Notas iniciais
Anteriormente em Summer Paradise, três times jovens se formaram na Fairy Tail: X-Timeless, Galanties e Smelly Losers. Agora, eles estão prestes a competir em um torneio para ver qual é o mais forte. Ricardo Strauss, o nosso tagarela preferido, foi atacado pela novata, Yoga, aparentemente por tê-la ofendido ou algo assim. Para dizer a verdade, ninguém se lembra ao certo. O pobre do Bixlow ainda está sofrendo nas mãos cruéis dos jovens de sua guilda e é isso o que vocês precisam saber para acompanhar esse novo capítulo de SUMMER PARADISE (sentiram a musiquinha no nome?)

–Vocês acham que Ricardo vai ficar bem? – Victor Albertino perguntou aos seus companheiros de time.

Ricardo Strauss fora levado à enfermaria do hotel. Aparentemente, não havia nada de errado com ele, mas a enfermeira fizera questão de checar cada parte de seu corpo. Segundo ela, ninguém gritava de dor por razão nenhuma, nem mesmo magos estúpidos.

–Quem se importa? – Guga respondeu ao irmão, ocupado demais tomando seu sorvete.

–Cara, — Leonardo Eucliffe, o outro membro do time, se intrometeu – quem diria que aquela garota teria um poder daqueles? Pelo menos ela não vai participar da competição, se não estaríamos perdidos.

–Nem me fale – Guga assentiu.

–Mas ela tem que ter alguma falha – Victor disse, pensando consigo mesmo. – Algum ponto fraco.

Não o leve a mal, ele até que gostava de Ricardo, o novo membro dos Galanties, mas Victor tinha um sério problema. Ele gostava de enigmas. Desafios. E, aquela garota, Yoga, o dera algo para desvendar.

Leonardo Eucliffe olhou ao redor. Todos os membros da Fairy Tail, exceto a maluca da Yoga que sumira misteriosamente após o ataque, estavam sentados na arquibancada que havia em volta da arena que fora instalada especialmente a eles.

O primeiro combate iria começar. Todos estavam ansiosos. Alguns batiam seu pé freneticamente no chão, como se dessa forma pudessem espantar o nervosismo. Já outros roíam a unha sem vergonha nenhuma, porque, o que mais eles fariam enquanto Bixlow fazia suspense sobre quem seriam os sortudos que abrirão o torneio?

–Hum, — Guga disse terminando seu sorvete e jogando o papel em direção ao irmão. Afinal, o lugar de lixo era no lixo. – Eu espero pegar o idiota do Ralf. Quero acabar com a raça do desgraçado.

–Ei – Victor reclamou, mas jogou o papel fora de qualquer maneira.

–Ou talvez a irmã dele – Guga continuou dizendo, não se importando com o irmão. – Sim, a irmã dele. Acho que doeria mais. Posso até dar uma trepada com ela, acho que isso deixaria Ralf louco.

Leonardo revirou os olhos, tentando não ouvir o que seu amigo retardado dizia. Já, Victor veio marchando em direção a Guga, mais sério do que nunca.

–Não se atreva tocar na Beatrice – Victor disse encarando o irmão, sua voz mais rouca que de costume. – Eu estou falando sério, Guga.

Guga riu.

–Uhhhh – ele disse, rindo. – O garotinho está falando sério. Ok, então, Vitinho. Não vou tocar na sua garota.

Victor ficou vermelho. Extremamente vermelho.

–Não, ela não é – ele disse, tropeçando em suas palavras desajeitadamente. – Tris e eu não somos, ela não é –

Mas, não importava mais. Guga já estava cantarolando sobre algo banal como pegar mais sorvete.


**


–Membros da Fairy Tail – Bixlow começou a dizer, perdido em anotações. – É com muita alegria que eu...

–Olha só – Guga Laggiano sussurrou ao amigo, Leonardo.

Guga era um dragon slayer do vento. E também um chato de primeira.

–... apresento a vocês a terceira edição – Bixlow continuou seu discurso cuidadosamente preparado – do torneio jovem Fairy Tail!

Bem nesse momento, o papel que Bixlow estivera segurando voou. O mago soltou alguns palavrões, e correu atrás de suas anotações.

Guga e Leonardo riram abertamente quando Bixlow se agachou para pegar o pedaço de papel que saiu voando pelas mãos do mago logo em seguida.

Ai, ai, Guga adorava poder controlar o vento.

Depois de umas dez tentativas fracassadas, Bixlow desistiu do papel e voltou ao seu lugar.

–Tanto faz – Bixlow suspirou e dirigiu-se a plateia. – Bom, o universo parece não querer que eu faça as coisas como elas devem ser feitas.

O universo ou Guga?

–Mas, essa é a nossa guilda, não é? – Bixlow disse, seu tom de voz se elevando. – Nós não seguimos protocolo nenhum! Nós somos a Fairy Tail!

Todos os membros gritaram em aprovação. Bixlow levou as mãos ao alto e jogou sua língua para fora como não fazia há um bom tempo, revelando sua enorme tatuagem.

Os novatos riam e torciam, encantados em ver que, apesar de todos os conflitos bobos que existiam na guilda, eles ainda tinham toda a energia e entusiasmo que caracterizavam a Fairy Tail.

–Para estrear a nossa competição – Bixlow continuou – vou chamar aqui para a arena... Hana Dragneel e... Jo Clive!

A torcida foi a mil. A primeira luta fora anunciada. Agora, as competidoras tinham cinco minutos para se preparar.


**


Para Jo, cinco minutos pareciam rápidos demais.

–Calma – Dana disse a amiga.

–Jo! – Ralf disse, encorajando sua companheira de time. – Mostre quem nós somos!

Parecia que Jo iria vomitar.

–Você consegue, Jo – Katharina piscou para a amiga.

–Será que a Tris não pode trocar de lugar comigo? – Jo se lamentou. – Aquela garota é filha do Natsu e...

–Não! – Tris disse, dando tapinhas encorajadores nas costas da amiga. – Você consegue. Você é forte.

Mas, Katharina sabia exatamente como Jo se sentia.

Jo e Kath faziam parte do X-Timeless, o time mais forte da Fairy Tail, é verdade. Porém, sempre quando o assunto se resumia a luta, as duas garotas eram deixadas de lado e Ralf, Tris e Dana brilhavam.

–Você é forte, Jo! – Ralf ecoou as palavras de sua irmã, Tris.


**


Já para Hana, cinco minutos eram como uma eternidade.

O que ela iria fazer em cinco minutos?

–Você está bem? – Misaki perguntou à amiga.

–Quer alguma coisa? – Nathan ofereceu logo depois.

Hana balançou a cabeça negativamente.

Até mesmo Linnea parecia preocupada. A cada aproximadamente cinco segundos, ela lançaria um olhar preocupado em direção à garota de cabelo rosa.

–Não é justo! – Juliiana praticamente gritou. – Essas pessoas sabiam que iria ter essa competição estúpida e ninguém contou nada para nós. Infernos, essas pessoas até já participaram dessa competição antes. Não estamos preparados!

Ninguém disse nada. Afinal, o que eles diriam?

–O que nós sabemos sobre Jo? – Nathan disse, andando de um lado para o outro. – Além de ela ser filha do Gildarts, o mago mais poderoso da Fairy Tail. Ou melhor, do mundo.

–Nós nem sabemos qual é o poder de Jo – Misaki disse pensativa.

–Eu sei qual é – Hana murmurou.

Todos os olhares se voltaram a ela.

E ela sabia.


**


Jo pisou na arena cambaleando um pouco, ao mesmo tempo em que Hana se posicionava na sua frente.

Hana encarou a morena. Ela tinha um corpo escultural e um bronzeado que causava inveja. Naquele momento, Jo estava usando um vestido rosa colado ao corpo. Definitivamente não era uma boa opção para uma luta, mas Hana sabia que sua oponente não teria que se mover muito.

Jo sabia que era bonita. Muito bonita. Mas, beleza não ganhava uma luta, ou será que ganhava?

–Preparadas? – Bixlow perguntou.

As duas assentiram, quase imperceptivelmente.

–Podem começar a luta!

Por um momento, parecia que o mundo tinha congelado.

Mas, então, os gritos da torcida lembraram Hana onde ela estava e o que deveria estar fazendo.

Ela deu um passo para frente, pegou a chave em seu bolso e levou-a para cima.

–Taurus! – ela gritou e magicamente o espírito celestial apareceu na arena.

–Muuuuuu – ele disse, pegando em seu machado.

Hana Dragneel não só herdara os poderes mágicos de seu pai, mas também o de sua mãe, Lucy.

Ela era uma dragon slayer do fogo e uma maga celestial. Isso definitivamente não podia ser bom para Jo.

Jo podia ouvir a plateia gritando. Até mesmo podia separar o grito de seus amigos dos outros. “Vai Jo!” provavelmente veio de Ralf. “Anda logo, faz alguma coisa!” ela não tinha muita certeza do último, podia ser tanto de Tris quanto de Dana.

Jo enfiou a mão dentro de seu vestido.

–Wow – Leonardo Eucliffe disse assustado em seu lugar. – O que ela está fazendo?

–Você acha que ela vai se masturbar? – Guga perguntou, não escondendo a baba que saía de sua boca.

–Cala a boca – Victor bateu no irmão.

Rapidamente a mão de Jo voltou à vista. Desta vez, segurando algo dourado.

–Eu invoco o leão! – ela gritou. – LOKE!

Jo iria direto ao assunto usando o espírito mais forte do zodíaco.

Hana trincou os dentes. Ela podia ser filha de Lucy e ter herdado alguns espíritos da mãe. Porém, Jo Clive fora aprendiz de Lucy Heartifilia desde que tinha dez anos. Lucy adorava Jo e dera ela seu espírito mais precioso – o leão.

–Duas magas celestiais? – Hana ouviu alguém gritar na plateia. – Incrível!

–Jo – Loke sorriu quando viu a morena. – Tão bela como sempre.

–Ai, — Jo respondeu sentindo seu corpo esquentar – Loke.

Essa luta seria mais do que um combate comum para Hana. Seria a chance de provar para sua mãe que ela era capaz de ganhar uma luta usando apenas sua magia celestial. Seria a chance de provar que todos os espíritos que sua mãe dera a Jo, deveriam ter sido entregues a ela.

Por isso, Hana deixaria seu lado mais forte, seu lado dragon slayer, descansando por enquanto.

–Ataque-o! – Hana gritou ao espírito de touro.

Taurus foi em direção a Loke, que desviava perfeitamente de seus golpes.

Hana cerrou os punhos. Ela sabia que Taurus não tinha a mínima chance de ganhar.

Em um piscar de olhos, ela pediu que ele voltasse ao mundo espiritual. Quem ela chamaria? Ela tinha Aquarius, mas não havia água nenhuma para invoca-la.

–Scorpio! – ela gritou agarrando-se a nova chave.

O novo espírito apareceu na arena, ganhando muitos “wows” e “nossas!”. Rapidamente o espírito representante da constelação de Escorpião formou sua tempestade de areia e lançou-a contra Loke.

Jo levou o braço ao rosto, protegendo-se da areia. Merda. O que ela iria fazer agora?

–Capri! – ela gritou depois de buscar a outra chave em baixo de suas roupas.

O grande bode se materializou na frente da garota, servindo como escudo à tempestade. Porém, para a alegria das garotas que estavam assistindo, Loke não fora embora, apenas tossia freneticamente graças a areia.

Como? Hana pensou. Como essa garota conseguia invocar dois espíritos ao mesmo tempo? Os espíritos mais fortes do zodíaco?

Hana já estava com as pernas moles. Ela não aguentava mais. Fazia meses desde que ela invocara um espírito e agora ela estava pagando o preço.

Já Jo estava radiante. Afinal, ela treinara sua vida toda para situações como essa.

–Acabem com ele – ela disse aos seus espíritos, mas claro, Jo não se esqueceu de piscar para Loke antes.

–Será um prazer, senhorita – Loke sorriu.

Hana estava perdida. Os dois melhores lutadores do zodíaco. Ela iria perder. Ela não podia. Ela não –

–Asas cortantes do dragão de fogo! – Hana gritou, unindo todas as suas forças.

Dessa vez, a mão de Jo foi em direção ao seu peito, como se ela fosse tirar algo de seu sutiã. E, bem, ela realmente tirou. Cartas.

Ela as jogou na direção do fogo que Hana lançava, impedindo algumas labaredas de chegarem perto. Mas, eram muitas... Muitas.

Antes que todos imaginavam, Jo estava caída no chão.


**


–Isso foi roubo! – Bixlow ouviu alguém gritar atrás dele.

Ele olhou para trás lentamente, e, claro, lá estava Tris Redfox marchando em sua direção, seguida por Katharina Dreyar. Suas garotas preferidas. Ou não.

–Você sabe que foi, Bixlow! – Tris disse, parando em frente ao mago. – Essa luta deve ser anulada. Agora.

–Tris, sinto muito, mas –

–Bixlow! – Katharina disse com sua vozinha irritante. – Tris está certa! Você não pode colocar uma dragon slayer contra uma maga celestial! Todos sabem o resultado dessa luta!

–É injusto! – Tris exclamou, dando um passo na direção dele.

–E baixo! – Katharina complementou. – Todos viram que Jo estava ganhando, ela tem muito mais habilidades do que aquela novata otária quando se trata de magia celestial. Jo ganhou!

–Nem tente nos convencer do contrário, Bixlow – Tris disse, quando ele abriu a boca para tentar dizer algo.

Bixlow suspirou.

–Sinto muito, garotas – ele disse, dando um passo para trás. A encarada de Tris o amedrontava um pouco. – Mas, regras são regras.

–Regras? – Tris rugiu. – Mas, que regras?

Bixlow cerrou os punhos.

–Não temos regras – Katharina disse.

Era impressão de Bixlow ou será que as duas estavam o encurralando em uma parede?

–Sinto muito – o mago repetiu -, mas Hana ganhou essa batalha.

–Mas – Tris tentou dizer.

–Sem “mas” – ele disse decisivamente.

Bixlow resolveu sair de perto das garotas que o fuzilavam com os olhos. Ele tinha medo de que se ficasse mais um pouco, talvez pudesse ter uma convulsão introduzida pelo ódio delas.

–Merda! – Tris gritou.

–Por que nós não trouxemos a Dana? – Katharina perguntou à amiga. – Ela poderia ter o assustado com todas as suas espadas.

Tris suspirou.

–Ela estava comendo um cupcake.

Ah, estava explicado.

Ninguém interrompia Dana Scarlet quando ela estava concentrada em um cupcake.



**



Jo e Hana foram levadas a uma sala ao lado da arena. Não era nenhuma ocasião especial, todos os competidores se dirigiam a essa sala depois de suas lutas. Era uma sala que eles podiam recuperar suas energias, confraternizar e talvez até começar uma nova amizade. Ou apenas ficar em um silêncio constrangedor, como aconteceu com as garotas.

Hana podia ouvir o barulho que a bolsa de gelo fazia toda vez que tocava a pele de Jo. Ela se sentiu culpada, pois ela era a responsável pelos ferimentos da garota.

–Você me odeia – Hana ficou surpresa em ouvir a voz de Jo.

Ela olhou para a morena e encontrou-a olhando para a janela.

–O que? – Hana se viu forçada a perguntar, pensando que imaginara o comentário.

–Você me odeia – Jo repetiu, dessa vez olhando intensamente para Hana.

De repente, Hana se sentiu pequena.

–Eu não a odeio – ela disse em uma voz fraca.

–Tudo bem se odiar – Jo disse.

–É sério, eu não te odeio.

Hana sentiu seu rosto queimar.

–Eu vi o modo como você me olhou – Jo continuou. – Na arena.

Hana suspirou e forçou as lágrimas a ficarem onde estavam.

–Não é que eu te odeie – Hana murmurou. Será que fora essa a impressão que ela passara a todos? Que ela odiava Jo? Não era tão simples assim. – Eu acho que tenho inveja de você.

Jo arqueou as sobrancelhas, mas esperou a garota continuar.

–Não faz sentido, faz? – Hana perguntou, coçando levemente sua cabeça.

–Não – Jo admitiu. – Eu acho que eu deveria ter inveja de você.

–Por quê? – Hana perguntou confusa. Onde essa conversa iria chegar?

Jo deu de ombros.

–Você sabe – a morena disse, colocando a bolsa de gelo sobre um ferimento em sua perna. – Sua família. Eles se importam muito com você.

Hana desviou o olhar.

–Não é tão perfeito quanto parece – Hana disse e deu uma pausa. Ela podia sentir o olhar penetrante de Jo em seu rosto. – Quero dizer, minha mãe parece gostar mais de você do que de mim. Desde que me entendo por gente, ela nunca estava em casa me treinando, ela estava treinando você.

–Eu sinto muito – Jo disse, percebendo o quanto a garota a sua frente parecia frágil.

–Tudo bem – Hana disse. – Não é sua culpa.

–Na verdade é sim – Jo se sentou em uma posição mais confortável. – Sabe por que ela me treinava?

Hana olhou para a Jo com seus olhos castanhos tristes e curiosos.

–Porque ela tinha pena de mim – Jo respondeu. – Ela morria de pena de mim. O meu pai passava meses fora em missões, sem nem mesmo perguntar se eu estava bem. Minha irmã, Cana, preferia beber a ter que cuidar de mim. – Jo suspirou. – Não me leve a mal, eu os amo do fundo do meu coração, mas a sua mãe foi quem cuidou de mim por todo esse tempo.

Era possível Hana se sentir mais culpada do que antes?

–Eu sinto muito – ela murmurou, seu cabelo rosado caindo em seu rosto. – Eu não sabia.

–Mas ela sempre mencionava você – Jo continuou. – Ela te adora. A Lucy te ama mais do que tudo nesse mundo. Às vezes, ela se sentia um pouco deixada de lado, porque você era tão próxima do seu pai e tudo mais. Mas, ela sempre teve muito orgulho de você.

–Mas, ainda assim, ela entregou os melhores espíritos a você – Hana disse, sentindo uma lágrima escorrer por seu rosto.

–Não pense neles como melhores espíritos – Jo disse, arrumando sua franja. – Cada espírito é único. Cada um tem uma habilidade, uma essência. Loke pode ser melhor no combate, é verdade. Por isso, Lucy o entregou a mim. – Jo continuou. – Porque ela sabia que você saberia se defender muito bem com os poderes de seu pai. Já eu? Viraria poeira em três segundos. Ou menos.

Hana parou para pensar nas palavras de Jo. Ela queria chorar até não ter mais lágrimas, ela queria... poder pedir desculpas a mãe por julgá-la tão facilmente.

Ela mal podia acreditar que essas palavras profundas vieram de Jo, a garota que gritava quando um garoto aparecia em sua frente.

–Hana!

Falando em garotos...

–Nathan! – Hana sorriu quando viu o amigo entrar.

–Você está bem? – ele perguntou se aproximando dela.

Jo virou o rosto, para deixa-los ter seu momento particular. Como ela queria que seu amor também pudesse a visitar...

–Eu estou bem – Hana respondeu. – Mas, o que você está fazendo aqui? Não tenho certeza se você pode –

–Relaxa – Nathan disse, piscando. – Na verdade, eu vim falar com Jo.

Hana levantou as sobrancelhas e Jo instantaneamente olhou em direção ao garoto.

–Jo – Nathan disse, dirigindo-se a morena. – Eu queria te perguntar algo.

–Quer casar comigo? Eu aceito! – Jo gritou feliz.

–Ahn, não era bem isso – Nathan disse envergonhado.

–Ouviu, mulher? – Hana disse e jogou um travesseiro na cara de Jo. – Não era isso.

–O que é então? – Jo perguntou.

–Bem – Nathan disse. Como ele começaria? – É sobre o seu pai.

O corpo de Jo enrijeceu. O que esse garoto queria com Gildarts?

–Eu preciso muito falar com ele – Nathan continuou. – É realmente muito importante para mim. Você não saberia onde ele está, saberia?

Jo balançou a cabeça.

–Ele saiu em uma missão há um tempo – ela disse, jogando uma mecha de seu cabelo para o lado.

–Eu sei – Nathan disse. – Mas, eu pensei que talvez você soubesse onde ele está.

–Desculpe, eu não sei – Jo disse, vendo a expressão de Nathan desmoronar. – Mas,

–Mas? – Nathan perguntou, um sorriso se formando em seu rosto.

–Katharina deve saber – Jo respondeu.

–Katharina? – Hana e Nathan disseram em unisom.

Jo deu de ombros.

–Ela é filha do mestre. Sabe de tudo que se passa nessa guilda.

Jo preferiu deixar de fora o fato de Katharina gostar de saber das coisas.

–Obrigada, Jo! – Nathan disse todo animado. – Vamos, Hana!

Ele pegou a mão da garota e tudo o que ela pode fazer foi dizer um “tchau, Jo” desajeitadamente antes de passar pela porta.

Jo suspirou. Agora ela estava sozinha.

–Jo! – ela ouviu a voz mais sedutora dizer. – My honey!

Ou não tão sozinha.

–Ichiya! – Jo disse o nome que trazia o maior prazer de sua vida.

Jo Clive tinha uma quedinha, digamos assim, por todos os homens. Mas, Ichiya Vandalay Kotobuki era o que tocava seu coração. Toda vez que a morena do corpo escultural via aquele baixinho ela se derretia.

–Vamos fazer o que fazemos de melhor, my honey? – Ichiya disse, enquanto passava sua mão pelas pernas da namorada. – Para matar a saudade?

–Oh, IchiyaVandalay Kotobuki – ela se perdeu em risinhos.

Bom, uma coisa era certa.

A Blue Pegasus chegara.


Notas finais
O que acharam desse capítulo? Bom, eu prometi que publicaria rápido, não prometi?
Espero que tenham gostado de conhecer um pouco melhor a Jo e o outro lado da Hana. Surpreenderam-se com o final? Muahahaha
Agora, a pergunta que não quer calar: quem vocês acham que serão os próximos a competir? Hum... estou aberta a sugestões *-*
Deixem um review se tiverem tempo e tenham um bom dia;
Beijos ;*