Summer Paradise: A Nova Geração
3 Um trem e dois conflitos
Notas iniciais
–Mas, pai! – Juliiana disse, apoiando suas mãos na cintura. – Isso não é suficiente! Nós não conseguiremos nem mesmo comer com essa merreca!
Eles estavam na estação de trem de Magnólia. Juliiana e Misaki estavam prestes a embarcar junto com os outros jovens da Fairy Tail rumo a um hotel praiano.
–O que?! – Gray exclamou. – Por acaso, o que vocês estão planejando comer? Ouro à la platina?
Juliiana bufou.
–Eu estou falando sério, pai! – Juliiana voltou a dizer. – Você quer que suas filhas morram de fome?
–Que cruel – Misaki disse baixinho.
–O que? – Gray disse, quase cedendo. Suas filhas faziam o melhor olhar de cachorrinho abandonada que ele já vira. – Eu...
–Juvia acha que Gray-sama tem que dar mais dinheiro às menininhas dela – Juvia disse abraçando suas duas filhas.
–Mas, Juvia... – Gray tentou dizer.
–JUVIA VAI SENTIR MUITA FALTA DE SUAS MENININHAS! – Juvia soluçou e começou a chorar.
–Nós também vamos sentir sua falta, mamãe – Juliiana disse abraçando a mãe com mais força.
–Nós te amamos, mamãe – Misaki disse. – Mas cuidado, você está derretendo.
Juvia nem se importou com o comentário da filha, apenas continuou a chorar, já sentindo saudades. Se alguém não fizesse algo logo, Juvia inundaria a estação.
–Gray! – Uma mulher gritou. – Juvia!
Olhando para o lado, a família Fullbuster percebeu que a família Dragneel havia se juntado a eles.
–Lucy! – Gray sorriu para a amiga.
–Oi, Hana – Misaki cumprimentou sua amiga e nova companheira de time.
–Oi, Misa-chan! – Hana cumprimentou de volta. – Ju-chan!
–Então Gray – Natsu disse, movendo seu braço que estava ao redor de Lucy e dando um passo para frente. – Quanto você deu às suas filhas?
–Três mil jewels – O mago do gelo respondeu orgulhoso. – Para cada uma.
Natsu começou a gargalhar.
–Tão previsível – ele respondeu. – Hana ganhou cinco mil jewels sozinha.
–O QUÊ? – Gray exclamou indignado. Ele não poderia deixar que a filha de seu arqui-inimigo Natsu tivesse mais dinheiro que as suas próprias. – Juliiana Fullbuster e Misaki Fullbuster! Venham pegar mais quatro mil cada uma!
–Isso! – Misaki e Juliiana disseram em unisom.
–Hana – Natsu chamou a filha -, venha pegar mais três mil jewels!
–Meninas, vocês vão ganhar mais cinco mil! – Gray gritou.
–Hana, mais oito mil!
–Dez mil!
–Quize mil!
–Natsu! – Lucy repreendeu o marido. Nesse ritmo, eles ficariam sem dinheiro para pagar as próprias contas.
Por um momento, todos os presentes na estação olharam para os homens – que mais pareciam garotos – brigando assustados, mas assim que viram que eram os velhos Natsu e Gray responsáveis pelo tumulto eles rapidamente se despreocuparam.
–Nós deveríamos fazer alguma coisa, não deveríamos? – Hana perguntou às amigas.
–Talvez – Misaki disse. – Mas, foi o seu pai que começou!
–Ei – Hana disse ofendida.
–Não importa quem começou ou acabou – Juliiana disse. – Nós é que estamos ganhando aqui.
–É verdade – as outras duas concordaram.
**
–Você já se despediu dos seus pais? – Katharina perguntou à Tris que estava caminhando ao seu lado rumo ao vagão reservado ao X-Timeless, o time delas.
–Já – ela respondeu. – Minha mãe chorou por três horas até meu pai brigar com ela. Depois disso, Lily foi a confortar e os dois acabaram chorando juntos a noite inteira.
Katharina sorriu. A família de Tris era muito amável. Sua mãe, Levy, era tão doce, enquanto seu pai, Gajeel, bem, nem tanto. Lily, o exceed da família, adorava-a.
Todos eles funcionavam juntos e eram uma verdadeira família. Algo que Katharina nunca tivera a chance de ter.
–Eu sei que é patético – Tris continuou -, considerando que eu e Ralf estamos sempre saindo em missões, mas mamãe e Lily ainda choram.
Ralf, o irmão mais novo de Tris, também fazia parte do time X-Timeless. Os dois eram dragon slayers do ferro e constantemente brigavam para descobrir quem era mais forte.
–Eu não acho patético – Katharina disse -, eu acho fofo. Às vezes, eu me pergunto se minha mãe também choraria por mim, se ela pudesse.
Tris parou abruptamente.
–Kath – ela disse -, sinto muito, eu...
–Tudo bem – Katharina disse e colocou uma mecha de seu longo cabelo para trás da orelha. – Ontem, meu pai me ofereceu a lacrima novamente.
–E você aceitou? – Tris perguntou, abaixando seu tom de voz.
–Não! – Ela exclamou. – É claro que não.
–Eu acho que você devia – Tris disse olhando em volta para ter certeza que ninguém estava ouvindo.
–Ele só está me oferecendo isso porque acha que não consigo cuidar de mim mesma sem usar os poderes da minha mãe – Katharina voltou a dizer.
–E você consegue? – Tris duvidou.
Katharina revirou os olhos.
–É claro que consigo! – Ela disse, aumentando seu tom de voz.
Tris suspirou. Como ela poderia dizer isso sem ofender a amiga?
–Katharina – ela começou com cautela -, eu te amo, mas seu pai está certo. Você não sabe cuidar de si mesma.
–Tris! – Katharina exclamou, olhando assustada para a amiga. – Eu sei muito bem –
–Você sabe que não, Kath – Tris disse. – Não sem os poderes da sua mãe.
Katharina não disse nada. O que ela poderia dizer? Ninguém confiava nela. Ninguém acreditava nela.
–Escuta – Tris continuou, sua voz calma e reconfortante. Uma voz que ela só usava com seus amigos. – Nas nossas missões, Ralf, Dana e eu sempre a protegemos, mas chegará uma hora que você terá que se defender sozinha.
–Você está dizendo que acredita que eu vou fracassar, não é? – Katharina perguntou com a voz tremula. Meu Deus, ela não poderia chorar no meio da estação de trem.
–Não foi isso o que disse – Tris se apressou a dizer. – Só estou dizendo que você não se prepara o suficiente para o dia que essa hora chegar.
–O que você está falando? – As bochechas de Katharina começaram a queimar. – Eu treino com a magia de gelo desde que tenho oito anos e –
–Você não tenta o suficiente – Tris disse. – Você sabe que é verdade. Não estou dizendo essas coisas para te machucar, mas eu acho que você tem que começar a se defender sozinha.
–Eu posso muito bem me defender sozinha – Ela disse.
–Não pode – Tris negou. – Você mal tem paciência para usar sua magia do gelo e você se nega a aprender qualquer forma de defesa com contato físico. Eu só estou tentando dizer –
–Que eu sou uma incompetente – Katharina terminou a frase da amiga.
–Não era isso que eu ia dizer – Tris disse, mas ela sabia que essa conversa não teria um final feliz para nenhuma das duas. — Eu sempre vou te proteger, Katharina. Afinal, somos amigas desde sempre. Mas, eu acho que você tem que aceitar a lacrima.
Katharina não disse nada. Como ela desejava que as coisas fossem mais simples. Ela sabia se defender, mas não podia mostrar seus verdadeiros poderes para ninguém.
–E o seu pai? – Tris perguntou. – Já se despediu dele?
Katharina respirou fundo e forçou um sorriso.
–Não – ela disse. – Ele estava ocupado, então acabei não falando com ele.
–Acho que nós temos tempo de voltar para guilda para você se despedir – Tris disse. – Mas, teremos que ser rápidas.
Katharina riu. Faltavam aproximadamente quinze minutos para o trem partir, e, ainda assim, ela não duvidava do plano impossível da amiga.
–Não, obrigada – ela disse. – Acho que o mestre da Fairy Tail tem mais o que fazer além de se despedir de sua filha encosto.
–Kath! – Tris a repreendeu. – Vocês vão ficar dois meses separados! Laxus vai sentir sua falta.
–Eu sei – Katharina disse com o fantasma de um sorriso no rosto.
As duas continuaram andando, mas, dessa vez, falando sobre seus planos para o verão. Tris iria treinar muito. Ela queria se tornar a maga mais forte daquela guilda – não que ela já não fosse. Katharina, por outro lado, só esperava relaxar no hotel que ela induzira seu pai a escolher.
–Katharina – Uma voz rouca a chamou.
As duas garotas pararam repentinamente e viraram para trás. Encostado em uma pilastra como quem não queria nada estava ele. Laxus. Seus braços estavam cruzados e seu olhar fixo em sua filha.
–Eu vou indo para o trem – Tris disse a amiga. – E, para adiantar, eu vou levar suas coisas também.
Katharina desviou seu olhar de seu pai e franziu sua testa à amiga.
–O quê? – Ela falou pasma. – Você não pode levar minha mala e a sua. É muito peso para –
Tris ignorou a amiga e, para provar que não estava fazendo esforço nenhum, segurou a mala de Katharina com seu dedo mindinho.
–Adeus, mestre Dreyar – ela se despediu enquanto caminhava em direção ao trem.
Katharina balançou levemente sua cabeça em negação, não acreditando no que sua amiga acabara de fazer.
–Você estava indo embora sem se despedir de mim? – Laxus perguntou a sua filha.
Voltando sua atenção a ele, Katharina cerrou seus punhos, como se dessa forma pudesse impedir suas emoções de transbordarem.
–Pensei que estivesse ocupado – ela disse.
Ele inclinou sua cabeça levemente para o lado.
–Isso nunca a impediu antes – Laxus voltou a dizer.
Katharina deu de ombros, mas não pôde deixar de sorrir sobre a verdade por trás das palavras de seu pai.
–Você tem tudo o que precisa? – Ele perguntou. – Pegou dinheiro suficiente?
Katharina riu. Era impossível não rir quando seu pai tentava ser um “pai exemplar”. Ele com certeza não fora feito para isso.
–Tenho – ela assentiu.
–Bom – ele disse. – Mas, se você precisar, eu tenho bastante dinheiro na carteira, então –
–Não tem, não – ela se apressou a dizer. – Foi de lá que eu peguei o dinheiro.
–Ah – Laxus disse. Não havia como negar, ela era realmente sua filha.
–É só isso? – Ela perguntou.
Ele pigarreou levemente enquanto procurava algo mais para dizer. Por que não deram a ele um tipo de manual para essas ocasiões?
–Katharina – Laxus hesitou.
–Eu já sei – ela disse cansada. – Não vou usar os poderes dela. Não se preocupe.
Laxus olhou para sua filha e quase sorriu. Quase.
–Não era isso que eu ia dizer – ele disse.
–Ah não? – Katharina pareceu surpresa.
–Não – ele negou. – Eu só queria dizer para você tentar ser legal.
Katharina arqueou uma sobrancelha.
–“Legal”?- Ela riu. – O que você quer dizer com isso?
–O que eu estou tentando dizer – ele hesitou novamente – é que eu quero que você seja amigável com os novos membros.
A garota riu novamente.
–Como é que é? – Katharina falou, sua voz repleta de humor.
–Você sabe – ele deu de ombros. – Você pode ser um pouco difícil de lidar.
–Você está tentando dizer que eu –
–Você sabe o que eu estou tentando dizer – Laxus a interrompeu. Ninguém conhecia sua filha melhor do que ele. – Só estou dizendo para você pegar “leve” com eles, está bem?
Katharina sorriu.
–Eu sempre pego “leve” com as pessoas – ela sorriu e gesticulou pequenas aspas quando mencionou a palavra leve.
–Katharina, eu sou seu pai – ele disse. – Não cego.
Ela encarou Laxus por segundos que pareceram décadas. Estava quente, mas, mesmo assim, ele estava usando seu longo sobretudo.
Talvez ele se vestisse assim para parecer perigoso, Katharina decidiu.
–Eu vou tentar – Katharina disse. – Mais alguma coisa para me dizer?
–Na verdade, eu tenho – ele disse, deixando Katharina surpresa.
Normalmente, ele não era de falar muito quando ela saia em missões. Mas, é claro, sua missão mais longa durou duas semanas e dessa vez ela passaria dois meses fora.
–O que? – ela perguntou.
Laxus olhou para o lado, tentando encontrar palavras para expressar o que ele queria.
–Katharina – ele começou -, eu sei como é ter a sua idade. Os garotos e as garotas, eles, bem, você sabe –
–Pai? – Katharina perguntou assustada. Ele realmente queria dizer o que ela estava entendendo?
–Eu já tive a sua idade – Laxus tentou de novo, mais certo dessa vez. – E eu sei bem o que os garotos fazem para tentar, você sabe.
–Pai? – Katharina perguntou mais uma vez querendo fugir.
Laxus pigarreou.
–O que eu estou tentando dizer é que eu não quero ter nenhum neto, entendeu? – Ele finalmente disse.
Katharina queria cavar o buraco mais profundo do universo e se enterrar nele. O pior em não ter uma mãe, era ter essas “conversas” com seu pai, que não levava o mínimo jeito para tocar no assunto.
–Espera – ela disse de vagar. – Era isso o que você fazia quando tinha a minha idade? Você disse que sabia bem o que –
Laxus ficara mais branco que uma folha de papel. Seu corpo enrijeceu e, dessa vez, era ele que queria se enterrar no buraco mais profundo do universo.
–Não – ele disse, tentando esconder o fato que estava tremendo por dentro. – Eu... é claro que não. Quero dizer, não –
Por que ela sempre tinha que fazer isso? Jogar as palavras dele contra ele próprio? Katharina era a única pessoa no mundo inteiro que podia tirá-lo do sério.
Entretanto, ela também estava amaldiçoando seu pai por tocar nesse assunto. Laxus era um péssimo mentiroso – para ela pelo menos. Graças a aquele assunto estúpido, Katharina agora tinha mais detalhes da vida pessoal do pai dela do que gostaria.
Se apenas a mãe dela pudesse conversar com ela, talvez algum dia ela tivesse uma conversa sobre sexo decente.
–Pai – Katharina disse, tentando manter a calma. – Não se preocupe, não vai acontecer nada.
–Eu sei – ele disse. – Bixlow vai se certificar disso.
–Eu – Katharina começou a dizer, mas quando ela absorveu o significado das palavras de seu pai, Katharina arfou. – O QUÊ? BIXLOW?
Dessa vez, Laxus realmente sorriu. Um sorriso que muitos considerariam assustador, mas que sua filha já estava acostumada.
–Ele já deve estar no trem – Laxus continuou. – Por acaso, eu não mencionei que ele iria junto com vocês?
A expressão de Katharina era indescritível. Diversas emoções passaram por seu rosto. Surpresa. Raiva. Decepção. Mais raiva. E finalmente... ela entendeu.
Isso fora tudo planejado por seu pai. Ele sabia que se Katharina soubesse que Bixlow iria à viagem também, ela encontraria uma maneira de impedi-lo. Mas se ela descobrisse de última hora, nada poderia ser feito.
Laxus Dreyar realmente conhecia a filha que tinha.
–Pai – ela grunhiu -, eu vou fazer dezenove anos. Não preciso de uma babá.
Ele sorriu.
–Não pense nele como uma babá – Laxus disse. – Apenas alguém que vai fazer com que as regras sejam cumpridas.
–Uma babá – ela resumiu, franzindo a testa.
Laxus deu de ombros e Katharina se amaldiçoou. É claro que seus planos estavam bons demais para ser verdade. Ela já deveria esperar algo do tipo.
–É melhor você ir – ele disse -, ou vai perder o trem.
A garota respirou fundo e aceitou a derrota.
–Boa jogada, Dreyar – ela disse. – Mas, da próxima vez, eu vou ser mais esperta.
Katharina se virou e começou a caminhar em direção ao trem. Ela queria abraçar seu pai e dizer que iria sentir sua falta, mas, em vez disso, ela apenas continuou andando. Laxus também queria dizer algo, mas ficou parado onde estava enquanto a assistia ir.
Os dois eram cabeça dura demais para serem sentimentais.
Katharina não pôde deixar de reparar que todos da guilda já haviam embarcado. Olhando para seu lado esquerdo, ela viu o casal Strauss abraçado, acenando para uma das janelas. Ela superficialmente se recordou que o filho deles, Ricardo, entrara na guilda ontem.
–Katharina – ela ouviu alguém a chamar quando estava prestes a embarcar.
–Gray? – Ela disse surpresa ao seu mentor.
Podia parecer idiotice, mas, desde que ela começara a treinar com ele, dez anos atrás, ele sempre a surpreendia, saindo dos lugares mais inusitados possíveis.
–Você está bem? – Ele perguntou.
Outra coisa que ela ainda não se acostumara, e talvez nunca fosse se acostumar, era o fato dele sempre estar vestindo somente seu calção. Isso quando ele estava vestido.
–Estou – ela disse mais na defensiva do que deveria. – Por que não estaria?
Gray suspirou.
–Eu sei como você sente a falta da sua mãe – ele disse.
Gray Fullbuster era um dos únicos que sabia a verdade sobre a mãe de Katharina. Ele havia acompanhado a garota sua vida inteira, treinando-a a pedido de seus pais e, em algum momento, ele se tornara um verdadeiro amigo para ela.
–Eu... – Ela tentou dizer, mas sentiu sua voz falhar. – Gray, você acha que ela estaria aqui? Se ela pudesse?
–Eu não a conheço tão bem – Gray disse após pensar na pergunta de Katharina -, mas tenho certeza que ela estaria aqui.
Katharina forçou um sorriso e jogou seus braços em torno do mago do gelo. Ela enterrou seu rosto no peito dele enquanto ele desajeitadamente a abraçava de volta.
Gray estava acostumado com os ataques nervosos dela. Eles eram mais frequentes do que Gray gostaria. Katharina sentia muito a falta de sua mãe, mais do que ela se permitia demonstrar.
–Você sabe que ela te ama – ele disse. – Ela só não pode estar aqui porque –
–Eu sei – ela se apressou a dizer.
Katharina se afastou e limpou suas lágrimas com a manga de sua blusa. Ela respirou fundo e forçou um sorriso.
–Obrigada, Gray – ela disse.
–Não foi nada – ele sorriu também, mas logo sua expressão voltou a ficar séria. – Kath, treine bastante esse verão, ok?
Ela bufou.
–De que adianta treinar se nós dois sabemos que eu sou péssima com a magia do gelo? – Ela reclamou.
–Você não é péssima – ele a repreendeu. – Você é forte, nós treinamos durante anos. Katharina, a magia do gelo está no seu sangue.
Ela riu, mas sua risada não tinha emoção alguma.
–Nós dois sabemos que isso não é verdade – ela disse. – Eu não posso usar a magia que realmente está no meu sangue.
–Kath – Gray tentou dizer, mas ela o interrompeu.
–Eu tenho que ir – ela disse. – Se não vou atrasar todo mundo. Obrigada por tudo.
Katharina se virou e, dessa vez, ela realmente entrou no trem. Gray não pôde fazer nada, a não ser encarar sua pequena figura enquanto ela desaparecia.
–Tchau, Katharina – ele murmurou frustrado.
Gray decidiu que mais tarde ele teria uma conversa com Laxus. Já passara da hora de Katharina saber certas verdades sobre sua mãe.
**
Hana, Misaki e Juliiana entraram no vagão em que seus amigos estavam.
–O que aconteceu? – Nathan perguntou assustado. – Parece que vocês viram um fantasma.
As três amigas silenciosamente se sentaram no banco a frente de Nathan e Linnea. Seus rostos estavam mais pálidos que a parede atrás delas e suas expressões extremamente incrédulas.
–Pior – Juliiana murmurou.
–Muito pior – Misaki concordou.
–O que aconteceu? – Nathan perguntou às garotas mais uma vez.
–Nossos pais – Hana disse baixinho, como se nem mesmo ela acreditasse no que acabara de acontecer. – Eles estavam competindo para ver quem dava mais dinheiro à suas filhas. No caso, nós.
Nathan e Linnea esperaram pacientemente o resto da história, mas ninguém falou mais nada.
–Isso é bom, não é? – Linnea perguntou.
–Isso é ótimo – Misaki disse. – Ou melhor, seria ótimo. Mas –
–Mas o que? – Nathan pressionou.
–Mas em algum momento – Hana continuou -, essa competição se tornou uma competição sobre quem dá menos dinheiro a suas filhas.
–E quanto vocês ganharam? – Linnea perguntou.
–Dez jewels – as garotas disseram em unisom.
–Cada uma? – Nathan exclamou. – Como os pais de vocês esperam que vocês sobrevivam dois meses com apenas dez jewels?
–Você não entendeu – Juliiana disse, seus olhos esbugalhados. – Nós ganhamos dez jewels no total.
–Juntando as três – Misaki disse, como se eles não soubessem o significado de “no total”.
Por um instante, ninguém disse ou fez nada. Porém, passado o susto, Nathan começou a rir. Não. Gargalhar.
–Você acha isso engraçado? – Juliiana perguntou cerrando os olhos para o garoto.
–Acho – ele admitiu, o que só lhe rendeu olhares de ódio. – Ah, qual é? Eu ia trabalhar de qualquer jeito quando chegássemos lá. Vocês podem muito bem trabalhar também.
–Trabalhar com o que? – Misaki perguntou.
–Não sei – ele deu de ombros. – Com o que estiver disponível, eu acho. Pode ser nossa primeira missão como time.
–É verdade – Hana disse, animando-se.
–Afinal – Misaki disse, empolgando-se também – qual é o nome do nosso time?
O silêncio tomou conta do vagão novamente. Os cinco pensaram incansavelmente em um nome para o mais novo time da Fairy Tail, mas não chegaram à conclusão alguma.
–Eu estava pensando em algo como – Juliiana começou a dizer, mas foi interrompida.
A porta do vagão foi aberta abruptamente, fazendo um enorme barulho no processo. Misaki soltou um gritinho agudo, que só assustou ainda mais os outros. Todos olharam assustados para a pessoa responsável por tamanha indelicadeza e ficaram surpresos em ver Ricardo Strauss encarando-os.
–Rua trinta e oito, não é? – Ele disse nervoso.
–Ricardo – Juliiana disse, sem ter muita certeza sobre o que fazer.
–Ricardo, meu amigão – Nathan disse. – Então, acho que você caiu na primeira brincadeirinha do nosso time.
Ricardo cerrou os punhos.
–Não me chame de amigão – ele rugiu. – E que história de time é essa?
–Nós cinco formamos um time – Hana disse.
–Quer participar do nosso time também? – Nathan perguntou.
As garotas olharam assustadas para ele e Linnea deu-lhe uma cotovelada. Onde Nathan estava com a cabeça? Ele não podia convidar Ricardo Strauss, o maior tagarela da guilda, para o time deles.
–Eu não quero fazer parte do timinho de menininhas de vocês! – Ricardo disse rapidamente. – Eu já faço parte de um time! Um time em que só tem homens de verdade!
–E eles sabem que você faz parte desse time? – Nathan não conseguiu segurar seu comentário.
Ricardo fuzilou-o com o olhar.
–Escuta aqui – ele disse. – Você não é homem o suficiente para entender. Só homens de verdade fazem parte dos Galanties.
Todos soltaram risadinhas sobre a última frase de Ricardo. Eles realmente tentaram, mas era impossível não rir. Galanties?
–Eu não sei nem porque estou perdendo meu tempo precioso com vocês – Ricardo disse. – O meu time esmaga o timinho de vocês em segundos.
–Adoraria vê-lo tentar – Nathan disse.
–Vou embora – Ricardo anunciou, ignorando o comentário de Nathan. – Eu esperava mais de você, Linnoia.
–É Linnea – a morena corrigiu irritada, mas já era tarde demais. Ricardo já havia saído a passos largos.
–Eu acho que ele já duvidou da minha masculinidade duas vezes hoje – Nathan disse atordoado, ainda encarando o lugar onde Ricardo estivera segundos atrás.
–Três vezes – corrigiu Misaki.
–Eu me sinto um pouco mal por ele – Hana disse, após um tempo. – Quero dizer, nós não fomos muito legais com ele ontem.
–Você quis dizer – Nathan corrigiu – eu não fui muito legal com ele ontem.
–Nós não fomos – Juliiana disse. – Agora somos um time. Estamos juntos em tudo, ok?
–Eu só me pergunto – Misaki disse devagar -, por que os Galanties o aceitaram no time. Não me levem a mal, mas Ricardo é o Ricardo.
–Eu também não entendi isso – Hana murmurou.
–Ah, gente, ele não é tão mal assim – Nathan disse atraindo os olhares para sua direção. – Ele parece gostar mesmo é da Linnoia.
Hana, Misaki e Juliiana começaram a rir descontroladamente.
–Cala a boca – Linnea rugiu. – Ou eu vou decapitar todos vocês e comer seus miolos no café da manhã.
Seu aviso teve o efeito esperado em seus companheiros de time. Ninguém falou mais nada por pelo menos quinze segundos, que para eles eram uma eternidade. Depois, Nathan começou a falar sobre seus planos para o verão e o que ele esperava encontrar no hotel.
–Acho que vou comer alguma coisa – Misaki disse, levantando-se.
–Quer que eu vá com você? – Hana perguntou.
Misaki balançou a cabeça negativamente. Ela não queria afastar sua amiga de seu novo, err, amigo, Nathan.
**
–Eu a derrotaria de olhos fechados – Ralf Redfox disse, desafiando sua irmã que estava sentada ao seu lado.
–Não derrotaria coisa nenhuma! – Tris disse. – Lembra do que aconteceu na última vez?
Ralf juntou suas sobrancelhas e olhou a irmã com ódio.
–Você trapaceou! – Ele disse indignado. – Eu ganharia em um combate contra você facilmente se você não trapaceasse.
Tris arfou, não acreditando no que o irmão acabara de dizer. Seus músculos enrijeceram e ela estava pronta para atacá-lo a qualquer instante.
–Eu nunca trapaceei na minha vida! – A loira disse, enquanto pensava na melhor maneira de arrancar a cabeça do irmão.
–Trapaceou sim! – Ralf afirmou. – Não é verdade, Kath? A Tris trapaceou da última vez.
Katharina que estava ocupada demais tentando conversar com sua amiga Dana suspirou.
–Vocês realmente precisam me incluir nisso? – Ela gemeu.
Ralf e Tris brigavam exatas vinte e quatro horas por dia. Era um milagre eles ainda estarem vivos.
–Kath – Ralf disse. – Só estou pedindo uma terceira opinião. Você não concorda que Tris trapaceou da última vez quando ela mirou seu rugido do dragão do ferro nas minhas partes masculinas?
Katharina riu. Sério, como não rir de Ralf nessas condições? Dana se limitou a fazer uma expressão incrédula. Ela realmente esperava que aquilo fosse um pesadelo.
–Você chora demais – Tris disse, perdendo a paciência com seu irmão mais novo. – E não era como se eu estivesse mirando lá. De qualquer maneira, você deveria ter se defendido.
–Mas, Kath – Ralf continuou. – Fala para a Tris, que –
–Meu Deus, Ralf – Katharina gemeu mais uma vez. – Você é muito sentimental. Você apanhou de uma garota, lide com isso.
A expressão de Tris ficara radiante. Ela lançou um olhar ao irmão com uma mensagem clara: “eu te disse”.
Ralf, por outro lado, parecia ter levado um tapa na cara. Bem dolorido, por sinal.
–Nossa, Katharina – ele disse e ela pôde ver a mágoa em seus olhos. – Você é tão grossa.
Katharina logo se arrependeu de suas palavras. Ela odiava magoar seus amigos, e não fora sua intenção magoar Ralf. Mesmo ele sendo extremamente emocional.
–Agora – Tris disse vitoriosa -, nós todos concordamos em quem é a mais forte.
–Não concordamos em nada! – Ralf voltou a dizer.
–Já chega, vocês dois! – Dana se manifestou pela primeira vez. Seu tom de voz não era muito alto, mas sim intenso. – Se vocês não pararem agora, eu vou colocar a coleira em vocês.
Os dois irmãos arregalaram os olhos.
–A coleira não – Tris gemeu.
Dana Scarlet era conhecida pelos integrantes de seu grupo como mama bear, porque, bem, ela se comportava como a mãe do grupo. Dana era uma garota muito gentil e simpática, mas ela não hesitava em punir aqueles que a irritavam.
Como ela herdara os poderes de sua mãe, Erza Scarlet, as pessoas não procuravam ir contra a vontade dela. Sua mais recente armadura, chamada dona dos pets, tinha uma coleira bem humilhante, que ela adorava testar em seus amigos quando eles se comportavam mal.
–Então se comportem – foi o último aviso dela.
–Nós vamos, Daninha linda – Ralf sorriu, mesmo tremendo de medo por dentro.
Eles voltaram a conversar sobre coisas banais tão rápido quanto começaram a brigar. Ralf e Tris já haviam esquecido a pequena briga e conversavam como os verdadeiros amigos que eram.
Bom, irmãos agiam assim, não é mesmo?
A porta do vagão deles abriu e uma empolgada Jo se juntou a eles.
–Gente – a morena disse animada -, a mesa de comidas está cheia de doces! Eu peguei uns cupcakes para vocês!
–CUPCAKES! – Dana exclamou animada.
Só havia uma coisa que distraia Dana. Cupcakes. A garota era obcecada por esses mini bolinhos.
–Kath – Jo continuou -, você não sabe quem está sozinho lá no buffet.
–Quem? – Katharina perguntou jogando seu cabelo para trás.
–Leonardo – ela respondeu mais animada do que antes. – Vai lá, é a sua chance.
Katharina levantou em um pulo.
–Ai meu Deus – ela exclamou. – Como eu estou? Eu estou bem? E meu cabelo? Eu acabei de retocar minha base, vocês acham que eu preciso passar mais?
–Está horrorosa – Ralf respondeu brincando.
–Cala a boca – Tris deu um soco no irmão. – Está ótima, Kath!
–Vai lá, tigresa! – Jo disse, enquanto Katharina rapidamente deixava o vagão. – Não se esqueça de me contar tudo, tudinho, depois!
Quando eles perderam Katharina de visão, Ralf grunhiu.
–Por que eu tenho que ouvir essas conversas idiotas de garotas?
Tris bufou.
–Não é minha culpa se você não tem nenhum amigo homem – Ela respondeu.
Dana não ficou nada feliz em desviar a atenção de seu cupcake.
–Eu vou pegar a coleira! – Ela disse ameaçadoramente, fazendo-os gemer.
**
A Fairy Tail não só reservara vagões para seus membros, mas também um buffet só para eles.
Misaki caminhou até a mesa onde a comida era servida. Ela percebeu que, do lado esquerdo, servia-se praticamente todos os tipos de saladas, das mais coloridas às mais verdes. Já do lado direito, os doces.
Ela não pensou duas vezes em que lado pegaria sua comida.
Maravilhada com todos os doces disponíveis, ela se perguntou qual deveria pegar. Cupcakes? Mousses? Pavês? Chocolates? Bol –
Distraída, Misaki tropeçara em algo, ou melhor, em alguém, enquanto namorava a variedade de doces.
–Ai, eu sinto muito – ela disse, virando-se.
O que ela viu fez seu coração parar.
Um garoto estava sorrindo para ela. Ele não era muito mais alto que Misaki, apenas alguns centímetros. Seu cabelo loiro iluminava seu rosto, e, que rosto!
–Cuidado aí – ele disse, ainda sorrindo.
Ai meu Deus, ela tinha que se lembrar de respirar.
–Ahn, eu – ela tentou dizer.
–Você é a Misaki não é? – Ele continuou. – Eu sou o Leonardo. Leonardo Eucliffe.
–Eu sei quem você é – ela conseguiu dizer.
Era obvio que ela sabia quem ele era. Leonardo era provavelmente o garoto mais popular de toda guilda. Ele era forte, bonito, simpático e, pelo o que ela fora capaz de comprovar quando se chocara contra ele, tinha um corpo perfeito.
–Eu também sei quem você é – ele disse, alargando seu sorriso. – Eu admiro muito o seu pai.
–Ahn – ela disse encantada. – Eu também.
Eu também. Essas foram as palavras dela. Realmente...
–Quando eu era pequeno, ele fazia cubos de gelo em forma de sol para mim – Leonardo disse. – Você também sabe fazê-los?
–Sei, sim – Ela sorriu, voltando a si. – Você quer alguns?
–Eu adoraria – ele disse e levantou o copo que estava segurando para a maga.
Misaki concentrou-se e, em questão de instantes, o copo de Leonardo se encheu de cubos de gelo em formato de sol.
–Wow – ele disse impressionado. – Obrigado!
–Não foi nada – ela riu. – Posso só perguntar por que você escolheu o formato de sol?
Ele lançou-a outro daqueles sorrisos de tirar o fôlego.
–Eu sou um dragon slayer da luz – ele disse. – O sol é meu astro preferido. Afinal, nada brilha mais do que ele, não é?
Misaki sorriu também, mas ela queria discordar. Talvez os olhos verdes de Leonardo brilhassem mais que o sol.
–Leonardo! – Uma voz disse atrás deles.
O loiro rapidamente olhou na direção do som e seu sorriso logo deixou seu rosto. Misaki apressadamente dera três passos para trás, por algum motivo, envergonhada.
–Katharina – ele cumprimentou a recém chegada.
Katharina sorriu, um sorriso digno da capa de uma revista. Um sorriso que ela demorara anos para aperfeiçoar.
–É bom vê-lo aqui – ela disse sorrindo.
–É – ele disse. – Eu só estava pegando mais gelo. –Leonardo levantou seu copo, exibindo os cubos de gelo feitos por Misaki. – Agora eu já vou voltar para meu vagão. Tchau garotas.
–Tudo bem – Katharina disse, ainda sorrindo. – A gente se fala depois.
–Tchau, Leonardo – Misaki também se despediu.
–Você pode me chamar de Leo – ele disse e piscou para Misaki.
Ela corou um pouco, mas, assim que Leonardo desapareceu pelo corredor do trem, voltou sua atenção aos doces.
–O que você pensa que está fazendo? – Katharina perguntou, aproximando-se de Misaki.
Misaki olhou a garota. Qualquer traço de sorriso deixara o rosto dela. Katharina estava a encarando como se Misaki fosse uma barata sem asas.
–Desculpa – Misaki se apressou a dizer -, você quer o último pudim? Pode ficar, eu nem quero ele tanto assim. Acho que vou pegar um mousse de chocolate.
Misaki sorriu e entregou o pequeno potinho de pudim a garota ao seu lado. Katharina revirou os olhos, pegou o potinho que Misaki entregara a ela e o jogou com toda força que tinha no chão.
O pote quebrou-se em diversos pedacinhos, fazendo um barulho estridente. Misaki estava impressionada que as pessoas não saíram de seus vagões para verificar o que acontecera.
–Por que você fez isso? – Ela perguntou assustada. – Se você não queria o pudim, eu podia comê-lo.
–Não tente bancar a engraçadinha comigo – Katharina disse sem nenhum traço de humor. – Eu sei o que você está fazendo, então pode parar.
Misaki arregalou os olhos. Do que essa garota estava falando?
–Eu não estou fazendo nad –
–“Eu admiro muito o seu pai”, “eu também”, “pode me chamar de Leo” – Katharina disse em uma péssima imitação de vozes. – Pode parar, ok?
Katharina deu um passo em direção a Misaki, que recuou dois.
–Eu sei que pode parecer que ele se importa com você – ela continuou -, mas sinto em lhe dizer que Leonardo não se importa. Ele vai flertar com você, namorar você até finalmente se cansar de você. Ele só a estará usando. É o que ele faz, usa as garotas.
–Você está enganada – Misaki tentou dizer. Essa garota estava louca. Nada disso estava acontecendo.
–Eu sei o que você vai dizer – Katharina disse, colocando as mãos na cintura. – “Comigo é diferente”. Mas, eu vou te dizer a verdade: não é. Você é só mais uma que ele vai usar.
–Ele não vai me –
–Mas no final – Katharina continuou, ignorando seja lá o que Misaki iria dizer -, todos sabem que é comigo que ele vai casar.
Misaki ficou boquiaberta. De alguma maneira, sua ida ao buffet acabara com uma conversa sobre casamentos.
–Então, não perca seu tempo – Katharina disse.
Ela virou-se e começou a voltar para seu vagão. Quando o salto de sua bota tocou os cacos de vidro, um barulho ainda mais irritante tocou os ouvidos de Misaki.
Katharina estava prestes a sair. Ela já estava chegando ao corredor, mas sua curiosidade a fez parar.
–Misaki? – Ela chamou a garota em um tom mais ameno.
Misaki ainda estava petrificada, assustada demais com o que acabara de acontecer. Quando ela não disse nada, Katharina continuou.
–Você disse que seu pai a ensinou a fazer gelo em formatos, é verdade?
Misaki assentiu.
–É – ela disse. – Meu pai me ensinou quando eu era pequena. Primeiro comecei a fazer corações e depois –
Misaki parou de falar porque Katharina já não estava mais ali. Ela já havia obtido a resposta que precisava.
Notas finais
Bom, o que vocês acharam desse capítulo? Gostaram? Odiaram? Ele ficou bem maior do que eu esperava, e muito centrado na Katharina (acho que é porque eu estou louca para revelar quem é a mãe dela. Alguém já tem uma ideia de quem é?).
Como vocês perceberam, eu coloquei um resuminho bem estilo Glee no começo e eu espero que ele facilite a vida de vocês ^^
O próximo capítulo será mais centrado no novo time (que já tem nome, mas só vou revelar quando chegar a hora certa muahahaha). Além disso, uma nova personagem vai chegar, prometendo muitas emoções.
Por favor, deixem um review se tiverem tempo e tenham um bom dia ^^
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