Sunset Valley The Story

1 Nova experiência


Quando resolvi me mudar eu já sabia que não seria fácil, ir embora para um lugar diferente e onde eu não conheceria ninguém e ainda ter que arranjar um bom emprego. Meus pais me alertaram sobre isso uns 6 meses e eu sou do tipo de pessoa que não muda logo de opinião, então segui meu sonho. Quando completei meus exatos 18 anos fizeram uma grande festa para mim, balada, garotas e tal, nada demais pra mim, rs. Mas o que eu mais queria mesmo era sair daquela cidade. Quando chegou o grande dia quase não me aguentei de emoção, meu sonho iria realmente se concretizar e eu iria sair daquele mar de agitação. Peguei minhas malas, dei um triste, mas não longo “adeus” aos familiares, peguei um taxi e fui pra estação de trem. Saí de casa com apenas R$16,000.00 na carteira para arranjar um apartamento ou uma casinha pra morar e estava mega ansioso para descobrir essa nova sensação. Meu trem finalmente chegou, joguei as malas no banco do meu lado e me sentei na janela, e estava a frente alguns minutos de viagem que mudariam minha vida para sempre.

Uau, eu finalmente cheguei ao meu destino, a tão falada Sunset Valley. Desci na estação de trem, um lugar aparentemente bem calmo. Coloquei as malas no chão e peguei o celular, pois minha mãe ficou de resolver aonde eu iria morar. Depois de tantas tentativas ela atendeu o celular...

— Mãe?

— Oi querido.

— Acabei de chegar, tudo na paz. Então... A senhora conseguiu um lugar pra eu ficar?

— Mesmo não apoiando sua decisão, sim. É uma casa bem pequena, mas pelo jeito bastante confortável, acho que vai dar tudo certo.

— Ótimo! A senhora poderia me dar o endereço, por favor? Já estou preparado para anotar, rs.

— Claro, meu amor. Fica na Travessa da Vitória-Régia, nº 72. Ah, tem um porém, a casa mobiliada ficou no valor de R$15,975.00.

— Tudo isso?! Droga! Como vou conseguir mais dinheiro?

— Acalme-se, querido. Você acha mesmo que eu ia te deixar na mão? Depositei R$100,000.00 na sua conta, não precisa agradecer. Bom, tenho que desligar. Boa sorte, querido!

— Obr...

Ela desligou na minha cara. Eu realmente não queria aquele dinheiro, mas tive que aceita-lo. Peguei a mala e comecei a sair da estação, logo avistei um taxi e o pedi para que me levasse ao tal endereço. Finalmente cheguei a tal casa, era simples, mas bastante bonita. Entrei e contemplei os arredores da casa, era um lugar realmente pequeno, somente 4 cômodos (um quarto, banheiro, sala e cozinha), os móveis aparentavam ser um pouco velhos, coisa que eu poderia modificar depois. Joguei as malas na cama e peguei outro taxi para ir ao banco, pois eu realmente precisava daquele dinheiro. Quando desci no banco foi realmente um choque pra mim, como uma cidade tão pequena conseguia ser tão “arrumadinha”. E eu realmente fui burro, eu moro a um quarteirão do centro da cidade, poderia ter ido a pé.

Foi tudo muito rápido, coloquei o cartão e logo saquei o dinheiro. Era hora de montar minha vida, mesmo que fosse naquele pequeno bangalô onde eu estava morando. Decidi comprar um carro, fui a um feirão do outro lado da rua e comprei um carro em belíssimo estado por apenas R$12,000.00. Voltei para casa muito satisfeito e já era 10 da manhã e eu estava morto de fome, fui à cozinha tentar cozinhar algo. Peguei a farinha, leite, manteiga e alguns ovos. Uma das poucas coisas que eu sabia cozinhar era waffles, então não foi uma tarefa tão difícil de cumprir. Colocar farinha, colocar leite, manteiga, quebrar os ovos, fazer uma mistura e mexer até a massa tornar-se fofa e leva-la ao forno. Como ia demorar um pouco pra assar resolvi deixar a forma no forno e jogar uns jogos no computador pra passar o tempo. Tudo estava indo bem até a campainha tocar. Droga! Quem poderia me incomodar a uma hora dessas? Guardei o pc e fui a porta. Mas antes que eu pudesse abrí-la o alarme de incêndio começou a apitar, meu fogão estava pegando fogo. Liguei para os bombeiros e eles vieram o mais rápido possível, enquanto os supostos estranhos que estavam lá fora estavam apavorados com a situação. Logo os bombeiros “invadiram” minha casa e apagaram o fogo, fiquei tranquilo quanto ao fogão, pois o seguro iria pagar o estrago que tinha acontecido e finalmente pude ir à porta.

Descobri que eram meus novos vizinhos que vieram me dar às boas vindas à cidade, o que me deixou muito feliz. Convidei-os para entrar, senhores Buster Clavell, um senhor idoso que já tinha seus cabelos brancos, Victória Andrade, um moça jovem, parecia ser médica. Eles entraram, elogiaram minha casa e me deram as tais “boas-vindas” (mesmo depois de eu ter dado maior vácuo a eles porque meu fogão pegou fogo, rs). Ficamos conversando por um bom tempo, no final descobri que Victória gostava de artes tanto quanto eu e que era uma grande jornalista na cidade (errei sobre ela ser médica kk), eles ficaram lá em casa até tarde, assistimos a um filme de terror e fiz um jantar para nós três, foi bastante divertido. Eles me ajudaram a limpar tudo e foram pra casa, depois disso fui dormir e já acordei em às 9:30 em plena segunda-feira. Saí a cidade, fui a um curso de violão no teatro, eles me ouviram tocar e me ofereceram um emprego, lógico que aceitei. E assim minha nova vida já estava projetada, muitos acontecimentos virão por aí e estou preparado para enfrentar a todos eles.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.