Superficial

9 Capítulo 9


Notas iniciais
Esse capítulo é meio aguniante kkk boa leitura amendobobos :)

Estou brigando com o computador do Bobby quando vejo um movimento na janela. Vou olhar o que se passa lá fora e vejo um homem desenhar um símbolo esquisito que ainda não tinha visto em nenhum dos livros na parede do lado de fora da casa. Vou correndo até Bobby o avisar do que está acontecendo. Ele pega sua arma e vai em direção á janela sem hesitar. Quando Bobby avista o homem atira nele, um tiro certeiro, mas o homem não parece ter sentido nada, ele apenas olha para o local onde foi atingido depois para Bobby e sorri. Bobby atira novamente mas dessa vez com outra arma, e essa funciona. Ele some por um tempo mas logo volta. Tem uma mulher alta com um cabelo negro incrível que vai até a cintura, lendo alguma coisa que não entendo em um livro velho.

-Tire aquele livro dela. –Bobby me diz.

Imediatamente me teletransporto para trás da mulher, pois vi que também tinha um símbolo no chão em sua frente e não queria arriscar pisar lá, pego o livro e volto para a casa.

Eles parecem ficar um pouco confusos e com raiva, mas logo o cara dá aquele sorriso sinistro de novo.

-É melhor devolver esse livro garota. –Ele simplesmente diz.

Um calafrio enorme percorre minha espinha. Não devolvo esse livro de jeito nenhum. Bobby atira neles novamente, o cara some e volta e a mulher só se encolhe de dor, então Bobby pega a arma anterior e atira no estômago da mulher fazendo ela cair ensanguentada no chão.

-São demônios? O que está acontecendo? –Pergunto nervosa.

- Ele é um demônio, ela era uma bruxa. Provavelmente vieram te buscar. – Bobby atira de novo e de novo e de novo impedindo que o demônio termine de desenhar, até o maldito sumir e não voltar mais.

Agora sim sinto meu estomago ser torcido. Não vou deixar me levarem. Faço qualquer coisa.

-Vá para o quarto do pânico – Bobby fala apontando a arma pra todos os lados.

-Onde é o quarto do pânico?

-Aquele pequeno, de ferro com um pentagrama no chão.

Tento me teleportar mas não consigo, eu simplesmente não posso usar meu poder, o que é estranho, mesmo se fosse o símbolo que o demônio estava fazendo ele não havia acabado. Ou ele fez outro enquanto está sumido. O que significa que ele já vai aparecer, então é melhor eu ir correndo mesmo.

-Olá Katherine.

Quando me viro o demônio está de frente pra mim. Dou passos pra trás até bater na parede

Bobby tenta atirar mas a munição acabou. Ótimo, sem munição... mas a arma ainda é útil... tiro a arma dele e dou uma coronhada no demônio.

Bato nele mais um pouco com a arma só pra atrasa-lo e corro até o quarto sinistro que eu já havia visto. Eu li em um dos livros que demônios não podem entrar em lugares forrados com ferro puro.

Sou arremessada para o outro lado da sala batendo em umas bugigangas e fico surpresa ao sentir dor (e não é pouca) e ver que estou sangrando, mas me levanto em um pulo e continuo correndo.

Quando tranco a porta do quarto me sinto mais segura, mas não paro de imaginar o que está acontecendo com Bobby, pois estou ouvindo muito barulho.

Fiquei sentada no chão abraçando os joelhos apenas ouvindo o barulho da sala e torcendo para que Bobby estivesse bem ou pelo menos não muito machucado. Depois de cinco minutos o barulho desaparece. Sinto meu estomago revirar. Levanto lentamente e olho pelo buraco da porta. Nada. A preocupação aumenta e decido ir ver o que aconteceu, mas quando toco a fechadura algo é lançado nela, então vejo que aquilo é Bobby. Tenho olhar em volta mas não dá pra ver muito por aquele. O que faço? O demônio pode estar esperando eu sair, não posso arriscar, estou sem meus poderes, se eu saio sou pega, é melhor não arriscar...

Depois de cinco minutos abro a porta. Olho em volta e não vejo nada além de Bobby sangrando no canto ao lado, e muito.

Instantaneamente me arrependo de não ter saído antes para ajudar Bobby, mas vejo que ele ainda vivo, mas desmaiado, então corro até o telefone e ligo para o pronto socorro, obviamente minto meu nome já que ninguém pode saber que estou aqui.

Vou até o quarto dele e pego uma camiseta que nunca vi ele usar para estancar o sangramento na cabeça dele.

O demônio parece não estar mais aqui, mas é melhor não arriscar.

Pego o celular no bolço do Bobby já que me fizeram deixar o meu em casa, ou melhor, na minha antiga casa e envio uma mensagem para um dos celulares do Sam.

Um demônio esteve aqui e machucou Bobby, já chamei a ambulância, eles devem chegar logo.

Kath

Enviar. Coloco o celular de volto no bolço da jaqueta dele e tento o arrastar para dentro do quarto do pânico.

Esse cara é passado heim, tive que me esforçar muito pra conseguir colocar ele dentro do quarto, mas consegui. Estou deitando ele no chão e o celular dele toca. É uma mensagem do Sam.

Estamos indo pra aí.

Respondo com:

Não adianta vir pra cá a ambulância vai levar ele a um hospital

Depois de uns cinco minutos chega outra mensagem

Estamos indo o hospital.

Idiota. Rio e largo o celular no chão.

Só agora percebo que também estou ferida e a dor faz eu me arrepender de ter reparado nisso. Era estranho ver que o machucado estava se curando e mais estranho ainda sentir dor.

Fico encarando meu joelho destroçado até ouvir o som da ambulância. Finalmente. Corro até o segundo andar e fico espiando lá embaixo. Tenho que tomar todo o cuidado porque sou uma desaparecida, ninguém pode me ver aqui.

Eles entram e ficam procurando alguém na casa. Um dos enfermeiros vem m direção a escada e eu corro para o quarto do Bobby e me escondo no armário.

Ouço a porta do quarto se abrir. Entro mais pra dentro do armário e coloco algumas roupas encima de mim. Sorte que o Bobby é muito desorganizado. Os passos são lentos e pesados e parecem ir na direção oposta ao armário que eu estava. Os passos continuam, ele está andando por todo o quarto, e então ele parece estar cada vez mais perto do armário. Estou a ponto de ter um ataque quando a porta do armário se abre. Me encolho mais ainda embaixo das roupas e penso ter funcionado porque ele fecha o armário e a escuridão volta.

Saio do meio das roupas e espio pela fechadura. É aquele enfermeiro que veio em direção a escada, o que fez eu me esconder aqui. Ele dá mais uma olhada em volta e a porta do quarto se abre fazendo uma claridade entrar já que todas as janelas estão fechadas e o quarto está um pouco escuro. Não muito, dá pra saber onde se está indo, mas mesmo assim está escuro.

-Vamos, achamos o homem e estamos colocando ele na maca, ele estava em quarto sinistro lá embaixo.

- Quarto sinistro? — O enfermeiro que estava no quarto diz.

-Sim ele tinha uns símbolos esquisitos e as paredes eram de ferro. O velho deve ser maluco. Encontrou a menina que ligou?

-Não, ela não deve mais estar aqui.

-Bom então não podemos fazer nada. Vamos. – Ele sai.

Antes do outro sair dá uma olhada no quarto. Se não fosse a escuridão do quarto eu juraria que seu olho era totalmente preto.

Notas finais
Então o que acharam disso tudo? Comentem o que quiserem :)