Superficial

12 Capítulo 12


Notas iniciais
I'm back!
Espero que gostem desse capítulo e boa leitura...

É um dia lindo, o sol não está nem muito forte nem muito fraco e o vento sopra levemente. Estou caminhando em uma rua deserta quando avisto minha mãe ao longe, com a camisola que usava no dia em que morrera, seu cabelo loiro e crespo esvoaça com o vento e ela tem um sorriso impecável em seu rosto, com algumas marcas de expressão nos cantos dos olhos que não a faziam parecer velha, ao contrário, ela parecia mais nova do que era quando morreu. Ao seu lado está meu pai, exatamente como eu o havia visto antes do acidente, com uma camisa polo azul royal e calça jeans. Ele não está ensanguentado nem com qualquer outro ferimento como ele estava em todos os sonhos de quando eu era criança, logo depois de perder ele, mas sim com o mesmo sorriso aberto e luminoso que minha mãe está.

Corro na direção deles e quando finalmente chego até eles paro, os encarando e os abraço. Eu sentia tanta falta daquilo, de os abraçar, de sentir todo o carinho e toda a esperança que eles me passavam, não pude escolher só um pra abraçar primeiro, abracei os dois de uma vez. Quando os soltei vi meu irmão atrás deles, com seu pijama do Perry de Phineas e Ferb. Muitas vezes ele parecia um adulto pelo modo de falar, agir e pensar, mas na verdade ele era apenas uma criança, muito mais esperta que o normal, mas era uma criança de 6 anos com um pijama do Perry. Só que olhando para seu rosto vejo que ele não sorri como mamãe e papai, ele está sério, parece até mesmo um pouco triste, mas quando vou o tocar todos somem, inclusive eu.

***

Abro os olhos e fico encarando o teto por um tempo. Aquele sonho foi tão real, aquele abraço foi como se tivesse acontecido de verdade, eu pude senti-los, pude até mesmo sentir o cheiro do shampoo de jasmim que eu sempre odiei, mas dessa vez não, dessa vez eu amei poder sentir aquele cheiro de novo. Mas o que me intrigou foi Nathan, sua expressão indecifrável, um misto de todas as emoções.

Olho para o relógio ao lado da cama e já são 13: 15 da tarde. Levanto, tomo um banho, faço o meu make do dia-a-dia porque nunca fico sem maquiagem e pego um hambúrguer que tinha na geladeira pra comer. É tão bom ficar aqui, eles são legais e ainda tem comida boa.

Durante a noite Sam e Dean saíram uma vez, provavelmente foram resolver um caso, eu disse que ficaria bem, Sam me disse onde estava o sal, a água benta e me deu uma arma que eu coloquei embaixo do travesseiro. Por mais que eu quisesse ir junto eu estava muito cansada e precisava dormir.

A porta se abre e eu levanto em um salto, já me preparando para pegar a arma, mas não preciso, era Dean e logo atrás dele Sam.

Dean se atira na cama e Sam vai direto para o notebook.

Um celular toca e depois de resmungar Dean atende.

-Você tem certeza disso? Acabamos de chegar estamos exaustos. – ele para pra ouvir – Tudo bem, estamos indo pra aí – Ele dá sinal pra Sam que levanta imediatamente.

-Vai ficar sozinha mais um tempo Kath, já sabe onde está tudo, fique atenta – Dean diz fechando a porta.

— Okay – digo engolindo meu hambúrguer.

Essa vida de caçador realmente não é fácil, eu nem os vi dormir ainda. Bom, talvez porque eu dormi durante 15 horas.

Termino meu almoço e ligo a tv pequena e antiga do quarto. Está passando programas ruins, falam de desastres em quase todos os canais, talvez porque estamos no apocalipse. Fico o dia todo de bobeira assim como estou agora, então resolvo dar uma volta.

O clima está frio e úmido, estranho para a primavera, mas não estava desagradável, ao contrário, está ótimo.

Só fico andando pela rua sem rumo, e tomando cuidado para não ir em um lugar com muita gente ou algum policial me ver, afinal, sou desaparecida para a polícia.

Aliás, eu já estava cansada disso, desse negócio de estar me escondendo, é chato demais! Ás vezes acho que vou morrer de tedio, sério, esse tédio é mortal!

Aqui nessas ruas desertas percebo como me misturo a elas, o vazio, a paisagem morta, a solidão...

Minha vida toda passei me escondendo, essa minha mutação deveria ser algo legal, mas não, eu só me escondia, não queria que ninguém soubesse porque tinha medo do que as pessoas fariam, medo de me excluírem mais do que eu me excluo, de se aproveitarem de mim, ou até mesmo o governo ficar sabendo e querer fazer testes comigo. Eu sei, sou um pouco neurótica, mas qual é, eu já vi matérias em revistas de pessoas que eles chamavam de mutantes e eles faziam vários testes com a pessoa, eu não sou um ET e não quero ninguém fazendo testes comigo. Na escola viviam me atazanando por eu ser quieta e tal, no começo eu respondia à altura, mas isso começou atrair atenção pra mim, não que eu não gostasse, mas não podia para poder guardar o segredo. Só que agora eu percebo que fiz bem, se alguém tivesse sabido eu já estaria com os demônios agora. Talvez isso mude depois que tudo acabar, quero dizer, quando Sam e Dean derem um jeito nisso. Talvez depois disso tudo eu crie uma vida social porque os demônios já sabem de mim mesmo e se mais algumas pessoas souberem eu não me importo contanto que isso não se espalhe por aí.

Estou tão perdida nos pensamentos que nem vejo um homem parado em minha frente e acabo esbarrando nele.

-Desculpe – falo virando para ele e continuo andando, então ele aparece na minha frente.

-Que tal dar uma volta? – Ele fala e seus olho ficam negros.

Acho que vou vomitar meu coração. É sério, nunca vi ele bater tão forte e tão rápido, além do meu estomago estar se revirando e eu não consigo me mexer nem falar. O fato é que eu estou com muito medo. Não tem nada em minha volta para usar como arma, a única coisa que posso fazer é correr em busca de algum lugar para me esconder. Ele surge em minha frente e eu paro.

-Você não pode fugir do seu destino – ele fala com aquele sorriso maléfico típico dos demônios que vem atrás de mim. Ele agarra meu braço.

Então eu não tenho outra escolha, nunca tentei isso antes mas se eu consegui me teletransportar pensando em um carro acho que consigo se pensar em uma pessoa. A primeira pessoa que pensei foi Sam e enquanto eu me concentrava em sua figura e também em não levar o demônio junto, pois se quando me teleporto minhas roupas e tudo o que estou segurando vai junto, então provavelmente posso levar uma pessoa também, vi o homem levantando uma faca tão afiada que dói só de vê-la, mas quando ele foi cravar a faca no meu coração, eu não estava mais lá.

Notas finais
Irei postar o próximo capítulo ainda hoje ou amanhã, veremos.
Reviews? Recomendações? Favoritações? Tu é bem-vindo.
Até logo!