Notas iniciais
Esse capitulo é um teste, não sei se haverá outro. Foi apenas um início de uma história que me ocorreu na cabeça.

POV Geral

Oliver e Felicity são amigos há quase 5 anos, grandes amigos na verdade. Uma relação que deixa muitas mulheres com ciúmes, ainda mais agora que Oliver proclamou que no momento não queria nada com ninguém. Oliver tinha decidido se tornar uma pessoa responsável, estava tentando ser um homem maduro e CEO de uma grande corporação na qual sua família era dona. Digamos que ele está no meio desse processo, ainda dá umas leves escorregadas, por conta do seu amigo Tomy, mas ele não perdeu a fé. Ele queria provar para sua mãe e principalmente para sua melhor amiga que podia cumprir com responsabilidades. Apesar de serem grandes amigos Felicity sabia do passado mulherengo dele, até porque naquela época ele e a irmã viviam nas capas de revistas. O que fez com que ambos se tornassem amigos foi o gesto de gentileza que Oliver fizera para Loira. Assim que ela chegou para morar na cidade o conhecendo través de uma antiga amiga a Sara.

Ela estava sem emprego não tinha bem uma direção a seguir, achando que ia ter de parar em um albergue qualquer Oliver lhe ofereceu um emprego. Ela jamais ia esquecer esse ato, já estava a uma semana na cidade e seu dinheiro estava acabando quando se conheceram. Assim que decidiram se tornar amigos colocaram uma regra nisso tudo, nem um dos dois poderia fazer qualquer pergunta sobre o passado um do outro. Isso aliviava muito Oliver, já que ele tinha feito uma viagem com sua ex-noiva e o navio naufragara, com isso ele tinha ficado cinco anos da sua vida isolado do mundo. E ela infelizmente tinha falecido. Era uma coisa que ele não dívida nem com sua mãe. Talvez algum dia ele se sentisse seguro com alguém a ponto de dividir uma parte tão dolorosa de sua vida. Lógico que Felicity sabia alguma coisa sobre o caso, mas era só o que a mídia dizia e bem era apenas o superficial.

Para Felicity o sentimento era igual, ela não se orgulhava do seu passado, e agora sentia que tinha construído uma vida nova em Starling city. Ela não tinha se livrado totalmente do passado, mas boa parte das coisas estavam caminhando bem. Ela raramente fala sobre sua família ou sobre a época da faculdade e citando apenas uma vez sua mãe para Oliver. Quando ele toca no assunto, seu temperamento muda drasticamente. Ela fica arredia, distante e impulsiva. Coisas que não são do feitio da Loira. Em resumo o assunto é um tanto quanto delicado para ela, é como pisar em ovos por assim dizer.

Felicity POV

Olho para o relógio ao meu lado que já marca 3:30 da amanhã, eu estava a horas na frende do computador tentando decifrar esse código que tinha recebido essa semana para abrir um e-mail suspeito. Na verdade já tinha se passado alguns dias e até agora nada. Seja quem for à pessoa ela é muito boa devo admitir, já tentei uma infinidades de coisas e até agora nada. Já faz quase uma semana que mal durmo e tenho que acordar cedo para ir trabalhar. Isso não está me fazendo bem, vivendo a muitas doses de café e energético para aguentar madrugada adentro na frente da tela de um computador. Sinto meus olhos pesarem, mas minha mente luta contra o sono.

—-- Eu não posso dormir, não agora. Só mais meia horinha. Eu aguento.

Sabia que ia ser inútil lutar contra meu corpo, ele pedia pela minha cama e por um bom banho. Não era para menos, juntando com o trabalho diurno eu já estava a mais de 48h sem dormir e me alimentando mal. Era impressão minha ou minha vista tinha piorado nesses últimos dias? Meus olhos ardiam fortemente e a claridade da tela em contraste com o escuro do ambiente só pioravam a situação. Droga de astigmatismo, que só deixam meus olhos mais sensíveis. Ajeito melhor meu óculos sobre o rosto que já estava na ponta do nariz. Olho novamente para tela e vejo que as letras menores se encontram desfocadas e duplicadas, dificultando minha leitura. Realmente tinha algo de errado, até com óculos estava com dificuldades de leitura. Deve ser só o cansaço pela quantidade de tempo que estou em frente a uma tela. Pensei tentando me tranquilizar. Bem esse é o menor dos meus problemas agora, ou será que não?

—-- Não Felicity, está tudo bem. Você só está cansada. É isso. Nada que dormir as horas que te restam não resolvam.

Quando o despertador tocou eu tive vontade de joga-lo pela janela. Como o tempo tinha passado tão depressa? Foi então que me lembrei de ter dormido só depois das 3 da manhã acordando as 6. Levantei-me da cama e fui me olhar no espelho. A situação era deplorável, cabelo todo desgrenhado, olhos inchados e com uma olheira gigante. Fora dor que eu sentia neles. Meu corpo doía por inteiro, especialmente os ombros e as costas pela grande quantidade de horas na mesma posição. Eu tinha que arrumar uma forma de disfarçar isso. Se bem conheço Oliver ia me sondar e a última coisa que eu quero é ter de explicar para ele o que andei fazendo acordada de madrugada. Passo uma maquiagem de leve e me arrumo para o trabalho, sem saber por quanto tempo mais vou conseguir ficar de pé.

Pov Oliver

Já estava na minha sala lendo alguns papéis, mas com o pensamento em Felicity. Eu estou muito preocupado com ela, recebi um novo relatório sobre o setor de TI e nele consta que uma certa Loira anda dormindo no horário de trabalho. O relatório demonstra duas ocorrências do caso e em uma terceira, de acordo com as políticas da empresa o funcionário teria que cumprir horas extras gratuitas ou ter o uma parte do salário cortado. Nunca foi do feitio de Felicity fazer algo contra as regras, muito pelo contrário ela sempre foi responsável e madura fazendo até além das suas funções.

Mesmo sendo muito amigo dela, combinamos que eu ia a tratar de igual perante os outros funcionário e ela tinha razão. Não havia motivos para tratamento especial, só que dessa fez tinha algo de estranho, já que estava se tornando uma reincidência. Decido descer até o departamento de TI, visitar uma certa loira que não sai dos meus pensamentos. Quando chego sou surpreendido por uma cena um tanto quanto curiosa e que me deixou com o coração apertado. Felicity dormia em cima do teclado com vários papéis a rodeando, em cima da mesa haviam vários copos de café e alguns de energético dentro da lata de lixo. Sua mesa estava uma completa desordem, coisa muito incomum de se ver vindo da loira. Ela dormia serena e tranquilamente, até seu óculos ela tinha retirado. Eu realmente estava com dó de ter de acordá-la, mas não podia a deixar dormir dessa forma. Começo a observa-la de longe e pela forma como sua respiração estava pesada e ritmada deduzi que ela já tinha entrado na fase do sono profundo. Antes de acordá-la não resisti em me aproximar e sentir de perto seu calor. Essa estava sendo uma semana agitada na empresa e mal tínhamos nos vistos. Eu estava sentindo muito a sua falta, de jogar conversa fora e da nossas noites de sexta entre amigos. A verdade é que eu sinto uma atração forte por Felicity, algo bem além da nossa amizade. Só que meu histórico não me da muita credibilidade, ela não merece alguém como eu.

No início eu achei que fosse só admiração por ela, afinal tinha conquistado muitas coisas sozinha diferente de mim que sempre fui um playboy milionário e também tem o fato dela ser uma das poucas, se não a única mulher que não liga para o meu sobrenome ou que não tenha segundas intenções comigo. Isso me deixou ainda mais admirado por ela. Felicity ganhou minha amizade rapidamente e depois do primeiro ano, já erámos melhores amigos. Dividimos alguns segredos, claro nada relacionado ao passado, porém ainda sim me fez me confiar ainda mais nela.

O pouco que eu sabia sobre sua história me emocionava bastante. Ela tinha saído de casa aos dezesseis anos de idade para fazer faculdade, sim isso é muito impressionante. Morando sozinha esse tempo todo, aos dezenove se formou com louvor em uma classe predominantemente masculina. Trabalhou dois anos para a corporação Star com pesquisas cientificas, até que cinco anos depois paramos nessa parte da história. Só de pensar que nessa época eu dava festas escondidas em casa e batia o carro do meu pai, tenho até vergonha. Não conclui a faculdade e o cargo que tenho ganhei do meu pai, estou tentando mudar aos poucos. Depois de todos esses anos eu descobri que não é só amizade é muito mais que isso, só que eu não posso colocar tudo a perder. E fora que ela sabe do meu passado, nada responsável isso só me deixa mais envergonhado.

Me aproximo mais um pouco dela e não consigo me conter em acariciar sua bochecha e percebo o quão macia é sua pele. Não sabia que isso era possível, mas Felicity cora levemente ainda dormindo o que transmitiu um calor agradável vindo do seu rosto. Vejo ela se acomodar melhor na cadeira, respirar fundo e continuar o sono. Felicity esboça um leve sorriso o que só me deixa curioso em saber o que estava sonhando. Começo a mexer de leve em seus cabelos a fim de acordá-la da forma mais sutil possível, já que com uma noite mal dormida ou com poucas horas de sono Felicity tinha mudanças bruscas de humor parecendo uma tpm em grau elevado. Bem não era para menos, quem gosta de uma noite ruim de sono? Se fosse comigo era capaz de reagir até pior. Para falar a verdade eu gostava de vê-la irritada e de lhe provocar, mas nesse momento senti que a coisa era um pouco mais séria que o normal por isso decidi deixar de lado as provocações. Sinto um aroma familiar do seu xampu emanar sobre seu pequeno cubículo, que por sinal parece bem mais aconchegante que minha sala grande de CEO. O ambiente tinha um toque Felicity que deixa tudo mais confortável e alegre. Algo estava acontecendo com minha amiga e eu ia descobrir, mesmo sabendo que Felicity é orgulhosa e prefere resolver seus problemas sozinha. Quero muito poder lhe ajudar e mostrar que posso ser seu parceiro, mais que isso quero demonstrar posso ser o homem em quem ela pode confiar incondicionalmente. Já não posso mais mentir para minha consciência e admito meu coração é de Felicity.

Não consigo mais vê-la só de vez em quando e sinto uma preocupação excessiva com ela. Já esta bem difícil me controlar perto dela. Vendo ela nesse estado, só me faz ter uma enorme vontade de leva-la para casa e cuidar dela. Ela ultimamente parece tão fraca, abatida e anda mais pálida que o normal. Apesar de dormir tranquilamente eu sentia que algo estava errado dava para ver na forma como seus ombros estavam tencionados.

—-- Felicity acorda. Falei sussurrando em seu ouvido, não pude deixar de notar como os pelos da sua nuca de arrepiaram logo em seguida.

—-- Ei ainda são cinco da manhã, me deixa dormir. Ela fala entre bocejos esfregando os olhos na tentativa falha de espantar o sono. Quando ela percebe onde se encontra, cora violentamente. Não pude deixar de esboçar um sorriso, é adorável vê-la envergonhada.

—-- Felicity eu vim te visitar, porque fui informado que uma certa loira do TI anda dormindo no horário de trabalho. E te encontro nessa situação. Falei em tom de preocupação colocando minha mão em seu ombro o que só confirma o quão tensa ela estava.

—-- Me desculpe Oliver isso não vai mais se repetir.

—-- Está acontecendo algo que eu deva saber Felicity? Recebi um relatório sobre o departamento de TI e contando com o que vi agora já a terceira vez que você é flagrada dormindo no trabalho. Infelizmente vou ter que ter que te dar uma advertência.

—-- Tudo bem Oliver, você tem razão. Eu escolho ficar até mais tarde.

—-- Olha para você Felicity, acho que não está em condições de ficar nem no horário regular. Mal consegue manter os olhos abertos em nossa conversa. Essa hora Felicity desvia o olhar do meu abaixando a cabeça.

—-- Me desculpe mesmo, Oliver. Isso foi irresponsabilidade da minha parte.

—-- Ei, pare de se cobrar tanto. Eu te conheço, você deve ter uma boa explicação para tal. Se abre comigo vai, antes de tudo somos amigos se lembra? Falei levantando seu queixo, olhando fundo na imensidão dos seus olhos azuis. Eu podia ver o quão inseguros eles se encontravam, o que só aumentou ainda mais minha angustia de que algo estava acontecendo.

—-- Oliver está tudo bem, foi só uma noite ruim. Fica tranquilo. Ela fala colocando sua mão em meu ombro tentando me acalmar, mas eu não tinha comprado essa ideia. Estava claro como água que algo fora do comum acontecendo em sua vida.

—-- Sei não Felicity, não foi só uma vez que isso ocorreu e esse lixo cheio de bebida, copos de café espalhados pela mesa. Aliás, beber em serviço configura outra infração. Falei de forma compreensiva apontando as latinhas de energéticos, em seguida faço um carinho de leve na sua mão que estava meu ombro finalizando com um beijo singelo, tentando transmitir segurança a ela.

—-- Tudo bem Oliver eu falo. Eu ando tendo pesadelos bem fortes durante á noite, ai eu acordo e depois tenho dificuldades para dormir. Ela fala corando como anteriormente.

—-- Ei não precisa se envergonhar, coisas ruins acontecem com todo mundo. Porque você não me contou antes? Eu posso tentar te ajudar, isso não é comum. Há quanto tempo isso vem acontecendo?

—-- Achei que não fosse um assunto relevante e isso vem ocorrendo a pouco mais de uma semana.

—-- Claro que é relevante Felicity, somos um time se lembra? Ou isso tem haver com seu passado? Sabia que ia tocar em uma parte delicada de sua história, mas não aguentava ver Felicity nesse estado e não poder fazer nada. Do nada seus olhos azuis tomam uma coloração mais escura, quase preta. Seu corpo todo fica tenso na cadeira.

—-- É só isso Oliver, não é nada demais. Uma coisa sem importância alguma. E se não se importar eu gostaria de dar o assunto por encerrado.

—-- Tudo bem Felicity não vou lhe pressionar, mas espero que possa me contar melhor sobre esses pesadelos. Quem sabe mais tarde na sua casa? Na volta da nossa noite de sexta entre amigos. Eu to com saudades dela, topa uma pizza com vinho? Eu levo.

—-- Eu também Oliver, sinto muita falta dela. Então ta combinado, eu escolho o filme tudo bem?

—-- Nada de filme meloso em senhorita Felicity. Outra coisa você está dispensada por hoje.

—-- Muito obrigada Oliver. Felicity falou me dando um abraço caloroso, aproveito para sentir um pouco mais do seu cheiro e do calor que seu corpo emana. Mesmo de salto seu corpo atingia apenas a altura do meu peito, me dando uma visão bem ampla e alta em sua relação.

Essa história de pesadelos não me deixou confiante, tinha mais coisa nisso. O que ela falou ainda não explicavam as bebidas. Afinal porque alguém com problemas para dormir estaria ingerindo uma quantidade excessiva de cafeína? Sei que tenho que ir sondando o terreno de leve e ganhando sua confiança as poucos. Desistir estava fora de cogitação, minha intenção não ter só uma noite descontraída entre amigos e sim investigar melhor a situação.

Notas finais
E ai o que achou? Viajei de mais né? Deixe seu comentário dependendo de como for eu posso arriscar a postar mais um cap. Obrigada pela atenção.