Super Uke!

1 Rua, acidente, caminho, culpa, lágrimas, o velho


Notas iniciais
IAI POVO o/
[FIC PARA ANIVERSÁRIO DO KAI] Que é nesse mês ;D

Na capa tem uma dedicatória gay *-*
Pra Haru-ko, maior inspiração para essa fic e para todas as divonas do forum do GazeBr~ [Principalmente para Shiro, Lyncis, Az, Yama, Lie, Laay, Tia Matsu e Haru-ko que estão sempre lá, e para Te, que não está sempre lá, mas eu amo alem d]

Na boa, forum GazeBr vaz mal pra consciencia *DEVIL* (L)
E se eu esqueci alguém, me desculpa é gente bagaray o-o

Bem, capítulo introdutório :D
Espero que se divirtam ;)

Boa leitura.

”A cidade de Townsville... está sendo atacada por uma cobra gigante! ...Aí vem elas, as meninas super-poderosas!”

Uma, duas, três goladas daquele café quente, enrolado debaixo das cobertas, só se via um rosto e um cabelo atrapalhado, empurrado pela coberta que se sustentava em cima da cabeça do rapaz moreno, jogando-os para o rosto.

Aquele sábado de manhã estava chuvoso e frio, o tempo mudara repentinamente e Kai havia ficado doente.

— ATCHIIIM~

— Saúde! – gritava o guitarrista moreno na cozinha, lendo um livro de culinária, já que Kai não poderia cozinhar até estar melhor.

— A-A-Mém... ATCHIM!

— Saúde! – gritou Aoi, novamente.

Na cozinha, Uruha ligava desesperadamente para Ruki que fora buscar remédios na farmácia já fazia tempos. Sem sucesso, o celular nem chamava.

— “Por, 4 alos na panla de pressio...”

— Por quatro alhos na panela de pressão, não? – retrucou Uruha.

— Uruha, EU estou lendo a receita, ok?

— Aoi você pulou alguma série ou está se fazendo de idiota mesmo?... Er, alhos na panela de pressão!?

— Shiiu! Reita disse que eu podia ficar no lugar do Kai. – disse Aoi fazendo biquinho.

— WTF? Quem é o Reita pra mandar nessa bagaça? – perguntou Uruha revoltado – Falando nisso... onde ele se meteu?!

— Sei lá, deve ter ido na farmácia com o Ruki comprar camisinhas com cor e cheirinhos de frutas. – brincou Aoi.

— O Reita não saiu com o Ruki, Aoi.

— Foi uma piada.

— SERÁ QUE SÓ EU ESTOU LEVANDO O KAI DOENTE A SÉRIO?!

— Aaah... Ahhh... dá pra fazer essa aqui... Macarrano.

— Macarronada?

— Uruha fica na sua, ok?

— ATCHIIIM!

— OMFG, pobre Kai, é tão horrível ficar doente. Imagina se for a suína. – disse Uruha, dramático.

— Aaaah, agora sei por que o Reirei deu no pé.

— Reita não tem gripe suína...

— Não, mas tem voz de porco HSUIAHSIUAHSUIHSAU... Aaah não, quem tem voz de porco é o Ruki... Err... Como é mesmo a piada, errr...

— Aoi...

— Fala baby.

— FAIL!

Kai estava com febre e mantinha o corpo cansado. Olhava atento para a televisão, estava no comercial.

Mudou de canal.

”Incêndio mata família inteira, entre eles uma criança de 5 anos!”

— É uma pena que não existam heróis de verdade. – disse baixo, para si – URUHA, já encontraram o Rei-san?! – tentou gritar, com sua voz rouca.

— Ainda não, o Ruki também não apareceu. – disse tristemente.

Naquele momento a campainha toca. Uruha correu para atender a porta, na esperança de ser Ruki com algum tipo de vitamina, porém suas esperanças foram cortadas quando viu a imagem de Hiroto, cansado, devia ter corrido horrores pra chegar ali por algum motivo.

— HI-RO-TO? Menino, onde é o incêndio?! – perguntou Uruha – E bom dia!

— Não, péssimo dia! O Reita está hospitalizado!!!

Uruha ficou chocado.

— O QUE?! – gritaram Kai e Aoi ao mesmo tempo.

Kai jogou as cobertas pro ar, sustentou-se um pouco em Aoi e foram até a porta.

— COMO ASSIM?! – perguntou Uruha, aflito.

— Calma gente... ele foi atropelado, mas não foi grave. Eu corri pra avisar porque estava sem celular, o do Ruki descarregou e o do Reita se partiu em uns mil pedaços.

— AHMELDELS! – gritou Uruha, que começou a correr pela casa.

— URU CALMA, CALMA! – gritou Aoi – O Hiroto já disse que não foi grave!

— Onde você encontrou Reita, Hiroto? – perguntou Kai, rouco.

— Eu estava passeando na boa, quando vi Reita do outro lado da rua, eu acenei para ele e ele estava atravessando a rua pra gente se falar... Aí um maníaco passou com o carro no sinal vermelho. Quando dei por mim, o Ruki já estava perto.

— ENTÃO REITA SOFREU O ACIDENTE POR SUA CAUSA, NÉÉÉÉÉ~ ?! – gritou Aoi, revoltado.

— Não, não, não gente! Eu não tenho nada a ver com isso, eu juro, aconteceu, foi... um acidente mimimimimi~

— Não dá pra culpar o Hiroto agora, temos que ir pro hospital. – disse Kai, com sua voz quase sumindo.

— URUHA, PARA COM ISSO E ENTRA NO CARRO! – disse Aoi.

— Eu paro, MAS NÃO VEM ACHANDO QUE VOCÊ TEM MORAL SOBRE MIM, OK?!

— Gente, na boa, tudo bem com vocês?! – perguntou Kai.

— ÓTIMO! – responderam Uru e Aoi juntos, ambos irônicos.

No hospital.

Ruki andava de um lado para outro na sala de espera, pois os médicos ainda não tinham liberado o horário de visita. De repente seus pensamentos foram cortados por uma voz muito familiar.

— RUKI!

Ruki olhou para trás com um olhar de alívio, era Uruha, acompanhado por Aoi e Kai.

— Gente, que bom que vocês finalmente chegaram! – disse Ruki.

— Então Ruki, nasceu? – perguntou Aoi, sorrindo.

— Muito engraçado Aoi, quero ver SE VOCÊ tivesse visto o Reita ser jogado como uma bostinha pro outro lado da rua!

— Fácil, ele teria desmaiado. – respondeu Uruha, Ruki e Kai riram.

— Não teria desmaiado, teria me fingido de morto, ok? – disse Aoi, virando o rosto.

Uruha, Ruki e Kai: Gota.

— Senhores? São amigos ou familiares de Suzuki Akira-san? – perguntou um homem, já velho, de jaleco branco.

— SIM SIM SIM, somos! – respondeu Uruha, pelos outros.

— Podem vista-lo, quarto 257, mas façam silêncio, por favor.

— Muito obrigado Doutor! – respondeu Uruha.

Os quatro foram quase que correndo para o quarto, devem ter derrubado no mínimo cinco enfermeiras. Uruha abriu a porta do quarto bem lentamente, quando viu Reita com a perna enfaixada e alguns cortes no braço e no rosto, Uruha caiu desmaiado num sofá do quarto.

— Depois EU que desmaio quando vejo cenas chocantes. – resmungou Aoi.

— E aí rapaziada?! – disse Reita, com um pequeno sorriso.

— REITAAA! – gritou Ruki – COMO VOCÊ ESTÁ?

— Cara, que medão que eu passei quando eu vi aquele monstro de quatro rodas.

— Ta doendo muito Rei? – perguntou Kai, ainda rouco.

— Não Kai, poxa, desculpe, não deu pra pegar seu remédio. Eu encomendei um que minha irmã usa.

— Eu comprei as vitaminas, talvez elas por si só já te ajudam. – disse Ruki, para amenizar a cara de culpa que Kai estava fazendo.

— Gomen, gomen! Por dar trabalho pra vocês, olha no que deu. Reita hospitalizado e Uruha desmaiado...

Ruki e Reita olham para Uruha desmaiado no sofá que ficava a uns três metros da cama de Reita. Depararam com a imagem de Aoi sacudindo e cutucando Uru, tentando o acordar.

— Uru... URUHA! – dizia Aoi, cutucando o corpo de Uruha com a ponta do indicador.

— Errr... Aposto que Aoi também está muito preocupado com você, ok?

— Imagino. – disse Reita com as sobrancelhas horizontais.

Kai olhava tudo o que estava se passando com um olhar triste. Achava-se realmente o culpado por tudo aquilo, como pode dar tanto trabalho assim?!

Daria tudo pra colocar as mãos no cara que fizera aquilo com Reita.

Alguns dias depois.

Reita foi liberado do hospital, porém ainda estava mancando. Kai estava bem melhor também, a virose já tinha passado e agora ficou apenas um breve resfriado, mas ver Reita daquele jeito o deixava muito desanimado.

Saiu de casa e foi andando sem rumo pela grande cidade que moravam, queria pensar em outra coisa e ficar em casa só o fazia se sentir pior.

”O mundo é uma grande droga mesmo. Violência. Vidas se vão num piscar de olhos e de maneiras tão simples, tão... medíocres! Ruki tem razão, eu achei que a humanidade pudesse mudar, mas não pode. Imagina se esse cara tivesse numa velocidade maior, ou se o Rei tivesse caído no chão de outro jeito, talvez, nem estivesse mais vivo...”

Parou seus passos e fixou seu olhar para frente, porém, sem ver nada, distraiu-se, perdeu-se em seus pensamentos... E se Reita tivesse mesmo morrido? Como aquela família... no incêndio...

PAFT!

Um homem, também distraído, esbarrou em Kai, nenhum deles caiu, apenas houve um pequeno abalo.

— Gomen ne~

— É, desculpa mesmo rapaz, não vê que sou velho e não posso cair por ai. – disse o homem, que aparentava ter uns cinqüenta e cinco anos.

— Nossa, senhor, eu já pedi desculpas, não precisa ficar irritado, o senhor também estava distraído! E parece meio... bêbado.

— Nem to, ok?! Bem... pois é, tinha um cara sendo assaltado ali na frente, mó foda isso. – disse apontando para a direção de onde veio.

— QUE? E O SENHOR NÃO CHAMOU A POLÍCIA? NÃO FOI AJUDAR? POR QUE? – dizia Kai, em uma chuva de perguntas revoltadas.

— Menino, calma, até a polícia chegar o cara já teria sido assaltado e eu não iria arriscar ir lá defender o cidadão, vai que o amigo tava armado, heeeein?!

— Mas é muita falta de consideração com a vida mesmo, o senhor é um péssimo exemplo de homem!

— Olha bem como você fala rapaz, você não sabe como é difícil ser herói.

— Eu acreditava que eles existiam, nas pequenas pessoas, nas pequenas ações, mas vendo você, eu perdi toda essa minha pequena utopia.

— Isso foi bonitinho~ — disse o homem em tom sarcástico – Mas, eu já fui herói rapaz e é uma grande merda.

— Você? Herói?! Me conta outra tio! APOSTO QUE VOCÊ NEM AJUDAVA SUA VÓ!

— EU DESISTI MESMO! Desisti dessa vida, pra que?! Pra que ajudar pessoas que também fazem cagada por ai e ainda querem pedir colinho?! Não ligo pra mais nada, outro dia mesmo eu atropelei um cidadão que parecia um marginal com o rosto coberto.

— VOCÊ ATROPELOU O REITA SEU MALDITO!!!!! – disse Kai, que quase pulou no pescoço do homem.

— Ah, não tire conclusões precipitadas rapaz!

— Só pode ser o Reita, você podia ter matado ele! Ele não é um marginal, ele é meu amigo e você quase matou ele! Como pode? Como pode existir alguém tão cruel como você, eu vou te denunciar pra polícia! Seu... seu... – lágrimas escorriam do rosto de Kai, que abaixou a cabeça – Porque você fez aquilo? – disse baixo.

O homem se aproximou, colocou a mão no ombro de Kai e disse:

— Se aceitar, eu lhe darei meus poderes.

Kai abriu os olhos, encontrando com os do velho homem, o olhar do mesmo estava sério e firme.

Notas finais
Gostaram? Acho que não, nem é engraçado m(_ _)m
Mas eu sempre uso meus primeiros capítulos como introdução o-o
Deixem Review para essa pessõa ficar feliz, sim? *3*
Me anima muito escrever o próximo e-e/