass dando sua deixa e saindo.

– O que ele quis dizer com isso? – diz Sam franzindo as sobrancelhas.

– Coisa de anjo virgem. – diz Dean.

– Ele queria te examinar por qual motivo? Ele disse? – pergunta Sam.

– Queria saber sobre meu passado. – diz Cristy.

– Estranho. Cass normalmente costuma ser menos intrometido.

– Não sei o que ele pensa de mim. Mas, não culpem ele. Apenas esta desconfiado.

– Ficar desconfiado não da o direito dele enfiar a mão no estomago de ninguém. – diz Dean estressado.

– Sammy, convença seu irmão de que o Cass, não fez nada.

– Espera ai... você disse SAMMY? – diz Dean surpreso.

– Sim, ela disse. Qual o problema? – diz Sam.

– Qual o problema? Você não deixa que ninguém vivo, além de mim, te chame de Sammy!

– Calma, Dean. É só um apelido. E eu gosto que ela me chame assim. Mas só vocês dois. Que fique claro.

– Sam, você esta colocando ela no mesmo nível de intimidade que eu? Eu sou seu irmão! Nosso pai te deu esse apelido! E agora, você deixa qualquer um te chamar assim? – diz Dean indignado.

– Qualquer um? – diz Cristy impactada.

– Ah... droga. Eu não quis te ofender. – diz Dean levando a mão a testa, arrependido.

– Dean... eu acho melhor você ir. – diz Sam apontando para a porta.

– Tem razão... já falei besteiras demais por hoje. Mas não pense que engoli essa história do apelido, han-han! Se engana, tá anotado, aqui ó. – diz Dean batendo no peito,fazendo drama.

Dean sai do quarto batendo no peito.

– Eu hein... acho que sushi demais tá deixando ele maluco. – diz Sam demonstrando estranhamento.

– Ele estava com ciúmes de você, eu acho. – diz Cristy com um ar de desapontamento.

– Não liga para o que o Dean disse. Você não é qualquer um.

– Ele tem razão. Sou só uma intrusa no meio dessa história.

– Não, você é como um grão de areia que foi parar no interior de uma ostra.

– Que?

– Por mais que a ostra estranhe sua presença... ela vai te transformar em uma pérola.

– O que quis dizer com isso?

– Que mesmo que você tenha se sentido rejeitada pelo Dean, nós estamos abraçando você. Vamos te proteger. Não se importe com o que ele disse. Você é nossa pérola.

– Você é romântico assim sempre? Ou esta querendo alguma coisa?

– Cristy... não desconfie do seu colega de quarto. Ele é um caçador, não um monstro. Não fuja de mim, como fugiu essa madrugada.

– Porque não fugiria?

– Porque se você fugir, dessa vez eu vou atrás. – diz Sam saindo com um sorriso malicioso.

– Ah, é mole? Só o que me faltava. Ser ameaçada por um Winchester. – diz Cristy tirando sarro.

Enquanto preparava um lanche na mesinha do quarto, Cristy abre a porta e olha os corredores. Sem chamar atenção ela sai do quarto sem fazer barulho. Ela desce as escadas com um olhar atento e muito breve já esta na beira da rua asfaltada acenando para um táxi.

O táxi para e ela entra dentro.

– Qual o destino, senhorita? – diz o taxista.

– Parque Ueno, por favor.

Minutos se passam e logo chegam ao destino final. Crity paga o velho e sai do taxi. Ela esta diante de uma das visões mais encantadoras do universo. Gigantes cerejeiras cor de rosa, estão a sua frente. Se ela andar um pouco, chega a beira de um lago. Completamente divína a visão que ela tem. Uma leve garoa cai sobre seu rosto, ate que ela avista um banco beira lago, em baixo de uma arvore qualquer. Ela se senta e observa a paisagem encantadora... até que sua apreciação é interrompida por uma voz.

– Cristy...

– Ahn? O que esta fazendo aqui?

– Eu, te segui oras. – diz Dean.

– Não tem senso do ridículo não?

– Não tem senso do perigo?

– Você não é mais uma menininha normal que pode sair por ai fazendo passeios turísticos.

– Ah, então você me seguiu porque você esta super preocupado com a minha segurança?

– É, pode se dizer que sim.

– Esta vendo perigo aqui?

– Não. Mas o perigo vem de onde menos se espera. Ah caramba... – diz Dean virando o rosto como se quisesse se proteger de algo.

– Você tá bem?

– Fadas... tem fadas nesse lugar. Vamos sair daqui. Por favor.

– Fadas? Você tem medo de fadas? – diz Cristy rindo.

– Elas não são boazinhas.

– Claro que sÃOOO... ai, o que foi isso? – diz Cristy que acaba de levar um puxão de cabelo.

– Não fui eu! Foi a fada!

– Ah!Me cortaram! – diz ela com um pequeno corte no braço.

– Estão meio violentas. Vai querer sair correndo daqui agora, ou vai esperar que elas te cortem toda?

– Vamos!

Os dois saem correndo, mas enquanto correm são atacados pelas fadas que mais parecem abelhas. Quando percebem estão com vários pequenos corte pelo corpo e as roupas estão retalhadas.

– Não quero te assustar,mas tá vindo um enxame de fadas! – diz Dean correndo.

– Ah, eu não vejo nada mesmo. – diz Cristy ofegante de tanto correr.

– Cristy, aperta esse passo!!!

Ela tenta correr, mas não aguenta mais, e um enxame de fadas fazem um casulo com o corpo de Cristy, levando ela pras profundezas do lago do parque Ueno.

– Cristy!!!

Dean esta desarmado, ao menos contra fadas, muito ofegante ele nota o exato local onde as fadas entraram levando Cristy. Ele faz uma ligação.

– Sam, pega um taxi e vem pro parque Ueno. Não interessa onde fica isso! Fala pro taxista! Traz o Castiel junto.

– Me chamou. – diz Castiel.

– Ahn! Não faz isso! Quer me matar de susto infeliz? – diz Dean com a mão no peito.

– Fadas...

– Sam, cancela a vinda do Castiel, ele já tá aqui. Vem logo e traz tudo que puder das ferramentas ...– diz Dean desligando – as fadas levaram a Cristy.

– Não temos muito o que fazer. Talvez seja melhor... deixá-la.

– O que? Ficou louco?

– Eu estou com o diário.

– Você roubou o diário dela? – diz Dean assustado.

– Não exatamente. Eu iria devolver.

– Se ela sumir pra sempre,quem vai ler as outras profecias? – diz Dean indignado.

– Posso arrumar quem consiga ler isso.

– Não! É ela a dona desse diário! E ela vai continuar sendo.

– Você a ama? – pergunta Cass.

– Eu o quem? – diz Dean confuso.

– Não precisa responder.

– Você me da medo as vezes!

– O que vamos fazer?

– As fadas levaram ela pra dentro do lago. Você tem que dar um jeito de abrir o portal por onde entraram.

– Ah... essa é uma tarefa complicada.

Sam chega com uma mochila na mão. E um sorriso de quem já sabe o que fazer.

– O que houve?

– A Cristy foi abduzida pelas fadas. – diz Dean.

– Porque não ligamos pra ela? – diz Sam com o celular na mão.

– Eu não tenho número dela. – diz Dean confuso.

– Mas eu tenho. – diz Sam.

– Ah, você tem... então liga. – diz Dean meio enciumado.

– Não... melhor não. As fadas podem se assustar com o som e acabarem matando ela. – diz Cass.

– É, ele tem razão. – diz Sam desistindo da ligação.

– Bem pensado, bebezão de sobretudo. – diz Dean.

– Não entendi sua referência. – diz Cass.

– Abra o portal de uma vez!

– Nós precisamos de uma fada. – diz Castiel.

– Por que? – diz Sam.

– Só uma fada pode nos dizer com abrir o portal.

– Não sei como capturar uma. Mas podemos tentar! – diz Dean.

Enquanto os 3 caçavam fadas, Cristy era jogada em uma prisão que mais parecia um gigante botão de rosa. Mas o que as fadinhas esqueceram era de que Cristy estava agarrada o tempo todo a sua bolsa.

– Meu Deus, o que eu faço?

Cristy lembra imediatamente das cartas e sabe que talvez seja sua única chance de sair dali. Mas muitas dúvidas pairam sobre sua cabeça. Se o local for destruído e toda as fadas morrerem, será que ela ficaria pressa ali pra sempre? Será que os irmãos Winchesters estão atrás dela? Pensando nessas coisas, ela se escora na parede verde, e decide esperar o tempo passar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.