Sunshine Camp

3 Recepção - Parte II


Notas iniciais
ooi pessoal! acho que andei inspirada ontem e hoje, porque já saiu mais um capítulo fresquinho pra vocês! ;) venho avisar que PRECISAMOS DE PERSONAGENS MASCULINOS, meu povo! precisamos completar as vagas pra história em si poder começar!! :/ por isso, por favor, divulguem a fic pro seu coleguinha, peçam pra eles participarem, quanto mais gente melhor!! *--* sem mais delongas, aqui vai mais um capítulo novinho em folha pra vocês!

Clarice Coelho

Ajeitei meu cabelo mais uma vez no clássico rabo de cavalo e passei a mão pela minha saia tentando desamassar as beiradas depois daquelas horas de carro.

– Está pronta, querida? – Perguntou minha mãe, estacionando em frente a um enorme portão de madeira. Dei uma olhada através do vidro para dentro do local, parecia um tanto rústico, mas de uma beleza tão natural que foi impossível não sorrir.

– Acho que sim... – Respondi, ao mesmo tempo ansiosa e nervosa com o que estava por vir. – Pena que o papai não pôde vir...

– Ah querida... Você acha que seu pai ia deixar os nove patetas em casa sozinhos? – Mamãe perguntou em seu tom carinhoso. “Pateta” era o termo oficial para chamar os filhos bagunceiros dela, digo, todos.

Ri um pouco.

– Com certeza nossa casa não ia ser a mesma quando voltassem... – Respondi.

– E é por isso que seu pai ficou... Se bem que eu duvido que nossa casa esteja a salvo mesmo com seu pai lá... – Brincou minha mãe e nós duas rimos.

Minhas malas não eram pequenas. Essa é a parte ruim de se morar em outro continente e não saber ao certo o que trazer para um acampamento... Mamãe e eu estávamos sofrendo um pouco para retirá-las quando ouvimos alguém atrás de nós:

– Com licença, precisam de ajuda?

Nos viramos a tempo de encarar um moreno, alto. Pouco mais velho, eu acho. Ele sorria gentilmente para nós e apontava nosso porta malas.

– Ah, você caiu do céu menino! – Minha mãe respondeu, suspirando aliviada. – Eu disse a Clarice para não trazer tanta coisa...

– Pode ficar tranquila, senhora. É normal as meninas trazerem malas desse tamanho... – Brincou o moreno, rindo. Mamãe o acompanhou.

– Senhora não, pode me chamar de Laura. E essa é minha filha, Clarice. É o primeiro ano dela aqui. – Mamãe nos apresentou.

– Sou Christopher Parker, Chris só... Monitor de uma das equipes do acampamento. Seja bem vinda, Clarice! – Respondeu ele e em seguida olhou para mim, dando uma piscadela e sorrindo.

Sorri de volta, meio sem jeito. Quem diria que um moço tão novo já fosse monitor?!

Chris carregou minhas malas para dentro do saguão e eu e minha mãe o acompanhamos.

– Podem ficar a vontade. Vou levar as malas para dentro. A fogueira de abertura é por aquela porta ali. – Ele nos indicou. – Vamos começar em breve. Agora, se me derem licença...

– Que moço bonito, não filha? – Minha mãe sussurrou em tom conspiratório ao meu ouvido, me deixando um pouco desconfortável. Mães...

Olivia Becker

– Ansiosa? – Mamãe perguntou assim que descemos do carro.

– Um pouco. – Admiti.

– Vamos pai, vamos! – Connor, meu irmão mais novo, dava pulinhos ao redor do carro.

– Calma filho. – Meu pai pedia enquanto retirava minhas malas do carro.

– Vamos passar as férias inteiras sem a Via, vou poder brincar no quarto dela, jogar o videogame legal e ter a TV só pra mim! – Meu irmão provocava.

– Sabe que vai morrer de saudades da sua irmã, né? – Mamãe ria.

– Não vou não. – Connor, que estava naquela idade rebelde de querer ser adulto, cruzou os braços e fez uma cara indiferente, fazendo-nos rir.

– Tem certeza? – Perguntei, fazendo cócegas nele.

– Para! Para! – Pedia ele, entre gargalhadas, perdendo o ar.

– Admite que vai sentir minha falta, marujo! – Dizia.

– Não... Não... – Ele estava perdendo o fôlego.

– Admita! – Falava, sem parar de fazer cócegas.

– Tá bom, tá bom... Só... Um... Pouquinho! – Respondeu ele, rindo.

– Assim está melhor! – Falei, ficando de pé novamente e ajeitando a roupa.

– Vocês dois não param nunca! – Mamãe nos olhava carinhosamente, sorrindo um pouco.

– Está tudo ok, filha? – Meu pai olhou ao redor, como se procurasse onde deixar minhas malas. Mas eu sabia que ele não se referia apenas à isso.

– Tudo sim, pai. Pode ficar tranquilo... Eu assumo por aqui, capitão! – Bati continência e sorri para ele, ganhando um beijo na testa e um abraço apertado.

– Vamos sentir saudades, princesa. – Falou meu pai.

– Eu também vou, papai.

Me despedi dos três ali mesmo no jardim e só me permiti entrar no chalé quando não vi mais o carro de meus pais à vista. Um novo recomeço estava por vir.

América Parker

– E estas malas aqui vão pra Tempestade. Aquelas lá pros Trovões... – Apontava para James.

– O que acha de sair de trás do balcão e por a mão na massa? – Meu irmão brincou.

– Por que eu faria isso se tenho o irmão mais forte do mundo à minha disposição? – Brinquei e ele riu. – Além do mais, estou recepcionando os acampantes, ok?

– Aham, to vendo maninha... – Comentou ele e riu antes de sair do hall.

Olhei ao redor, a maioria dos que chegavam pareciam seguir o fluxo rumo à fogueira, não havia exatamente muito o que fazer. Até que avistei Bartô correndo, parecia perdido com tanta gente nova para ele cheirar e lamber e pular e todas essas coisas de cachorro, como uma criança quando vai no parque de diversões pela primeira vez e não sabe em qual brinquedo ir primeiro.

Até que uma garota, bem branquinha, com um vestido florido, adentrou pelo chalé. Foi tão rápido que eu não sei ao certo como aconteceu, mas num segundo ela estava de pé olhando ao redor, no outro ela já estava no chão com nosso saco de pulgas pulando e lambendo-lhe a face.

Saí correndo de trás do balcão e fui em seu socorro.

– Bartolomeu Sansão Parker, saia já daí! – Ralhei com ele, o que pareceu fazê-lo despertar de seu torpor e sair de fininho para fora do chalé. – Ei, desculpa! Nosso cachorro não tem um bom senso de direção e, sabe como é, muita gente nova...

– Tudo bem, acontece... – Respondeu-me a garota, sorrindo.

– Você está bem? Não se machucou, né?

– Não, não... Pode ficar tranquila! – Ela ajeitava o vestido. – Nenhum dano permanente! – Brincou.

– Acho bom! Não estava pronta para receber um processo por culpa do negão. – Brinquei também.

– Sou Olívia Becker. É a minha primeira vez aqui! – Apresentou-se a menina.

– Sou América Parker. Venho aqui desde... Bom... Sempre! – Ri. – Sou monitora de uma das equipes. Seja bem-vinda Olívia! Espero que goste de acampar!

– Com certeza gosto! – Respondeu ela. – Uhm... Sabe pra onde eu deveria ir agora?!

Sorri. Quem foi que disse que eu não estava fazendo nada? Onde estava James nessas horas?

Charlotte Jones

Papai e Marion não se importaram em esperar que ao menos passássemos pelo portão, partindo assim que eu e Willian descemos do carro.

– Tem certeza que é aqui? – Perguntou meu irmão, olhando ao redor e fazendo uma careta. Não era muito adaptado à vida longe da cidade grande.

– Para de reclamar, bobalhão. – Resmunguei.

– Menos, baixinha, menos. – Respondeu-me ele, fazendo uma careta.

Revirei os olhos, bagunçando o cabelo de Will (coisa que ele odiava) e saindo correndo à sua frente.

– Lottie, é bom você voltar! Eu não vou carregar tudo isso sozinho! – Gritou ele.

– Ah, vai sim! – Respondi com outro grito e me sentei na escadinha à entrada do chalé.

Entre caretas e reclamações, Will me alcançou minutos depois, suando feito um porco.

– Se você soubesse o quanto eu te odeio agora... – Sussurrou ele, com uma carranca.

– Também amo você, irmãozinho. – Mandei um beijinho pra ele, que ignorou-me completamente. – Anda, vamos entrar!

Chris Parker

– Mais uma mala das Tempestades já chegou a seu destino! – Falei, apoiando-me no balcão. América digitou alguma coisa no computador e virou-se para mim:

– Sabia que o papai abriu duas vagas a mais?! – Perguntou.

– Sério? – Surpreendi-me.

– Uhum. Uma feminina e outra masculina. Pelo visto as equipes esse ano vão ter um componente a mais e um número irregular de meninos e meninas. – Reclamou ela. – Meu toc não aprova nada disso.

– Calma maninha... Contanto que o garoto venha para o nosso... – Comentei.

– Qual o seu preconceito quanto a meninas? – Reclamou América, já ficando irritadinha.

– Calma, calma... Não está mais aqui quem falou... Foi brincadeirinha! – Desculpei-me.

– Uhm... Tá bom! – Falou ela, revirando os olhos.

– Qual o problema, meninos? – Savannah chegou, apoiando-se no balcão ao meu lado.

– Seu irmãozinho machista! – América resmungou.

– Os gêmeos brigando de novo? – James apoiou o braço no topo da cabeça de Savannah, que fez uma careta.

– Pra variar... – Sav respondeu, rindo.

– Como estão os acampantes? – Papai apareceu, bem vestido com sua camisa social e sua calça jeans escura.

– Todas as meninas já chegaram, faltam ainda alguns garotos. – América respondeu, olhando para a tela do computador.

– Esses meninos sempre atrasados... – Sav comentou.

– Ah, e vocês podem falar mal dos homens? – Reclamei, olhando para América.

– Fica quietinho, babaca. – Sussurrou a loira para mim.

– Meninos, meninos... – Papai fez uma careta para nós.

– Desiste, pai... Quando o senhor já viu o Chris e a América sem discutir? – James perguntou, fazendo todos darem risada.

Realmente, os cinco minutos de diferença entre eu e a loira era apenas o início das nossas divergências, pensei, rindo.

Notas finais
PERGUNTA DO DIA Qual vocês acham que pode ser a primeira prova do Acampamento?! (sejam criativos) *** NOTAS IMPORTANTES: - galera, estamos precisando de mais quatro meninos pra fic poder começar! então, por favor, peçam pro seu coleguinha, amigos aqui do nyah ou mesmo de fora pra participarem e, assim, podermos dar início à história! estou contando com vocês! aos novos personagens: sejam bem vindos e espero que eu tenha descrito bem como vocês imaginaram! aos personagens antigos: espero que gostem dos novos acampantes e já prestem bem atenção na personalidade de todos eles, logo mais teremos novas perguntas! obrigada por lerem até aqui (assim espero!) !! beijo beijo ps: assim como no capítulo anterior, peço desculpas pelas fotos que foram trocadas, o link delas não funcionou e eu optei por pegar outra! :/