Super-Protetores da Paz: A Busca pela Lesma do Mar

1 Se Acredita em Espíritos, Por Que Não Crê em Seres Que Respiram Debaixo D'água?


Notas iniciais
Bom dia/tarde/noite/madrugada! Obrigada por estar lendo esta fanfic, estou me divertindo muito ao escrevê-la. Bom, o primeiro capítulo foi escrito há aproximadamente dois anos. Eu fiz algumas alterações em trechos que estavam muito mal-escritos, mas ainda assim optei por deixa-lo simples como está. No próximo já fica melhor. Boa leitura

CAPITULO UM

"Ei! Anaru, eu te peguei!" a voz aguda da garota de cabelos arroxeados, Tsuruko, era emitida em tom levemente irritado e ofegante.

Anaru para de correr, seguindo as regras do jogo e dá um passo pequeno para trás, sentando-se com as pernas cruzadas no chão de terra.

"Aqui" Tsuruku fala ao apontar para o chão, em um ponto um pouco mais distante de onde Anaru se encontrava no momento. Mostrando a língua, a garota se dirige ao lugar em que a amiga indicara, voltando a se sentar com expressão de descontentamento por ter sigo pega.

"Tsuruku!" dessa vez, a voz alta pertencia ao menino de cabelos negros, que subia no da praça, provocando-a para chamar sua atenção. Tsuruko dispara em perceguição a ele, parando ao ficar sem fôlego, com as costas curvadas para se apoiar em seus joelhos. Com isso, declarou-se que Jinta havia vencido.

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Com um suspiro, Atsumu Matsuyuki fecha sua apostila, pondo-se de pé com um olhar melancólico e seguindo para a cama, mesmo que cedo, pois na manhã seguinte deveria receber o assunto para a reportagem, o tema de seu Trabalho de Conclusão de Curso.

— “Pessoas que Respiram de Baixo D'água”?— O rapaz bate na mesa com força ao mesmo tempo em que se põe de pé, com um olhar incrédulo— Só pode ser brincadeira.

Não esperou que o responsável pela escolha do tema lhe desse uma reação, o jovem alto e de postura correta caminhou a passos largos e pesados até o pequeno palco na sala, perto da lousa.

— Isso é impossível!— Exclama para o professor, que permanecia com uma expressão neutra atrás de um pódio onde apoiava as fichas para o sorteio.

— "Shioshishio, a cidade das Pessoas que Respiram Debaixo D'água"— O professor retoma, encarando-o de forma séria, porém educada_ Este é o seu tema, sorteado de forma justa, Matsuyuki-kun. Se não está satisfeito, reclame com a direção desta instituição.

Achando-se o único a deter a razão, Atsumu vira-se em direção à porta de correr, pousando a mão sobre a pequena depressão para deslizar a madeira branca.

— Mas receio que, por ser um curso extracurricular de Jornalismo, não iria ser do interesse da Coordenadora, muito menos da diretora— O profissional comenta rapidamente enquanto junta os documentos, os batendo sobre a superfície do pódio para organizá-los.

Após um suspiro, tentando liberar um pouco da indignação momentânea, ele se volta para o professor, curvando-se levemente enquanto se desculpa.

O sinal toca. Alguns estudantes se levantam, passando por Atsumu e seguindo para o corredor enquanto o jovem se endireita, ajeitando sua franja bagunçada.

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Observando os raios de sol das nove da manhã, através da folhagem de uma árvore, Atsumu estava sentado em um banco de pedra quando a voz sonora de Chiriko Tsurumi, sua amiga mais antiga, é ouvida.

— Soube da sua reportagem— Ela falava sem uma expressão explícita— Deveria ser mais polido ao falar com um professor.

— Não estudei por dois anos para obter um tema fictício— Ele responde desviando o olhar para o lado, contendo a pouca vergonha que sentia ao pensar nas ações realizadas na última aula.

— Mais pessoas têm Shioshishio como tema da manchete, não deveria estar tão... Decepcionado— Ela se senta, dizendo a ultima frase antes de introduzir um pedaço de frango ao molho agridoce na boca.

— O que você terá que fazer para sua apresentação final no curso de artes?— O jovem agora estava curvado sobre seus joelhos, observando a garota pela visão periférica.

— Criar uma maquete virtual completa de um local e desenvolver uma personagem com base nas características visuais e históricas deste.

Atsumu se endireita, observando-a com um olhar desconfiado.

— Que local?

— Shioshishio.

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