Summers Brothers (Hiatus)
6 Do I know you?
Notas iniciais
Chegamos ao deposito da polícia de São Francisco, mas estava tudo quieto. Jubileu se colocou na nossa frente, coisa que já estava virando costume.
– Eu irei entrar e vocês são entram ao meu sinal. Lembrem-se, os gangsters são mutantes, são nossos irmãos de espécie e a polícia pode parecer que são os inocentes, mas ali não terá nenhum mocinho. – Ela se vira e sai rebolando em direção ao muro e escala e em seguida salta, com uma experiência em invasão de deixar duvidas em relação ao caráter dela.
– O que ela quis dizer com aquilo? – Pergunto ao Pietro, ele que deve saber como a garota maluquinha pensa.
– Ela quis dizer que nós não vamos ficar de nenhum lado, apenas achar seu irmão e nos mandarmos. Não queremos encrenca.
POV Jubileu
– Hum, ok tudo limpo. – cochicho para meus botões e sigo enfrente. Quando pulei o muro do deposito fui parar em um estacionamento onde tina alguns carros de policias e detetives, a minha frente tinha uma porta de metal e uma cabine onde deveria ter algum guarda. Para mim sorte não tem guarda e eu sou uma espiã. Me aproximo da porta e concentro meu poder na ponta do meu dedo indicador e depois encosto na fechadura. Dois segundos depois a porta explode. Ta bem, eu confesso, não sou uma espiã, mas quase fui uma.
Ao passar pela porta vejo um grande salão cheio de estantes. Ia começar a ver do que se tratava o conteúdo guardado nas estantes, mas ouço um som de tiro. Vem mais ao fundo. Estava correndo em direção ao som, mas vejo que a uma escada na parede que vai até um pequeno segundo andar de metal como um andaime, e de lá eu poderei ver tudo. Após subir a escada eu vejo o esperado, membros da gangue mutante estão destruindo os pertences do deposito ao mesmo tempo em que estão enfrentando os policiais.
Coloco meus óculos escuros, fecho os olhos e estendo meus braços ao ar. Sinto meu corpo ser tomado por um calor e meu poder crescer dentro de mim até ser liberado pelas minhas mãos. Quando abro os olhos vejo um clarão e após meus olhos se acostumarem com a luz eu enxergo o deposito ficar lotado de fogos de artifício. Imagine um show de fogos no ano-novo, mas em um local fechado. – Isso é tão lindo! – Grito bem alto, mas ninguém me ouve. Algumas caixas de papelão começam a pegar fogo e os vidros se estouram e fogos começam a ir para fora. Tanto os mutantes como os policiais correm.
POV Alex
Do lado de fora do deposito, enxergamos um clarão colorido ao mesmo tempo em que escutamos som de explosões. Ficamos alguns segundos sem entender nada, mas logo os fogos de artifícios ficam visíveis e inclusive saem e estouram no céu escuro da noite. – É esse o sinal da Jubileu? – Pergunto para Pietro, que esta sorrindo ao ver tudo aquilo.
– Isso vai chamar atenção de mais policiais? – Diz Lorna apavorada com o espetáculo de fogos que só toma proporções maiores.
– Quem vai vir serão os bombeiros, olhem está pegando fogo! – Sammy aponta e todos olharam para uma janela onde se dá para enxergar labaredas de fogo.
Lorna se põem na frente e empurra o ar com suas mãos e no mesmo instante o enorme portão de metal caí no chão. Ela segue em frente, entrando no local e todos nós seguimos atrás. – Sammy! – Cochicho para ele e aponto para uma grande caixa d’água no alto de uma torre e ele segue para lá.
– Esperem aqui! – Pietro estica os braços, impedindo nossa passagem. – Eu vou dar uma olhada e volto em um segundo.
Ele estava bem na nossa frente e do nada some, um vento gelado bate em nós e quando se acalma surge novamente a rajada de vento e o garoto esta novamente ali. – Ufa, está bem quente lá. – Ele põem as mãos nos joelhos e arfa, respirando com dificuldade.
– Conta logo o que viu! – Lorna diz impaciente, precisávamos resolver todo aquele caos.
– Vi um cara com asas, uma garota cinza e outra muçulmana, e um grandão de pedra tentando achar uma saída. Eles são membros da gangue. – Ele faz uma pausa para respirar – Jubileu está no alto, não para de soltar fogos, acho que ela enlouqueceu. De verdade.
– E meu irmão?
– Eu acho que vi ele. Tem dois caras de baixo de escombros, um dele ta usando óculos escuros.
– Alex, deve ser ele, precisamos entrar. – Lorna já seguia para a porta queimada, quando Pietro a segura pelo braço.
– Se entrarmos lá iremos morrer junto. Ta um forno.
POV Sammy
Apesar de eu ter um leve medo de altura, eu subi a escada da torre de madeira correndo. Ao chegar ao alto, tive que escalar a enorme caixa d’água e emburrar a tampa para eu conseguir entrar. Atirei-me nela e era mais funda que uma piscina, para minha sorte eu sabia nadar e conseguia respirar ali. Uma vez, quando era um pouco mais novo eu estava sendo espancado por garotos da escola, por ter essa minha cara de peixe que todos dizem ser feia. E do nada eu consegui fazer os canos da escola estourarem assim como as torneiras, os garotos se assustaram e fugiram. Preciso fazer isso de novo, ta na hora do Sammy aqui botar medo.
POV Alex
– Pietro, precisamos entrar e encontrar meu irmão. – Mesmo assim ele não deixava eu e Lorna passar. – E salvar a Jubileu!
Pietro ia falar algo mas levamos um banho de água gelada. – Quando começou a chover? – Pergunta incrédulo o garoto de cabelos prateados.
– Não está chovendo, é o Sammy. – Lorna sorri e aponta para o alto. Nós olhamos e a caixa d’água arrebentou, o garoto-peixe esta flutuando e não para de jorrar água para tudo que é lado.
– Agora vamos! – Ordeno e nós três passamos pela porta e vemos que o incêndio já esta quase apagando, mas Jubile não para de soltar fogos. Eu abri a boca para falar algo quando vemos Pietro já ao lado da garota, ele a beija na boca e ela cessa o seu show. Lorna me cutuco e olho para onde ela aponta.
Um garoto alto e moreno tira seus óculos escuros e de seus olhos sai uma raio vermelha que quebra alguns escombros. Em baixo de várias vigas de metais, estantes caídas e objetos está outro garoto, com expressão de dor no rosto. Outra estante está preste a cair neles quando solto uma rajada de plasma, afastando a mesma e roubando os olhares dos dois rapazes.
Ele coloca seus óculos novamente e me encara das lentes escuras e então eu e Lorna corremos até os dois. Solto novamente uma rajada, quebrando alguns escombros que estão por cima do garoto e Lorna puxa com seu poder todo o metal que está ali. Sobra pequenos objetos, provavelmente provas de crimes, pois estão ensacados, e eu retiro coma mão. A garota de cabelos verdes da à mão para o mutante ferido, mas estranhamente ele se afasta. – Não encosta em mim! – Grita ele.
– Ei, ta tudo bem. Nós somos mutantes como vocês. – Lorna explica, mas ele se levanta sozinho, e revela a perna machucada.
– Eu sei, mas se encostarem em mim vão se machucar, não por que eu quero, mas por causa do meu poder. Eu decomponho as coisas. – Diz o garoto assustado, mas depois ele agradece ajuda.
– Porque você não destruiu as coisas?
– Por que eu só decomponho material orgânico. – Ele fala como se aquilo fosse obvio. Ou seria obvio.
O garoto de óculos, da um tapa no meu ombro e eu gelo. Ele sabe que eu sou irmão dele?
– Eu te conheço? Você não me é estranho. – Ele diz com a cabeça inclinada para frente, de modo exibido.
– Sim, nós ... – Eu ia começar a dizer mas somos interrompidos por sirenes e tiros para o alto. Dezenas de policiais entram no local e dão ordem de prisão para nós. Os companheiros dos dois garotos que Pietro tinha visto aparecem, a garota muçulmana ataca os policiais, parece que ela usa areia.
Os tira revidam e começam a atirar na gente, Lorna forma um campo que impede das balas atravessarem e todos olham para ela, impressionados. Pietro e Jubileu aparecem do nosso lado e o cara grandalhão de pedra abre um buraco na parede atrás de nós. Todos saímos correndo, fugindo dos policiais que ainda nos perseguem. A gangue mutante vai para um lado, mas Lorna me puxa para outro. – Alex, nós temos que salvar Sammy.
Eu, Lorna, Pietro e Jubileu vamos para a direita, enquanto a gangue mutante vai para o lado oposto, olho para trás e vejo meu irmão se afastando de mim novamente. Nos abaixamos e nos escondemos atrás de carros e vemos sorrateiramente até a caixa d’água onde deveria estar o Sammy, mas antes de chegarmos lá vimos ele sendo levado pela policia, algemado e sendo colocado em um carro, ao mesmo tempo que leva xingamentos devido a aparência.
– Pietro, vai pegá-lo. – Cochicha Jubileu para ele.
– Claro, e eu trago ele para cá, os tira nos vê e prende todo mundo.
– Então o que faremos? – Pergunta Lorna, que põem a mão no rosto incrédula por perder o amigo. Eu coloco meu braço envolta do seu corpo e a puxo para perto de mim. Mas, realmente, o que faremos?
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